TEOLOGIA EM FOCO

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

QUAL É O LOCAL PARA UMA VERDADEIRA ADORAÇÃO


“Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é Jerusalém o lugar onde se deve adorar” (Jo 4.20).

1. Contexto histórico. Em Israel havia uma rivalidade entre os samaritanos e judeus. Os samaritanos adoravam a Deus no monte Gerizim, diziam que era o monte da benção (Dt 11.29; 27.12), onde os samaritanos instalavam um templo rival e culto alheio aos de Jerusalém. Os judeus adoravam a Deus em Jerusalém.

Por sete séculos os judeus e os samaritanos haviam discutido sobre o lugar apropriado de adoração. Enquanto passava por Samaria, Jesus encontrou uma mulher ao lado de um poço.

2. O local da adoração. Existe o lugar certo da adoração ou para se adorar a Deus? Estaria Deus tão preocupado com o local da adoração ou com a atitude do adorador? Estaremos agora analisando este assunto tão importante para todos nós.

2.1. Em Jerusalém ou no monte Gerezim? Para grande surpresa da mulher samaritana, Ele começou a conversar com ela sobre o profundo desejo e anelo em seu coração para com Deus. Na conversa entre eles, ela levantou a antiquíssima questão sobre o lugar de adoração correto. A mulher samaritana deseja saber onde se deve adorar a Deus. Se é em Jerusalém ou no monte Gerizim.

A pergunta da mulher samaritana para Jesus nos remete, antes, à realidade histórica dos samaritanos. Samaria era capital do Reino do Norte, que mesmo estando dividido, enviava sua população para Jerusalém a fim de adorar. Os anciãos e sacerdotes de Samaria construíram um novo “local de adoração” no Monte Gerizim, em Samaria, e o povo do Reino do Norte deixou de ir a Jerusalém.

Jesus, então, se dirige a ela, com todo carinho e ensina que o importante não é o local, mas sim, a sinceridade do adorador. Suas palavras a ela são: “...os verdadeiros adoradores adorarão o pai em espírito e em verdade”.

Então o mestre Jesus explica que o tempo e a forma nova de adoração não se referiam a locais físicos, mas a uma atitude específica: em ESPÍRITO e em VERDADE, por causa da natureza de Deus.


Jesus ensina nestes versículos, que a verdadeira adoração deve ser prestada de conformidade com a Verdade do Pai que se revela no Filho e se recebe mediante o Espírito Santo. Deus é Espírito, por isso nós não enxergamos, mas sentimo-lo e sabemos que Ele existe mediante a nossa fé.

sábado, 13 de janeiro de 2018

O CRISTÃO E ADORAÇÃO


Santificado seja teu nome (Mt 6.9). Esta frase faz parte da oração dominical de Jesus. Mas, afinal, como contribuiríamos para a santificação do nome de Deus? A resposta é santificarmos o nome do Senhor através da nossa santificação; e, por meio dela, do nosso testemunho cristão, estende-la aos nossos semelhantes. Esta, sim é a melhor forma de adoração: engrandecer a Deus de todo nosso ser (Sl 103.1-2).

I.         CONHECENDO O VALOR DA ADORAÇÃO

1. Deus é o centro da adoração. Para termos o conhecimento de alguém ou de alguma coisa é preciso, em primeiro lugar, se interessar por aquilo ou aquela pessoa. No caso da adoração precisamos entender com clareza por que estamos adorando o Criador: “Vós adorais o que não conheceis; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus” (Jo 4.22).

Deus é adorado por Sua santidade, majestade, pelo Seu poder e Sua bondade. A estrada da adoração é entendida como uma via dupla, ela é inspirada por Deus e o homem corresponde com o Seu louvor. Quando se procura a beleza suprema, logo se encontra o núcleo da adoração verdadeira (Sl 96.9).

2. Cristo é digno de louvor. O Novo Testamento atesta a dignidade de Cristo em receber louvor e a adoração como Unigênito. Quando Jesus nasceu em Belém, da Judéia, os anjos adoraram. Os magos que eram estudiosos dos astros, quando viram o sinal nos céus procuraram saber onde nascera o Salvador para adorá-Lo (Mt 2.1-2). Renomados teólogos afirmam que o nome de Jeová está manifestado em Cristo cerca de 6.4000 vezes na Bíblia, só isso lhe faz digno de toda adoração (Ap 5.12).

3. Despertando nosso íntimo para adorar. Um despertamento íntimo é o primeiro degrau na escala da adoração. Essa renovação interior vai provocar interesse no indivíduo para um contato mais íntimo com seu Criador. O relacionamento estreito entre o homem e o Seu Deus promoveu a dinâmica da adoração (Sl 95.6). Nessa relação deve existir a oração, louvor, ação, de graça, meditação da Palavra de Deus e a submissão. Isso, por certo, agrada a Deus.

I.       ADORANDO A DEUS EM COMUNHÃO

1. A adoração é um ato de proximidade. Temos que estar bem próximo do Senhor. Isso só pode acontecer através da comunhão do homem com seu Salvador. Em todo o relacionamento entre Deus e o homem a iniciativa sempre está em Deus, mas a comunhão se mantém com um certo esforço humano. É preciso renunciar as coisas mundanas: “Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo” (Gl 6.14).

2. Um acordo com Deus. O acordo leva-nos a sentir Jesus bem perto. A palavra acordo deriva-se do vocábulo “coração” e tem o sentido de coração para coração. Se o nosso coração estiver unido com o coração de Cristo, torna-se fácil adora-Lo: “Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios” (Ct 6.3).

3. Oferecendo sacrifício de louvor Os sacrifícios oferecidos pelos patriarcas hebreus tinham por finalidade adorar a Deus em conhecimento ao Seu poderio. Abraão recebeu uma ordenação de Deus para sacrificar em Seu louvor e teria que passar esta ordem para seus familiares: “Disse mais Deus a Abraão: Guardarás a minha aliança, tu e a tua descendência no decurso das suas gerações” (Gn 17.9). Mais tarde o ato sacrificial em louvor a Deus tomou dimensões nacionais em Israel, mas na qualidade de família de Abraão (Gl 3.6-14).

Na Nova Aliança também somos conclamados a oferecer sacrifícios a Deus: “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome” (Hb13.15).

Na nova Aliança nós temos uma mudança, embora pequena. Aqui novamente a adoração é uma resposta a Deus pelo que Ele já tem feito. Quando estávamos separados de Deus, Ele nos alcançou e nos resgatou. A nossa adoração é uma resposta a esses acontecimentos. Existe uma diferença na redenção dos hebreus que era coletiva, pois no Antigo Testamento as pessoas escolhiam relembrar o pacto do povo por meio da adoração (que incluía obediência). A redenção do Novo Testamento é individual; a pessoa escolhe se aceita a redenção que Deus oferece. Mas a responsabilidade em ser obediente continua a mesma.


