TEOLOGIA EM FOCO

sábado, 12 de agosto de 2017

A INTEGRIDADE DE UM LÍDER


Neemias 1.5-11: E disse: Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e terrível, que guardas o concerto e a benignidade para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos! 6 Estejam, pois, atentos os teus ouvidos, e os teus olhos, abertos, para ouvires a oração do teu servo, que eu hoje faço perante ti, de dia e de noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que pecamos contra ti; também eu e a casa de meu pai pecamos. 7 De todo nos corrompemos contra ti e não guardamos os mandamentos, nem os estatutos, nem os juízos que ordenaste a Moisés, teu servo. 8 Lembra-te, pois, da palavra que ordenaste a Moisés, teu servo, dizendo: Vós transgredireis, e eu vos espalharei entre os povos.9 E vós vos convertereis a mim, e guardareis os meus mandamentos, e os fareis; então, ainda que os vossos rejeitados estejam no cabo do céu, de lá os ajuntarei e os trarei ao lugar que tenho escolhido para ali fazer habitar o meu nome. 10 Estes ainda são teus servos e o teu povo que resgataste com a tua grande força e com a tua forte mão. 11 Ah! Senhor, estejam, pois, atentos os teus ouvidos à oração do teu servo e à oração dos teus servos que desejam temer o teu nome; e faze prosperar hoje o teu servo e dá-lhe graça perante este homem. Então, era eu copeiro do rei.

INTRODUÇÃO. Nessa lição, destacaremos as características de Neemias como líder e servo de Deus. Com certeza você pode extrair importantes lições para o seu ministério e vida pessoal, estudando o livro e a vida de Neemias. Aprendemos a respeito de um homem íntegro que dependia inteiramente do Senhor e da sua Palavra. Como líder de sua classe siga o exemplo de Neemias e prossiga vitorioso em sua tarefa de ensinar e aperfeiçoar os santos (Ef 4.11-16).

I. DEUS ESCOLHE E PREPARA LÍDERES PARA SUA OBRA
1. Um copeiro a serviço do Reino. Neemias era copeiro do rei Artaxerxes quando Deus o chamou a liderar o seu povo num momento de profunda crise moral, espiritual e econômica. Ele tinha como função proteger a vida do rei, provando-lhe o vinho, a fim de que o monarca não fosse envenenado. Somente alguém especialmente qualificado poderia exercer semelhante cargo. Segundo alguns historiadores, os copeiros também aconselhavam o soberano em assuntos de estado. Não obstante, Neemias abriu mão de todas essas vantagens, para ajudar seus compatriotas a superar aquele momento tão difícil. Atualmente, não são poucos os homens e mulheres que tudo renunciam para se dedicarem integralmente ao Reino de Deus.

2. Uma rainha a serviço do Reino. Certa vez, o rei Assuero, já tomado pelo vinho, resolveu exibir a beleza da esposa aos seus convidados. Como a rainha Vasti se recusasse a comparecer perante ele, o monarca destronou-a. E para ocupar o seu lugar, o rei determinou que se convocassem as mais belas moças do reino, a fim de que, dentre estas, fosse escolhida a substituta de Vasti. E a escolha recaiu sobre Ester, que foi usada por Deus para operar um grande livramento. Ester destacou-se por uma coragem singular; ela não temeu perder a própria vida. Somente os grandes líderes agem assim.

3. Um pastor de ovelhas a serviço do Reino. Tendo já rejeitado a Saul, o Senhor determinou ao profeta Samuel que fosse a Belém ungir, dentre os filhos de Jessé, um rei segundo o seu coração (1ª Sm 16.1). A escolha divina recaiu sobre o caçula da família que, naquele momento, cuidava das ovelhas do pai (1ª Sm 16.13). E grandes foram as obras realizadas por Davi. Deus não olha para a aparência do ser humano, mas para o coração. O que agrada ao Senhor é um caráter reto e íntegro. Essa é uma das principais características de um verdadeiro líder.

II. AS CARACTERÍSTICAS DE UM LÍDER DE DEUS

1. Integridade espiritual. Neemias não compactuava com os pecados do povo. Homem íntegro e temente a Deus, não se limitou a reconstruir os muros e as portas de Jerusalém, mas conduziu a nação a uma profunda reforma moral e espiritual. Ele restaurou o ministério levítico, combateu o casamento misto (Ne 13.25) e restabeleceu a guarda do sábado. O líder espiritual conduz o povo à santidade e a um viver íntegro.

2. Integridade moral. Neemias administrou os recursos financeiros e patrimoniais da nação com honestidade, transparência e sabedoria. Ele não utilizou indevidamente os recursos financeiros do povo de Deus, mas agiu com muita correção e cuidado (Ne 5.9-12). Há um ditado popular que diz: “Quer saber quem é realmente uma pessoa? Dê-lhe poder”. Há certos homens e mulheres que, ao assumirem um cargo de liderança, mudam completamente. Agem com arrogância e desonestidade. O poder, entretanto, não corrompeu a Neemias. Ele soube como manter a sua integridade.

3. Um testemunho irrepreensível. Neemias viveu de forma correta e integra. Não podemos nos esquecer que liderança é exemplo. O discurso do líder tem de ser coerente com a sua prática.

III. A VIDA DEVOCIONAL DO LÍDER DE DEUS

1. A oração. Na Palavra de Deus, há vários exemplos de líderes que foram bem-sucedidos graças à oração. Davi e Daniel oravam três vezes ao dia (Sl 55.17; Dn 6.10). Paulo orava em todo o tempo (Ef 6.18). E Jesus orava diariamente (Mt 26.44). A oração preparou Neemias para enfrentar impiedosos ataques. Se ele não tivesse o hábito de orar, certamente teria sucumbido diante das dificuldades. A oração fortalece a alma e as mãos do homem de Deus.

