TEOLOGIA EM FOCO

domingo, 20 de agosto de 2017

A RESTAURAÇÃO DA ALIANÇA QUEBRADA


Neemias 13.22-26: “Também ordenei aos levitas que se purificassem, e viessem guardar as portas, para santificar o sábado. Nisso também, Deus meu, lembra-te de mim, e perdoa-me segundo a abundância da tua misericórdia. 23 Vi também naqueles dias judeus que tinham casado com mulheres asdoditas, amonitas, e moabitas; 24 e seus filhos falavam no meio asdodita, e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de seu povo. 25 Contendi com eles, e os amaldiçoei; espanquei alguns deles e, arrancando-lhes os cabelos, os fiz jurar por Deus, e lhes disse: Não darei vossas filhas a seus filhos, e não tomareis suas filhas para vossos filhos, nem para vós mesmos. 26 Não pecou nisso Salomão, rei de Israel? Entre muitas nações não havia rei semelhante a ele, e ele era amado de seu Deus, e Deus o constituiu rei sobre todo o Israel. Contudo mesmo a ele as mulheres estrangeiras o fizeram pecar. 27 E dar-vos-íamos nós ouvidos, para fazermos todo este grande mal, esta infidelidade contra o nosso Deus, casando com mulheres estrangeiras”?

INTRODUÇÃO. O povo de Deus sempre foi, é, e será separado do mundo. É mandamento de Deus para que haja diferença entre o que serve a Deus e o que não serve. Nos dias de Neemias foi necessário uma tomada de posição em face do desprezo que havia pelos mandamentos do Senhor, com respeito a separação dos povos e a observância dos preceitos divinos. A luta de Neemias pela santidade de Judá nos ensina que devemos também lutar, até que consigamos levar o povo s uma entrega total ao Senhor.

I. ISRAEL, ESCOLHIDO PARA SER SANTO

1. Deus exigiu separação do Seu povo.Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei” (Gn 12.1).
1.1. Deus nunca ordenou o seu povo a se unir com os pagãos com o fim de ganhá-los. A ordem de Deus é sempre: 1) Retirai-vos do meio deles…” (2ª Co 6.17); 2) “Retirai-vos dela, povo meu, para não serdes cúmplices de seus pecados e para não participardes de seus flagelos” (Ap 18.4).
1.2. Deus fez questão de mostrar que Seu povo era diferente. “Mas contra os filhos de Israel nem mesmo um cão moverá a sua língua, nem contra homem nem contra animal; para que saibais que o Senhor faz distinção entre os egípcios e os filhos de Israel” (Êx 11.7).
“Então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que serve a Deus, e o que o não serve” (Ml 3.18).

2. O Senhor elegeu o Seu povo em santidade.
2.1. Deus escolheu aquele povo para ser exemplo no meio duma geração incrédula e pecadora. Em tudo deveriam ser santos. Em sua maneira de alimentar, de se comportar e de adorarem a DEUS.
2.2. No monte Sinai, Moisés recebeu do Senhor as primeiras instruções acerca da santidade. “E vós sereis para mim reino sacerdotal e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Êx 19.6).
2.3. Deus exigiu santidade de Seu povo. “Então falou o Senhor a Moisés, dizendo: 2 Santifica-me todo primogênito, todo o que abrir a madre de sua mãe entre os filhos de Israel, assim de homens como de animais; porque meu é” (Êx 13.2).
E sereis para mim santos; porque eu, o Senhor, sou santo, e vos separei dos povos, para serdes meus” (Lv 20.26).

3. O Senhor exige separação do Seu povo.
3.1. Nos dias de Neemias o povo havia se corrompido. “Então Seeanias, filho de Jeiel, um dos filhos de Elão, dirigiu-se a Esdras, dizendo: Nós temos sido infiéis para com o nosso Deus, e casamos com mulheres estrangeiras dentre os povos da terra; contudo, no tocante a isto, ainda há esperança para Israel” (Ed 10.2).
3.2. Após a leitura da Lei, Israel descobriu que o Senhor exigia sua separação dos povos. “Naquele dia leu-se o livro de Moisés, na presença do povo, e achou-se escrito nele que os amonitas e os moabitas não entrassem jamais na assembleias de Deus” (Ne 13.1.).
3.3. Deus é exigente quanto à nossa espiritualidade. “Que harmonia há entre Cristo e Belial? ou que parte tem o crente com o incrédulo”? (2ª Co 6.15).
3.4. A mistura sempre foi um perigo na vida de Israel. “Também subiu com eles uma grande mistura de gente; e, em rebanhos e manadas, uma grande quantidade de gado” (Êx 12.38).
3.5. Sede santos porque Eu, o Senhor, sou santo. “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em todo o vosso procedimento; porquanto está escrito: Sereis santos, porque eu sou santo” (1ª Pe 1.15-16).
3.4. Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá ao Senhor. “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