No Antigo Testamento havia a obediência à lei, enquanto no Novo Testamento existe a obediência a Jesus, isto é, a confissão de que Jesus é o Senhor. Houve uma pequena alteração no sacrifício na nova Aliança, pois Deus mesmo já ofereceu o sacrifício de sangue. Isso aconteceu no passado, e nós apenas contemplamos esse acontecimento com o sacrifício vivo dos nossos corpos (Rm 12) e com ações de graça.

Pr. Elias Ribas

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A QUEM ESTAMOS ADORANDO


“Os vinte e quatro anciãos prostrar-se-ão diante daquele que se encontra sentado no trono, adorarão o que vive pelos séculos dos séculos e depositarão as suas coroas diante do trono, proclamando: Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Ap 4.10-11).

Muito tem se falado de adoração nos nossos dias, e creio que é tempo de adorarmos ao Senhor de todo nosso coração e alma. Agora, precisamos entender o que é realmente adoração verdadeira, a verdadeira adoração.
- Aqui nesta passagem nós vemos 24 pessoas entregando algo para aquele que estava assentado no trono.
- Bom quem está assentado no trono é Jesus, então adoração é para Ele, e não para homens, imagens etc.
- Eu tenho que me preocupar em adorar Jesus, agradar Jesus e não a homens. Hoje muitas pessoas estão preocupadas em agradar a homens e se preocupam com aquilo que eles estão pensando. Dançam, cantam, tocam, fazem coreografias e tantas outras coisas para homens e dizem que estão adorando a Deus.

“Ora, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher, trazendo um vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que lhe derramou sobre a cabeça, estando ele à mesa. Vendo isto, indignaram-se os discípulos e disseram: Para que este desperdício? Pois este perfume podia ser vendido por muito dinheiro e dar-se aos pobres. Mas Jesus, sabendo disto, disse-lhes: Por que molestais esta mulher? Ela praticou boa ação para comigo. Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes; pois, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento” (Mt 26.6-13).

Essa mulher que estava na casa de Simão, não pensou em agradar a homens, não ligou para os seus pensamentos (atitude dela era reprovável para a época, acharam um desperdício o que ela estava fazendo), porque ela tinha um alvo e esse alvo era adorar a Jesus. Eles achavam que era um desperdício derramar aquele óleo em Jesus, então o que estavam querendo dizer é que: Adorar Jesus é um desperdício, é perca de tempo e infelizmente é o pensamento de muitos hoje em dia.

Adoração tem um alvo e esse alvo é Cristo o Yeshua Hamashia, aleluia!
Podemos ver que essa mulher entregou algo que lhe custou muito (um ano de salário).
Era o bem maior que ela tinha, era o que ela tinha para entregar a Jesus, mas o bem maior estava na atitude do seu coração e isso é que agradou o Mestre, o nosso Raboni querido.
Ela demonstra o seu amor, o seu carinho e respeito por Jesus, ela tinha um coração grato a Ele.

Os vinte e quatro anciãos entregam as suas coroas, algo que era precioso, honroso para eles. Era o bem maior que tinham, mas entregam em adoração, renunciam ao bem precioso que tinham.

Porque para eles o bem mais precioso estava assentado no trono, era Jesus, para Maria também o que valia mais para ela estava assentado naquela sala na casa de Simão.

Então vemos que adoração é renunciar o bem que achamos ser precioso para nós, entregar esse bem para Jesus em adoração.

Isso indica que Jesus é o principal na minha vida e que estou pronto a largar o que para mim é um bem precioso por amor a Ele. Isso é adoração, é renunciar aquilo que é honroso para nós, largar um bem precioso é algo que vai nos custar alguma coisa.

Os vinte e quatro anciãos ganharam aquela coroa, era algo importante para eles, mas entregaram em adoração.

Muitos dos que se dizem adoradores hoje e dançam, cantam, tocam, fazem alguma coisa dentro das igrejas, não estão renunciando e nem largando algo que para eles é um bem precioso. Certo que existem aqueles que estão com as suas vidas no altar e morreram para o mundo. Mas, será que você está pronto para renunciar, largar o seu bem precioso em adoração ao Senhor? Cantar, dançar, tocar, levantar as mãos, falar palavras de amor, ou de agradecimento ao Senhor fazem parte da adoração; é como a fumaça que sobe, mas é necessário ter algo de concreto no altar queimando para produzir a fumaça. Essa coisa concreta é você que tem que estar queimando no altar, aleluia! Isso é a verdadeira adoração, você está preparado (a) realmente para adorar a Deus?
Talvez você diga.
- Há Senhor eu não tenho nada de valor! E Jesus vai dizer:
- Tem sim meu servo.
- Tens a tua vida. Apresenta a mim!

“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.1-2).

Deus quer que você apresente a Ele um louvor que tenha “um sacrifício vivo” (você), santo (separado do pecado e do mundo) e que agrada o coração de Deus (agradável), que é o vosso culto racional. Amem!


Uma das diferenças básicas entre Davi e Saul é que este não demonstrava muita preocupação com o culto ao Senhor e com os ministros do culto, enquanto que Davi comprovava um zelo especial pela adoração a Deus (2ª Samuel capitulo 6 e 7). Não se pode governar, reinar ou fazer qualquer outra coisa com êxito se há negligência no culto a Deus. Quando Saul lembrou-se de levantar um altar a Deus, já estava todo complicado por causa de suas transgressões às ordens do Senhor. Não esqueçamos esse fato, pois o Eterno considera primeiramente, e antes de qualquer coisa, a obediência (1º Sm 15.22).

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

O QUE NÃO DEVEMOS ADORAR


Quando uma pessoa se encontra no momento de tristeza de dor e de grande tribulação, costuma a se dizer que ele se apega a qualquer “santo”, ou seja, entra em qualquer caminho, mesmo que o fim seja um caminho de morte. Para que você não venha ter um final triste, e pôr fim a condenação eterna então ensinaremos o que não se deve adorar.

i. não devemos ador o firmamento
1. Não devemos adorar o sol. “Guarda-te não levantes os olhos para os céus e, vendo o sol, a lua e as estrelas, a saber, todo o exército dos céus, seja seduzido a inclinar-te perante eles e dês cultos aqueles, coisas que o Senhor, teu Deus, repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus” (Dt 4.19).

Já no tempo de Abraão se erguiam grandiosos templos à lua, na cidade de Ur. No Egito, prestava-se culto ao sol. Este tipo de adoração proibida pelo Senhor.

Ez 8.16-17: “Levou-me para o átrio de dentro da Casa do Senhor, e eis que estava à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor e com o rosto para o oriente; adoravam o sol, virados para o oriente. 17 Então, me disse: Vês, filho do homem? Acaso, é coisa de pouca monta a casa de Judá o fazerem eles as abominações que fazem aqui, para que ainda encha de violência a terra e tornem a irritar-me? Ei-los a chegar o ramo ao seu nariz”.