2. O estudo da Palavra de Deus. Neemias reuniu o povo na praça principal da cidade para ouvir a Palavra de Deus (Ne 8.1-3). Todo crente necessita ler e estudar a Bíblia diariamente, para crescer no conhecimento do Senhor (2ª Pe 3.18). Infelizmente, há obreiros que, por não estudarem a Bíblia, acham-se espiritualmente fracos. Um líder nessas condições porta-se como menino espiritual. Precisamos ter a Palavra de Deus no coração para não pecarmos contra o Senhor (Sl 119.11).

3. Adoração ao Senhor. Adorar é uma forma de agradecer a Deus, reconhecendo-O como o Senhor de nossas vidas, pois tudo o que somos e temos vêm d’Ele. Observe o que diz o salmista: “Eu te louvarei, Senhor, de todo o meu coração; contarei todas as tuas maravilhas. Em ti me alegrarei e saltarei de prazer; cantarei louvores ao teu nome, ó Altíssimo” (Sl 9.1,2).
Neemias adorou a Deus: “Ah! Senhor, Deus dos céus, Deus grande e terrível, que guardas o concerto e a benignidade para com aqueles que te amam e guardam os teus mandamentos!” (Ne 1.5). Na dedicação dos muros e portas de Jerusalém, preparou um culto especial de adoração e louvores a Deus (Ne 12.27) e ordenou que dois corais fossem à frente dos cortejos durante a celebração (Ne 12.38). O verdadeiro líder adora a Deus, porque sabe que toda a glória deve ser endereçada ao Senhor de toda a glória. Aleluia.

VI. APRENDENDO COM NEEMIAS ALGUNS PRINCÍPIOS DE LIDERANÇA

1. Tenha um propósito claro e continue avaliando-o à luz da vontade de Deus. Nada impediu que Neemias permanecesse em sua trajetória.

2. Seja direto e honesto. Todos sabiam, exatamente, do que Neemias precisava, e ele falou a verdade até mesmo quando a própria verdade aparentemente tornaria o seu objetivo ainda mais difícil de alcançar.

3. Viva de uma forma irrepreensível. As acusações contra Neemias eram falsas e vazias.

4. Seja uma pessoa que ora constantemente, recebendo poder e sabedoria através de seu contato com Deus. Todas as ações de Neemias glorificaram a Deus.

5. Leia e obedeça a Palavra de Deus. Neemias amava a Palavra. Ele reuniu o povo na praça principal da cidade para ouvir a Palavra de Deus.


CONCLUSÃO. Neemias é um exemplo de liderança bem-sucedida. Ele não permitiu que nada o impedisse de agradar ao Senhor. Ele soube como conduzir a reconstrução de Jerusalém e a restauração espiritual dos judeus. A sua vida de oração, leitura da Palavra de Deus e adoração fizeram com que ele prosseguisse vitorioso, apesar da oposição que lhe moviam os adversários. Há muito trabalho no Reino de Deus até ao arrebatamento da Igreja. Trabalhemos, pois, como Neemias. Sejamos fiéis e íntegros em todas as coisas, a fim de que o nome do Senhor seja sempre exaltado.

Pr. Elias Ribas

quarta-feira, 26 de julho de 2017

AS BENÇÃOS CELESTIAIS


Efésios 1.3-14: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, 4 assim como nos escolheu (elegeu), nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor 5 nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, 6 para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, 7 no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, 8 que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, 9 desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, 10 de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra; 11 nele, digo, no qual fomos também feitos herança, predestinados segundo o propósito daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, 12 a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; 13 em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; 14 o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.

INTRODUÇÃO. Depois de saudar os irmãos, Paulo agradece a Deus pelas suas bênçãos espirituais em Cristo. Observe que Paulo dá graças pelas bênçãos espirituais “nas regiões celestiais” e não por bênçãos TERRENAS. Cristo morreu para tornar os homens ricos espiritualmente, não fisicamente. As bênçãos espirituais são encontradas “em Cristo” e não no mundo, na igreja ou no pastor. Fora de Cristo, realmente não há bênçãos, somente bens físicos, que perecerão quando morrermos.
No contexto acima o apóstolo Paulo começa a listar algumas das bênçãos:

I. A BENÇÃO DO PAI
Na perícope (no verso 4 e 5), há dois termos que precisam ser examinados. O primeiro no versículo 4 (elegeu) e o segundo no versículo 5 (predestinar).
Perícope é um termo grego que significa “cortar ao redor”, ou seja, uma parte destacada de um texto, para ser analisada e estudada em separado.
V. 4.Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”.

1. Nos elegeu. Eleger no gr. “ekseleksato de eklegomai” que significa selecionar ou escolher.
Ek: tirar.

2. Escolheu: Do verbo escolher; do grego proginosko;é o ato de escolher; nomear; nomear;
Kaleo: Chamar.
Ekle é a raiz da palavra Ekklesia; chamados para fora.
A eleição dos santos é um assunto que sempre teve e sempre terá muitos opositores, visto ser mal compreendida, distorcida e contrariada pela mente carnal. Não obstante, é um princípio fundamental da obra redentora de Cristo e de Sua Maravilhosa Graça Salvadora. Ela é a expressão da Soberania de Deus, de Sua Graça e de Seu Amor Infinito para com a humanidade, porém, como já dita, mal compreendida.
O ato da eleição deu-se “antes da fundação” do mundo ou seja antes do primeiro instante da criação (a palavra “fundação” refere-se, comparativamente, ao momento em que se dá a fecundação do óvulo no ventre materno). A eleição é a resposta de Deus aos desastres das Suas criaturas. Pela eleição Deus preveniu-se contra o pecado sendo os eleitos revestidos de características capazes de contrariar o progresso do pecado e da derrocada da criação. E mais que isso viabilizar o progresso dos propósitos divinos pela eternidade futura.

