TEOLOGIA EM FOCO: 2026

segunda-feira, 6 de abril de 2026

A ORAÇÃO DE DANIEL

 


Daniel 9.1-6 No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus. 2 No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos. 3 E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. 4 E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos. 5 Pecamos, e cometemos iniquidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos. 6 E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra. 

INTRODUÇÃO:

Daniel 9 é um capítulo que destaca a profunda oração de arrependimento de Daniel e as profecias que Deus revela a ele sobre a restauração de Israel. 

Daniel foi um jovem que foi levado cativo de Jerusalém para a Babilônia. 

Ele viveu na mesma época de gigantes espirituais como Jeremias e Ezequiel, que certamente marcaram sua vida com exemplo e testemunho. 

I. O CONTEXTO HISTÓRICO DE DANIEL 

1. Autor. Daniel foi o próprio autor deste livro notável, escrito entre 606 e 536 a.C. Ele começou a registrá-lo na Babilônia e encerrou sua obra no palácio de Susã (Dn 8.2). 

2. A história. O ano era 605 a.C.,  terceiro ano do reinado de Jeoaquim em Judá, o povo de Israel foi levados cativos para a Babilônia pelo rei Nabucodosor. A cidade, muros foram e templo foram destruídos e queimados. Não foi apenas a cidade que foi tomada — até os utensílios sagrados do Templo, dedicados ao culto do Deus Vivo, foram carregados para a Babilônia.

Daniel era muito jovem tinha mais ou menos 15 anos. 

3. Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Eles são escolhidos pelo rei Nabucodonosor para serem treinados em suas cortes, um processo que incluía a instrução nas ciências e na língua babilônica. O objetivo de Nabucodonosor era, em parte, assimilar esses jovens à sua cultura e torná-los úteis ao seu império. 

4. Daniel permaneceu fiel e, todo tempo do cativeiro. Daniel decidiu de não se contaminar com as iguarias do rei, demonstrando uma profunda dependência de Deus e um compromisso inabalável com a Lei Mosaica.

A Lei de Moisés proibia o consumo de certos alimentos, especialmente aqueles que poderiam ter sido oferecidos a ídolos pagãos ou que não haviam sido preparados de acordo com as leis de pureza. Os alimentos servidos na corte babilônica provavelmente violavam essas leis. 

5. A Vitória da Fidelidade: O Resultado Surpreendente. Os dez dias passaram, e o resultado foi surpreendente. Daniel e seus três amigos não só pareciam saudáveis, mas também estavam visivelmente mais fortes e mais bem nutridos do que todos os outros jovens que comiam a comida do rei. A barba deles, os cabelos e a pele irradiavam saúde e vitalidade. 

6. Daniel é exemplo para os idosos. Mesmo em idade avançada, Daniel deu exemplo. Tinha 85 anos, quando foi convocado para interpreta a escrita na parede do palácio. 

8. Daniel era um homem de oração. Daniel orava 3 vezes ao dia. 

9. O cargo de Daniel. Daniel era o primeiro tipo de um primeiro ministro da Babilônia. 

Nabucodonosor já tinha morrido. O filho de Nabucodonosor assumiu o lugar, mas foi assassinado pelo cunhado (Nabonido) e assumiu o poder. Porém não parava ali no palácio, mas deixava seu filho Belsazar em seu lugar. 

Mas um dia o palácio foi invadido pelos Medo-Persa e Daniel continuava sendo o primeiro ministro. 

II. A PROMESSA DO RETORNO DOS JUDEUS PARA SUA TERRA 

1. Daniel era um estudioso da Palavra de Deus. 9.2 No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos.” 

Lendo o livro do profeta Jeremias 25.11 “E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos.” 

Só entende os mistérios de Deus quem estuda a Sua Palavra. 

Oséias 4.6 “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” 

Oséias 6.3 “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” 

Mateus 22.29 “Jesus diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” 

João 5.39 “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.” 

2ª Timóteo 2.15 “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”

Deuteronômio 6.6-9 “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração. 7 E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. 8 Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. 9 E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” 

2ª Pedro 3.18 “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.” 

João 1.1-3 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” 

Tudo começa pela Palavra. Gênesis 1.1-3 “No princípio criou Deus os céus e a terra. 2 E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. 3 E disse Deus: Haja luz; e houve luz.” 