2. Não devemos adorar a lua.
Dt 4.19 “Guarda-te não levantes os olhos para os céus e, vendo o sol, a lua e as estrelas, a saber, todo o exército dos céus, seja seduzido a inclinaste-te perante eles e dês culto aqueles, coisas que o Senhor, teu Deus, repartiu a todos os povos debaixo de todos os céus”.

3. Não devemos adorar as estrelas.
Dt 4.19; Dt 17.3 “Que vá, e sirva a outros deuses, e os adore, ou o sol, ou à lua, ou a todo o exército do céu, o que eu não ordenei”.

O exército do céu refere-se à adoração dos planetas e das estrelas. A lua o sol e as estrelas não são divindades, e sim objetos que obedecem aos propósitos divinos. Em Jr 19.13 diz o Senhor: “As casa de Jerusalém e as casa dos reis de Judá serão imundas como o lugar de Tofete; também todas as casas sobre cujos terraços queimaram incenso a todo o exército dos céus e oferecem libações a outros deuses”.

ii. Não deveMOS adorar os animais

2º Rs 17.16: “Desprezaram todos os mandamentos do Senhor, Seu Deus, e fizeram para si imagens de fundição, dois bezerros; fizeram um poste-ídolo, e adoraram o exército do céu, e serviram a baal”.
Êx 32.8 - “E, depressa se desviou do caminho que lhe havia eu ordenado; fez para si um bezerro fundido, e o adorou, e lhe sacrificou, e diz: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito?”.

Dt 9.16 - “Olhei, e eis que havíeis pecado contra o Senhor, vosso Deus; tínheis feito para vós outros um bezerro fundido; cedo vos desviastes do caminho que o Senhor vos ordenara”.

2º Rs 10.29 - “Porém não se apartou Jeú de seguir os pecados de Jeroboão, filho de Nebate, que fez pecar a Israel, a saber, dos bezerros de ouro que estavam em Betel e em Dã”. Outras referências (2º Cr 13.8; Ne 9.18; Os 10.5).

Ainda hoje existem países que se adoram a vaca, ratos e tantos outros animais, desprezam o Criador pela criatura. A ignorância do ser humano é tal, que adora um animal como fosse uma divindade. Como se aquilo fosse resolver o seu problema. Esquece que existe um criador tal que pode parar o sol e fazer maravilhas.

iii. Não deveMOS adorar imageNS de esculturaS

Êx 20.3-5: “Não terás outros deuses diante de mim. 4 Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. 5 Não as adorarás, nem lhes dará culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem”.

Deus não aceita colocar outro deus em nossa vida, pois Ele é o único e Criador de tudo. “Não terás outros deuses e não farás para ti imagem de escultura”. Quando Deus fala em Semelhança refere-se aos animais das águas, da terra; aos anjos e aos seres humanos.

O Senhor Deus proíbe o homem de adorar e cultuar qualquer tipo de imagem de escultura, que tenha a semelhança das coisas do céu, da terra e das águas. No livro de Deuteronômio Deus faz está repetições para os filhos de Israel que estavam entrando na terra prometida: “Pra que não vos corrompais e vos façais imagem esculpida na forma de ídolo, semelhança de homem ou de mulher, semelhança de algum animal que há na terra, semelhança de algum volátil que voa pelos céus” (Dt 4.16-17).

Habaque 2.18-19: “Que aproveita o ídolo, visto que seu artífice o esculpiu? E a imagem de fundição, que ensina a mentira, para que o artífice confie na obra, fazendo ídolos mudos? 19 Ai daquele que diz à madeira: Acorda! E à pedra muda: Desperta! Pode o ídolo ensinar? Eis que está coberto de ouro e de prata, mas no seu interior, não há fôlego nenhum”.

O ai contra a idolatria, pois eles foram insensatos em adorarem e servirem os deuses mudo esculpido pelo homem, e sem vida, que o Senhor Deus condenará.

Lv 26.1: “Não fareis para vós outros ídolos, nem vos levantarei imagem de escultura nem coluna, nem poreis pedra com figuras na vossa terra, para vos inclinardes a ela; porque eu sou o Senhor, vosso Deus”.

Inclinardes: Perante a imagem, curvando-se na sua direção; isto era um ato de culto reservado unicamente a Jeová o Deus dos exércitos e a ninguém mais (Êx 20.4-8).

1. A Bíblia fala sobre quatro abominações ao Senhor:
1.1. Ídolos, heb Elilim: “coisas de nada” deuses de barro ou de outros materiais.
1.2. Imagem de escultura: heb Pesel, um ídolo esculpido na pedra.
1.3. Coluna, heb maççebhâh lit: “alguma coisa de pé”, no caso uma pedra memorial ou coluna, usada para propósitos idolátricos.
1.4. Pedra com figura, heb maskith: uma pedra esculpida ou pintada com uma figura ou imagem.

iv. Não deveMOS adorar Demônios

Lv 17.7 “Nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos demônios, com os quais eles se prostituem; isto lhes será por estatuto perpétuo nas suas gerações”. A nação hebraica era simbolicamente casada com Jeová, tanto no Monte Sinai (Dt 4.23), como nas planícies de Moabe. A prostituição simboliza a apostasia, a falta de fidelidade a Deus e, naquelas épocas, se relacionava, mormente com a idolatria com seus ritos perversos.

Dt 32.17 - “Sacrifícios oferecem aos demônios, não a Deus; a deuses que não conhecem, novos deuses que vieram a pouco, dos quais não se estremeceram seus pais”.

A palavra demônio no heb. Shedhim, uma palavra derivada do assírio, que empregavam no sentido de espírito protetor”, que significa, para os hebreus, “um demônio dos pagãos”. Tudo aquilo que não é de Deus, mesmo sendo sobrenatural, ou usando como objeto de devoção, pertence ao maligno. Confiar num “espírito protetor” dos pagãos é abandonar a adoração a Deus, e cair em idolatria, em uma adoração falsa, inspirada por poderes do inferno.

Sl 106.36-37: “Serviram aos seus ídolos, que vieram a ser-lhes um laço; sacrificam seus filhos e suas filhas aos demônios,”

Tanto Moisés, quanto o salmista associam os falsos deuses com demônios. Noutras palavras, o poder que age por detrás da idolatria é o dos demônios, os quais tem muito poder sobre o mundo e os que são deles. É por este motivo que Deus não tolera nenhuma forma de idolatria, Ele advertia frequentemente contra ela, por exemplo: Nos dez mandamentos, os dois mandamentos são contrários à proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã. Deus muito se irou com o Seu povo por não destruir todos os ídolos na terra prometida. Ao contrário, passou a adorar os falsos deuses, daí, Deus castigou os israelitas, permitindo que seus inimigos tivessem domínio sobre eles e muitas vezes fossem levados como cativos. Muitos hoje são castigados por estar vivendo na pratica da idolatria.