1.1. Nos elegeu pela sua presciência.
1ª Pe 1.2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas”.
Presciência, é conhecer de antemão, conhecer o futuro; saber os fatos antes de acontecer. Pela Onisciência Deus conhece todas as coisas de antemão. Precisamos entender que, antes da predestinação vem a presciência de Deus. Em Sua Presciência Deus conhece o coração de todos os homens e estabelece a eleição de todos aqueles que n’Ele crerem.
Outro detalhe que precisamos levar em consideração é que Deus habita no tempo Kayrós (tempo de Deus, eternidade) e os homens no tempo Khronos (tempo cronológico).
Fora do Khronos, na eternidade (Kayrós), Deus já realizou a Sua obra redentora, visto que Salomão em Eclesiastes registrou:
“O que é já foi; e o que há de ser, também já foi...” (Ec. 3.15).
Em outras palavras, o presente, passado e futuro estão na eternidade e na eternidade de Deus já aconteceram.
É necessário notar ainda em Rm 8.30 que os verbos se encontram no Pretérito perfeito simples:
“... e os que justificou, e estes glorificou” (v.30b).
Isso nos indica que Paulo, inspirado pelo Espírito Santo e não movido pela sabedoria humana, nos apresenta o plano divino como já realizado, pois, para Deus não existe o fator tempo, Ele ocupa a Eternidade, que não tem começo nem fim.

1.2. Nos elegeu antes da fundação do mundo.
Em sua sabedoria, Deus planejou salvar o homem em Cristo “antes da fundação do mundo”, mesmo antes que o homem tivesse cometido o primeiro pecado.

1.3. Nos elegeu n’Ele em Jesus Cristo (v.4).
2ª Tm 2.10: “Portanto, tudo sofro por amor dos escolhidos, para que também eles alcancem a salvação que está em Cristo Jesus com glória eterna”.
É a determinação soberana de Deus na qual Ele nos deu Sua graça salvadora sem olhar para qualquer mérito nos recipiente.
V. 6: “...para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado...”.

1.4. Nos elegeu com um propósito.
Deus selecionou um povo especial em Cristo, justamente como selecionou a nação especial dos judeus, em Abraão (Êx 19.5-6).

A. Nos elegeu para sermos santos. Ele nos selecionou com uma meta: “para sermos santos e irrepreensíveis”. Aqueles que estão em Cristo foram perdoados de seus pecados e deverão viver de tal modo que não pequem mais.
1ª Pedro 2.9: Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

B. Nos elegeu para proclamar as Boas Novas de salvação ao mundo perdido.
Somos geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para um determinado propósito: “...para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

1.5. Nos elegeu para vivermos em amor uns com os outros (v. 4).
“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”.

2. NOS PREDESTINOU
V. 5. “E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”.
O verbo grego traduzido como “predestinar” é proorizo, significa, literalmente, “determinar de antemão, predeterminar, preordenar”.

2.1. O Pai predestinou a salvação em Jesus. Jesus nos chamou e nos justificou.
Romanos 8.29-30: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. 30 E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou”.
O Pai pela sua presciência sabia que o homem iria pecar; por isso ele predestinou a nossa salvação, ou seja, preparou de antemão o plano de salvação em Jesus Cristo. Por esta razão o Pai enviou o Seu filho ao mundo para aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna.
João 3.16-18: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18 Quem crê nele não é julgado; mas quem não crê, já está julgado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.
A Bíblia deixa bem claro que é de vontade de Deus que todos os homens sejam salvos e que cheguem ao arrependimento, e não deseja que ninguém se perca:
“Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens” (Tt 2.11).
Todavia, haverá aqueles que resistirão a graça de Deus e rejeitarão a Cristo como Salvador:
“Aquele que me rejeita e não acolhe as minhas palavras tem quem o julgue; a Palavra que proclamei essa o julgará no último dia” (Jo 12.48).
Rejeitar a graça de Deus é lutar contra a obra da salvação realizada através do Espírito Santo de Deus:
“Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for o Consolador não virá a vós; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo” (Jo 16.7-8).
O homem pode até resistir ao Espírito Santo e não ser salvo, porém, não tem condição alguma em influenciar em sua própria salvação, pois, ela é obra única e exclusiva de Deus:
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus...” (Ef 2.8).
“Que nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não em virtude das nossas obras, mas por causa da sua própria determinação e graça” (2ª Tm 1.9).
A estes, aos que creem no seu nome, Deus em sua presciência, os elegeu desde o princípio para a salvação:
“Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade” (2ª Ts 2.13).

2.2. O convite de Jesus.
A. Primeiro lugar Ele nos chama.
Chamar é um verbo grego Kaleo. Significa chamar em alta voz.
O convide de Jesus não é seletivo, mas para todos os homens. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28).
Deus chama o homem para desfrutar de uma porção especial no Seu evangelho.
Is 55.1-3 “Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. 2 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura. 3 Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi”.

