TEOLOGIA EM FOCO

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

PEDRO FOI BISPO DE ROMA?



Ninguém pode negar a influencia política-religiosa do papado entre as nações, mas biblicamente, este cargo não existe. A teoria de que Pedro foi o primeiro papa não resiste à análise bíblica. A tradição católica romana diz que Pedro foi papa em Roma durante 25 anos. Mas, como disse Mussolini, fundador do fascismo na Itália, uma mentira repetida vinte vezes acaba por se tornar verdade. Mas sabemos que, cedo ou mais tarde, tal mentira terminará por ser desmascarada. A tradição católica diz que Pedro foi papa em Roma durante 25 anos.

Se Pedro foi papa durante 25 anos, então existe algo errado, já que este apóstolo foi martirizado no reinado de Nero, por volta de 67 ou 68 AD. Subtraindo dessa data 25 anos, retrocedemos ao ano 42 ou 43 AD.

1.   Rastreando a vida de Pedro.
Rastreando a vida do apóstolo Pedro, no Novo Testamento, fica desmascarada essa tradição romanista. Nessa época, não havia ocorrido ainda o Concílio em (At 15), que se deu mais ou menos no ano 48 D.A., ou pouco depois entre a primeira e a segunda viagem missionária de Paulo. Embora participasse desse concílio, Pedro não o presidiu; a presidência coube a Tiago (At 15.13, 19). A igreja do primeiro século desconhece a figura do papa.

Em 58, Paulo escreveu a Epístola aos Romanos. No último capítulo da epístola, o apóstolo mandou saudações para muitos irmãos em Roma, mas Pedro sequer é mencionado. Não é estranho? Em 62, Paulo chegou a Roma, e foi visitado por muitos irmãos (At 28.30-31). Todavia, nesse período, não nenhuma menção a Pedro ou algum papa.

2.   Epístolas escritas de Roma.
De Roma, Paulo escreveu quatro cartas, em 62: Efésios, Colossenses e Filemon. Em 63: Filipenses. Em 67 e 68, após o incêndio de Roma, quando estava preso pela segunda vez, 2ª Timóteo. Esse tal de papa não é mencionado!

3.   É Pedro o fundador da igreja?
A Igreja Católica Romana considera o apóstolo São Pedro, como o (o fundador) a pedra fundamental sobre a qual Cristo edificou a Sua Igreja; e para fundamentar esse ensino, apela, primeiramente, para Mateus 16.16-19:

“Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus. Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares na terra terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra terá sido desligado nos céus”.

Desta passagem, a Igreja Católica Romana deriva o seguinte raciocínio:
1        Pedro é a rocha sobre a qual a igreja está edificada.
2        A Pedro foi dado o poder das chaves do reino dos céus.
3        Pedro tornou-se o primeiro bispo de Roma.
4        Toda autoridade foi conferida a Pedro, até nossos dias, através da linguagem de bispos e de papas, todos vigários de Cristo na terra.

Partindo desse raciocínio, o Padre Miguel Maria Giambelli, põe o v. 19 de Mateus 16, nos lábios de Jesus, da seguinte maneira:

“Nesta minha igreja, que é o reino dos céus aqui na terra, eu te darei também a plenitude dos poderes executivos, legislativos e judiciários, de tal maneira que qualquer coisa que tu decretares, eu ratificarei lá no céu, porque tu agirás em meu nome e com minha autoridade”. (A igreja Católica e os protestantes, Pg. 68).

Numa simples comparação entre a teologia católica e a Bíblia, a respeito do apóstolo Pedro e sua atuação no seio da igreja primitiva, descobre-se quão absurda é a interpretação romanista a respeito da pessoa desse apóstolo do Senhor. Mesmo numa despretensiosa análise do assunto, conclui-se que:

Pedro jamais assumiu no seio do cristianismo, a posição e função que a teologia católica procura atribuir-lhe.

A expressão: “sobre esta pedra” Significa sobre a resposta de Pedro: “Tu és o Cristo, Filho do Deus vivo”.

Quando Jesus fala aos seus discípulos: “...sobre esta pedra edificarei a minha igreja”, Ele se refere a Si como Pedra Principal, e não a Pedro.