O ser humano que adora um deus de ouro, prata, cobre, pedra, pau, ou de gesso, quer seja, o sol a lua, as estrelas, um animal, ou um ser humano, está adorando um demônio.


1ª Co 10.20 “Antes, digo que as coisas que eles sacrificam, é a demônio que sacrificam e não há Deus; Não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios”. Participar da idolatria é estar em comunhão com os demônios; Atrás de uma imagem de escultura está um demônio operando seus falsos milagres. Amigo leitor saibas que Satanás é um enganador, um falso deus e também opera falsos milagres para enganar a humanidade. Somente pela Palavra de Deus a Bíblia sagrada você pode conhecer o certo do errado; É com este propósito que montamos este maravilhoso estudo para você conhecer a verdade que liberta, e encontrar salvação para tua alma.

Pr. Elias

sábado, 23 de dezembro de 2017

O QUE É ADORAÇÃO


Para que um cristão comece a ADORAR a Deus, precisa ter comunhão, conhecimento, contato, ligação com Deus. Se assim não for, estaremos na mesma adoração dos habitantes de Atenas (Atos 17).

Adorar a Deus é reconhecer e confessar a Sua glória, o Seu poder, a Sua majestade, não importando o que Ele faça ou deixe de fazer. A adoração é pelo que Deus é.

Na adoração, nos humilhamos diante de Deus, reconhecemos e exaltamos a glória, majestade e poder. Às vezes mesmo sem palavras.

Na adoração nada se pede, nada se reivindica, nada se agradece. Apenas se exalta, se glorifica ao Senhor nosso Deus. Apenas... se adora, e se alegra pela simples presença de Deus.

I.         O QUE SIGNIFICA A PALAVRA ADORAÇÃO

A palavra “adoração” aparece uma vez na Bíblia (Atos 8.27). E o substantivo “adorador” aparece apenas uma vez, em João 4.23. Todas as vezes que a Palavra de Deus toca no assunto usa o verbo “adorar”, como nessa própria passagem de João, em que ele é pronunciado nove vezes.
No Velho Testamento, na esmagadora maioria das vezes, trata-se da tradução do verbo hebraico “sahah”. No Novo Testamento é a tradução do verbo grego “proskyneo”. Em ambos, o sentido é de prostrar-se, encurvar-se, inclinar-se, e sempre com o rosto em terra. Trata-se de um ato devido somente a Yahweh ou Jesus.
A palavra “adorar” vem do latim “adorare”. O significado é “dar valor a alguém ou atribuir valor a algo”. Adorar é, essencialmente, reconhecer o valor de Deus. É reconhecer que Deus é digno de ser adorado.
O culto de adoração pelos judeus se dirigia a Yahweh, o Deus de Israel, o Deus Eterno, cujo nome significa “Eu Sou Aquele que Sou”.
Os dois principais verbos para “adorar”, no Novo Testamento, são proskyneo, que significa “adorar” no sentido de prestar-se, amar intensamente; e latreuo, que significa “servir” a Deus.
Adorar é render-se (do grego: “proskuneo”). Reconhecer a nossa inferioridade e a superioridade de Deus, colocando-nos à Sua inteira disposição. A ideia básica é a de submissão. Frequentemente o termo é traduzido por “prostrar-se”. Denota o gesto de curvar-se diante de uma pessoa a quem honramos e ir até o ponto de beijar os seus pés.
Adorar no lat. Adorationem, orar para alguém. Veneração elevada que se presta a Deus, reconhecendo-lhe a soberania sobre o universo. No hebraico temos a palavra sãhâ; enfatiza o ato de prostração e reverência. Adorar é, essencialmente, reconhecer o valor de Deus. É reconhecer que Deus é digno de ser adorado.
O dicionário Aurélio define adoração como culto a uma divindade; culto, reverência e veneração. O mesmo dicionário define o verbo adorar como render culto a (divindade); reverenciar, venerar (Dicionário Aurélio).
Adoração é o ato de adorar reverentemente; considerar com grande temor e devoção; sentir um amor profundamente dedicado. Os verdadeiros adoradores são aqueles que O adoram em todo lugar e em todo tempo. Não somente uma adoração com músicas, mas com suas próprias vidas - seus atos, sua maneira de falar e vestir. Adorar é deixar que Cristo viva em você. Deixar que Ele dirija seus atos, palavras e pensamentos. Demonstramos nossa adoração ao Senhor com músicas e danças, ao ofertar, em como conduzimos nossos empregos, em como tratamos outras pessoas e vivemos nossas vidas.
As palavras que definem adoração, no Velho Testamento, significam ajoelhar-se, prostrar-se (Strong), como em Êx 20.5. As palavras que definem adoração, no Novo Testamento, significam beijar a mão de alguém, para mostrar reverência; ajoelhar ou prostrar-se para mostrar culto ou submissão, respeito ou súplica (Strong), como em Mt 4.10 e João 4.24. Adoração então é uma atitude de extremo respeito, inclusive ao divino, que se expressa com ações singulares de reverência e culto.
Um maravilhoso homem de Deus fez a seguinte distinção entre louvor e adoração. “Louvo ao Senhor pelo que Ele tem feito, mas o adoro por Ele ser quem Ele é”.

1. À luz da Bíblia, como podemos definir adoração.
1.1. Adoração é o ato de adorar. É a palavra correta para significar o ato de culto que se presta ao Senhor. É importante frisar que tal culto de adoração pode ser coletivo, familiar ou individual.
1.2. Serviço sagrado, culto ou reverência a Deus por Suas obras - é chagar-se a Deus de modo reverente, submisso e agradecido, a fim de glorificá-lo.
1.3. Adorar é deixar que a alma se curve em contemplação reverente diante do objeto adorado. Adorar a Deus é curvar-se diante d’Ele em meditação de amor e contemplação d’Ele mesmo.
“Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhamos diante do Senhor que nos criou” (Sl 95.6).
“E o povo creu; e quando ouviram que o Senhor visitava aos filhos de Israel, e que via a sua aflição, inclinaram-se, e adoraram” (Êx 4.31).
“E todos os filhos de Israel vendo descer o fogo, e a glória do Senhor sobre a casa, encurvaram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram e louvaram ao Senhor, dizendo: Porque ele é bom, porque sua benignidade dura para sempre” (2ª Cr 7.3).
“Então Josafá se prostou com o rosto em terra, e todo o Judá e os moradores de Jerusalém se lançaram perante o Senhor, adorando-o” (2ª Cr 20.18).
1.4. Adorar é um ato de total rendição, gratidão e exaltação jubilosa a Deus (Sl 95.6; 2º Cr 29.30; Mt 2.11).
1.5. É o Espírito Santo que habilita o crente a adorar com profundidade e temor a Deus (Jo 4.23, 24; Ef 5.18-19; 1ª Co 14.15; At 10.46; Fl 3.3).
1.6. Adoração é vital à nossa vida cristã, pois serve como porta de entrada para a presença de Deus. Por meio da adoração, podemos entrar na sala do trono celestial e prostra-nos diante do Deus Altíssimo, o Criador do universo. Adoração nos conduz a um nível novo e muito maior de intimidade com o Pai. Tenho descoberto que as coisas terrenas tornam-se turvas à medida que permanecemos na presença de Deus. De repente, o Deus que estava tão distante encontra-se mais perto de que nossa respiração, e nada pode afastar- de Sua glória.

