TEOLOGIA EM FOCO

terça-feira, 13 de agosto de 2013

ESPIRITISMO


I.     HISTÓRICO

O espiritismo é, sem dúvida, o mais antigo engano religioso já surgido. Porém, sua forma moderna como hoje é conhecido, o seu surgimento se deve a duas jovens “Margaret e Kate Fox” de Hydeville, Estado de Nova York, em 1847.

Na França a figura principal dos espiritistas é Alan Kardec. Leon Hippolyte Rivail, nascido em Lion em 1804, filho de um advogado, tomou o pseudônino de Alan Kardec por acreditar ser ele a reencarnação de um poeta celta com esse nome. Disse ele ter recebido a missão de pregar uma nova religião o que começou a fazer em 30 de abril de 1856. Publicou o “Livro dos Espíritos” que ajudou muito na propagação do espiritismo, e também foi o fundador da revista espírita.

Homem dotado de inteligência e inigualável sagacidade, dotado de características físicas mentais de grande resistência, Allan Kardec, foi o apóstolo das novas idéias que haveriam de influir na organização do Espiritismo.

II.   A DIVISÃO DO ESPIRITISMO

Embora consideramos o Espiritismo igual em toda a sua maneira de ser, os próprios espíritas preferem admitir diferentes formas de Espiritismo. Assim, sendo para efeito de estudo, vamos dividir o Espiritismo da seguinte maneira:

1.   Espiritismo Comum.
a)      Quiromancia (Adivinhação pelo exame das linhas da mão)
b)      Cartomancia (adivinhação pela decifração de cartas de jogar);
c)      Grafologia (análise da escrita da pessoa);
d)     Hidromancia (tentativa de adivinhar por meio da água);
e)      Astrologia (previsão do futuro através da análise da posição dos astros no firmamento)

2.   Baixo espiritismo.
a)      Vodú (culto dos negros antilhanos e que se valem do ritual católico)
b)      Candomblé (religião dos negros iorubá, na Bahia);
c)      Umbanda (cultos afro-brasileiros)
d)     Quimbanda (ritual de macumba que se confunde com umbanda)
e)      Macumba (derivado do Candomblé com elementos de várias religiões indígenas, africanas e do catolicismo).

3.   Espiritismo científico.
a)        Ecletismo (sistema filosófico que não segue sistema algum, e que escolhe de cada parte aquela que lhe parece mais próxima da verdade)Z
b)        Esoterismo (atitude de espírito que preconiza que o ensinamento da vedasse deve reservar-se a um número restrito de iniciados);
c)      Teosofismo (conjunto de doutrinas religiosas-filosóficas iniciadas por Helena Petrovna, fanática adepta do Budismo e do Lamaísmo).

4.   Espiritismo Kardecista.
O espiritismo Kardecista é a classe de espiritismo usada no Brasil, e tem como principais teses, entre muitas outras, as seguintes:
b)   Possibilidade de comunicação com espíritos desencarnados.
c)   Crença na reencarnação.
d)   Crença de que ninguém pode impedir o homem de sofrer as conseqüências dos seus atos.
e)   A Crença na pluralidade dos mundos habitados.
f)   A caridade como virtude única, aplicada tanto aos vivos como aos mortos.
g)   Deus, embora exista, é um ser impessoal habitando um mundo longínquo.
h)   Mais perto dos homens estão os espíritos “Guias”.
i)    Jesus foi um médium e reformador judeu, nada mais que isto.

É preciso entender, que embora possuem linha de pensamentos e vínculos parecidos, suas formas, práticas e ritos são diferenciados. Mas atrás deste pensamento Espírita, está “um mentor” que age de muitas formas para atrair os incautos na sua sagacidade. E este “mentor se chama a “antiga serpente”. “E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos” (Ap 12.9).

III.  A VISÃO ESPÍRITA


Allan Kardec arroga ao espiritismo a condição de ser a terceira revelação que veio completar a revelação inicial dada a Moisés, com o Antigo Testamento, depois por meio de Jesus Cristo, com o Novo Testamento. Para Kardec, o espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus, mas não tem a personificação, ou seja, não tem nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, mas pela consumação dos espíritos, que são vozes do céu, em todos os cantos da terra. Acreditam que o espiritismo é a verdadeira doutrina ensinada pó Jesus Cristo.