2. A oração de arrependimento de Daniel. Vs. 3-6 E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. 4 E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos. 5 Pecamos, e cometemos iniquidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos. 6 E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra. 

Daniel orou sobre aquilo que estava na Palavra.

1. Daniel confessou o seu pecado.

2. Daniel confessou o pecado do povo.

3. Temos cometidos pecado.

4. Somos culpados.

5. Temos sido ímpio e rebeldes.

6. Nos afastamos dos teu mandamentos e da tuas leis.

7. Não demos ouvidos a teu servos e profetas.

3. A petição de Daniel.

Daniel 9.17-21 “Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor. 18 Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. 19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome. 20 Estando eu ainda falando e orando, e confessando o meu pecado, e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus. 21 Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio, voando rapidamente, e tocou-me, à hora do sacrifício da tarde.” 

3.1. Daniel pediu três coisas a Deus. 

V. 17 “....ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas...” 

V. 18 “Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome...” 

V. Perdoa V. 19 “Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age sem tardar; por amor de ti mesmo.” 

3.2. Quando oramos juntos.

“Pai nosso que está no céu.” 

Deus é altíssimo. 

Deus que está num alto e sublime trono. 

“Santificado seja o vosso nome.”

Isaías 6.2,3 “Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. 3 E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” 

Apocalipse 4.8 “E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir.” 

Apocalipse 4.10,11 “Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: 11 Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” 

3.2. Quando oramos sozinhos. Mateus 6.6 “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” 

4. A oração de Daniel trouxe uma batalha espiritual. Daniel 10.10-14 “E eis que certa mão me tocou, e fez com que me movesse sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. 11 E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que vou te dizer, e levanta-te sobre os teus pés, porque a ti sou enviado. E, falando ele comigo esta palavra, levantei-me tremendo. 12 Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. 13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. 14 Agora vim, para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos derradeiros dias; porque a visão é ainda para muitos dias.” 

Daniel era um homem muito amado no céu. Mas, você é filho. 

Daniel estava orando há 21 dias. 

Gabriel trouxe a resposta para Daniel.

Mas Gabriel diz: V. 12 “Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras.” 

Quem impediu de Daniel receber a resposta. V. 13 “Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia.” 

Quando você dobra o joelhos para orar o inimigo se levanta para você não receber a resposta do Senhor Deus. 

Príncipe ou principado. Daniel 10.20 “E ele disse: Sabes por que eu vim a ti? Agora, pois, tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia.” 

Existe sobre o céu da Pérsia tem um principado do mal. É um território que é governado por um príncipe com protestardes de demônios.

CONCLUSÃO:

A Palavra e a oração são duas colunas do crente.

O que separa o homem de Deus é o pecado. Isaías 59.1,2 “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. 2 Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” 

Salmos 61.1 “Ouve, ó Deus, o meu clamor; atende à minha oração.” 

Salmos 46.1 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.” 

 Pr. Elias Ribas

Assembleia de Deus

Blumenau - SC


terça-feira, 3 de março de 2026

O INFERNO

 


Poucos temas causam desconforto ao coração humano quanto a doutrina bíblica do inferno. Vivemos em uma cultura onde as pessoas não gostam de ouvir falar sobre o inferno, mas o evangelho não permite silenciar aquilo que Jesus proclamou com tanta seriedade. Se o céu é glorioso, o inferno é terrível e real. 

Jesus falou mais o sobre o inferno do que qualquer outro personagem bíblico, justamente porque seu amor não permite que ignoremos a realidade do juízo. 

O inferno é real porque a justiça de Deus é real. Negar Sua existência é negar o caráter santo do próprio Criador. 

O inferno é um lugar de intenso sofrimento que, segundo a Bíblia, serve de habitação para todos aqueles que foram condenados ao castigo eterno. 

I. O QUE SIGNIFICA ETERNIDADE 

El Olam é um termo hebraico que se traduz como “Deus Eterno” ou “Deus do Tempo Infinito”. Essa expressão é frequentemente utilizada na Bíblia para descrever a natureza eterna de Deus, enfatizando Sua atemporalidade e imutabilidade. A palavra eternidade no hebraico é Olam (עוֹלָם) que significa mundo, eternidade, universo ou para sempre, e seu significado varia conforme o contexto. Olam também pode se referir ao universo, à eternidade e à grandeza de Deus. 

