TEOLOGIA EM FOCO

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

OFERTAS PACÍFICAS PARA UM DEUS DE PAZ




Lições Bíblicas do 3° trimestre de 2018 - CPAD | Classe: Adultos

TEXTO ÁUREO
“Portanto, ofereçamos sempre, por ele, a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome.” (Hb 13.15).

VERDADE PRÁTICA
O crente oferece sacrifícios pacíficos a Deus quando pratica e semeia a paz do Senhor Jesus Cristo no poder do Espírito Santo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Levítico 7.11-21: E esta é a lei do “sacrifício pacífico que se oferecerá ao SENHOR. 12 - Se o oferecer por oferta de louvores, com o sacrifício de louvores, oferecerá bolos asmos amassados com azeite e coscorões asmos amassados com azeite; e os bolos amassados com azeite serão fritos, de flor de farinha. 13 - Com os bolos oferecerá pão levedado como sua oferta, com o sacrifício de louvores da sua oferta pacífica. 14 - E de toda oferta oferecerá um deles por oferta alçada ao SENHOR, que será do sacerdote que espargir o sangue da oferta pacífica. 15 - Mas a carne do sacrifício de louvores da sua oferta pacífica se comerá no dia do seu oferecimento; nada se deixará dela até ŕ manhã. 16 - E, se o sacrifício da sua oferta for voto ou oferta voluntária, no dia em que oferecer o seu sacrifício se comerá; e o que dele ficar também se comerá no dia seguinte. 17 - E o que ainda ficar da carne do sacrifício ao terceiro dia será queimado no fogo. 18 - Porque, se da carne do seu sacrifício pacífico se comer ao terceiro dia, aquele que a ofereceu não será aceito, nem lhe será imputado; coisa abominável será, e a pessoa que comer dela levará a sua iniquidade. 19 - E a carne que tocar alguma coisa imunda não se comerá; com fogo será queimada; mas da outra carne qualquer que estiver limpo comerá dela. 20 - Porém, se alguma pessoa comer a carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, tendo ela sobre si a sua imundícia, aquela pessoa será extirpada dos seus povos. 21 - E, se uma pessoa tocar alguma coisa imunda, como imundícia de homem, ou gado imundo, ou qualquer abominação imunda, e comer da carne do sacrifício pacífico, que é do SENHOR, aquela pessoa será extirpada dos seus povos.”

OBJETIVO GERAL
Compreender que o crente oferece sacrifícios pacíficos a Deus quando pratica e semeia a paz do Senhor Jesus Cristo no poder do Espírito Santo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I.      Mostrar a excelência da oferta pacífica;
II.     Discutir a respeito da oferta pacífica na história sagrada;
III.    Compreender a oferta pacífica na vida diária.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Professor (a), na lição de hoje estudaremos as ofertas pacíficas. Veremos a beleza desse sacrifício no culto levítico, os tipos e o objetivo de tais ofertas. Em geral tais sacrifícios eram realizados como forma de gratidão por algum favor recebido, como por exemplo, a cura de alguma enfermidade. Mediante a gratidão a comunhão com Deus era fortalecida e renovada. Sejamos gratos a Deus pelo que Ele é e por tudo que tem feito por nós, oferecendo nossas vidas como sacrifício vivo, santo e agradável.

INTRODUÇÃO
Adoramos a Deus com ofertas pacíficas quando nos apresentamos diante dEle com o propósito de render-lhe graças por todas as bênçãos recebidas. Com tal atitude, honramos o Senhor com um culto racional, agradável e vivo.
Nesta lição, veremos que, das cinco ofertas prescritas no livro de Levítico, a mais excelente em voluntariedade era a pacífica, pois tinha como objetivo aprofundar a comunhão entre Israel e Deus. Ao aproximar-se do Senhor, com tal oferta, o crente do Antigo Testamento manifestava-lhe, em palavras e gestos, que o seu único almejo era agradecê-lo por todos os benefícios recebidos (Sl 103.1,2).

Em Levítico 7.11-21, estão as instruções para sacerdotes a respeito dos sacrifícios pacíficos, citados em Levítico 3). As ofertas pacíficas eram acompanhadas de expressões de gratidão. Esta oferta enfatizava a comunhão da aliança. A oferta de paz é a única oferta na qual o adorador tem permissão de participar. Depois que o sacerdote havia completado o sacrifício, uma parte considerável da carne ficava para ele, mas o resto era entregue ao ofertante, que podia, desse modo, desfrutar um banquete com sua família e amigos. Uma vez que os israelitas não abatiam seus valiosos animais com frequência para usar a carne, uma refeição de carne bovina ou de cordeiro era uma ocasião especial. Na consagração do templo de Salomão, 142 mil animais foram sacrificados como ofertas pacíficas, e o povo banqueteou por duas semanas (1º Rs 8.62-66).