B. O pecador precisa tomar uma decisão.
Ap 3.20:Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.”
Se alguém ouvir a minha voz. Se o pecador arrepender-se e converter-se.
E abrir a porta.
Entrarei em sua casa. Eu me manifestarei a ele, curarei todas as suas fraquezas, perdoarei todas as suas iniquidades, e amá-lo-ei livremente.
E com ele cearei. Manterei comunhão com ele, alimentá-lo-ei com o pão da vida.
E com ele comigo. Levá-lo-ei finalmente a habitar comigo na glória eterna.

2.2. Ao aceitarmos o convite de Jesus somos recebidos como filhos de Deus por adoção em Jesus Cristo.
Os cristãos são filhos de Deus por adoção. A adoção é sempre questão de escolha pessoal, enquanto o filho que vem pela natureza tem que ser aceito quando vem. Deus “predestinou” alguns deles para adoção. Ele determinou desde antes do começo do mundo que adotaria todos os que estão em Cristo. A adoção por Deus não é apenas uma adoção por acaso. É uma escolha feita “por meio de Jesus Cristo”. Se respondemos em obediência ao evangelho de seu Filho, Deus nos adota.
Jo 1.12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”.
A. Éramos criatura, mas em Cristo Jesus somos filhos.
B. Estamos mortos em nossos delitos, mas em Cristo Jesus fomos vivificados.
Efésios 2.5: “Estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)”.
Colossenses 2.1: E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas”.
Efésios 2.1: “E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados”.

2.3. “No qual também fomos feitos herança” (1.11). Os filhos adotados receberão a mesma herança que Cristo, o filho legítimo e primogênito.
Romanos 8.14-17: “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus. 15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. 16 O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. 17 E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e coerdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados”.

2.4. Quando recebemos Jesus como nosso Senhor:
A. Guiados pelo Espírito Santo (15).
B. Passamos ser filho de Deus. “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (16).
C. Somos filhos por adoção. “...mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai”.
D. Somos herdeiros e coerdeiros em Cristo Jesus.
F. E seremos glorificados em Cristo Jesus.

2.5. A salvação vem do Senhor.
Sem ajuda divina nenhum homem poderia jamais ser salvo.
Isaías 59.16: “Viu que não havia ajudador algum e maravilhou-se de que não houvesse um intercessor; pelo que o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve”.
Rm 5.6: “Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios”.
Jo 6.37: Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.
Jo 6.39-40: “E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. 40 “De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”.
Jo 6.44: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia”.
Conforme a resposta positiva que Deus vê no coração do homem em aceitá-lo, ele restaura, liberta, perdoa e transforma o homem numa nova criatura.

II. A BENÇÃO DO FILHO

1. Em Jesus temos a redenção. “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça” (v.7).
Redenção no grego lutroô, significa: livramento, resgate, libertação mediante o pagamento de uma soma.
Redenção segundo o dicionário português é o ato ou efeito de redimir ou remir, que significa libertação, reabilitação, reparo, salvação. É o ato de adquirir de novo, de resgatar, de tirar do poder alheio, do cativeiro. É livrar-se de um passo arriscado, é livrar-se das penas do inferno. Neste caso, o valor infinito do sangue vertido de Cristo é eficaz para remir os nossos pecados.

2. Redenção é o resgate da humanidade por Jesus Cristo. No conceito Cristão os privilégios da redenção incluem o perdão dos pecados (Efésios 1:7), a justiça (Romanos 5:17) e a vida eterna (Apocalipse 5: 9,10).
Deus perdoa os pecados dos filhos adotados porque Jesus morreu para sofrer o castigo por eles.
Colossenses 1.14: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados”.
Romanos 3.24: “Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus”.

2.1. “Desvendando-nos o mistério da sua vontade” (1.9). Ninguém pode conhecer a mente de Deus a menos que ele resolva revelar seus pensamentos (veja 1ª Coríntios 2.9-13). Em Cristo sua vontade é revelada.

III. BENÇÃO DO ESPÍRITO

V. 11-14: Com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo; 12 Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; 13 O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória. 14 Por isso, ouvindo eu também a fé que entre vós há no Senhor Jesus, e o vosso amor para com todos os santos”.

1. Selo do Espírito. “Fostes selados com o Santo Espírito da promessa” (13).
O selo no V.T. era a circuncisão. Era no prepúcio do homem, era uma marca na carne.
No N. T. é no coração.
Rm 2.28-29: “Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a quem é somente na carne. Porém, judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a quem é do coração, no espirito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus.

2. Quem recebe o selo. Aqueles que ouvem e respondem com fé à “palavra da verdade”, recebem o “selo” do Espírito Santo de Deus, mostrando quais ele escolheu para adotar (2ª Timóteo 2.19 e Apocalipse 7.3).

3. O Espírito Santo é uma promessa de Jesus.
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (Jo14.16-17).
De fato, o Espírito nos é dado para que possamos nos tornar aquilo que Jesus foi: parte do futuro de Deus chegando ao presente. Ele nos foi dado para que possamos compartilhar da vida e da Obra de Jesus. Nós, os que cremos em Jesus, recebemos o Espírito como uma “amostra” de como será o novo mundo. Ele é em nós a presença de Deus nos conduzindo, guiando, advertindo, entristecendo-se com as nossas falhas, e celebrando os avanços enquanto vamos em direção à nossa Herança.
A cura dos enfermos no ministério de Jesus carregava também esse sentido de “antecipação”. Na era vindoura toda a enfermidade será eliminada, não haverá morte. A boa nova é que pela fé podemos agora começar a experimentar o que um dia será pleno. Ele já levou as doenças, ele já nos livrou de toda a maldição, por isso não precisamos esperar chegar lá para vivermos saúde divina, pela fé estamos provando os poderes do mundo vindouro já na presente era. Não só provando em nossa vida pessoal, mas também somos veículos, instrumentos de cura e restauração para outros. Como o próprio Jesus nos comissionou: “se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados...” (Mc 16.18).