II.      LOUVOR E ADORAÇÃO

Louva-se a DEUS pelo que ELE fez ou faz, mas adora-se a ELE pelo que ELE é; O louvor é um elogio a DEUS, a adoração é um engrandecimento de DEUS. O louvor chega aos átrios, a adoração chega ao santo dos santos (presença de DEUS).

1. Qual a diferença entre louvor e adoração segundo a Palavra de Deus.
Como já vimos louvor significa: Elogiar, aplaudir, bendizer, aprovar, enaltecer, glorificar, exaltar. Adoração: render culto, reverenciar (se curvar), amar intensamente, predileção, apreciar.
1.1. O que vem antes, adoração ou louvor? Adoração vem primeiro. Eu afirmo que, adorar e louvar, estão intrinsecamente ligados. Adoração é cantar ou tocar na Igreja? Nem sempre, se não é regada pôr um viver cristão digno do sacrifício de Jesus.
1.2. Adorar é eleger Deus o maior e melhor tesouro. Não há riqueza e nem grandeza que se compare a esse tesouro. Quem verdadeiramente é um adorador pode se considerar a pessoa mais rica do universo.
Hoje em dia cantamos muito e adoramos pouco. Quando só cantamos e usamos muito som o povo grita, pula e dança. Quando o nosso louvor é adoração, o povo chora e se quebra diante do Altíssimo, sentindo a presença do glorioso Espírito Santo.
1.3. Apocalipse capítulo 4 e 5, trazem luz sobre o referido tema acima, vejamos o que está registrado neste dois capítulos:
A. No cap. 4, tem: trono, alguém assentado, vinte e quatro tronos, vinte quatro anciãos, vestes brancas, coroas de ouro, relâmpagos, vozes, trovões, sete tochas de fogo, Espírito de Deus, mar de vidro, quatro seres viventes, proclamação, adoração (prostrar-se-ão), coroas depositadas diante do trono, nova proclamação.
B. No cap. 5, tem: um livro escrito por dentro e por fora selado com sete selos, anjo forte, proclamação, quem é digno de abrir o livro, choro, ancião, consolo e conforto (não chore), “O Leão da tribo de Judá” venceu para abrir o livro e seus sete selos! Um trono, um “Cordeiro”, ressurreto, sete chifres, sete olhos, sete Espíritos de Deus, quatro seres viventes, vinte e quatro anciãos prostraram-se (adoração) diante do “Cordeiro”, harpa, taças, incenso, “novo cântico”, vozes de muitos anjos, seres viventes, anciãos, criaturas (diz respeito ao ser humano).
Bom, aqui encontramos, tanto adoração como louvor.
Diante Dele todos se curvam em adoração, e entoado um novo cântico (louvor), de forma tripla!
1º Os quatros seres viventes e os vinte e quatro anciãos.
2º Anjos milhões de milhões e milhares de milhares junto com os seres viventes e os anciãos.
3º Toda criatura que há no céu e sobre toda a terra, debaixo da terra e sobre o mar

2. Em muitas igrejas atuais, separa-se o louvor da adoração. A ordem do culto é louvar, adorar e explanação da Palavra. O louvor é rápido, e a adoração, lenta.

Na verdade o louvor e adoração nunca deveriam ser separados, pois trabalham juntos. No meu entendimento o louvor é parte da adoração. Se eu não sei quem é Deus, não posso louvá-lo realmente pelo que tem feito. Quando opto por louvá-lo peço que me faças entrar em sua presença. Quando tenho comunhão com Ele e passo a conhecê-lo, meu coração é atraído cada vez mais, de forma irresistível, para Ele com amor. Neste momento, eu adoro. O louvor me apresenta a Ele, e adoração acontece quando lhe entrego meu coração e passo adorá-lo todo o instante. Tanto o louvor como a adoração provém do meu coração.
Creio que a diferença verdadeira entre louvor e a adoração seja que o louvor é um ato voluntário, ao passo que a adoração flui do meu espírito. No livro de Salmos Davi declara: “Dar-te-ei graças, Senhor, Deus meu, de todo o coração, e glorificarei para sempre o teu nome” (Sl 86.12). Davi determinou de antemão que, independentemente do que acontecesse ou de como se sentisse, ele louvaria.
“De novo concebeu e deu à luz um filho; então, disse: Esta vez louvarei o SENHOR. E por isso lhe chamou Judá; e cessou de dar à luz” (Gn 29.35).
Este é o primeiro lugar na escritura em que encontramos a palavra “louvor” e vem de alguém que não tinha muito motivo para qual louvar a Deus. Lia deu à luz o louvor. Veio de seu interior. Ela não permitiu que as circunstâncias mudassem seu coração.
Lia tinha muito pouco prazer na vida. Seu casamento era um desastre, e ela era odiada por sua própria irmã. Mesmo assim, Deus a escolheu para estabelecer a base do louvor em Sua Palavra.
Deus não permite que as tempestades da vida roubem o louvor de seu coração. Você sempre pode louvar e adorar Deus em meio à tempestade.
“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação. O SENHOR Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente. A o mestre de canto. Para instrumentos de cordas” (Hc 3.17-19).
Louvar é um ato voluntário, uma decisão que tomamos a despeito das circunstâncias. Lia louvou ao Senhor pelo que Ele havia feito por ela, ao invés de queixar-se do que Ele não tinha feito. O louvor sempre faz com que foquemos nossa atenção nas mãos de Deus.
Adoração é um ato por meio do qual reverenciamos, honramos e expressamos nosso louvor à pessoa de Deus e aos seus atributos. A adoração é, em síntese, a celebração dos méritos de Deus.
É fácil ver como alguém observa o valor de outra pessoa pela atitude que lhe mostra e pela maneira como a trata. Será que mostramos a Deus quanto Ele é valioso para nós por meio da adoração? Será que mostramos a Deus quanto Ele é dignos para nós?
Resumindo: Louvar está ligado ao elogio ou exaltação que damos a Deus numa espontânea manifestação de alegria. Adorar está ligado à nossa atitude de cultuar, que deve ser a expressão de um coração sincero e verdadeiro.