I. AS OFERTAS PACÍFICAS (Lv 3.1-17; 7. 11-21)
1. O conceito de oferta pacífica.
A oferta pacífica simboliza a paz e a comunhão entre o verdadeiro adorador e Deus. Simbolizava o fruto de reconciliação redentora entre o pecador e Deus (2º Co 5.10).
·        Essas ofertas eram chamadas “ofertas de comunhão” porque eram oferecidas por aqueles que estavam em paz com Deus e queriam expressar sua gratidão, obrigações e/ou comunhão com ele. Não havia regulamento que especificasse um momento para essa oferta, exceto no Pentecoste (Lv 23.20), por isso eram apresentadas espontaneamente, de acordo com a motivação do adorador (Lv 19.5).

O ritual era o mesmo que o das ofertas pelo pecado (Lv Lv 4.1-5.13; 6.24-30; 8.14-17; 16.3-22), exceto pelo fato de que todo o sangue tinha de ser derramado sobre o altar, como na oferta pela culpa e na oferta queimada.

A gordura era queimada; o peito e as coxas eram guardados pelos sacerdotes, para consumo próprio; o restante da carne era comido no santuário pelo sacrificador, seus amigos e família (7.15,16,30-34; Dt 12.1,17-18). Sempre acompanhava esse sacrifício uma oferta de carne e líquido. A refeição denotava a comunhão existente entre o adorador e Deus e era símbolo e garantia de amizade e paz com ele.

2. Havia três tipos de ofertas pacíficas (de comunhão)
As ofertas de louvor, as ofertas oferecidas em cumprimento de um voto e as ofertas voluntárias. Para todos os três tipos, bois, ovelhas e cabritos de qualquer espécie poderiam ser oferecidos (Lv 3.1,6,12).

a) Oferta pacífica como um ato de gratidão (ação de graças) (Lv 7.12-15; 22.29; 2º Cr 29.31; Jr 17.26).
·         Gratidão por livramentos.
·         Resposta de oração.
·           Curas.
Era oferecido por benefícios recebidos de Deus. O Salmo 107.22 fala de tal sacrifício feito depois da libertação de situações de perigo.

b) Oferta pacífica associada a um voto (Lv 11.16,17).
·         Referente a um favor passado ou futuro, ou seja, “em cumprimento a uma promessa feita a Deus em troca de algum favor especial solicitado em oração; por exemplo, proteção durante uma viagem perigosa”.

c) Oferta voluntária (Lv 7.16) - Esse tipo de oferta exprimia devoção, agradecimento e dedicação. E também podia ter a forma de uma oferta queimada (Lv 22.17-20). Ver Lv 7.16 e 22.18-23 quanto às ofertas voluntárias, com esse propósito.

·        Os animais não podiam ter defeito, exceto no caso da oferta voluntária, em que animais com um membro mais curto ou mais comprido eram permitidos (Lv 22.23). As ofertas de comunhão também eram oferecidas em ocasiões de grande solenidade e alegria pública.

A refeição da sacrifício pacífico, era mais do que só desfrutar boa comida e comunhão com pessoas queridas. Também expressava com alegria as ações de graça do adorador pelo fato de estar em paz com Deus e em comunhão com o Senhor.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO (Levítico 7) 1
A oferta pacífica era feita por meio do sacrifício de animais (Lv 3). Porém, aqui o texto esclarece que essa oferta vinha acompanhada de certos tipos de bolos (ou pães) apresentados nos versículos 12 e 13. 0 ofertante deveria trazer um bolo por oferta a ser entregue ao sacerdote oficiante (v. 14).

A carne do sacrifício de ação de graças tinha de ser consumida no mesmo dia (v. 15), ao passo que a carne da oferta por voto e da oferta voluntária poderiam ser consumidas naquele dia e no dia seguinte (v. 16). O que sobrasse após o segundo dia deveria ser queimado (v. 17). Comer as sobras no terceiro dia era coisa abominável, e o indivíduo que fizesse isso não seria “aceito”, isto é, seria excomungado da comunidade, ou seus privilégios como participante do povo de Deus seriam revogados. “Isso nos mostra”, “que a comunhão com Deus deve ser sempre renovada.

II. CRISTO, O NOSSO SACRIFÍCIO PARA UM DEUS DE PAZ
Apesar de os sacrifícios dos animais não terem poder para remover o pecado nem para mudar o coração humano, apontavam para o sacrifício perfeito, Jesus Cristo (Hb 10.1-15). Ele é o sacrifício por nossos pecados (Is 53.4-6, 12; Mt 26.28; 2ª Co 5.21; 1ª Pe 2.24).
   
