TEOLOGIA EM FOCO

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O QUE É SECULARISMO


Como reconhecer uma igreja que presa pelos tentáculos da secularização?

Faz necessário analisarmos o conceito da palavra secularização para entendermos como o deus deste século trabalha ardilosamente no mundo espiritual.

A raiz latim saeculum refere a uma geração ou de uma época. No latim eclesiástico, adquiriu o significado de “o mundo”, “a vida do mundo” e “o espírito do mundo”, sendo por esta via que se chegou ao sentido da palavra “secularização”. Na discussão contemporânea, secularismo e humanismo são frequentemente vistas e entendem como humanismo secular, uma abordagem à vida e de pensamento, indivíduo e sociedade, que glorifique a criatura em vez do Criador.

“Secularismo é o inverso da espiritualidade bíblica na vida do crente. É uma forma sutil, capciosa, ardilosa, disfarçada, de corrupção na igreja” [Gilberto. Revista obreiro, p. 37].

De certa forma, o secularismo já adentrou dentro de algumas igrejas cristãs. O secularismo tende a profanação do sagrado. Quando uma igreja se torna secular, tende a desprezar os valores espirituais e a exaltar os humanos e materiais. Há igreja, cujos santuários e púlpitos transformaram-se em locais de entretenimentos e demonstrações de cultura popular. A Bíblia porém afirma: “Mui fiéis são os teus testemunhos; a santidade convém à tua casa, Senhor, para sempre” (Sl 93.5).

“A pior forma de responder ao desafio do secularismo é se adaptar aos padrões seculares de linguagem, pensamento e forma de viver. Se os membros de uma sociedade secular se voltam para uma religião, eles o fazem por estarem procurando algo além do que a cultura deles já provê. É contra produtivo oferecer-lhes uma religião secularizada que está cuidadosamente arrumada de forma a não ofender suas sensibilidades seculares. Nessa conexão, parece que as principais igrejas na América ainda tem que internalizar a mensagem de Dean Kelley em seu livro escrito há quase vinte e cinco anos atrás, Why Conservative Churches Are Growing (Porque Igrejas Conservadoras Estão Crescendo). O que as pessoas buscam na religião é uma alternativa plausível, ou no mínimo um complemento à vida numa sociedade secular. A religião que é nada mais do que “mais do mesmo” provavelmente não será nada interessante.

Eu me apresso em dizer que isso não é um argumento a favor de um tradicionalismo morto. A velha maneira de fazer as coisas na igreja pode incluir elementos que são extremamente entediantes e sem sentido. O Cristianismo proposto como uma alternativa ou complemento à vida numa sociedade secularizada deve ser tanto vibrante quanto plausível. Acima de tudo, deve ser substancialmente diferente e propor uma diferença na maneira em que as pessoas vivem. Quando a mensagem e o ritual são acomodados, quando as extremidades ofensivas são removidas, as pessoas suspeitam que o clero não acredite realmente em nada muito distinto. A apresentação plausível e persuasiva das particularidades Cristãs não são uma questão de marketing. É uma questão de o quê as igrejas devem às pessoas nas nossas sociedades secularizadas: a proclamação do Cristo ressurreto, a alegre evidência da vida nova em Cristo, da vida que supera a morte.

Por não ser um argumento a favor do tradicionalismo (tendo em mente a perspicaz observação de Jaroslav Pelikan de que a tradição é a fé viva dos mortos enquanto o tradicionalismo é a fé morta dos vivos), então isso também não é um argumento a favor do fundamentalismo. Reconhecidamente, o termo fundamentalista hoje é usado para condenar qualquer religião que ofenda seriamente as sensibilidades seculares. Por fundamentalismo eu quero dizer uma religião que, de forma ignorante afirma uma certeza, se recusando a usar a racionalidade humana.

Será que os secularistas estão certos ao expor a irracionalidade, o fanatismo, e a intolerância quando estas aparecem em nome da religião, mesmo quando eles o fazem para desacreditar a religião como tal.
O Fundamentalismo, é o nome dado a movimentos, cujos adeptos mantém estrita aderência aos princípios fundamentais.

[...] O Termo fundamentalismo popularmente empregado refere-se pejorativamente a qualquer grupo religioso de infringentes de uma maioria, conhecido como Fundamentalismo religioso, ou refere-se a movimentos étnicos extremistas com motivações (ou inspirações) apenas nominalmente religiosas, conhecido como Fundamentalismo étnico. O Fundamentalista acredita em seus dogmas como verdade absoluta, indiscutível, sem abrir-se, portanto, à premissa do diálogo.

Fundamentalismo “é um movimento que objectiva voltar ao que são considerados princípios fundamentais, ou vigentes na fundação do determinado grupo”. Especificamente, refere-se a qualquer grupo dissidente que intencionalmente resista a identificação com o grupo maior do qual diverge quanto aos princípios fundamentais dos quais imputa ao outro grupo maior ter-se desviado ou corrompido pela adoção de princípios alternativos hostis ou contraditórios à identidade original.

No estudo comparativo das religiões, fundamentalismo pode se referir a movimentos anti-modernistas nas várias religiões.

Por extensão de sentido o termo “fundamentalismo” passou a ser usado por outras ciências para significar uma crença irracional e exagerada, uma posição dogmática ou até um certo fanatismo em relação a determinadas opiniões... [Fundamentalismo. http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundamentalismo – acessado dia 15/07/2009].

O fundamentalismo, é a observância rigorosa às crenças religiosas tradicionais.

 Existe fundamentalismo religioso no Brasil?

O forte papel das igrejas cristãs e a ascensão exponencial das igrejas evangélicas nos últimos anos aliados à uma população que, em sua grande maioria, carece de formação educacional básica (e isto inclui o mínimo de conhecimento sobre ciência, razão e tecnologia) levam, ou podem levar, à formação de cidadãos fundamentalistas religiosos?

[...] Defino fundamentalismo religioso como: “... fonte de intolerância, na qual o outro é analisado sob a ótica de ameaça, símbolo do mal, que pode fragilizar as ´muralhas de verdade´ construídas pelo fundamentalista em seu discurso” [Winikipédia <>http://pt.wikipedia.org/wiki/Fundamentalismo_religioso]

Pr. Elias Ribas


pr.eliasribas2013@gmail.com