O espiritismo não é uma religião cristã. Se fosse Jesus desceria lá. São contrários aos ensinos bíblicos e aos ensinos de Jesus. Por isso eles são podem ser considerados cristãos.

Se o espiritismo ensina a mesma doutrina que o cristianismo, é de se esperar que os seus ensinos concordem com as palavras de Jesus Cristo e dos apóstolos. A melhor maneira de verificar esta afirmação é conferir o ensino do espiritismo com a Bíblia. Como Allan Kardec expressou que o espiritismo é uma revelação que procede de Deus, então essa revelação deve confirmar o que fora revelado pelas anteriores.
Para Kardec, a Bíblia não poderia ser considerada a Palavra de Deus, nem uma revelação sobrenatural. Com esta declaração do próprio codificador do espiritismo a respeito da Bíblia, verifica-se que o espiritismo ensina o oposto do cristianismo.

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2ª Tm 3.16-17).

Os espíritas, quando querem se passar cristãos, usam a Bíblia, citando-as como lhes convém para apoiar suas teorias espíritas. A Bíblia, então, não deixa de ser apenas obra de consulta. Para os espíritas, não faz diferença se ela é ou não a Palavra de Deus, desde que possam usá-la como desejam.

É incrível. Ao mesmo tempo em que alegam ser cristão, o espiritismo nega a Palavra de Deus. E a confusão vai mais longe ainda: ora os expositores e defensores do espiritismo apelam para a Bíblia em busca de apoio, ora negam firmemente que ela tenha valor de fé.

O Senhor Jesus e os apóstolos Pedro e Paulo afirmam repetida e veemente a inspiração divina das Escrituras, reconhecendo-as como a Palavra de Deus para a salvação da humanidade, infalível em seu conteúdo.

IV. ENSINAMENTOS SOBRE DEUS

A doutrina espírita sobre Deus é ambígua, ora assumindo aspecto de deísta, ora aspecto de panteísta, ora confundindo-se com o cristianismo.

No livro dos espíritos, Allan Kardec, explica o que é Deus dizendo: “Deus é a inteligência suprema, causa primaria de todas as coisas. Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, todo poderoso, soberanamente justo e bom”. Este conceito acerca de Deus e seus atributos, Kardec concorda com o cristianismo. Mas o fato de uma determinada religião ou seita ter pontos em comum com o cristianismo bíblico não é suficiente para que lhe seja conferido o título de cristã.

V.   DOUTRINAS ESPÍRITAS


    1.      A caridade como meio da salvação.
Creem na salvação pelos méritos pessoais. A Bíblia proclama que isso não é possível. Somos salvos pela graça, por causa das misericórdias divinas. “Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus” (Ef 2.8-9). A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la” (NTLH); em Tito 3.3-5: “Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros. Quando, porém, se manifestou a benignidade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com todos, não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo,” - RA; em Isaías 41.24: “ Eis que sois menos do que nada, e a vossa obra é menos do que nada; abominação é quem vos escolhe.” - RC; e em Isaías 64.6: “Todos nós nos tornamos impuros, todas as nossas boas ações são como trapos sujos. Somos como folhas secas; e os nossos pecados, como uma ventania, nos carregam para longe” (NTLH) Jesus é o único meio de salvação. Veja em Atos 4.12: “A salvação só pode ser conseguida por meio dele. Pois não há no mundo inteiro nenhum outro que Deus tenha dado aos seres humanos, por meio do qual possamos ser salvos” (NTLH).

2.      Reencarnação.
A reencarnação é a doutrina central do espiritismo. Destruída esta teoria, o Espiritismo não poderá sobreviver.

A palavra reencarnação é formada do prefixo re (repetir) e do verbo encarnar (tomar o corpo). “O sentido etimológico é tornar a tomar o corpo”.

Reencarnação: o espiritismo acredita na transmigração dos espíritos das pessoas que já morreram para outros que vão nascendo, em um ciclo constante de aperfeiçoamento.

Reencarnação segundo a afirmação de Allan Kardec, é um dogma. “A reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição” (Evangelho segundo o espiritismo – pg. 24). “A reencarnação é a volta da alma, ou espírito, à vida corporal, mas em outro corpo novamente formado para ele, nada tem de comum com o antigo”. (Evangelho segundo o espiritismo – pg. 25).