II O PERIGO DO JUGO DESIGUAL

1. O povo tomou uma decisão.
1.1. A decisão foi imediata ante ao mandamento do Senhor. “Ouvindo eles esta lei, apartaram de Israel toda a multidão mista” (Ne 13.3.).
1.2. Neemias tomou uma posição firme com o povo. “E seus filhos falavam no meio asdodita, e não podiam falar judaico, senão segundo a língua de seu povo. Contendi com eles, e os amaldiçoei; espanquei alguns deles e, arrancando-lhes os cabelos, os fiz jurar por Deus, e lhes disse: Não darei vossas filhas a seus filhos, e não tomareis suas filhas para vossos filhos, nem para vós mesmos” (Ne 13.24-25).

2. A união reprovada por Deus.
2.1. Ao tirar Israel do Egito, ordenou-lhe Deus, de modo claro e veemente, que não se misturasse com outros povos.
“Guarda-te que não faças concerto com os moradores da terra aonde hás de entrar; para que não seja por laço no meio de ti e tomes mulheres das suas filhas para os teus filhos, e suas filhas, prostituindo-se após os seus deuses, façam que também teus filhos se prostituam após os seus deuses” (Êx 34.12,16).
2.2. Esse preceito é repetido em outros textos sagrados. “Não contrairás com elas matrimônios; não darás tuas filhas a seus filhos, e não tomarás suas filhas para teus filhos” (Dt 7.3).
2.3. Os israelitas, porém, distanciando-se de Deus, fizeram justamente o contrário: uniram-se às mulheres pagãs. E o resultado não poderia ser mais desastroso. Mas agora, avivados pela Palavra de Deus, comprometeram-se a não mais se misturar com os idólatras através do casamento. “E que não daríamos as nossas filhas aos povos da terra, nem tomaríamos as filhas deles para os nossos filhos” (Ne 10.30).

3. A dolorosa separação.
3.1. Antes de Neemias, Esdras já havia conclamado o povo a não se misturar com os gentios: “Por isso não deis vossas filhas a seus filhos, e não tomeis suas filhas para vossos filhos, nem procureis jamais a sua paz ou a sua prosperidade; para que sejais fortes e comais o bem da terra, e a deixeis por herança a vossos filhos para sempre. E depois de tudo o que nos tem sucedido por causa das nossas más obras, e da nossa grande culpa, ainda assim tu, ó nosso Deus, nos tens castigado menos do que merecem as nossas iniquidades, e ainda nos deixaste este remanescente; tornaremos, pois, agora a violar os teus mandamentos, e a aparentar-nos com os povos que cometem estas abominações? Não estarias tu indignado contra nós até de todo nos consumires, de modo que não ficasse restante, nem quem escapasse”? (Ed 9.12-14).
3.2. Apesar desta ordenação, os judeus mesclaram-se com os pagãos através de casamentos ilícitos. Tais uniões tiveram de ser desfeitas. Foi uma medida traumática, mas necessária. “E o resto do povo, os sacerdotes, os levitas, os porteiros, os cantores, os netineus e todos os que se tinham separado dos povos das terras para a Lei de Deus, suas mulheres, seus filhos e suas filhas, todos os sábios e os que tinham capacidade para entender” (10.28).
O povo é conclamado a desfazer as uniões com os pagãos, pois Deus não aprova casamentos entre crentes e descrentes.

4. O jugo desigual.
4.1. Deus não aceita seu povo comungar com pecadores.
4.2. Somos templo do ESPÍRITO SANTO e não podemos participar dos pecados alheios. “Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos”? (1ª Co 6.19).
4.3. Não são poucos os que, atualmente, namoram e até se casam com pessoas alheias à verdadeira fé cristã, contrariando, assim, a admoestação bíblica. “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas” (2ª Co 6.14).
Jovem, cuidado. É melhor obedecer agora do que sofrer mais tarde. Espere no Senhor. Obedeça aos seus pais. Consulte o seu pastor.

