TEOLOGIA EM FOCO

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O REI SAUL E A MÉDIUM DE EN-DOR


 A crônica de 1ª Sm 28.7-25 foi ditada por uma testemunha ocular: logo, por um dos servos de Saul que o acompanhara à necromante (7-8). Frequentemente, esses servos eram estrangeiros (21.7; 2ª Sm 23.25-39) e quase sempre supersticiosos, crentes no erro (v.7). Razão por que o seu estilo é tão convincente. Esta crônica que parte da história de Israel, pela determinação divina, entrou no Cânon Sagrado, para mostrar que um homem sem a direção de Deus perde a visão espiritual a ponto de fazer aquilo que ele próprio condenava.

Infelizmente, esta crônica é interpretada por muitos sob o mesmo ponto de vista de Saul. Devemos buscar a interpretação correta na Bíblia, que em si mesma, tem os argumentos corretos, para discernir as afirmações do servo de Saul. Antes, porém, vejamos a palavra médium no v. 6, que no hebraico é traduzido por “espírito adivinhador”, ou “espírito familiar” e no texto grego da Septuaginta por (engastrimuthos) “ventríloquo” (um de fala diferente), palavra usada que indica a espécie de pessoa usada por um desses “espíritos”.

Para podermos entender este embuste, precisamos fazer um exame textual analítico dentro das regras da hermenêutica bíblica. Vejamos pois:

1. O leitor deve primeiro fazer a leitura de todo o capítulo (28) e depois observar cuidadosamente cada detalhe.

2. Saul quando era fiel ao Senhor, perseguiu e afugentou os médiuns da terra provando com isso que Deus abomina tal prática:

“Respondeu-lhe a mulher: Bem sabes o que fez Saul, como eliminou da terra os médiuns e adivinhos; por que, pois, me armas cilada à minha vida, para me matares?”. (v. 9).

3. Quando Saul consultou a pitonisa ele já estava caído, reprovado por Deus e endemoniado (1º Sm 15.22, 23; 16.1, 14).

“De súbito, caiu Saul estendido por terra e foi tomado de grande medo por causa das palavras de Samuel” (1º Sm 28.20). Saul se encontrava perturbado, e, uma pessoa nesse estado é presa fácil do diabo.

“Então, disse Samuel: Por que, pois, a mim me perguntas, visto que o SENHOR te desamparou e se fez teu inimigo?” (v.16).

4. Note que o verso 5 diz que ele estava tomado de medo. Por quê? Por Deus o havia abandonado. O homem com medo é derrotado antes da guerra.

5. Saul só buscou a necromante depois que o Espírito de Deus se retirou dele. A sua horrível e prematura morte se deu por causa disso. Aqui vemos a confirmação, de que Deus não está neste negócio (1º Cr 10.13-14).

6. Argumento Exegético: O versículo 6 diz que o Senhor não lhe respondeu:

“Nem por sonho”. Quando analisamos do ponto de vista divino, o sonho é “uma revelação pessoal” de Deus ao homem que se processa por meio da palavra e expressão transmitida pela visão ou imagem (1ª Sm 3.1; Jó 33.14-16). Mas o Senhor não lhe respondeu, isto é, Deus não se manifestou.

“Nem por Urim”. Revelação pessoal; “nem por Urim”, revelação sacerdotal;

Algumas passagens das Escrituras falam destas duas pedras, “Urim e Turim” (Êx 28.30; Lv 8.8; Nm27.21 Dt 33.8; 1ª Sm 28.6).