3.      Carma.
Paralelamente à doutrina da reencarnação, segue-se a doutrina do carma. Allan Kardec explica essa doutrina dizendo que toda a falta cometida, todo o mal praticado, é uma dívida contraída que deverá ser paga pelo próprio homem mediante o arrependimento, expiação (que é o sofrimento) e reparação (que são as boas obras).

Quanto ao arrependimento, a Bíblia afirma que o ladrão na cruz se arrependeu e ouviu Jesus a promessa de que aquele dia estaria com Ele no Paraíso: “E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino. Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.42-43). Nas palavras de Jesus Ele declrara: “Não eram, eu vo-lo afirmo; se, porém, não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis” (Lc 13.3).

4.      Expiação.
De acordo com os ensinos de Kardec, esta vida é uma expiação. Todo o sofrimento que o ser humano passa aqui nesta terra é justo, pois merecemos sofrer, ainda que seja por conta de outras encarnações.

Quando o homem pratica toda a sorte a maldade, causando dano ao seu semelhante, quer seja, furtar, roubar, matar, etc, são intrometos de justiça divina. Assim quando matamos, furtamos, estupramos, ou torturamos o nosso próximo, não fazemos nada de mal. Estamos a penas dando o que merece! Segundo os espíritas, Deus não pode permitir injustiça e nem desigualdade no mundo. Se permite é por merecem. Então, não há mal nenhum em fazer qualquer tipo de maldade para o nosso próximo. O furto é uma boa obra. De acordo com este ensino, quem faz outras pessoas sofrerem está fazendo um bem, e não um mal. E quem sofre o mal cometido por outra pessoa, merecia por conta de sua encarnação anterior.

Logo, pelas suas doutrinas espíritas, podemos e devemos praticar o mal. Quanto pior o mal que praticamos contra o nosso semelhante, maior será o benefício que eles hão de receber.

Pelos ensinos da Bíblia, quando praticamos o mal a uma pessoa, estamos fazendo um inocente sofrer. Mas pela doutrina espírita, a pessoa a quem pratica o mal contra merece todo o sofrimento.

Com respeito a esta doutrina, o espiritismo adotou a seguinte frase: “Fora da caridade não há salvação”.

As boas obras nunca salvam e nunca ajudarão a salvar. Paulo afirma em Efésios 2.8-10: 8 “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

Somos criados para as boas obras, e não pelas boas obras. E é por meio da fé em Cristo. Na carta aos Coríntios Paulo diz: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2ª Co 5.17).

As boas obras devem ser apenas a manifestação externa do amor que temos por Deus.
No evangelho segundo Mateus, a Bíblia relata uma doutrina concernente ao amor. Quando um fariseu intérprete da Lei, para experimentar Jesus, lhe pergunta: Mestre, qual é o grande mandamento na Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Mt 22. 36-39).

A base do evangelho de Cristo é o amor, primeiro lugar a Deus e segundo lugar ao nosso próximo. Devemos amar a Deus acima de tudo e o nosso semelhante como a nós mesmo.

Se Jesus ensinou a amar, então porque os espíritas incentivam a maldade e o ódio contra seu semelhante? Seria esta a verdadeira religião?

Sobre a doutrina do amor vejamos o que Jesus diz?

“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros” (João 13.34). “O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 15.12).

Já imaginamos se todos os seres.

O QUE OS ESCRITORES DA BÍBLIA DIZEM SOBRE ENCARNAÇÃO


A Bíblia jamais fez qualquer referência à palavra “reencarnação”, e, tampouco, confunde-a com a palavra “ressurreição”. Segundo o dicionário escolar da língua portuguesa, de Francisco da Silveira Bueno, “reencarnação” é o ato ou efeito de reencarnar, pluralidade de existência com um só espírito; enquanto que a palavra “ressurreição”, no grego, é “anástasis”, ou seja: levantar, erguer, surgir, sair de local ou de uma situação para outra.

Ressurreição do latim, “resurrectio”, que é o ato de ressurgir, voltar à vida, reanimar-se. Biblicamente, entende-se o termo “ressurreição” como o mesmo que ressurgir dos mortos. É a união do espírito e alma com o corpo ressurreto na vinda de Jesus Cristo (1ª Ts 4.16-17).