1. Cristo fez a pai entre o homem e o seu criador
“E que, havendo feito a paz quer sobre a terra, quer nos céus. E a vós outros também que outrora éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas” (Cl 1.20,21). Ele também proclamou a paz, conforme Efésios 2.17: “E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe, e paz também aos que estavam perto". “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um, tendo derrubado a parede da separação que estava no meio, a inimizade” (Ef 2.14).

2. O preço da paz (Levítico 3.2.3).
“Imporá a mão sobre a cabeça da vítima e imolará à entrada da tenda da reunião”. Depois os sacerdotes derramarão o sangue em torno do altar. O sangue e a gordura eram ofertados ao Senhor e jamais deviam ser usados como alimento comum. A nossa paz custou o sangue de Jesus.

Na cruz, Jesus Cristo pagou o preço pela reconciliação com Deus (2ª Co 5.16-21) e pela paz com Deus (Cl 1.20) por todos aqueles que crerem nele, e podemos ter comunhão com Deus e com os outros cristãos por causa do sangue que ele derramou (1ª Jo 1.5-2.2).

3. Os resultados da paz com Deus.
Como resultado do sacrifício pacífico de Cristo, temos acesso às ricas provisões divinas: “O sacerdote queimará a gordura no altar, e o peito ficará para Arão e seus filhos. Dareis também ao sacerdote a coxa direita, como tributo de vossos sacrifícios pacíficos” (Lv 7.31,32).

·         O peito indica provisão de amor. Uma das mais belas descrições do amor de Jesus por seus discípulos temos em João 13.1: “Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”.
·         A coxa indica provisão de poder para o crente: “Jesus, aproximando-se, falou-lhes, dizendo: Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”. O apóstolo Paulo afirma: "Tudo posso naquele que me fortalece” (Mt 28.18: Fl 4.13). Em nossa comunhão com o Pai nos alimentamos dos afetos e do poder de Jesus Cristo.

4. O crente e o seu sacrifício pacífico diário.
Em vez de trazer animais, nos apresentamos diante de Deus por meio de Jesus (Hb 4.14-16) para lhe oferecer “sacrifícios de ações de graças” (SI 116.17) e o "sacrifício de louvor'' (Hb 13.15) com um coração puro e grato por suas misericórdias.

Ø  Salmos 116.17: “Oferecerei a ti um sacrifício de ação de graças e louvarei o nome do Senhor”( NVT).

Ø  Hebreus 13.15: “[...] por intermédio dele (ou seja Cristo), oferecemos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam o seu Nome (BKJ)”.

Ø  Romanos 12.1: “Portanto, irmãos, suplico-lhes que entreguem seu corpo a Deus, por causa de tudo que ele fez por vocês. Que seja um sacrifício vivo e santo, do tipo que Deus considera agradável. Essa é a verdadeira forma de adorá-lo (NVT)”.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO 2
Em todas as ofertas de animais, o sangue era derramado e tirava-se a vida, o que significava que, sem derramamento de sangue, não há remissão de pecado (17.11; Mt 26.28; Cl 1.20; Hb 2.9-18; 9.11-28; 1ª Pe 1.18-23; 2.24).

AS OFERTAS DE ALIMENTOS
Nas ofertas de alimento não se podia oferecer nem fermento nem mel junto com o alimento, pois ambos provocam fermentação, o primeiro estágio da deterioração (2.11; 1ª Co 5.8).
O sal era permitido porque, sendo o oposto do fermento, era símbolo de pureza, permanência e conservação da vida. Também se usava o sal para selar uma aliança, significando que ela deveria promover união e ser permanente.

Jesus supre todas as nossas necessidades. Ele é nosso holocausto, e devemos nos entregar inteiramente a ele. Ele é nossa oferta de manjares, o grão moído e queimado para que possamos ter o pão da vida, sendo que devemos nos alimentar dele. Ele é nossa libação derramada em sacrifício e serviço, por isso devemos derramar nossa vida por ele e por outros. Ele é nosso sacrifício pacífico, tornando a vida um banquete de alegria em vez de dolorosa fome. Ele é nosso sacrifício pelos pecados e nossa oferta de culpa, pois carregou nossos pecados em seu corpo (1ª Pe 2.24) e pagou todo o preço por nossas transgressões (1ª Pe 1.18, 19).

Voto - Uma promessa feita a Deus para ser cumprida em um momento posterior, em geral no contexto de adoração ou prática religiosa. Não havia exigências para que os israelitas fizessem votos, todavia, uma vez feitos, eles eram uma obrigação e deviam ser mantidos.
Gênesis 28.20-22; Deuteronômio 23.21-23; Salmos 22.25; 50.14; Provérbios 20.25; Naum 1.15.