O substantivo feminino “petra” no grego designa uma “rocha” grande e firme. Já o substantivo masculino “Petros”, é aplicado geralmente a pequenos blocos, pedra pequena e móvel, ou fragmento de rocha e não a “Petra”, a Rocha Grande e Firme. Portanto, uma Igreja sobre a qual as portas do inferno não prevalecerão, não pode repousar sobre Pedro, mas sobre Jesus (Mt 16.18). Estas duas palavras não tem a mesma referência.

A ignorância do povo com respeito ao Senhor Jesus, revelada nestes versículos em estudo, existem ainda hoje.

Todas as evidências tendem a provar que as palavras de Jesus não era ‘su ei Petros’ (tu és Pedro), mas ‘su eipas” (tu falaste a verdade), uma forma de expressão empregada várias vezes pelo Senhor (Mt 26.64). A vulgata latina tem “Tu és Pedro”, mas sabemos que essa foi uma tradução por S. Jerônimo encomendada pelo então bispo de Roma. Mas S. Jerônimo nos seus escritos particulares emprega as palavras gregas ‘su eipas’ (tu disseste) e o grande S. Agostinho (295 d.C) dá o equivalente em latim: ‘Tu dexiste’ (tu disseste), que concorda muito melhor com o contexto.

4.    A pedra no contexto bíblico.

“Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou” (Dn 2.34).

A estatua representa os quatros últimos impérios mundiais. A pedra cortada sem auxílio de mãos, representa o reino milenar de Cristo que virá em glória (Ap 1.7). O reino representado por esta Pedra não deixará nenhum sinal de outros reinos haverem existidos.

“Mas Jesus, fitando-os, disse: Que quer dizer, pois, o que está escrito: A pedra que os construtores rejeitaram, esta veio a ser a principal pedra, angular? Todo o que cair sobre esta pedra ficará em pedaços; e aquele sobre quem ela cair ficará reduzido a pó. Naquela mesma hora, os escribas e os principais sacerdotes procuravam lançar-lhe as mãos, pois perceberam que, em referência a eles, dissera esta parábola; mas temiam o povo” (Lc 20.17-19).

O Salmo 118 foi cantado ao se completarem os muros de Jerusalém em 444 a.C. O v. 22 desse salmo citado aqui por Jesus, referia à volta de Israel a Palestina e seu estabelecimento como nação. O judaísmo esperava uma renovação gloriosa do templo, nos dias do Messias; Em Seu primeiro advento, Jesus veio estabelecer um reino espiritual e não terreno. “Mostra que esta esperança se cumpriu na edificação espiritual do templo que é a Igreja, o Corpo de Cristo” (1ª Pedro 2.4-9).

Quando Jesus fala de cair ou tropeçar em Cristo, na cegueira da incredulidade, trará despedaçamento nesta vida pelo julgamento divino (exemplo: a destruição de Jerusalém em 70 d.C.); mas se os incrédulos persistirem na dureza de coração até passar o dia da graça, Cristo os levará ao juízo final como palha soprada por temporal.

Desde a época do salmista (Sl 118.22), passando pelo profeta Isaías, a palavra profética já anunciava o Messias como a pedra de esquina:

“Portanto assim diz o Senhor Deus: Vede, assentai em Sião uma pedra, uma já provada, pedra preciosa de esquina, que está bem firme e fundada; aquele que crer não será confundido” (Is 28.16). E na epístola de Paulo ele diz: “Pois ninguém pode por outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1ª Co 3.11).

Jesus afirmou ser Ele mesmo a pedra: “Nunca leste nas Escrituras; A pedra que os edificadores rejeitaram, essa se tornou a Pedra Angular; o Senhor fez isto, e é maravilhoso aos nossos olhos” (Mt 21.42).

O próprio Pedro afirma ser Jesus a PETRA = rocha grande e firme:

“E chegando-vos para Ele pedra Viva, reprovada na Verdade pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa. Pois na Escritura se diz: Vede, ponho em Sião uma Pedra Angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será confundido” (1ª Pe 2.4, 6).