Quando Kardec define a volta da alma a outro corpo, com isso, difere da palavra ressurreição, que significa a volta da alma e do espírito ao próprio corpo. Ressurreição é uma doutrinabíblica ensinada por Jesus, e os evangelhos apresentam vários exemplos de pessoas ressuscitadas por Cristo, cujo o espírito retornou ao próprio corpo.

“Entretanto, ele, tomando-a pela mão, disse-lhe, em voz alta: Menina, levanta-te! Voltou-lhe o espírito, ela imediatamente se levantou, e ele mandou que lhe dessem de comer” (Lc 8.54-55).

A reencarnação é uma doutrina antibíblica, ensinada pelo hinduísmo, posteriormente, por Kardec, com pequenas diferenças. Enquanto Kardec admite o retorno da alma a outro corpo, que pode ser de sexo diferente, o hinduísmo, ensina o retorno do espírito aos irracionais.

Segundo a reencarnação a graça de Deus que restaura nos salvos a imagem de Deus é inútil, pois faz do homem seu próprio salvador, invalidando a obra redentora de Jesus.

A Bíblia diz que ao homem está ordenado morrer apenas uma vez, vindo depois disso o juízo (Hebreus 9.27): “Cada pessoa tem de morrer uma vez só e depois ser julgada por Deus” (NTLH). O texto não fala em morte indefinida de vezes, mas uma só vez.

E em Lucas 16.30-31: “Mas ele insistiu: Não, pai Abraão; se alguém dentre os mortos for ter com eles, arrepender-se-ão. Abraão, porém, lhe respondeu: Se não ouvem a Moisés e aos Profetas, tampouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os morto.”. “E disse ele: Vivendo ainda a criança, jejuei e chorei, porque dizia: Quem sabe se o SENHOR se compadecerá de mim, e viva a criança? Porém, agora que é morta, por que jejuaria eu agora? Poderei eu fazê-la mais voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim.” (2º Samuel 12.22-23 RC). Deus criou o homem para morrer uma só vez e depois o julgamento.

È evidente que a teoria ensinada por Alann Kardec não pode prevalecer, pois se baseia em conceitos de homens e não na Bíblia Sagrada que declara a ressurreição dos mortos.

Em toda a Bíblia são encontrados oito casos de ressurreição, sendo sete casos de restauração de vidas (isto é, ressurreição para tornar a morrer), e um de ressurreição no sentido pleno, final, o de Jesus. Esse foi diferente, porque foi uma ressurreição para nunca mais morrer, não somente pelo fato dEle ser Jesus o Filho de Deus, mas porque ao ressurgir Ele tornou-se o primeiro da real ressurreição (1ª Co 15.20-23).

Vamos citar apenas dois casos de pessoas que foram levantados dentre os mortos após quatro dias e três dias de sepultura: Lazaro e Jesus.

 COMUNICAÇÃO COM OS ESPÍRITOS DOS MORTOS

1. Invocação dos mortos. Reencarnação e invocação de mortos são as duas doutrinas centrais do espiritismo e de toda fraude espírita. Se ambas puderem serem removidas, o espiritismo ruirá irremediavelmente.

Aos hebreus que saíram do Egito e se aproximavam de Canaã, por intermédio de Moisés, disse o Senhor Deus:

“Quando entrares na terra que o SENHOR, teu Deus, te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos. Não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao SENHOR; e por estas abominações o SENHOR, teu Deus, os lança de diante de ti. Perfeito serás para com o SENHOR, teu Deus. Porque estas nações que hás de possuir ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém a ti o SENHOR, teu Deus, não permitiu tal coisa” (Dt 18.9-14).

Com base nestas palavras de Moisés, no seu livro O Céu e o Inferno, aduz Allan Kardec: “... Moisés devia, pois, por política, inspirar nos hebreus aversão a todos os costumes que pudessem ter semelhança e pontos de contato com o inimigo”.

2. Deus Condena a Invocação de Mortos. Alegar que Moisés se opunha aos costumes pagãos dos cananeus, simplesmente por razões políticas, como afirma Allan Kardec, é demonstração de ignorância quanto às Escrituras Sagradas.

A proibição divina de se consultar os mortos não prova que havia comunicação com eles. Prova apenas que havia consulta aos mortos, o que não significa comunicação real com eles. Era apenas uma tentativa de comunicação. Na prática de tais consultas aos mortos, sempre houve embuste, mistificação, mentira, farsa e manifestação de demônios. É o que acontece nas sessões espíritas, onde espíritos identificando-se com os nomes de pessoas amadas que faleceram. Alguns desses espíritos têm aparecido, identificando-se com os nomes de grandes homens, ministrando ensinos e até apresentando projetos éticos e humanitários, que terminam sempre em destroços. São espíritos que se prestam ao serviço do pai da mentira, Satanás.