III. O ESFRIAMENTO TRAZ DESPREZO PELO SAGRADO

1. Neemias luta pela obra de Deus.
1.1. Diante da triste situação, Neemias contende com os levitas. “Então contendi com os magistrados e disse: Por que se abandonou a casa de Deus? Eu, pois, ajuntei os levitas e os cantores e os restaurei no seu posto” (Ne 13.11).
1.2. Os levitas desprezam o sagrado. “Também soube que os quinhões dos levitas não se lhes davam, de maneira que os levitas e os cantores, que faziam o serviço, tinham fugido cada um para o seu campo” (Ne 13.10).
Quando o povo esfria, a obra de Deus sofre.
1.3. O apóstolo Paulo sentiu o desprezo dos amigos. “Na minha primeira defesa ninguém me assistiu, antes todos me desampararam. Que isto não lhes seja imputado” (2ª Tm 4.16).
1.4. Jesus foi desprezado pelos discípulos. “Nisto, todos o deixaram e fugiram” (Mc 14.50).
1.5. Devemos honrar os que presidem. “Ora, rogamo-vos, irmãos, que reconheçais os que trabalham entre vós, presidem sobre vós no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais em grande estima e amor, por causa da sua obras. Tende paz entre vós” (1ª Ts 5.12-13).

2. O povo desprezou o mandamento.
2.1. Deus havia determinado uma benção para o servos, levitas e sacerdotes. “Tudo o que do azeite há de melhor, e tudo o que do mosto e do grão há de melhor, as primícias destes que eles derem ao Senhor, a ti as tenho dado. Os primeiros frutos de tudo o que houver na sua terra, que trouxerem ao Senhor, serão teus. Todo o que na tua casa estiver limpo comerá deles” (Nm 18.12-14).
2.2. Desta maneira o povo os sustentava e eles exerciam seu ministério. “Todas as ofertas alçadas das coisas sagradas, que os filhos de Israel oferecerem ao Senhor, eu as tenho dado a ti, a teus filhos e a tuas filhas contigo, como porção, para sempre; é um pacto perpétuo de sal perante o Senhor, para ti e para a tua descendência contigo” (Nm 18.19).
2.3. Nos dias de Neemias o povo desprezou este mandamento. “Então contendi com os magistrados e disse: Por que se abandonou a casa de Deus? Eu, pois, ajuntei os levitas e os cantores e os restaurei no seu posto” (Ne 13.11).
2.4. A Bíblia ensina que, aqueles que anunciam o evangelho vivam do evangelho. “Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho” (1ª 9.14).
2.5. Desamparamos a casa de Deus quando deixamos de contribuir. “Assim fala o Senhor dos exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo de se edificar a casa do Senhor” (Ag 1.2); “Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu o dissipei com um assopro. Por que causa? diz o Senhor dos exércitos. Por causa da minha casa, que está em ruínas, enquanto correis, cada um de vós, à sua própria casa (Ag 1.9).
2.6. Quando semeamos no reino de Deus somos ricamente abençoados. “Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará, Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria. E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda boa obra; conforme está escrito: Espalhou, deu aos pobres; a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia, e pão para comer, também dará e multiplicará a vossa sementeira, e aumentará os frutos da vossa justiça” (2ª Co 9.6-10).

4. O conversão de Judá.
4.1. Muitas vezes o líder precisa falar com maior autoridade. “Ó coríntios, a nossa boca está aberta para vós, o nosso coração está dilatado”! (2ª Co 6.11).
4.2. Para que o povo entenda melhor o propósito de Deus. “Então todo o Judá trouxe para os celeiros os dízimos dos cereais, do mosto e do azeite” (Ne 13.12).
4.3. Um dos sinais da conversão ´´e o coração aberto para obra do Senhor. “Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria” (2ª Co 9.7).

IV. NEEMIAS CONDUZ ISRAEL A NOVOS PROPÓSITOS

1. O líder deve estar atento ao povo.Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; cuida bem dos teus rebanhos” (Pv 27.23).
1.1. Procurando ver como procedem. “Naqueles dias vi em Judá homens que pisavam lugares no sábado, e traziam molhos, que carregavam sobre jumentos; vi também vinho, uvas e figos, e toda sorte de cargas, que eles traziam a Jerusalém no dia de sábado; e protestei contra eles quanto ao dia em que estavam vendendo mantimentos” (Ne 13.15).
1.2. Neemias viu o erro do povo, pois estavam desviando do mandamento da Lei. “Lembra-te do dia do sábado, para o santificar (Êx 20.8).
1.3. O líder é o responsável peal ordem na casa de Deus. “Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem o que ainda não o está, e que em cada cidade estabelecesses anciãos, como já te mandei” (Tt 1.5).


CONCLUSÃO. Assim que Neemias chegou em Jerusalém empreendeu uma luta contra tudo e contra todos, a fim de buscar o bem daquele lugar. Louvado por uns e odiado por outros, Neemias impôs seu estilo de trabalho e conseguiu o seu objetivo: reconstruir os muros e levar o povo a uma vida de comunhão com o Senhor. A lição de Neemias sempre estará em nossas mentes e corações, pois jamais podemos esquecer a luta de um líder pela causa do Senhor.