Na Bíblia Sagrada, “eternidade” geralmente se refere a uma existência sem começo nem fim, aplicável tanto a Deus (que sempre existiu) quanto à vida após a morte para os justos e os ímpios, embora com resultados distintos. O termo pode também significar um tempo indefinido ou sem limites em alguns contextos, e para os crentes, implica a vida sem fim com Deus, acessível pela fé em Jesus Cristo. 

O castigo eterno é uma realidade. Mateus 25.41 “Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” 

Não é Jesus que nos impede de entrar no Reino de Deus, mas sim a nossa rejeição de segui-lo em obediência a Sua Palavra. 2ª Tessalonicenses 1.8,9 “Com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. 9 Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder.” 

Ninguém gosta de falar sobre o inferno, nem tampouco as igrejas, porém é uma doutrina bíblica e real. A Bíblia Sagrada deixa muito claro que tanto a salvação quanto a perdição são eternas. Muitos não levam a sério a existência do inferno nem a possibilidade de fazer dele a sua morada eterna. O assunto é muito sério já que ir ou não para o inferno dependerá de nossas escolhas e a única escolha que nos poderá livrar-nos do inferno é escolhermos Jesus Cristo, pois Ele diz no Seu evangelho:  “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado!” (Mc 16.16). 

II. O QUE SIGNIFICA INFERNO? 

Já sabemos o significado da palavra eternidade, porém agora vamos entender o significado da palavra inferno, o lugar onde os pecadores sem Cristo irão habitar. 

1. O significado do termo. A palavra inferno é de origem latina e significa “profundezas”. Essa palavra não aparece originalmente na Bíblia, mas foi utilizada para traduzir quatro termos originais nas Escrituras, sendo eles: Sheol, Hades, Gehenna e Tártaro. 

A Bíblia não fornece tantos detalhes específicos sobre o inferno, porém o que está escrito nela já é o suficiente para entendermos tamanho terror que cerca esse lugar. A Bíblia descreve o inferno como sendo: 

2. O lugar preparado para o diabo e seus anjos. Mt 25.41 “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.” 

3. A condenação eterna é para os incrédulos. Marcos 16.16 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. 

III. A REALIDADE DO INFERNO 

 A doutrina do inferno não nasce de especulação humana nem de tradições mitológicas antigas. Ela surge da revelação direta de Deus. 

1. Um lugar onde o fogo nunca se apagará. Mt 3.12 “Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará.” (Outra ref. Lc 3.17). 

 Jd 1.7 “Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se entregue à fornicação como aqueles, e ido após outra carne, foram postas por exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.” 

Mateus 25.45,46 “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos, para a vida eterna.” 

Se há vida eterna para o justos, da mesma forma os ímpios vão para o tormento eterno, isto é, um tempo se fim. 

Mt 18.8 “Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida coxo, ou aleijado, do que, tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno.” (outra ref. Mc 9.43). 

2. O lugar da perdição eterna. 2ª Ts 1.8-9 “Com labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo. 9 Os quais, por castigo, padecerão eterna perdição, longe da face do Senhor e da glória do seu poder.” 

3. É um lugar de sofrimento.  Mt 13.42“ E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá pranto e ranger de dentes.” 

4. Um lugar de “choro e ranger de dentes”. Mt 24.50 “....ali haverá pranto e ranger de dentes. 

5. Um lugar onde o verme que atormenta o ímpio nunca morre. Mc 9.48 “Onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga.” 

6. O lugar das mais densas trevas. Jd 1.13 “Ondas impetuosas do mar, que espumam as suas mesmas abominações; estrelas errantes, para os quais está eternamente reservada a negrura das trevas.” 

7. Um lugar onde há tormento “com fogo e enxofre“, e a fumaça desse tormento sobe pelos séculos dos séculos. Ap 14.9-11 “E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão. 10 Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. 11 E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome.” 

8. Um lugar onde o castigo é constante, não cessando nem de dia nem de noite. Ap 20.10 “E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.” 

9. O lago de fogo que arde com enxofre. Ap 21.8 “Mas, quanto aos covardes, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.” 