O povo de Deus, porém possui a inigualável revelação de Deus pela Sua Palavra que orienta e disciplina a sua vida:

“Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8.19-29). “Não vos voltareis para os necromantes, nem para os adivinhos; não os procureis para serdes contaminados por eles. Eu sou o SENHOR, vosso Deus” (Lv 19.31).

“Qualquer homem ou mulher que invocar os espíritos dos mortos ou praticar feitiçarias deverá ser morto a pedradas. Essa pessoa será responsável pela sua própria morte” (Lv 20:27).

O testemunho geral das Escrituras é que os mortos, devido ao estado em que se encontram, não têm parte em nada do que se faz e acontece na terra. Vejas por exemplo o que disseram os grandes sapienses do Antigo Testamento, sobre o assunto.

Salomão: “Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, porque a sua memória jaz no esquecimento. Amor, ódio e inveja para eles já pereceram; para sempre não têm eles parte em coisa alguma do que se faz debaixo do sol” (Ec 9.5-6).

Davi: “Mostrarás tu prodígios aos mortos ou os finados se levantarão para te louvar?” (Sl 88.10).

Ezequias: “A sepultura não te pode louvar, nem a morte glorificar-te; não esperam em tua fidelidade os que descem à cova. Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu o faço; o pai fará notória aos filhos a tua fidelidade” (Is 38.18-19).

Jó: “Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir. Nunca mais tornará à sua casa, nem o lugar onde habita o conhecerá jamais” (Jó 7.9-10).

Nenhum dos textos bíblicos citados até aqui contradiz com a doutrina da ressurreição dos mortos. “Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno” (Daniel 12.2). Os citados textos mostram, sim que o homem após a morte, na sepultura, jamais poderá voltar a viver a vida de antes, e que na sepultura nada poderá fazer por si mesmo e muito menos pelos vivos.
A Bíblia sendo a Palavra do Criador jamais se contradiz: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele prometido, não o fará? Ou, tendo falado, não o cumprirá?” (Números 23:19). A Palavra é fiel e verdadeira e nela não engano, basta termos maturidade espiritual para entende-la.


A Bíblia nega a comunicação com os mortos, afirmando que é impossível que os mortos se comuniquem com os vivos. O que se passa na realidade é uma manifestação de demônios que personificam os mortos (Veja em Eclesiastes 9.4,5: “Mas, enquanto se vive neste mundo, existe alguma esperança; porque é melhor ser um cão vivo do que um leão morto. Sim, os vivos sabem que vão morrer, mas os mortos não sabem nada. Eles não vão receber mais nada e estão completamente esquecidos.” - NTLH; e em Isaías 8.19,20: “Algumas pessoas vão pedir que vocês consultem os adivinhos e os médiuns, que cochicham e falam baixinho. Essas pessoas dirão: “Precisamos receber mensagens dos espíritos, precisamos consultar os mortos em favor dos vivos!” Mas vocês respondam assim: “O que devemos fazer é consultar a lei e os ensinamentos de Deus. O que os médiuns dizem não tem nenhum valor.”” - NTLH. Veja também em Levítico 19.31: “Não procurem a ajuda dos que invocam os espíritos dos mortos e dos que adivinham o futuro. Isso é pecado e fará com que vocês fiquem impuros. Eu sou o SENHOR, o Deus de vocês.” - NTLH; e em Levítico 20.6: “Se alguém procurar a ajuda dos que invocam os espíritos dos mortos e dos que adivinham o futuro, eu ficarei contra essa pessoa por causa desse pecado e a expulsarei do meio do povo” - NTLH).