Pr. Elias Ribas

sábado, 12 de agosto de 2017

A INTEGRIDADE DE UM LÍDER


Neemias 1.5-11: E disse: Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e terrível, que guardas o concerto e a benignidade para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos! 6 Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, de dia e de noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que pecamos contra ti; também eu e a casa de meu pai pecamos. 7 De todo nos corrompemos contra ti e não guardamos os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos que ordenaste a Moisés, teu servo. 8 Lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Vós transgredireis, e eu vos espalharei entre os povos.9 E vós vos convertereis a mim, e guardareis os meus mandamentos, e os fareis; então, ainda que os vossos rejeitados estejam no cabo do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome. 10 Estes ainda são teus servos e o teu povo que resgataste com a tua grande força e com a tua forte mão. 11 Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à oração dos teus servos que desejam temer o teu nome; e faze prosperar hoje o teu servo e dá-lhe graça perante este homem. Então, era eu copeiro do rei.

INTRODUÇÃO. Nessa lição, destacaremos as características de Neemias como líder e servo de Deus. Com certeza você pode extrair importantes lições para o seu ministério e vida pessoal, estudando o livro e a vida de Neemias. Aprendemos a respeito de um homem íntegro que dependia inteiramente do Senhor e da sua Palavra. Como líder de sua classe siga o exemplo de Neemias e prossiga vitorioso em sua tarefa de ensinar e aperfeiçoar os santos (Ef 4.11-16).

I. DEUS ESCOLHE E PREPARA LÍDERES PARA SUA OBRA
1. Um copeiro a serviço do Reino. Neemias era copeiro do rei Artaxerxes quando Deus o chamou a liderar o seu povo num momento de profunda crise moral, espiritual e econômica. Ele tinha como função proteger a vida do rei, provando-lhe o vinho, a fim de que o monarca não fosse envenenado. Somente alguém especialmente qualificado poderia exercer semelhante cargo. Segundo alguns historiadores, os copeiros também aconselhavam o soberano em assuntos de estado. Não obstante, Neemias abriu mão de todas essas vantagens, para ajudar seus compatriotas a superar aquele momento tão difícil. Atualmente, não são poucos os homens e mulheres que tudo renunciam para se dedicarem integralmente ao Reino de Deus.

2. Uma rainha a serviço do Reino. Certa vez, o rei Assuero, já tomado pelo vinho, resolveu exibir a beleza da esposa aos seus convidados. Como a rainha Vasti se recusasse a comparecer perante ele, o monarca destronou-a. E para ocupar o seu lugar, o rei determinou que se convocassem as mais belas moças do reino, a fim de que, dentre estas, fosse escolhida a substituta de Vasti. E a escolha recaiu sobre Ester, que foi usada por Deus para operar um grande livramento. Ester destacou-se por uma coragem singular; ela não temeu perder a própria vida. Somente os grandes líderes agem assim.

3. Um pastor de ovelhas a serviço do Reino. Tendo já rejeitado a Saul, o Senhor determinou ao profeta Samuel que fosse a Belém ungir, dentre os filhos de Jessé, um rei segundo o seu coração (1ª Sm 16.1). A escolha divina recaiu sobre o caçula da família que, naquele momento, cuidava das ovelhas do pai (1ª Sm 16.13). E grandes foram as obras realizadas por Davi. Deus não olha para a aparência do ser humano, mas para o coração. O que agrada ao Senhor é um caráter reto e íntegro. Essa é uma das principais características de um verdadeiro líder.

II. AS CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER DE DEUS

1. Integridade espiritual. Neemias não compactuava com os pecados do povo. Homem íntegro e temente a Deus, não se limitou a reconstruir os muros e as portas de Jerusalém, mas conduziu a nação a uma profunda reforma moral e espiritual. Ele restaurou o ministério levítico, combateu o casamento misto (Ne 13.25) e restabeleceu a guarda do sábado. O líder espiritual conduz o povo à santidade e a um viver íntegro.

2. Integridade moral. Neemias administrou os recursos financeiros e patrimoniais da nação com honestidade, transparência e sabedoria. Ele não utilizou indevidamente os recursos financeiros do povo de Deus, mas agiu com muita correção e cuidado (Ne 5.9-12). Há um ditado popular que diz: “Quer saber quem é realmente uma pessoa? Dê-lhe poder”. Há certos homens e mulheres que, ao assumirem um cargo de liderança, mudam completamente. Agem com arrogância e desonestidade. O poder, entretanto, não corrompeu a Neemias. Ele soube como manter a sua integridade.