III.   ADORAR É UM ATO SUBLIME ATO DE SERVIR A DEUS

1. O servir a Deus tem relação direta com adorar a Deus. O serviço que fazemos para Deus por amor e gratidão, sob o estimulo do Espírito Santo, é uma forma de adoração. Na verdade, como afirmou o pastor Russell Shedd: “o Senhor reivindica a totalidade do serviço dos seres a quem Ele resgatou e deu vida”.

2. No ministério ao Senhor, o louvor juntamente com a adoração, vem sempre em primeiro lugar. No entanto, quantas vez ouvi dizer que o período de louvor era meramente a “preparação para a Palavra!” No entanto o louvor é para Deus e a Palavra é para a Igreja.

3. Porém a adoração vem em primeiro lugar. E não visa preparar o coração de ninguém, e sim ministrar ao coração de Deus. O que prova que o culto é feito primeiramente para Deus e não para os homens. Igrejas adoradoras provarão mais do poder de Deus do que qualquer outra, pois quando nos achegamos a Deus, Ele também se achega a nós (Tg 4.8).

Para muitos de nós, quando ouvimos falar em adoração, pensamos no “culto de louvor” da igreja. Trata-se de uma parte importante da nossa vida de adoração, mas não se esqueça de que é apenas uma parte. Você pode adorar quando não há outras pessoas por perto e, é claro, pode adorar mesmo sem música!
Isso não quer dizer que a adoração coletiva não seja bíblica. Apenas estou dizendo que você pode adorar em qualquer lugar sozinho ou coletivamente. O livro de Salmos diz: “Aleluia! De todo o coração renderei graças ao SENHOR, na companhia dos justos e na assembleia” (Sl 11.1).

IV.   ADORAR A DEUS REQUER REVERÊNCIA
Reverência, significa: respeito, veneração, honra que se presta a Deus como ser supremo por excelência.

A reverencia a Deus é manifestada litúrgica e intencionalmente.
Litúrgica: Nos cultos e ajuntamentos solenes para venerar a Deus, demonstrando o nosso amor por Ele.
Intencionalmente: No modo de agir e pensar de cada um que toma o nome de Deus. (Pela retidão, justiça e amor).
“Torna-te, pessoalmente, padrão de boas obras. No ensino, mostra integridade, reverência (Tt 2.7).
Deus é infinitamente sublime em majestade, poder, santidade, bondade, amor e glória. Por isso devemos adorara-Lo e servi-Lo com toda reverência, fervor, zelo, sinceridade e dedicação (Hb 12.28-29). Portanto, adoração e reverência são elementos inseparáveis em nosso culto a Deus. Adorar é também exaltar e reconhecer que Deus é o Senhor, Criador de todas as coisas (Sl 95.3-6).

V.      ADORAR A DEUS É EXALTAR SEU NOME (Sl 95.1-11)

Este salmo alerta o crente a verificar se a sua adoração e louvor procedem de um coração obediente ao Senhor. Ele ressalta a grandeza e a magnitude de nosso Deus.
“Vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR, que nos criou. Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração, como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto” (95.6-8).

1. O Salmista convida a Exaltar a Deus por aquilo que Ele é e faz. E sendo Deus infinito, há muitas maneiras de adorá-Lo, conforme o Espírito Santo nos ensina e dirige. A adoração a Deus, no qual vivemos, nos movemos e existimos, é acima de tudo, uma atitude interior do ser humano, imagem e semelhança do Criador (At 17.28). Faz parte da estrutura espiritual de quem crê, teme, ama e serve ao Eterno, a necessidade interior de adorá-Lo (Ef 1.6, 12, 14).

2. Aqueles que adoram e louvam ao Senhor (v.6), precisam também ouvir e obedecer à Sua voz (vv. 7-10). O escritor se refere à desobediência de Israel no deserto, depois do êxodo no Egito, sob advertência aos crentes sob o novo concerto. O crente que não obedece à voz do Espírito Santo vai endurecendo aos poucos o seu coração, e assim torna-se cada vez menos sensível aos apelos do Espírito (Hb 3.8); daí, vem a ira de Deus sobre uma igreja ou uma pessoa (vvs. 10-11).

VI.   PORQUE ADORAR O CRIADOR

1. Adoramos porque fomos salvos. Deus é o Criador de tudo e de todos e também o nosso Salvador e este é o principal motivo de nossa adoração.
O homem sob o poder do pecado não é capaz de avaliar o perigo eterno que aguardava aquele que é escravo do pecado. Mas uma vez redimido e salvo do pecado, o crente deseja adorar ao Senhor que o salvou.
“Bem-aventurado aquele cuja iniquidade é perdoada, cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não atribui iniquidade e em cujo espírito não há dolo” (Sl 32.1-2; ler também Sl 34.15-22).

2. Adorar a Deus pelas suas maravilhas. Adoramos a Deus pelas maravilhas realizadas no meio do Seu povo. Durante o Êxodo, os filhos de Israel viram a glória de Deus revelada como poucos já haviam vistos. Eles o viram abrir o mar Vermelho, e faze-los passar pelo leito seco. Depois viram o mar fechar-se sobre o exército egípcio que os perseguia (Êx 15.1-2).
A adoração de Israel foi uma resposta a Deus pelo seu maravilhoso ato de livramento. Assim, a adoração é nossa resposta a Deus por sua fidelidade em nos libertar.
Adoração celebra a aliança entre o Criador e Sua criação. Deus fez uma aliança com Israel na noite da páscoa. Se eles aplicassem o sangue do cordeiro sacrificial, estariam num relacionamento correto com Deus e não seriam visitados pela ira divina.
Nós crentes do Novo Testamento, vivemos sob uma nova aliança com Deus fundamentada no mesmo princípio. Desde que optamos por nos colocar sob o sangue de Jesus, nosso relacionamento com Deus é restaurado.
O desejo de Deus tanto na antiga Aliança quanto na nova aliança é o mesmo: resgatar o povo e leva-lo de volta a seu propósito original – comunhão com Ele.
Nosso Senhor nos criou, nos salvou, resgatou e até planejou que nos aproximássemos d’Ele. Adorar é proclamar que somos libertos de nossos pecados, nossas feridas, nossa vergonha. Toda vez que Deus ministra à nossa vida, quer seja para libertar do pecado ou nos curar, nossa resposta é adoração. Quando você pensa em tudo o que Deus tem feito em sua vida, no quanto Ele o perdoa, como Ele ministra vida ao seu coração quando você sente que ninguém o entende, você não pode fazer outra coisa senão adora-Lo.
Você tem adorado a Deus pela tua salvação, libertação, pela sua família, pela saúde, pela vida, pelos atos de maravilha que Deus realizou e realiza na sua vida todos os dias?
“São muitas, SENHOR, Deus meu, as maravilhas que tens operado e também os teus desígnios para conosco; ninguém há que se possa igualar contigo. Eu quisera anunciá-los e deles falar, mas são mais do que se pode contar” (Sl 40.5).
Por tudo o que Deus tem feito, existe apenas uma conclusão possível: a adoração é o temor que lhe é devido. Como o profeta Jeremias falou: “Ninguém há semelhante a ti, ó SENHOR; tu és grande, e grande é o poder do teu nome. Quem te não temeria a ti, ó Rei das nações? Pois isto é a ti devido; porquanto, entre todos os sábios das nações e em todo o seu reino, ninguém há semelhante a ti” (Jr 10.6-7).