A segunda morte (separação eterna de Deus), “no lago que arde com fogo e enxofre” (Ap 21.8), lugar onde serão atormentados para sempre, os adoradores da Besta e os pecadores de todas as épocas. Para os russelitas que não creem no inferno será tarde demais. “O fumo do seu tormento sobe para todo sempre”. O fumo produzido pelo fogo e o enxofre daquele lago é eterno, ou seja, dura para sempre (Is 34.10). Seu suplício é sem fim e nunca terão repouso. Só em Cristo está o descanso para a alma aflita (Mt 11.28), graças a Deus. Porém, “horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10.31). 

IV. O INFERNO É CONSCIENTE 

Lucas 16.22-31 E aconteceu que o mendigo morreu, e foi levado pelos anjos para o seio de Abraão; e morreu também o rico, e foi sepultado. 23 E no inferno, ergueu os olhos, estando em tormentos, e viu ao longe Abraão, e Lázaro no seu seio. 24 E, clamando, disse: Pai Abraão, tem misericórdia de mim, e manda a Lázaro, que molhe na água a ponta do seu dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nesta chama. 25 Disse, porém, Abraão: Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro somente males; e agora este é consolado e tu atormentado. 26 E, além de tudo isto, está posto um grande abismo entre nós e vós, de sorte que os que quisessem passar daqui para vós não poderiam, nem tampouco os de lá passar para cá. 27 E disse ele: Rogo-te, pois, ó pai, que o mandes à casa de meu pai. 28 Pois tenho cinco irmãos; para que lhes dê testemunho, a fim de que não venham também para este lugar de tormento. 29 Disse-lhe Abraão: Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos. 30 E disse ele: Não, pai Abraão; mas, se algum dentre os mortos fosse ter com eles, arrepender-se-iam. 31 Porém, ele lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco serão persuadidos, ainda que algum dos mortos ressuscite.” 

V. O INFERNO REVELA A GRAVIDADE DO PECADO 

Rm 3.23 Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” 

1. Quando Adão pecou, toda a humanidade foi afetada. Rm 5.12 “Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.” 

2. A bíblia ensina que o pecado gera a morte. Rm 6.23 “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor.” 

3. O pecado separa o homem de Deus. Isaías 59.1,2 “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. 2 Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” 

4. Depois da morte segue o juízo. Hb 9.27 “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo.” 

VI. A DOUTRINA DO INFERNO DESPERTA COMPAIXÃO  

1. Somos embaixadores de Cristo na Terra. Mateus 9.36 “E, vendo as multidões, teve grande compaixão delas, porque andavam cansadas e desgarradas, como ovelhas que não têm pastor.” 

2. Somos embaixadores de Deus para reconciliar os perdidos com Deus. 2ª Co 5.19,20 “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação. 20 De sorte que somos embaixadores da parte de Cristo, como se Deus por nós rogasse. Rogamo-vos, pois, da parte de Cristo, que vos reconcilieis com Deus.” 

3. O inferno desperta urgencia. Hebreus 3.7,8 “Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz. 8 Não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto.” 

4. A vida é como uma neblina. Tiago 4.14 “Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco, e depois se desvanece.”

5. A vida é como uma sombra que passa. Salmos 144.4 “O homem é semelhante à vaidade; os seus dias são como a sombra que passa.” 

Jó 14.1,2 “O homem, nascido da mulher, é de poucos dias e farto de inquietação. 2 Sai como a flor, e murcha; foge também como a sombra, e não permanece.” 

VIII. A DOUTRINA DO INFERNO DESPERTA O AMOR 

João 3.16,17 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17 Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 

1ª Jo 4.20-21 “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu? 21 E dele temos este mandamento: Que quem ama a Deus, ame também a seu irmão.” 

Mt 5.43,44 “Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. 44 Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.” 

CONCLUSÃO: Resumindo, podemos dizer que o inferno é real, é um lugar de terrível lamento, de castigo e destruição eterna para os ímpios, Satanás e seus anjos. 

O inferno foi preparado para o diabo e seus anjos, e todos aqueles que desprezam a Palavra de Deus, ou seja, que não obedecem Sua Palavra a Bíblia Sagrada. 