3. Um testemunho irrepreensível. Neemias viveu de forma correta e integra. Não podemos nos esquecer que liderança é exemplo. O discurso do líder tem de ser coerente com a sua prática.

III. A VIDA DEVOCIONAL DO LÍDER DE DEUS

1. A oração. Na Palavra de Deus, há vários exemplos de líderes que foram bem-sucedidos graças à oração. Davi e Daniel oravam três vezes ao dia (Sl 55.17; Dn 6.10). Paulo orava em todo o tempo (Ef 6.18). E Jesus orava diariamente (Mt 26.44). A oração preparou Neemias para enfrentar impiedosos ataques. Se ele não tivesse o hábito de orar, certamente teria sucumbido diante das dificuldades. A oração fortalece a alma e as mãos do homem de Deus.

2. O estudo da Palavra de Deus. Neemias reuniu o povo na praça principal da cidade para ouvir a Palavra de Deus (Ne 8.1-3). Todo crente necessita ler e estudar a Bíblia diariamente, para crescer no conhecimento do Senhor (2ª Pe 3.18). Infelizmente, há obreiros que, por não estudarem a Bíblia, acham-se espiritualmente fracos. Um líder nessas condições porta-se como menino espiritual. Precisamos ter a Palavra de Deus no coração para não pecarmos contra o Senhor (Sl 119.11).

3. Adoração ao Senhor. Adorar é uma forma de agradecer a Deus, reconhecendo-O como o Senhor de nossas vidas, pois tudo o que somos e temos vêm d’Ele. Observe o que diz o salmista: “Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas. Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo” (Sl 9.1,2).
Neemias adorou a Deus: “Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e terrível, que guardas o concerto e a benignidade para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!” (Ne 1.5). Na dedicação dos muros e portas de Jerusalém, preparou um culto especial de adoração e louvores a Deus (Ne 12.27) e ordenou que dois corais fossem à frente dos cortejos durante a celebração (Ne 12.38). O verdadeiro líder adora a Deus, porque sabe que toda a glória deve ser endereçada ao Senhor de toda a glória. Aleluia.

VI. APRENDENDO COM NEEMIAS ALGUNS PRINCÍPIOS DE LIDERANÇA

1. Tenha um propósito claro e continue avaliando-o à luz da vontade de Deus. Nada impediu que Neemias permanecesse em sua trajetória.

2. Seja direto e honesto. Todos sabiam, exatamente, do que Neemias precisava, e ele falou a verdade até mesmo quando a própria verdade aparentemente tornaria o seu objetivo ainda mais difícil de alcançar.

3. Viva de uma forma irrepreensível. As acusações contra Neemias eram falsas e vazias.

4. Seja uma pessoa que ora constantemente, recebendo poder e sabedoria através de seu contato com Deus. Todas as ações de Neemias glorificaram a Deus.

5. Leia e obedeça a Palavra de Deus. Neemias amava a Palavra. Ele reuniu o povo na praça principal da cidade para ouvir a Palavra de Deus.


CONCLUSÃO. Neemias é um exemplo de liderança bem-sucedida. Ele não permitiu que nada o impedisse de agradar ao Senhor. Ele soube como conduzir a reconstrução de Jerusalém e a restauração espiritual dos judeus. A sua vida de oração, leitura da Palavra de Deus e adoração fizeram com que ele prosseguisse vitorioso, apesar da oposição que lhe moviam os adversários. Há muito trabalho no Reino de Deus até ao arrebatamento da Igreja. Trabalhemos, pois, como Neemias. Sejamos fiéis e íntegros em todas as coisas, a fim de que o nome do Senhor seja sempre exaltado.

Pr. Elias Ribas

quarta-feira, 26 de julho de 2017

AS BENÇÃOS CELESTIAIS


Efésios 1.3-14: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, 4 assim como nos escolheu (elegeu), nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor 5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, 6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, 7 no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, 8 que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, 9 desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, 10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; 11 nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, 12 a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; 13 em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14 o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.

INTRODUÇÃO. Depois de saudar os irmãos, Paulo agradece a Deus pelas suas bênçãos espirituais em Cristo. Observe que Paulo dá graças pelas bênçãos espirituais “nas regiões celestiais” e não por bênçãos TERRENAS. Cristo morreu para tornar os homens ricos espiritualmente, não fisicamente. As bênçãos espirituais são encontradas “em Cristo” e não no mundo, na igreja ou no pastor. Fora de Cristo, realmente não há bênçãos, somente bens físicos, que perecerão quando morrermos.
No contexto acima o apóstolo Paulo começa a listar algumas das bênçãos:

I. A BENÇÃO DO PAI
Na perícope (no verso 4 e 5), há dois termos que precisam ser examinados. O primeiro no versículo 4 (elegeu) e o segundo no versículo 5 (predestinar).
Perícope é um termo grego que significa “cortar ao redor”, ou seja, uma parte destacada de um texto, para ser analisada e estudada em separado.
V. 4.Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”.

