TEOLOGIA EM FOCO

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O ENSINO DE JESUS E O ESPIRITISMO


Alann Kardec declara que: “segundo definição dada por um espírito, ele era o médium de Deus”.

O apostolo João declara em sua carta dizendo: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora”.

Provar do grego “dokimazo”, significa: testar, examinar, verificar (ver se uma coisa é genuína ou não), reconhecer como genuíno depois de exame, aprovar, julgar valioso.

Ora, se a Bíblia nos dá o direito de examinar se o espírito é de Deus ou não, podemos então verificar os textos apontados de Alann Kardec e concluir que não somente os textos são falsos como também o próprio Alann Kardec é um falso profeta que tem se levantado no mundo.
Embora o espiritismo ensine que Jesus era um médium, é necessário refutar este conceito através dos ensinos do Senhor Jesus.

Kardec procura justificar a doutrina espírita da reencarnação afirmando que só mediante esse ensino é que se pode ter compreensão dos ensinos de Jesus exarados nos evangelhos e na própria Bíblia. Do contrário, fica tudo ininteligível e até irracional. Vejamos sua declaração:

“Muitos pontos do evangelho, da Bíblia e dos escritos sagrados em geral, são ininteligível, muitos mesmos se nos afiguram irracionais por falta de uma chave, para se lhe conhecer o verdadeiro sentido. Ora, essa chave se acha inteiramente no espiritismo, conforme conheceram aqueles que o estudam seriamente e que melhor o reconhecerão mais tarde”.

Jesus, porém, ensinou a unidade da vida terrestre, e não a pluralidade de vida. Em Lucas 23.39-43, vemos Jesus pregado na cruz entre dois ladrões. Os dois tinha sido maus, tanto é que um deles faz sua confissão ao companheiro de crimes, dizendo: “Respondendo-lhe, porém, o outro, repreendeu-o, dizendo: Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça, porque recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.40-43).

Se a reencarnação, de fato, fosse verdadeira, Jesus não teria respondido desta maneira. Mas teria dito: “É bom que tu te arrependas, pois o arrependimento é o primeiro passo para tornar-te um espírito puro. Mas não é somente isto. Tu deves ter paciência contigo mesmo. E cada qual deve resgatar-se a si mesmo. Tu foste um criminoso nesta vida, e todo mal que tu realizaste contra outras pessoas, é uma divida contraída e que deverá ser paga. Mas como já está há um passo da morte, já não podes mais pagar, terás então, que voltar a esta terra, em novo corpo, para expiar e resgatar teus crimes”. Ao ladrão arrependido, Jesus disse: “...hoje estarás comigo no paraíso” (v. 43).

Jesus ensinou a existência de dois lugares finais e irreversíveis depois da morte, e não a reencarnação como meio de aperfeiçoamento. Não sobra lugar para a reencarnação.

Jesus ensinou a nossa redenção por meio de Sua morte na cruz, e não a redenção por esforço próprio.

Enquanto a Bíblia aponta nossa redenção por Jesus Cristo, por meio de Sua obra salvífica realizado em nosso favor no Calvário, o espiritismo anuncia: “Fora da caridade não existe Salvação”, que é o dogma central da doutrina espírita. Vejamos como Leon Denis se pronuncia a este respeito:

“Não, a missão de Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. É o que os espíritos, aos milhares, afirmam em todos os pontos do mundo”.

A doutrina espírita, que consiste em apregoar que é necessário reencarnar sucessivamente muitas vezes na existência humana, até chegar a um aperfeiçoamento espiritual, também é a única que corresponde à ideia da justiça de Deus com respeito aos homens de condição moral inferior, a única que pode explicar o nosso futuro e fundamentar as nossas esperanças, pois oferece-nos o meio de resgatarmos os nossos erros através de novas provas. A razão assim nos diz, e é o que os espíritos ensinam.

Que espíritos são esses em todo o mundo que anunciam doutrina oposta à ensinada por Jesus? Os desígnios de Deus, era enviar o Seu Filho Jesus Cristo ao mundo para morrer pelos pecados da humanidade e desfazer as obras do diabo. E foi esta a missão de Jesus. Em Mateus 16.21-23, prescreve o seguinte relato: “Desde esse tempo, começou Jesus Cristo a mostrar aos seus discípulos que lhe era necessário seguir para Jerusalém e sofrer muitas coisas dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, ser morto e ressuscitado no terceiro dia. E Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo, dizendo: Tem compaixão de ti, Senhor; isso de modo algum te acontecerá. Mas Jesus, voltando-se, disse a Pedro: Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens”.

Satanás tinha sugerido a Pedro que Jesus jamais passasse pelo Calvário para redimir a humanidade pelo Seu sangue. E quando os espíritos sugeriram a Leon Denis que nem mesmo o sangue de um Deus poderia resgatar alguém, é de se notar que esses espíritos, aos quais se refere Leon Denis, certamente são os espíritos demoníacos que orientaram os escritores espíritas a partir do codificador Allan Kardec. E o apóstolo Paulo declara que não é de admirar que isso aconteça, porque esses espíritos satânicos se transfiguram em anjos de luz (2ª Co 11.14).

O evangelho segundo o espiritismo não é o evangelho de Jesus Cristo o Filho de Deus, mas é outro evangelho (Gl 1.8-9). O evangelho verdadeiro está prescrito por Paulo em 1ª Coríntios 15.3-4: “Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras”.

Essas palavras do apóstolo Paulo é uma repetição da profecia do profeta Isaías em relação à obra resgatadora de Jesus: “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53-4-5).


O texto de Isaías traz a mensagem central cristã. Nossa redenção por Cristo é a medula do evangelho, pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir, e dar a sua vida em resgate de muitos (Mt 20.28). O texto de João 3.16 é o tema central da Bíblia: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Jesus ensinou a ressurreição final de todos os homens. Ao contrário, o espiritismo ensina o estado final como espírito puro. Durante o ministério terreno, Jesus ressuscitou algumas pessoas mencionadas nos evangelhos e, paralelamente, ensinou a ressurreição dos mortos, apontando Sua ressurreição era a base para a ressurreição dos seus seguidores. E não só isso, mas ensinou também um dia de juízo final em que todos os mortos irão ressuscitar corporalmente. Falando de Sua própria ressurreição, Jesus afirmou dizendo: “Jesus lhes respondeu: Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei. Replicaram os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este santuário, e tu, em três dias, o levantarás? Ele, porém, se referia ao santuário do seu corpo. Quando, pois, Jesus ressuscitou dentre os mortos, lembraram-se os seus discípulos de que ele dissera isto; e creram na Escritura e na palavra de Jesus” (Jo 2.19-22).


A Bíblia ensina que haverá duas ressurreições, uma para a vida eterna e outra para a condenação eterna. Nos ensinos de Jesus Ele diz: “Os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (Jo 5.29).

Pr. Elias Ribas
pr_eliasribas@yahoo.com.br