Pr. Elias Ribas

Assembleia de Deus

Blumenau - SC


terça-feira, 13 de janeiro de 2026

A VONTDADE DE DEUS PARA NOSSAS VIDAS

 


Cl 1.9-12 “Por esta razão, também nós, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que transbordeis de pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; 10 a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no pleno conhecimento de Deus; 11 sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria, 12 dando graças ao Pai, que vos fez idôneos à parte que vos cabe da herança dos santos na luz”. 

INTRODUÇÃO: O desejo de Deus é que tenhamos uma vida dentro de Sua vontade... na Sua direção. 

Deus tem para nós sempre muito mais do que esperamos e pensamos ou ainda pedimos... Seu prazer é nos ver vivendo Sua plenitude por isso Ele nos dá direção para viver. Em Col 1.9-12, vemos isso claramente. 

1. Deus quer que sejamos cheios transbordante (v. 9). Transbordante no gr. pleroo. Estar cheio, completo, pleno. 

2. Do conhecimento. A palavra conhecimento no grego é epignosis que significa: Conhecimentos das coisas divinas; conhecer bem; conhecer no sentido de entender bem. 

3. Da Sua vontade. A vontade de Deus é que sejamos santos, agradáveis, sincero, puro, irrepreensíveis imaculados ao Senhor. 

Rm 12.1-2 “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. 

O crente não deve andar segundo o curso deste mundo – um mundo secularizado; dirigido pelo deus deste século. 

4. Em toda a sabedoria. A palavra sabedoria no grego é sophia que significa inteligência ampla e completa; usado do conhecimento sobre diversos assuntos conhecimento e prática dos requisitos para vida devota e justa, habilidade e discrição em transmitir a verdade cristã. 

Tiago 3.17 “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento”. 

5. Entendimento espiritual. A palavra espiritual no grego é pneumáticos que significa: Discernimento; entendimento espiritual. 

Alguém que está cheio e é governado pelo Espírito de Deus. 

1ª Co 2.13 “Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais”. 

6. Vida digna. De modo digno; que tenha dignidade de caráter e de moral. 

7. Que agrade a Ele. “...para o seu inteiro agrado...” (v. 10). 

Desejo de agradar; emocionar a Deus. Como posso emocionar a Deus? Louvando, adorando, orando, estudando a Sua Palavra, ajudando os necessitados (órfãos, viúvas) que é a verdadeira religião. 

Viver para Seu agrado. 

8. Frutificando. “...frutificando em toda boa obra...” (v. 10). 

Jo 1516 “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda”. 

8.1. Ele nos escolheu. Nós estávamos mortos em nossos delitos: Ef 2.5 “...e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos”. 

8.2. Ele nos libertou das trevas e nos vivificou na graça de Seu Filho. Deus nos escolheu com propósito e nos direcionou para que tenhamos uma vida frutífera. 

Gl 5.22-23 “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei”. 

Hb 13.15 “Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu nome”. 

9. Que tenhamos uma vida de poder. A palavra poder no grego é dunamis e significa: força, energia, habilidade. Poder para realizar milagres, para pregar o evangelho. 

At 1.8 “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. 

Esse poder só é possível através do Espírito Santo. 

1ª Co 2.4 “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder”. 

10. Uma vida de perseverança. A palavra perseverança no grego é hupomone que significa: Estabilidade, constância, que persiste com paciência. 

No NT, a característica da pessoa que não se desvia de seu propósito e de sua lealdade a fé e piedade mesmo diante das maiores provações e sofrimentos. 

Rm 5.3-5 “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; 4 e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. 5 Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado”. 

Cl 1.11 “Sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria”. 

11. Alegria. Alegria é prazer, contentamento, felicidade. Alegria é fruto do Espírito (Gl 5.22). Alegria da salvação. 

Alegria do Senhor é nossa força. 

Evangelho é boas novas de salvação. Alguém fica triste quando recebe uma boa notícia? 

12. Dando graças ao Pai. Sede agradecidos. A palavra agradecido no grego é eucharistos, que significa: Grato, agradável, aprazível. 

Cl 3.15 “Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos”. 

CONCLUSÃO: A vontade de Deus é esta. Que sejamos transbordantes do conhecimento, da Sua vontade, em toda a sabedoria, entendimento espiritual, uma vida digna, que agrade ao Senhor; uma vida de frutificação, uma vida de poder, uma vida de perseverança e agradecidos. 

Pr. Elias Ribas

Assembleia de Deus

Blumenau - SC