VII.ADORAÇÃO NÃO É CANTAR OU TOCAR

1. A música é apenas um veículo para adoração. Posso estar surpreendendo alguns irmãos, mas para se adorar a Deus não é necessário haver música. A música não é um item essencial para o ato da adoração. A adoração não é produzida pela música, mas a música é apenas um dos veículos da adoração, assim como do louvor. Como um dos muitos veículos disponíveis, ela pode ser usada ou não. Dependerá muito do adorador, do ambiente, do contexto da adoração. Podemos adorar a Deus cantando ou tocando, mas também podemos adorar perfeitamente a Deus, sem tocar ou cantar, ou seja, sem utilizar música.
Podemos adorar a Deus através de nossas orações, nossas ofertas, nossas atitudes, nosso testemunho, nosso serviço etc., e nada disso envolve necessariamente, a música.

VIII.       POR QUE É IMPORTANTE ADORAR?
É importante adorar a Deus porque Ele é Criador e sustentador de todo o Universo. E na adoração verdadeira Deus recebe toda a honra e glória, todo o louvor e gratidão, toda a adoração e devoção, toda a atenção e reverência, toda a admiração e estima. Em outras palavras, através de nossa adoração, mesmo que nossos esforços sejam débeis, Deus é exaltado pela perfeição do Seu caráter e pela grandeza de Sua pessoa. Ele é reconhecido como o único e verdadeiro Deus; o Deus eterno, imutável, onipotente e soberano. Admitimos Seu senhorio majestoso. Confessamos que só Ele é digno de consideração. Homens e anjos não são nada, o mundo não é nada, a criação inteira não é nada quando comparados a Deus. Ele é exaltado acima de toda a criação!

IX.   Como devemos adorar a Deus

1. Por meio da Fé. Todo ser humano é formado de espírito, alma e corpo cf. 1ª Ts 5.23. O espírito é dotado de duas faculdades que é: fé e consciência.
Fé é a crença de crer e adorar a Deus. Mas muitos usam a sua fé de maneira incorreta, ou seja, adoram a Deus de uma maneira errada. E neste estudo veremos as leis espirituais que regem a verdadeira adoração através da fé.
A fé segundo o escritor em Hb 11.1 “é a certeza de coisa que se esperam, a convicção de fato que não se veem”.
A verdadeira fé é adorar com convicção um Deus que não vemos, um Deus que não enxergamos, mas sentimos pelo seu Espírito. Isto é fé, e esta é a verdadeira adoração, e desta maneira que o cristão deve adorar, pois Deus é Espírito e devemos adorar em Espírito. É por isso que Paulo diz em 2ª Co 5.7 que andamos por fé e não pelo que vemos.
Quando alguém adora um deus que vê, não está adorando em espírito e em verdade. Nós não vemos o Espírito de Deus, mas sentimos a Sua presença. Isto é fé; isto é a verdadeira adoração.

2. Com Santidade. “Disse o Senhor a Moisés: Fala a toda congregação dos filhos de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19.1, 2).
2.1. Santo é o ato de santificar; tornar sagrado, santo; separado do mundo e do pecado; dedicado exclusivamente para Deus; ter uma vida de santificação, ou seja, possuir qualidades especificas que nos mantenham ou nos levem a separarmos dos pagãos, das pessoas pecadoras que vivem a vida alienada da presença de Deus; distanciar do pecado e se aproximar de Deus.
2.2. Deus é santo e exige dos Seus filhos santidade. E sem esta santidade ninguém verá a Deus. A santificação é o ato de preparar-se para ver a Deus. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá a Deus” (Hb 12.14).
2.3. A santidade deve vir primeiro. Só então, podemos oferecer a pura adoração. O desejo de nosso coração de adorar deveria ser: “Senhor, faze-nos santos como tu és santo”.
A adoração nos levará à santidade divina, e então seremos transformados. O chamado de Deus para cada um de nós é um chamado à santidade.
2.3. O cristão deve ter o caráter de Deus. Deus quer que nasçam em você Sua natureza e Seu caráter. Deus é santidade e requer que aqueles que O desejam sejam santos como Ele é santo. A santidade trará a Sua glória.
Hoje em muitas igrejas, muitas pessoas clamam pelo Espírito Santo de Deus. Elas querem que o Espírito Santo lhes dê mais fé, alegria, paz, prosperidade, cura ou libertação. Devemos nos lembrar de que Ele não é apenas o Espírito de Deus, mas o Santo Espírito de Deus. Quando abraçarmos Sua santidade, Ele nos tocará.
2.4. Quando nosso coração desejar mais a Deus do que a suas dádivas, Deus nos dará o Espírito Santo, que nos ajudará a sermos santos. Davi escreveu:
2.5. O chamado para a adorar é um chamado à santidade. Deus não está simplesmente chamando para adorá-Lo na beleza da santidade, mas para vivê-la.
“Adorai o SENHOR na beleza da sua santidade; tremei diante dele, todas as terras” (Sl 96.9).
Quando nos aproximamos d’Ele, receberemos todas as dádivas que advêm de Seu sobrenome, Espírito. Deus nos chama para vivermos uma vida de santidade, e, se a rejeitamos, também rejeitamos o Espírito Santo.
“Porque Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação. Portanto aquele que rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo” (1ª Ts 4.7-8).
2.6. Seu chamado, como crente, deve ser o de templo sagrado onde possa habitar. Deus é santo, e o lugar onde ele habita deve ser santo também (1ª Co 3.16-17). O grau de santidade de sua vida será o grau da presença de Deus. A Palavra de Deus nos diz que fomos escolhidos antes da fundação do mundo par sermos santos (Ef 1.4).
2.7. Somos chamados à santidade, e nosso ministérios é a adorá-Lo e servi-Lo. Nossa maior aspiração deve ser uma vida de santidade, e não ter primeiro um ministério ou trabalhar pelo mundo pregando o evangelho.
“Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.22).
Deus quer que você busque a santidade que vem d’Ele, e não das obras. Deus apenas espera de nós o que Ele mesmo nos dá.
2.8. Hoje na igreja há muito desejo por mais santidade de Deus. As pessoas estão clamando por mudança. Querem ser mais parecidas com Ele. Novos cânticos estão sendo dado pelo Espírito Santo para louvor congregacional – repletos de amor e do desejo santo de ser como Jesus.
2.9. É Deus que coloca em nossos corações o desejo e a vontade de sermos santos, e é Ele quem testifica deste desejo.
“E ali haverá bom caminho, caminho que se chamará o Caminho Santo; o imundo não passará por ele, pois será somente para o seu povo; quem quer que por ele caminhe não errará, nem mesmo o louco. Ali não haverá leão, animal feroz não passará por ele, nem se achará nele; mas os remidos andarão por ele” (Is 35.8-9).
Trata-se de uma imagem visual incrível da santidade. O caminho da santidade o manterá distante dos leões devoradores (o diabo – 1ª Pe 5.8). O impuro não andará no caminho da santidade, tampouco o pecador. Porém, é ali que encontraremos os redimidos. Quanto maior for o desejo de santidade, maior será o grau de santificação.
“Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas e entrai nos seus átrios; adorai o Senhor na beleza da sua santidade” (1º Cr 16.29).
2.10. A adoração genuína deve ser prestada em santidade (cf. 2º Cr 20.21). Deus aceita a adoração espiritual e jubilosa (1º Cr 15.28) somente quando acompanhada de uma disposição reverente e pura de um anelo sincero de estar perto dele e de um firme propósito de resistir a tudo quanto ofenda a sua santa natureza.