No discurso de Pedro no livro de Atos ele diz: “Este Jesus é a Pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou pedra angular” (At 4.11).

O apóstolo Paulo afirma que Pedro é apenas uma pedra como os demais apóstolos, sendo Jesus Cristo a pedra principal:

“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a Pedra Angular” (Ef 2.20). “E beberam todos da Pedra espiritual que os seguia e a Pedra era Cristo” (1ª Co 10.4).

Falta, portanto, fundamento bíblico para se consubstanciar a figura do papa.

5.   Segundo a Bíblia todos os cristãos são Petros = fragmento de rocha, ou pedras móveis.


A mesma autoridade concedida a Pedro por Jesus estende-se também a todos os apóstolos em Mateus 18.18.

O impressionante é que até mesmo certas autoridades católicas estão de acordo de que a referência estudada não diz respeito a Pedro.  João Crisóstomo e Agostinho escreveram: “Nesta pedra, então, disse Ele, a qual tu confessaste, eu construirei minha Igreja. Esta Pedra é Cristo; e nesta fundação o próprio Pedro construiu” [Agostinho, comentário sobre o evangelho de João].

Se consideramos o fato de que Pedro é uma pedra não angular, assim como alguns não romainstas  acreditam, chegamos à conclusão de que ele não era a única pedra na fundação da Igreja. E notável que Jesus deu a todos os apóstolos o mesmo poder para ligar e desligar (Mt 18.18). Está autoridade era comum aos rabinos, que tinham o privilégio para dar permissão e proibir. Não se trata de uma porção de poder concedida somente a Pedro, mas também à Igreja, pela qual proclamamos o evangelho, o perdão de Deus e seu julgamento aos impenitentes. Em Efésios 2.20, lemos que a Igreja fora constituída sob a fundação dos apóstolos e profetas, sendo o próprio Cristo Jesus, a pedra Angular. Assim, todos os apóstolos, e não somente Pedro, são a fundação da Igreja. Contudo, o único que tem preeminência sem igual é Cristo, a pedra angular.

“Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo” (1ª Pe 2.5).

Nós partilhamos da vida da “Pedra Viva” (Cristo cf. v. 4) pelo Espírito que Cristo nos dá através da ressurreição (cf Jo 7.37-39). Sois edificados por Cristo (Ef 2.20) no templo que é também o Seu corpo (Jo 2.19-21). Para oferecer sacrifícios espirituais (cf. Rm 12.1), “as nossas vidas”; Hb 13.15, louvor; Hb 13.16, “a pratica do bem e mútua cooperação”.

Como já vimos, o próprio Pedro referiu-se ao Senhor Jesus como o fundamento da Igreja (1ª Pe 2.7). Os demais cristãos, portanto, são as pedras vivas (v.5) nesta edificação.

De forma muito clara Paulo falou o seguinte: “Em nada fui inferior aos demais excelentes apóstolos” (2ª Co 12.11).

No concílio realizado em Jerusalém (At 15) a decisão final não partiu de Pedro, mas, sim, dos apóstolos e dos anciões.

Em nenhum momento, já que era superior aos demais apóstolos, Pedro reivindicou ser pastor das igrejas, antes exortou os presbíteros para que cuidassem do rebanho de Deus (1ª Pe 5.1-20). Embora reconhecesse seu um apóstolo (1ª Pe 1.1), ele, porém, não se intitulou o apóstolo, ou chefe dos apóstolos. Sabia que era apenas uma das colunas da Igreja, com Tiago e João, e não a coluna principal (Gl 2.9). Contudo, foi falível em sua natureza. Somente a Palavra de Deus é infalível. Isto não quer dizer que ele não teve um papel significante na vida da Igreja. Segundo afirmação do catolicismo romano, os sucessores de Pedro ocupam sua cadeira. Quando, porém analisamos as Escrituras, encontramos critérios específicos para o apostolado (At 1.22; 1ª Co 9.1; 15.5-8), de modo que não poderia haver sucessão apostólica no bispado de Roma ou em qualquer Igreja.