1. Nos elegeu. Eleger no gr. “ekseleksato de eklegomai” que significa selecionar ou escolher.
Ek: tirar.

2. Escolheu: Do verbo escolher; do grego proginosko;é o ato de escolher; nomear; nomear;
Kaleo: Chamar.
Ekle é a raiz da palavra Ekklesia; chamados para fora.
A eleição dos santos é um assunto que sempre teve e sempre terá muitos opositores, visto ser mal compreendida, distorcida e contrariada pela mente carnal. Não obstante, é um princípio fundamental da obra redentora de Cristo e de Sua Maravilhosa Graça Salvadora. Ela é a expressão da Soberania de Deus, de Sua Graça e de Seu Amor Infinito para com a humanidade, porém, como já dita, mal compreendida.
O ato da eleição deu-se “antes da fundação” do mundo ou seja antes do primeiro instante da criação (a palavra “fundação” refere-se, comparativamente, ao momento em que se dá a fecundação do óvulo no ventre materno). A eleição é a resposta de Deus aos desastres das Suas criaturas. Pela eleição Deus preveniu-se contra o pecado sendo os eleitos revestidos de características capazes de contrariar o progresso do pecado e da derrocada da criação. E mais que isso viabilizar o progresso dos propósitos divinos pela eternidade futura.

1.1. Nos elegeu pela sua presciência.
1ª Pe 1.2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas”.
Presciência, é conhecer de antemão, conhecer o futuro; saber os fatos antes de acontecer. Pela Onisciência Deus conhece todas as coisas de antemão. Precisamos entender que, antes da predestinação vem a presciência de Deus. Em Sua Presciência Deus conhece o coração de todos os homens e estabelece a eleição de todos aqueles que n’Ele crerem.
Outro detalhe que precisamos levar em consideração é que Deus habita no tempo Kayrós (tempo de Deus, eternidade) e os homens no tempo Khronos (tempo cronológico).
Fora do Khronos, na eternidade (Kayrós), Deus já realizou a Sua obra redentora, visto que Salomão em Eclesiastes registrou:
“O que é já foi; e o que há de ser, também já foi...” (Ec. 3.15).
Em outras palavras, o presente, passado e futuro estão na eternidade e na eternidade de Deus já aconteceram.
É necessário notar ainda em Rm 8.30 que os verbos se encontram no Pretérito perfeito simples:
“... e os que justificou, e estes glorificou” (v.30b).
Isso nos indica que Paulo, inspirado pelo Espírito Santo e não movido pela sabedoria humana, nos apresenta o plano divino como já realizado, pois, para Deus não existe o fator tempo, Ele ocupa a Eternidade, que não tem começo nem fim.

1.2. Nos elegeu antes da fundação do mundo.
Em sua sabedoria, Deus planejou salvar o homem em Cristo “antes da fundação do mundo”, mesmo antes que o homem tivesse cometido o primeiro pecado.

1.3. Nos elegeu n’Ele em Jesus Cristo (v.4).
2ª Tm 2.10: “Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna”.
É a determinação soberana de Deus na qual Ele nos deu Sua graça salvadora sem olhar para qualquer mérito nos recipiente.
V. 6: “...para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado...”.

1.4. Nos elegeu com um propósito.
Deus selecionou um povo especial em Cristo, justamente como selecionou a nação especial dos judeus, em Abraão (Êx 19.5-6).

A. Nos elegeu para sermos santos. Ele nos selecionou com uma meta: “para sermos santos e irrepreensíveis”. Aqueles que estão em Cristo foram perdoados de seus pecados e deverão viver de tal modo que não pequem mais.
1ª Pedro 2.9: Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

B. Nos elegeu para proclamar as Boas Novas de salvação ao mundo perdido.
Somos geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para um determinado propósito: “...para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

1.5. Nos elegeu para vivermos em amor uns com os outros (v. 4).
“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”.

2. NOS PREDESTINOU
V. 5. “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”.
O verbo grego traduzido como “predestinar” é proorizo, significa, literalmente, “determinar de antemão, predeterminar, preordenar”.