Como Deus respondia por este método. Na passagem de Êxodo 28.30, Deus ordenou a Moisés colocar “no peito do Juízo Urim e Tumim” em “cima do coração de Arão”. Tem sido sugerido que o Urim e o Tumim eram dois objetos chatos: um lado de cada um desses objetos tinha por escrita a palavra “Urim” derivado de “arar”, que significa “luzes” e Tumim “ser perfeito”. O emprego destas pedras no peitoral do sacerdote era para saber: “como a vontade de Deus era revelada”. O Urim e o Tumim que então significa “luzes e perfeição”. Com esta idéia, o Urim e o Tumim passariam a ter um sentido de “fogo sinalizante”, uma espécie de semáforo. Três luzes deviam piscar ali:

A. A luz de cor amarela era sinal de atenção.
B. A luz cor vermelha era sinal de reprovação.
C. Luz de cor verde era sinal de aprovação divina. O método como isso ocorre, dá-se da seguinte forma:

O sacerdote consultava a vontade divina sobre esta ou aquela decisão necessária, olhando sempre para a luz amarela estacionada em cima do seu coração; segundo este modo de proceder, neste instante vinha a resposta da parte de Deus: sim ou não. O sim era revelado através da luz verde sobrenatural, enquanto que o não, se dava através da luz vermelha sobrenatural. No caso de Saul, nenhuma nem outra coisa se manifestou; portanto, Deus lhe não respondeu este método.

“Nem por profetas”. Revelação inspirada da parte de Deus em que Sua vontade era manifestada através de um homem ou mulher, santo capacitado por Deus para este fim. Mas a Bíblia também afirma que Deus não se manifestou por tal método. A sentença é sempre a mesma: “...o Senhor lhe não respondeu” (v.6).

7. Argumento escatológico. Seria impossível Samuel ter falado. Primeiro: porque se encontrava morto e estava no seio de Abraão segundo os ensinos de Jesus em Lucas 16.27-31. O profeta Samuel nunca desobedeceu a Deus. Era integro. Segundo este conceito, Samuel se encontrava no “seio de Abraão” ou “Paraíso”, conforme Lucas 16.22 e 2ª Coríntios 12.4. Na narrativa de Lucas (16.22), diz que o rico se encontrava num lugar “baixo” (Hades) e que Lazaro se encontrava num lugar “alto” (Paraíso). Segundo a Bíblia diz, o rico “...ergueu os olhos” para contemplar Lázaro (16.23). Assim, de acordo com o argumento lógico, não foi Samuel que apareceu ali, visto que o texto diz: “...subiu da terra” (cf. 1ª Sm 28.13-14). Ora, se fosse Samuel, então ele teria “descido do Paraíso” e não “subido da terra”.

8. A médium não afirma que era Samuel e sim “deuses” que subiam da terra (v. 13). Ou ela estava enganando Saul ou vendo demônios materializados conforme se chama hoje no espiritismo “visualizações”. Depois ela observa que não se trata de “deuses”, e sim “de um homem ancião” (28.14). Note que o texto diz que Saul “nada viu”, mas deduziu que seria Samuel baseando na descrição da necromante.

Os versos 20 e 21 do capítulo em foco dizem que Saul se encontrava perturbado, e apenas entendeu que era Samuel que falava (v.14). Certamente não foi Samuel.

9. Argumento contraditório. No capítulo 15.35 de 1ª Samuel Bíblia diz: “nunca mais viu Saul até o dia da sua morte, porém tinha pena de Saul”. Numa outra tradução mais correta seria: “nunca mais procurou Samuel a Saul”.

Mas quem falou através da necromante? Samuel era profeta de Deus e só poderia falar por inspiração, mas sendo morto como iria falar? Quem deveria falar deveria ser o próprio Deus, mas o Senhor não falou nem por Urim, nem por sonhos e nem por profetas. Se não foi o Senhor quem falou também não foi o profeta Samuel.

De acordo com a fidelidade das Escrituras, Samuel, o profeta, não podia subir ali naquela noite sombria. Durante sua vida aqui na terra ele foi obediente a Deus e agora, depois de morto jamais ele faria um só ato contrário à vontade de Deus, quando em vida declarou: “Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar” (1ª Sm 15.23).

A Bíblia é explicita com respeito à volta de um morto:
“Antes que eu vá para o lugar de que não voltarei” (Jó 10.21). “Tal como a nuvem se desfaz e passa, aquele que desce à sepultura jamais tornará a subir” (Jó 7.9).  E o salmista Davi acrescenta: “Porém, agora que é morta, por que jejuaria eu? Poderei eu fazê-la voltar? Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim” (2ª Sm 12.23). Aquilo que as Escrituras afirmam não pode ser anulado.