6.   A chave do reino.

Outra mistura que envolveu a Igreja Romana, é o mistério das “chaves”. Por quase mil anos o povo de Roma tinha crido nas místicas chaves do deus pagão Janus e da deusa Cibele. No Mitraísmo, uma das principais correntes dos mistérios que vieram para Roma, o deus sol levava duas chaves. Quando o imperador afirmou ser o sucessor dos “deuses” e o Sumo Pontífice dos mistérios, as chaves viram a ser símbolos de sua autoridade. Mais tarde, quando o bispo de Roma tornou-se o Sumo Pontífice em mais ou menos 378, ele automaticamente tornou-se o Sumo o possuidor das chaves místicas. Isto ganhou reconhecimento por parte dos pagãos em relação ao papa e novamente veio a oportunidade de misturar Pedro na história. Por acaso cristo não disse a Pedro: “E Eu te darei as chaves do Reino dos céus” (Mt 16.19)? Até o ano de 431, o papa anunciou publicamente que as chaves que ele possuía era as chaves dadas ao apóstolo Pedro. Isto foi depois de cinqüenta após o papa ter se tornado o Sumo Pontífice, o grande possuidor das chaves. Para exemplo de todos as chaves são mostrada como símbolo de autoridade do papa.

A chave de Pedro (e de todo os outros discípulos) representava a mensagem do evangelho no poder do Espírito Santo. Porque alguns não tem corretamente entendido isto, não é incomum para Pedro ser representado como o chaveiro dos céus o guardião das portas, decidindo quem ele deixará e quem não deixará entrar! Esta ideia foi associada ao deus pagão Janus, pois ele era o guardião das chaves na mitologia pagã de Roma – o abridor.

Janus como é mostrado em alguns desenhos na Síria, aparece com a chave na mão. Ele era representado com duas faces, uma jovem e a outra velha (uma versão posterior a Ninrode encarnado em Tamuz). É interessante notar que não era somente era somente a chave o símbolo de Janus, mas também era atribuído a ele um galo que era algo sagrado para ele. Não havia qualquer problema misturar a mitologia com a pessoa de Pedro, pois não cantou um galo na noite em que ele negou a Jesus? (Jo 18.27).

7.   A chave segundo a hermenêutica bíblica.
“E Eu te darei as chaves do Reino dos céus” (Mt 16.19). Este versículo é aplicado de maneira, similares. Primeiro: a chave é sinal de autoridade concedida aos apóstolos e a Igreja e não somente ao papa.

“É me dado todo o poder nos céus e na terra” (Mt 28.18). Todo o poder nos céus e na terra, está nas mãos d’Aquele que venceu o império da morte e do inferno e ressuscitou ao terceiro dia para glória de Deus Pai. Este poder Ele dá para aqueles que creiam em Seu nome.

“Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões e sobre todo o poder do inimigo, e nada, absolutamente, vos causará dano” (Lc 10.19). Serpentes no judaísmo simbolizam os demônios; Esta autoridade é uma proteção contra o poder satânico.

Esta autoridade é concebida a todos os cristãos: “E estes sinais seguirão aos que crerem: E em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas. Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão aos mãos sobre os enfermos, e os curarão” (Mc 16.17).

Jesus não prometeu autoridade somente para os apóstolos. Todavia, Ele disse que os sinais seguirão aos que crêem, e, em Seu nome receberão poder, autoridade (chave) para operar essas maravilhas.

“E estes, porém foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais, vida em seu nome” (Jo 20.31). “Na verdade vos digo que aquele que crê em Mim também fará as obras que Eu faço, e as farás maiores do que estas, porque, Eu vou para meu Pai. 13 E tudo quanto pedires em meu nome Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14.12-13).

A chave representa a mensagem e o poder do evangelho e do nome de Jesus diante do mundo pecador. Evangelho no gr. Significa “as boas novas de salvação”.

Para os cristãos receberem a promessa e o revestimento de poder, era necessário ficar em Jerusalém, pois esta era a ordem de Cristo para Sua Igreja. “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24.49). Antes de Jesus ser assunto ao céu repetiu a mesma ordenança aos Seus discípulos dizendo: “Porém, quando o Espírito Santo descer sobre vocês, vocês receberão poder e serão minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judia e Samaria e até nos lugares mais distantes da terra” (At 1.8; NTLH).