2.1. O Pai predestinou a salvação em Jesus. Jesus nos chamou e nos justificou.
Romanos 8.29-30: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 30 E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou”.
O Pai pela sua presciência sabia que o homem iria pecar; por isso ele predestinou a nossa salvação, ou seja, preparou de antemão o plano de salvação em Jesus Cristo. Por esta razão o Pai enviou o Seu filho ao mundo para aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna.
João 3.16-18: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.
A Bíblia deixa bem claro que é de vontade de Deus que todos os homens sejam salvos e que cheguem ao arrependimento, e não deseja que ninguém se perca:
“Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tt 2.11).
Todavia, haverá aqueles que resistirão a graça de Deus e rejeitarão a Cristo como Salvador:
“Aquele que me rejeita e não acolhe as minhas palavras tem quem o julgue; a Palavra que proclamei essa o julgará no último dia” (Jo 12.48).
Rejeitar a graça de Deus é lutar contra a obra da salvação realizada através do Espírito Santo de Deus:
“Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo” (Jo 16.7-8).
O homem pode até resistir ao Espírito Santo e não ser salvo, porém, não tem condição alguma em influenciar em sua própria salvação, pois, ela é obra única e exclusiva de Deus:
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus...” (Ef 2.8).
“Que nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça” (2ª Tm 1.9).
A estes, aos que creem no seu nome, Deus em sua presciência, os elegeu desde o princípio para a salvação:
“Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade” (2ª Ts 2.13).

2.2. O convite de Jesus.
A. Primeiro lugar Ele nos chama.
Chamar é um verbo grego Kaleo. Significa chamar em alta voz.
O convide de Jesus não é seletivo, mas para todos os homens. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).
Deus chama o homem para desfrutar de uma porção especial no Seu evangelho.
Is 55.1-3 “Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. 2 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura. 3 Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi”.

B. O pecador precisa tomar uma decisão.
Ap 3.20:Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.”
Se alguém ouvir a minha voz. Se o pecador arrepender-se e converter-se.
E abrir a porta.
Entrarei em sua casa. Eu me manifestarei a ele, curarei todas as suas fraquezas, perdoarei todas as suas iniquidades, e amá-lo-ei livremente.
E com ele cearei. Manterei comunhão com ele, alimentá-lo-ei com o pão da vida.
E com ele comigo. Levá-lo-ei finalmente a habitar comigo na glória eterna.

2.2. Ao aceitarmos o convite de Jesus somos recebidos como filhos de Deus por adoção em Jesus Cristo.
Os cristãos são filhos de Deus por adoção. A adoção é sempre questão de escolha pessoal, enquanto o filho que vem pela natureza tem que ser aceito quando vem. Deus “predestinou” alguns deles para adoção. Ele determinou desde antes do começo do mundo que adotaria todos os que estão em Cristo. A adoção por Deus não é apenas uma adoção por acaso. É uma escolha feita “por meio de Jesus Cristo”. Se respondemos em obediência ao evangelho de seu Filho, Deus nos adota.
Jo 1.12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”.
A. Éramos criatura, mas em Cristo Jesus somos filhos.
B. Estamos mortos em nossos delitos, mas em Cristo Jesus fomos vivificados.
Efésios 2.5: “Estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)”.
Colossenses 2.1: E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas”.
Efésios 2.1: “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados”.

2.3. “No qual também fomos feitos herança” (1.11). Os filhos adotados receberão a mesma herança que Cristo, o filho legítimo e primogênito.
Romanos 8.14-17: “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus. 15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. 16 O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. 17 E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e coerdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados”.

2.4. Quando recebemos Jesus como nosso Senhor:
A. Guiados pelo Espírito Santo (15).
B. Passamos ser filho de Deus. “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (16).
C. Somos filhos por adoção. “...mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai”.
D. Somos herdeiros e coerdeiros em Cristo Jesus.
F. E seremos glorificados em Cristo Jesus.

2.5. A salvação vem do Senhor.
Sem ajuda divina nenhum homem poderia jamais ser salvo.
Isaías 59.16: “Viu que não havia ajudador algum e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve”.
Rm 5.6: “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios”.
Jo 6.37: Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.
Jo 6.39-40: “E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. 40 “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”.
Jo 6.44: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia”.
Conforme a resposta positiva que Deus vê no coração do homem em aceitá-lo, ele restaura, liberta, perdoa e transforma o homem numa nova criatura.

II. A BENÇÃO DO FILHO

1. Em Jesus temos a redenção. “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (v.7).
Redenção no grego lutroô, significa: livramento, resgate, libertação mediante o pagamento de uma soma.
Redenção segundo o dicionário português é o ato ou efeito de redimir ou remir, que significa libertação, reabilitação, reparo, salvação. É o ato de adquirir de novo, de resgatar, de tirar do poder alheio, do cativeiro. É livrar-se de um passo arriscado, é livrar-se das penas do inferno. Neste caso, o valor infinito do sangue vertido de Cristo é eficaz para remir os nossos pecados.