4. O qual é o penhor da nossa herança.
Penhor é uma palavra do âmbito jurídico e que significa testemunho, uma garantia, segurança, alguma coisa que assegure o pagamento.
O apóstolo Paulo está afirmando que o Espírito Santo que nos foi dado como penhor é o garantidor de que um dia o Senhor virá e nos dará a “possessão adquirida” por Cristo Jesus. Em outras palavras, o Espírito Santo é a garantia de plena salvação quando Jesus vier arrebatar Sua Igreja.
Escrevendo aos colossenses o apóstolo diz: “O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13). Quer dizer, como teríamos a segurança de que de fato fomos transportados “para o reino do Filho”, se não houvesse qualquer garantia verdadeira para nós?

5. Cristo a plenitude (1.15-23). Paulo ora para que eles cresçam “no pleno conhecimento d’Ele” (1.17). Se não conhecemos Cristo, como podemos esperar receber as bênçãos espirituais que ele nos oferece? Ressuscitando Cristo, Deus mostrou seu extremo poder para abençoar aqueles que creem.

CONCLUSÃO. Finalmente, Deus fez Cristo o cabeça da Igreja, o qual é o seu corpo (1.22-23). Procurar outra sede fora do céu, onde Cristo está, é negar a autoridade de Cristo.
Fomos predestinado, chamados e enviados; Jesus diz: “Assim como o Pai me enviou eu vos envio...”
Ele nos chamou para Seu reino.
Ele nos chamou para sermos santos.
Ele nos chamou para ser o e templo do Espírito Santo.

Ele nos chamou para oferecer sacrifício vivo que é vosso culto racional (Rm 12.1).

Pr. Elias Ribas

sexta-feira, 21 de julho de 2017

ONDE VOCÊ PASSARÁ A ETERNIDADE



Morrem no mundo 120 milhões de pessoas por ano; 10 milhões por mês; 334 mil por dia; 13.916 por hora e 232 por minuto.

Quantos amigos, de infância, colegas de escola, parentes, vizinhos, conhecidos já morreram. Agora pense em você; um dia terá que morrer. Quer você queira ou não um dia a morte chegara na tua porta. A Bíblia diz: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9.27).

Ninguém escapará da lei da morte. Você tem um corpo que é terreno e uma alma que é imortal. Com a morte, corpo irá para a sepultura e no pó será desfeito: “Tu és pó e ao pó voltarás” (Gn 3.19). Porém a alma, irá para ETERNIDADE, porque a alma é imortal (Eclesiastes 12.7).

No evangelho segundo João, o mestre Jesus diz: “Os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo 5.29).

Jesus está falando de duas ressurreições distintas (Ap 20.4,5), uma para a vida eterna e outra para a condenação eterna.

Os que fizeram o bem. A ressurreição da vida vai acontecer na volta de Jesus Cristo, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, e depois nós os que estiverem vivos isso dar-se-á no arrebatamento da Igreja (1ª Ts 4.16-17).

O maior bem que todos podem fazer é crer em Jesus, naquele que Deus enviou para salvar-nos (Jo 6.28,29). Todas as outras boas ações começam a partir dessa atitude. Tudo de bom que fazemos sem essa fé não significa nada para Deus, e o resultado será a ressurreição da condenação.

Os que fizeram o mal. Esta é a chamada segunda ressurreição, a parte da ressurreição que trata de incrédulos:

E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras” (Apocalipse 20.5,11-13).

Na parábola do rico e do Lazaro, Jesus ensinou que na eternidade, apenas há dois lugares: um de sofrimento e outro de gozo e paz com Deus. Ambos são eternos, definidos e incomunicáveis. Depois da morte não há possibilidade de alguém salvar sua alma. Na vida após a morte não existe meios de você passar do inferno para o céu ou vice-versa. Também ninguém poderá voltar a esta vida.

Deus ama o homem, mas não ama o pecado. Ao vir a Cristo ele é aceito como a volta do filho pródigo. Independentemente do que tenha feito.

Você nesta terra, está vivendo a sua vida, tomando as suas decisões, tentando descobrir a melhor coisa a fazer e como fazer, como viver, como sobreviver e esta vida terrena é uma luta, uma batalha da vida. Mas pode ficar mais fácil se você simplesmente se conectar espiritualmente a Deus.

Pois, embora a sua vida continue e você envelheça e depois morra, o seus espírito nunca envelhece. Dentro de você habita um espírito eterno que nunca morre. O seu verdadeiro eu, aquele que agora habita no seu corpo, vai viver para sempre.

Não é pelas coisas físicas, as coisas materiais deste mundo, que você deve lutar, porque um dia vai ter que deixá-las para trás.

Quando chegar o dia de deixar para trás o seu corpo, a única coisa que vai contar é a força do seu espírito.

Para que hoje vençamos e possamos experimentar a vida eterna, a qual Deus tem preparado para aqueles que o amam, devemos reter a Palavra da Verdade, que é poderosa para salvar as nossas almas (Tg 1.21).