No dia do pentecoste, 120 pessoas (a Igreja) estavam reunidos no mesmo lugar aguardando descida do Espírito Santo que era a promessa de Jesus.

“Ao cumprir-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar; de repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam assentados. E apareceram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem” (At 2.1-4).

Ao descer o Espírito Santo no dia do pentecoste, a Igreja foi revestida do poder e da autoridade do Espírito Santo, para que em nome de Jesus fosse pregado o Evangelho de salvação a toda criatura. Sem este poder, eles não poderiam cumprir o “Ide de Jesus” (Mt 28.19-20).

Foi nesse poder que o apóstolo Paulo disse: “Mas para os que foram chamados, tanto judeus como gregos, pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (1ª Coríntios 1.24).

Sem está chave deixada por Cristo nem os apóstolos poderiam usá-los. A interpretação comum é bem apresentada pelo Dr. Goodman: “As chaves dadas a Pedro representa a essencial honra que lhe foi concedida: a de ser o primeiro a anunciar o Evangelho aos judeus (no pentecoste) e aos gentios (na casa de Cornélio), tendo sido o Espírito Santo dado do céu em cada uma dessas ocasiões. Pedro mesmo descreve seu privilégio assim: ‘Deus me elegeu dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do Evangelho, e cressem’ (At 15.7). Assim ele anunciou o perdão de pecados a todos os que crêem. Deus confirmou do céu o perdão que todos os seus servos podem declarar sobre a terra (v.19; 18.18; Jo 20.23). Curou muitos enfermos e operou muitas maravilhas”.

Pedro foi o primeiro apóstolo a usar autoridade do nome de Jesus:

“Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho te dou. Em nome de Jesus Cristo, o nazareno, levanta-te e anda” (At 3.6).

Mediante a fé e o poder do nome de Jesus, a Igreja está autorizada a usar está poderosa arma contra as hóstias infernais da maldade.

Concluímos que Jesus é a Pedra Principal o fundamento de nossa vida, e que o Seu nome é uma chave poderosa para abrir as correntes e romper as cadeias que o diabo coloca sobre as pessoas; Ele concede uma procuração para aqueles que fazem parte de Sua Igreja possam usar com ousadia. Amém.

8.   Pedro um papa diferente.
Não temos nenhum relato bíblico ou histórico que Pedro tenha ido a Roma. Tenha ou não estado em Roma, o fato é que se Pedro foi Papa, foi um Papa diferente dos demais que apareceram até agora.

Vejamos:
a) Pedro foi santo (1ª Pd 1.14-16).
b) Pedro era humilde (Jo 13.6-8).
c) Pedro era pobre; os papas assentam-se em ouro (Mt 10.9,10; At 3.6)).
d) Pedro rejeitou adoração; os papas a exigem (At 10.25,26).
e) Pedro jamais tentou dominar; os papas têm sede de poder temporal (1ª Pd 5.3).
f) Pedro era casado; os papas exigem o celibato (Mt 8.14-15; Mc 1.30; Lc 4.38).
g) Pedro foi um homem humilde, pelo que não aceitou ser adorado pelo centurião Cornélio (At 10.25,26).
h) Pedro foi um homem repreensível; os papas se julgam infalíveis (Gl 2.11-14).
i) Pedro não era o único líder em Jerusalém; os papas deveriam assentar-se na cadeira de Tiago (Gl 2.9).

Jesus foi à casa de Pedro e viu a sogra dele de cama, com febre.

A sogra de Simão estava de cama, com febre. Assim que Jesus chegou, contaram a ele que ela estava doente.

Jesus saiu da sinagoga e foi até a casa de Simão. A sogra de Simão estava doente, com febre alta; e contaram isso a Jesus.


É de estranhar que Pedro, sendo “PRÍNCIPE” dos apóstolos como ensina a teologia vaticana, Tiago e não ele era o pastor da comunidade cristã de Jerusalém (At 15). Se Pedro tivesse sido Papa, certamente, ele não teria aceito a orientação dos líderes da Igreja quanto a obra missionária (At 15.7).

Pr. Elias Ribas