2. Redenção é o resgate da humanidade por Jesus Cristo. No conceito Cristão os privilégios da redenção incluem o perdão dos pecados (Efésios 1:7), a justiça (Romanos 5:17) e a vida eterna (Apocalipse 5: 9,10).
Deus perdoa os pecados dos filhos adotados porque Jesus morreu para sofrer o castigo por eles.
Colossenses 1.14: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados”.
Romanos 3.24: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”.

2.1. “Desvendando-nos o mistério da sua vontade” (1.9). Ninguém pode conhecer a mente de Deus a menos que ele resolva revelar seus pensamentos (veja 1ª Coríntios 2.9-13). Em Cristo sua vontade é revelada.

III. BENÇÃO DO ESPÍRITO

V. 11-14: Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; 12 Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; 13 O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. 14 Por isso, ouvindo eu também a fé que entre vós há no Senhor Jesus, e o vosso amor para com todos os santos”.

1. Selo do Espírito. “Fostes selados com o Santo Espírito da promessa” (13).
O selo no V.T. era a circuncisão. Era no prepúcio do homem, era uma marca na carne.
No N. T. é no coração.
Rm 2.28-29: “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a quem é somente na carne. Porém, judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a quem é do coração, no espirito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus.

2. Quem recebe o selo. Aqueles que ouvem e respondem com fé à “palavra da verdade”, recebem o “selo” do Espírito Santo de Deus, mostrando quais ele escolheu para adotar (2ª Timóteo 2.19 e Apocalipse 7.3).

3. O Espírito Santo é uma promessa de Jesus.
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (Jo14.16-17).
De fato, o Espírito nos é dado para que possamos nos tornar aquilo que Jesus foi: parte do futuro de Deus chegando ao presente. Ele nos foi dado para que possamos compartilhar da vida e da Obra de Jesus. Nós, os que cremos em Jesus, recebemos o Espírito como uma “amostra” de como será o novo mundo. Ele é em nós a presença de Deus nos conduzindo, guiando, advertindo, entristecendo-se com as nossas falhas, e celebrando os avanços enquanto vamos em direção à nossa Herança.
A cura dos enfermos no ministério de Jesus carregava também esse sentido de “antecipação”. Na era vindoura toda a enfermidade será eliminada, não haverá morte. A boa nova é que pela fé podemos agora começar a experimentar o que um dia será pleno. Ele já levou as doenças, ele já nos livrou de toda a maldição, por isso não precisamos esperar chegar lá para vivermos saúde divina, pela fé estamos provando os poderes do mundo vindouro já na presente era. Não só provando em nossa vida pessoal, mas também somos veículos, instrumentos de cura e restauração para outros. Como o próprio Jesus nos comissionou: “se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados...” (Mc 16.18).

4. O qual é o penhor da nossa herança.
Penhor é uma palavra do âmbito jurídico e que significa testemunho, uma garantia, segurança, alguma coisa que assegure o pagamento.
O apóstolo Paulo está afirmando que o Espírito Santo que nos foi dado como penhor é o garantidor de que um dia o Senhor virá e nos dará a “possessão adquirida” por Cristo Jesus. Em outras palavras, o Espírito Santo é a garantia de plena salvação quando Jesus vier arrebatar Sua Igreja.
Escrevendo aos colossenses o apóstolo diz: “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13). Quer dizer, como teríamos a segurança de que de fato fomos transportados “para o reino do Filho”, se não houvesse qualquer garantia verdadeira para nós?

5. Cristo a plenitude (1.15-23). Paulo ora para que eles cresçam “no pleno conhecimento d’Ele” (1.17). Se não conhecemos Cristo, como podemos esperar receber as bênçãos espirituais que ele nos oferece? Ressuscitando Cristo, Deus mostrou seu extremo poder para abençoar aqueles que creem.

CONCLUSÃO. Finalmente, Deus fez Cristo o cabeça da Igreja, o qual é o seu corpo (1.22-23). Procurar outra sede fora do céu, onde Cristo está, é negar a autoridade de Cristo.
Fomos predestinado, chamados e enviados; Jesus diz: “Assim como o Pai me enviou eu vos envio...”
Ele nos chamou para Seu reino.
Ele nos chamou para sermos santos.
Ele nos chamou para ser o e templo do Espírito Santo.

Ele nos chamou para oferecer sacrifício vivo que é vosso culto racional (Rm 12.1).

Pr. Elias Ribas