Sabemos que Jesus é o Verbo, a Palavra, a ressurreição e a vida e que aquele que crer nele, ainda que morra viverá (Jo 11.25, 26), pois Ele disse: “Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte, eternamente” (Jo 8.51), por isso é preciso que hoje venhamos nos alimentar d’Ele (Dt 8.3; Jo 6.27,44, 48, 51-59). Para que participemos da vida eterna com Deus, precisamos guardar a Palavra no coração para não pecarmos contra Ele e aceitar por fé aquilo que Deus tem nos prometido (Hb 4.2), crendo nela mais do que em nós mesmos, mais do que nas circunstâncias adversas, ou nas provas, ou nas tribulações, sabendo que aquele que sofreu na carne deixou o pecado (1ª Pe 4.1).

O nosso encontro com Deus só ocorrerá quando a soma de tudo aquilo que vimos ter Jesus feito por nós se torna hoje, no tempo presente, uma realidade posicional, ou seja, vivermos como arrependidos do pecado que nos levou a sermos reconciliados com o Santo e Eterno Criador, que por sua vez nos adotou, crendo no ato da substituição feita pelo Senhor Jesus Cristo em amor e por isso, vivendo como regenerados e justificados de maneira que a nossa separação gradativa do pecado nos fará levar os nossos membros do corpo a uma disposição agradável em relação a Deus e o pecado, de forma que estaremos santificados, essa atitude feita por nossa decisão nos levará a dor da separação daquilo que a nossa carne ama e o mundo nos oferece, fazendo desta forma que experimentemos dia a dia a glorificação que me levará em fim a participar da ressurreição que conduzirá definitivamente para a vida eterna.

Jo 5.24: “Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida”.

I.         A MORTE SELA O DESTINO DE TUA ALMA

1.      Os dois caminhos.
Quando chegar à porta no final do túnel, no final da sua vida, você terá dois destinos, ou dois caminhos. Vida eterna com Deus ou vida eterna sem Deus. Talvez você ainda não saiba o destino da sua alma. Somente a Bíblia que a bússola da nossa vida pode nos orientar o caminho correto.

Ao criar o homem Deus dotou de livre arbítrio. O destino da tua alma após a morte dependerá da tua escolha. A Bíblia diz que há um caminho de vida e o caminho da morte: “E a este povo dirás: Assim diz o Senhor: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida e o caminho da morte” (Jr 21.8). A diferença entre os dois é muito grande. Nosso Senhor adverte com solenes palavras: “Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt 7.13-14).

São apenas dois caminhos “vida” ou “morte”. Um vai para o céu e outro para a condenação eterna. Cabe a cada um fazer a sua escolha. Portanto Deus não tem prazer na condenação do homem, por isso Ele enviou Seu Filho Unigênito para a nossa salvação: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

Deus havia proposto uma escolha para humanidade: o caminho da obediência que conduz a vida eterna ou o caminho da desobediência que conduz a morte. Deus destinou o homem à imortalidade, mas, pela inveja do diabo, o pecado e a morte entraram no mundo. Porém, em Cristo, o homem obteve salvação, regeneração, para uma vida de santidade. Antes mesmo de especificar a porta estreita Ele nos dá um alerta quando diz “que devemos entrar nela”. Se notarmos as palavras seguintes são sobre a porta larga, então esta é uma breve introdução que o Senhor faz sobre a mesma mostrando que antes de qualquer atitude, ou independente do que falaria a seguir devemos entrar na porta estreita.

O caminho estreito é de renúncia dos prazeres do mundo, é abdicar da nossa vontade em prol da vontade de Deus, mudar o estilo de vida. A cruz representa a morte do velho eu e a condição de renascimento, nela morremos e ressuscitamos com Cristo em nova vida. Portanto, enquanto o homem está nesta vida, deve fazer sua opção por Cristo (o caminho do céu), ou pelo pecado (o caminho da destruição). Entretanto, o caminho da vida ainda está aberto! E o Senhor continua a dizer: “...este é o caminho, andai nele...” (Is 30.21).

II.      O CAMINHO DA MORTE

Jesus diz que o caminho largo é espaçoso, de forma fácil, ou seja, é o caminho que conduz aos deleites da vida, aonde estão aqueles que não se preocupam em caminhar na vontade de Deus, quantos não estão entrando nessa porta, o próprio Jesus nos diz que: “muitos entram por ela”, e mesmo assim não percebem. O caminho atrativo e pecaminoso, que como um Leão com fome tem tragado diversas pessoas. O grande sábio Salomão já nos diz algo relacionado: “Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte” (Pv 14.12).

1. As três faces do mundo.
“Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” (1ª Jo 2:16).

O que a Bíblia chama de mundo é o sistema governado por valores não cristãos, onde prevalecem os interesses e prazeres humanos, não a vontade de Deus. É o campo onde Satanás é o árbitro. Ao mesmo tempo, é o nosso campo de batalha.

O pecado atua de três formas na vida do homem: “a cobiça da carne, a dos olhos e a soberba da vida” são três facetas do mundo que nos afastam da presença de Deus.

Podemos concluir com o verso 17: “Ora, o mundo passa, e a sua concupiscência (cobiça), mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1ª Jo 2.17). O mundo não vai nos satisfazer por completo, passará e nos deixará condenados. Agradando a Deus estaremos satisfeitos, realizados, e permaneceremos na eternidade com Ele.

2.      Neste mundo existem apenas dois grupos de pessoas.

“Os que são segundo a carne inclinam para as coisas da carne: mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito” (Rm 8.5).

O apóstolo Paulo fala de dois grupos de pessoas os carnais e os espirituais. Cabe a cada um fazer uma análise introspectiva para verificar se suas inclinações são carnais ou espirituais. O pensamento do homem norteia o seu comportamento. Se a mente é carnal, seu comportamento é carnal, resultando em morte; se a mente é espiritual, seu comportamento é espiritual, resultando em vida e paz.