Pr. Elias Ribas

FONTE DE PESQUISA


1.      AIRTON EVANGELISTA DA COSTA. O Espiritismo e o Espírito Santo. Disponível: http://www.palavradaverdade.com/print2.php?codigo=2295 – Acesso DIA 10/01/2011.
2.      BÍBLIA EXPLICADA, S.E.McNair, 4ª Edição, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
3.      BÍBLIA PENTECOSTAL, Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida, Edição 1995, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
4.      BÍBLIA SHEDD, Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil – 2ª Edição, Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, SP.
5.      BÍBLIA DE ESTUDO PLENITUDE, Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida, 1995, Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, SP.
6.      CLAUDIONOR CORRÊA DE ANDRADE, Dicionário Teológico, p. 286, 8ª Edição, Ed. CPAD, Rio de janeiro, RJ.
8.      DELVACYR BASTOS, seitas e heresias, Escola Teológica Filadélfia, Cascavel PR, Email - prdelvacyr@hotmail.com.
9.      ELIENAL CABRAL, lições bíblicas, 1º trimestre 2007, Ed. CPAD, Rio de Janeiro RJ.
10.  ELINALDO RENOVATO DE LIMA, lições bíblicas, 3º trimestre 2004, Ed. CPAD, Rio de Janeiro RJ.
11.  ELINALDO RENOVATO DE LIMA, lições bíblicas, 4º trimestre 1991, Ed. CPAD, Rio de Janeiro RJ.
12.  ELIEZER LIRA, lições bíblicas, 1º trimestre de 2006, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
13.  EZEQUIAS SOARES SILVA, lições bíblicas, 2º trimestre de 1997, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
14.   EZEQUIAS SOARES, lições bíblicas, 2ª trimestre de 2006, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
15.  FRANCISCO DA SILVEIRA BUENO, Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, 11 ª Edição, FAE, Rio de Janeiro RJ.
16.  JOSÉ ELIAS CROCE, Lições bíblicas, 1º trimestre 2000, Ed. Betel.
17.  JOHN LANDERS, Religiões mundiais, Juerp, Rio de Janeiro, 3ª Edição, 1994.
18.  PAULO MIGLIACCI ME, Cientista propõe fim do “culto a Darwin”, Seite -E:\EVOLUÇÃO.mht – acesso dia 22/02/2009.
19.  RAIMUNDO OLIVEIRA, Heresiologia – 2ª Edição – EETAD, São Paulo SP.
20.  RAIMUNDO OLIVEIRA, Lições Bíblicas, 1º Trimestre de 1986, Ed. CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
21.  RAIMUNDO DE OLIVEIRA. Seitas e Heresias: Um Sinal do Fim dos Tempos. Rio de Janeiro: CPAD, 2002. Disponível: http://desmascarandoseitas.blogspot.com/2008_12_01_archive.html - acesso dia 10/01/2011. 

22.  RELIGIÕES MUNDIAIS, Seminário Teológico AMID, Cascavel, PR - e-mail: se.amid@hotmail.com
23.  SEITAS E HERESIAS, Escola de educação teológica Elohim, São Paulo, SP.
24.  SÉRIE APOLOGÉTICA, ICP, Volomes I ao VI, Instituto Cristã de Pesquisa, Site, www.icp.com.br
25.  SEITAS E HERESIAS, SEAMID, Cascavel – PR, se.amid@hotmail.com


3 comentários:

  1. Excelente! Aliás, como todos os seus estudos... Continue nos brindando com esses estudos maravilhosos e elucidadores. Aos poucos vamos formando uma verdadeira biblioteca sobre os ensinamentos bíblicos. Mais uma vez, parabéns!
    Pb. João Placoná
    www.portaldasbencaos.com.br/home.php

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  2. Muito bom, Pastor. Fui kardecista 21 anos da minha vida, mas já fazem 20 que Jesus me libertou e conheci a verdade.
    Também estou preparando um trabalho sobre essa seita, porém faço a abordagem ao contrário, dos livros espíritas para a Bíblia. Penso que o povo de Deus precisa conhecer o quê os espíritas ensinam e como ensinam, porque está cada vez mais comum o crente tentar evangelizar um espírita e acabar convencido por ele. Ultimamente eles têm dito que conhecem a Bíblia, citam versículos, e tenho ouvido muito no meio evangélico alguém dizer "os espíritas estudam e conhecem a Bíblia". Estou empenhada em demonstrar como eles manipulam versículos e o que realmente pensam da Bíblia.
    o SR. Já deu uma olhada no site "O Consolador" ? Causa espanto a quantidade de mentiras, todas com base bíblica(!?) expostas ali.
    Um abraço.
    Maria Candida Alves

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  3. Muito bom, bem esclarecedor. A Paz do Senhor!

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