3. Com Humildade. “Bem-aventurados os humildes de Espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5.3).
A palavra “bem aventurado” no grego, makarios, significa bem feliz. E refere-se ao estado abençoado daqueles que, por seu relacionamento com Cristo e Sua Palavra receberão de Deus o amor, o cuidado, a salvação e Sua presença diária.
3.1. Há certas condições necessárias para recebermos as bênçãos de Deus. Para recebê-las devemos viver segundo os padrões revelados por Deus nas Escrituras, e nunca pelo do mundo. A primeira destas condições é ser “humilde de Espírito”, que significa conhecermos que não temos qualquer autossuficiência espiritual: que dependemos da vida do Espírito, do poder e graça de Deus para podermos herdar o Seu reino.
“Melhor é ser humilde de espírito com os mansos, do que repartir o desposo com os soberbos” (Pv 16.19).
3.2. Deus chama a todos para que venham adorar o Seu nome (Salmos 95.6-7), mas escolhes aqueles que tem um espírito humilde para servirem no Seu reino. “Mas deixarei no meio de ti um povo humilde e pobre, e eles confiarão no nome do Senhor” (Sf 3.12).
3.3. Jesus nos chama para aprendermos a humildada com Ele. “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. 29 Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt 11.28.29).

4. Com fidelidade.
4.1. Fiel no grego pistos - verdadeiro, fiel, alguém que manteve a fé com a qual se comprometeu, digno de confiança.
“Ora. Além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel (integro, sincero)” (1ª Co 4.2).
4.2.O salmista faz a seguinte pergunta; “Quem entrará no teu santuários? Quem subirá ao monte do SENHOR, ou quem estará no seu lugar santo? 4 Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente.” (Sl 34.3-4),
4.3. A adoração será continua na eternidade. Porém lá só entrarão os fies ao seu Senhor, aqueles que adoraram a Deus com fidelidade e pureza de coração.

X.      A quem devemos adorar

1. Somente a Deus. Mateus 4.8-10 Jesus após ter jejuado 40 dias e 40 noites teve fome, então Satanás o apareceu para tentar; Na terceira tentativa o diabo mostrou todos os reinos e as glórias deste mundo, e disse: “Tudo isto te darei se, prostrado me adorares. Então Jesus lhe ordenou: Retira-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorará, e só a ele darás culto” (Mt 4.8-10).
Assim como Satanás tentou Jesus no deserto, faz ainda com a humanidade. Ele é sagas e tem levado multidões a se curvar em sua presença. Através da macumba e da idolatria e das riquezas deste mundo ele tem levado os incautos a adorá-lo. Ele é o pai da mentira e, assim, continua enganando a criatura para que o adorem. Portanto, o único ser que deve receber louvor e adoração, é o Senhor Deus e Criador, pois Jesus disse ao diabo: Ao Senhor Teu Deus, adorará, e só a Ele darás culto.
No livro de crônicas a Bíblia diz: “Pelo que Davi louvou ao Senhor perante a congregação toda e disse: Bendito és tu, Senhor, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. Teu, Senhor é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; Porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, Senhor, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos teu glorioso nome” (1º Cr 29.10-13). A oração de Davi é uma combinação de louvor e adoração ao único Deus e soberano.

XI.   Porque devemos adorar

1. Porque só Ele é digno de receber a honra.
“Tu és digno, Senhor e Deus nosso, de receber a glória e o poder, porque todas as coisas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas” (Ap 4.11).
Só o Senhor Deus é digno de receber a honra e glória, pois Ele é o Criador de todas as coisas, e não há outro Deus nos céus e na terra.

2. Por que Deus é Santíssimo.
Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em feitos gloriosos, que opera maravilhas?” (Êx 15.11).
2.1. Entre os deuses. Não que Moisés pensasse que existiam outros deuses, mas sabia que as superstições do povo do Egito, com respeito aos ídolos, eram grandes, e que os israelitas tinham passado quatro séculos nesse ambiente (cf. 135.15-18).
2.2. Santidade. No heb. qodesh, significa separado, santidade, sacralidade. No verbo nifal santo qadash – Deus é apresentado como sagrado ou majestoso; ser honrado, ser tratado como sagrado.
Neste cântico Moisés reconhece a soberania de Deus, a santidade, grande em feitos gloriosos e que opera maravilha entre Seu povo.
Moisés adorou a Deus pelo que Deus fez em favor de Seu povo libertando da escravidão do Egito. Também devemos adorar a Deus pelo que Ele fez por nós, libertando-nos da escravidão de Satanás e do jugo do pecado.
3. Porque Deus Criou todo universo.
“Tremei diante dele, todas as terras, pois ele firmou o mundo para que não se abale” (1º Cr 16.30).
Devemos louvar a Deus pela Sua grandeza e bondade e nos lembrarmos com meditação de tudo quanto Ele tem feito na criação e na redenção, bem como em nossa vida pessoal. Sendo assim, o louvor fica sendo uma resposta poderosa do nosso coração, expressando alegria e o desejo de comunhão com nosso Senhor.

XII.Quando devemos adorar

1. Eternamente. “Então, ouvi que toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, estava dizendo: Aquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos” (Ap 5.13-14).

Séculos dos Séculos, refere-se a todos os tempos. O nosso louvor deve estar diante do Senhor todos os dias e todas as horas, de eternidade a eternidade. Este é o propósito de Deus ter criado o homem.

Pr. Elias Ribas