O apóstolo Paulo diz que uma luta em nosso interior quando prescreve dizendo: “Porque a carne milita contra o espírito, e o espírito contra a carne, estes se opõem um contra o outro” (Gálatas 15.17).

A palavra carne no original grego é sarx e tem vários significados na Bíblia, principalmente nas epístolas. Pode significar fraqueza física (Gl 4.13), o corpo, o ser humano (Rm 1.3), o pecado (Gl 5.24), os desejos pecaminosos (Rm 8.8) Aqui significa o conjunto de impulsos pecaminosos que dominam o homem natural.

Espírito... contra a carne. O conflito espiritual interiormente no crente envolve a totalidade da sua pessoa. Este conflito resulta ou numa completa submissão às más inclinações da “carne”, o que significa voltar ao domínio do pecado; ou numa plena submissão à vontade do Espírito Santo, continuando o crente sob o senhorio de Cristo (v. 16; Rm 8.4-14). O campo de batalha está no próprio cristão, e o conflito continuará por toda a vida terrena, visto que o crente por fim reinará com Cristo (Rm 7.7-25; 2 Tm 2.12; Ap 12.11; Ef 6.11).

O Senhor Deus ensina o homem a andar segundo os parâmetros de Sua Palavra e toda a Bíblia Ele adverte o homem a andar segundo Espírito e não segundo carne. Por isso Paulo diz: “Andai em Espírito e não cumprireis concupiscência da carne” (Gl 5.16).

2.1. Inclinação da carne. Isso significa ter a mente carnal, vida controlada pela carne. Tal pessoa não está sob o domínio do Espírito. Quem assim vive não pode agradar a Deus. Só podemos agradar a Deus fazendo Sua vontade. Mas só o conseguimos se estivermos sob a direção do Espírito Santo.

O homem que anda segundo a carne, torna-se inimigo de Deus e desobediente à Sua Palavra:
“Porque os que estão segundo a carne, inclinam-se para as coisas da carne, mas os que estão segundo o espírito, para as coisas do espírito. Porque a inclinação da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz. Porque a inclinação da carne é inimizade contra Deus”, pois não é sujeita á lei de Deus, nem, em verdade, pode ser. Porquanto, os que estão na carne, não podem agradar a Deus” (Rm 8.5-8).

Nestes últimos tempos podemos ver a maldade crescente e o pecado levando a humanidade para as depravações jamais vistas: prostituições, drogas, bebedices, adultérios, suicídios, assaltos, roubos, jovens grávidas, estupros, imoralidades corrupção etc. Quantas mortes e assassinatos acontecem todos dias?

2.1. Quais são os frutos da carne. “As obras da carne são conhecidas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, ciúmes, iras pelejas, dissensões, facções (divisões), invejas, bebedices, orgias, e coisa semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gl 5.19-21).

Andar segundo o caminho das paixões carnais leva o homem a condenação eterna: “Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis” (Rm 8.13). É por isso que Jesus diz que o caminho é largo e espaçoso, mas conduz a perdição.

2.2. Inclinação do Espírito. Os que são justificados pela fé em Cristo, nasceram de novo, e, portanto, são regenerados. São filhos de Deus. Eles ocupam-se inteiramente das coisas de Deus.

Deus não tem prazer na morte e condenação do pecador, mas que todos venham ao arrependimento, por isso Ele enviou Seu Filho Jesus, não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele (Jo 3.17).

III.   O CAMINHO DA VIDA

1. O que devo fazer para entrar no caminho estreito? Ir a uma igreja? Seguir as tradições da minha igreja? Não! O único meio de salvação é Jesus. Há um ditado popular que diz: “Todos os caminhos nos levam a Deus”. Porém não é verdade somente Jesus é o caminho para a vida. E ainda o Senhor afirma dizendo que “Ninguém vem ao Pai se não por mim”.

Jesus vai concluir sua fala sobre os caminhos indo mais a fundo no caminho estreito; no verso 13, Ele nos fala um pouco, mas no vers. 14 ele explica abrangendo-o:
E porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem” (Mt 6.14).

2. Jesus é o caminho. “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6).

3. Precisamos crer. “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não no filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (Jo 3.36).

4. Precisamos obedecer Sua Palavra: Dizia, pois, Jesus aos judeus que nele creram: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos” (Jo 8.31).

5. Examinar as Escrituras.Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim” (Jo 5.39).

Diz Charles Spurgeon: “As Escrituras revelam Jesus. "São elas mesmas que testificam de mim". Nenhum motivo mais poderoso pode ser apresentado aos leitores da Bíblia, além deste: aquele que encontra a Jesus encontra a vida eterna, o céu e todas as demais coisas. Existe grande alegria estocada para aquele que examina a Bíblia e encontra nela o seu Salvador”.

Por isto o evangelista João diz: “A vida estava nele e a vida era a luz dos homens” (Jo 1.4). Ele é o tronco da videira, do qual os crentes são as varas que, pelo tronco, participam da raiz e da seiva (Jo 15.6; Rm 11.17; Cl 3.3-4).

O caminho estreito é o caminho que nos conduz a salvação. Para ser salvo, importa somente ir a Jesus, aceitando-o como seu salvador (Jo 1.12-13; Cl 2.6), e recebendo a Sua Palavra como parte d’Ele mesmo (1ª Ts 1.6).

