TEOLOGIA EM FOCO

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A SALVAÇÃO DE LÓ E A PERDA DA ESPOSA - Gn 19

Note que os varões de Gn 18.2 são “anjos” em Gn 19.1. Ló aprece ser tão hospitaleiro como Abraão (v.2), mas os anjos não querem entrar na sua casa. Preferem passar a noite na rua. Poderemos imaginar Deus recusando entrar na casa de algum2 crente hoje? Afinal os anjos consentiram e entraram.

Ló parece ser o tipo do “meio crente” convencido, mas não convertido. A vida de uma tal pessoa costuma ser uma contenda, uma inutilidade e talvez uma catástrofe. Seu testemunho aos genros ficou nulo (v. 14).

A história de Ló nos ensina que, embora o cristão possa conseguir para si a salvação, pode contudo perder sua família. Filhos e filhas, esposa, criados num meio devasso podem ser corrompidos. A mulher que olha saudosa para traz lembrando da vaidade, da cidade, dos amigos e amigas de Sodoma e dos bens materiais, em pouco tempo não poderá mais trilhar (v.26). Por isso Jesus diz: “Lembrai-vos da mulher de Ló”. O julgamento divino a atingiu porque seus sentimentos estavam em Sodoma.

A ordem divina era: “Não olhe para traz”. Mas a mulher olhou e imediatamente foi transformada numa estatua de sal. Nós cristãos também não devemos olhar para traz. Devemos esquecer as coisas que para traz ficaram, pois só trazem tristezas e amarguras decepções. È por isso que a carta aos Hebreus 12.2 diz: “Devemos olhar para o autor e consumador de nossa fé”. A Bíblia diz: “Não olhes para esquerda e nem para a direita”.

Ló não agiu de acordo com o ensino de 2ª Co 6.17: “Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei”.

Em Sodoma ele ganhou uma porção de tristezas. Ele foi atribulado pela vida dissoluta da cidade. Ló foi desprezado por aqueles a quem procurou conciliar (v.9). Ele não pode evitar arruinar da família. E ainda estava omisso a situação da cidade (sentado na porta da cidade v.1). Mas a graça de Deus salvou Ló, e isso por força, contra a sua vontade (v.16). Quão solene é o aviso de Apocalipse 18.4: “Sai dela povo meu!...”

Notemos que Abraão (tio de Ló), de manhã bem cedo, no dia imediato á notável entrevista com os anjos foi para aquele lugar onde estivera diante da face do Senhor. Nós também podemos, voltar ao ponto onde temos provado mais evidentemente a presença de Deus: talvez na casa de oração, na reunião da Santa Ceia. E desse lugar solitário Abraão viu a fumaça de Sodoma incendiada, e compreendeu que nem sempre a intenção de um homem piedoso pode salvar o iníquo de um merecido suplício.

Pr. Elias Ribas

Nenhum comentário:

Postar um comentário