6. Somente Jesus pode te salvar. A salvação é uma obra exclusiva de Jesus onde nada é feito pelos nossos méritos. Quando o pecador abre o seu coração e recebe a Jesus como seu único e suficiente salvador é que chega a uma maravilhosa união com Ele, e, por meio dessa união, entra na rica experiência da salvação.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9).

Deus oferece gratuitamente ao homem, ao duvidar que Jesus tudo já fez para salvá-lo, sem nada exigir senão a fé no Seu sacrifício realizado na cruz.

7. Você também precisa fazer alguma coisa. Você precisa:

7.1. Abrir o seu coração e receber Jesus na tua vida.
“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo” (Ap 3.20). Assim o homem se identifica com Jesus e com Sua Palavra e, as coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo (2ª Ts 5.17). Essa aceitação de Jesus independente de um amplo conhecimento das doutrinas da Bíblia.

Aquele que, no coração, crer que Jesus é o filho de Deus e o aceitar, experimenta logo o contato com Cristo Vivo, e é, salvo e identificado com a nova vida.

7.2. Crer em Jesus de todo seu coração. Não olhe para o que você é, nem para a sua condição de fraqueza diante de Deus, nem para teu pecado que tortura o seu coração. Creia somente em Jesus.

“Filipe respondeu ao eunuco: “É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus” (At 8.37). “Responderam-lhe: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e tua casa” (At 16.31).

Aí onde você está, e como está, pode abrir o seu coração e receber a Cristo como salvador da tua alma imortal. Se você for a Cristo, não será rejeitado, pois Ele próprio afirmou dizendo:

“Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora” (Jo 6.37). O amor de Jesus é imensurável. Se você for a Ele agora Cristo o receberá, como o pai da parábola do filho pródigo. Não olhe para teu passado, pra teus fracassos, mas olhe somente para Cristo. Ele lhe dará força, paz e você terá uma viva comunhão com Deus.

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado (1ª João 1.7).

E quando você partir desta vida, irá para junto de Cristo nos céus, pelos méritos de Cristo, para a glória eterna. É na presença de Deus que você deve viver eternamente.

7.1. Confessar que Jesus é o Senhor.
“Se você confessar com a sua boca que Jesus é Senhor e crer em seu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo. Pois com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa para salvação” (Rm 10.9-10).

A boca fala do que o coração está crendo, está cheio. Eu creio que o que está no meu coração, que foi posto por Deus, é absolutamente verdade. Sempre que falamos em aceitar a Jesus como Único Senhor e Salvador, acabamos por nos remeter a este texto, por explicitar o que precisa ser feito. O que Cristo fez para que fossemos salvos foi algo público (publicamente nos comprou, pagou o valor do resgate por nós), e nossa confissão precisa ser pública. E nosso objetivo é falar acerca desta confissão pública de fé. Assim, aquele que crê no coração confessa que aceitou a Cristo como seu Único e Suficiente Salvador. “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16.16).

A Bíblia diz que Jesus veio para os judeus e não o receberão (João 1.12). Ele veio para entregar Sua vida como sacrifício pelo mundo e por isso Ele é:

O único Salvador. “É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11).
O único nome nos céus e na terra. “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4.12).
O único Mediador entre Deus e o homem. Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1ª Tm 2.5).

Jesus é o único Advogado perante o Supremo Juiz. “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1ª Jo 2.1).

Portanto, há apenas dois caminho, largo que conduz a condenação eterna sem Deus e o caminho estreito que conduz para vida eterna com Deus.

A Vida Eterna é o estado final daqueles que creem em Jesus como único meio de salvação. A vida eterna é não uma vida sem fim, uma vida em toda a sua plenitude, sem nenhuma das imperfeições e dos distúrbios da presente vida (Rm 2.7). Os justos são destinados à vida eterna na presença de Deus.

As Sagradas Escrituras descrevem o estado final dos ímpios como de sofrimento eterno, que vai além da imaginação humana. Após a morte a alma dos ímpios voam para o inferno aguardando o Juízo Final e após este julgamento as almas dos ímpios serão lançadas em lugar chamado de “lago de fogo”. No juízo do grande trono branco, as almas no inferno serão unidas aos seus corpos, que serão ressuscitados dos túmulos. Cristo pronunciará a sentença final do julgamento sobre os mortos ímpios, eles serão lançados no lago de fogo, a morada eterna dos perdidos (Ap 20.10-15).

O lago de fogo será para todos os pecadores o lugar final de separação de Deus. Para este lugar será removido para sempre a morte e o Hades. O universo será purificado da presença de todo o mal e a justiça prevalecerá na terra e no céu, que serão renovados.

Muitos ainda não sabem o que é eternidade. Eternidade será um tempo sem relógio, ou seja, uma condenação sem fim a onde a alma e o espírito dos pecadores serão lançados no Lago de Fogo para o sofrimento sem fim, eterno sem volta.

Porém, você tem o livre arbítrio para escolher um dos dois, porque não é possível andar com os pés em duas canoas (Mt 6.24). A vida eterna ou condenação eterna. Lembramo que o Bíblia diz no livro de Hebreus: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação” (Hb 9.27-28).

O homem morre uma só vez, ou seja, a morte física é o fim da existência pessoal nesta terra, mas depois disso o juízo, o julgamento do grande dia. No momento da morte de cada homem o estado final determina seu destino pela sua escolha nesta vida.

Cristo morreu uma vez para tirar os pecados e a punição de muitos (aqueles que creram n’Ele), aparecerá segunda vez sem pecado - não como ele fazia antes, tendo sobre si os pecados de muitos, mas para conceder a salvação aos que esperam!

Onde você passará a eternidade?

Pr. Elias Ribas