10. Argumento Ontológico: Do grego onthos, ser + logia, estudo racional. Então ontologia é o estudo do ser (ou metafísica geral). É a ciência do ser enquanto ser e dos caracteres que pertcem ao ser como tal. Este argumento baseia-se no versículo três do cap. 28 que está sendo estudado. Nele, Deus se identifica como Deus dos vivos e não dos mortos: de Abraão, Isaque, Jacó etc. “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó? Ele não é Deus de mortos, e sim de vivos” (Mt 22.32; ref. Êx 3.15).

Nem um profeta ou santo de Deus perdeu a sua personalidade, integridade, ou superego. Seria Samuel o único a poluir-se indo contra a natureza do ser, contra Deus (vv.6) e contra a doutrina que ele mesmo pregava (1º Sm 15.23), quando em vida nunca o fez? Impossível.

11. Argumentos proféticos (Dt 18.22): As profecias devem ser julgadas “Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem” (1ª Co 14.29). E essas do pseudo-Samuel, não resiste ao exame. São ambíguas e imprecisas, justamente como as dos oráculos sibilinos e délficos.

“Samuel (?) disse a Saul: Porque me desinquietaste?” (1ª Sm 28.15). Em apocalipse 14.13, essa profecia do pseudo-Samuel é refutada quando diz “Escreve: Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham”. Devemos observar bem a frase: “me desinquietaste” no texto, e depois, confronta-la no contexto: “...para que descansem”, e veja, que aqueles que partiram (como Samuel) em paz com Deus jamais seriam desinquietados por uma feiticeira.

A “bem-aventurança” de apocalipse 14.13 destina-se aqueles que viveram e morreram fielmente a Deus; E Samuel foi um deles, e jamais viria a poluir-se numa sessão espírita presidida por uma mulher cuja era reprovada por Deus e a sua Palavra (Lv 19.31; 20.27). Deus não se contradiz! Portanto, não foi Samuel que ali apareceu.

12. O embuste da médium.
“O SENHOR entregará também a Israel contigo nas mãos dos filisteus, e, amanhã, tu e teus filhos estareis comigo; e o acampamento de Israel o SENHOR entregará nas mãos dos filisteus” (1º Sm 28.19).

A. Saul não foi entregue nas mãos dos filisteus. A profecia é de estilo sibilino e sugeria que Saul viria a ser suplicado pelos filisteus. Mas o fato é que Saul se suicidou (1º Sm 31.11-13). Saul apenas passou pelas mãos dos filisteus (1ª Sm 31.8-10), e veio parar nas mãos dos homens de Jabes-Gileade (31.11-13). Infelizmente o pseudo-Samuel não podia prever este detalhe.

B. Não morreram todos os seus filhos “... tu e teus filhos”, como insinua essa outra profecia obscura: Morreram três filhos de Saul (1º Sm 31.2) e três filhos ficaram vivos: Is-bosete (2º Sm 2.8-10), Armoni e Mefobosete (não o filho de Jonas), mas sim de Saul (2º Sm 21.8).

C. A suposta profecia predissera que, no dia seguinte, morreria Saul e seus filhos. Saul não morreu no dia seguinte como declarara a necromante: “... amanhã, tu e teus filhos estareis comigo....”. Esta é uma profecia do tipo délfico, ambígua. Saul morreu cerca de 18 dias depois (1º Sm 30.1, 10, 13,17; 1º Cr 10.2, 4).

“Sucedeu, pois, que, chegando Davi e os seus homens, ao terceiro dia, a Ziclague, já os amalequitas tinham dado com ímpeto contra o Sul e Ziclague e a esta, ferido e queimado” (1º Sm 30.1).

Davi gastou na sua volta três dias, em que percorreu uns 120 Km. Havia uns três dias que ele estava fora de Ziclague. E gastou um dia com os preparativos para a nova expedição contra os amalequitas. Que somado são sete dias.

Davi ao saber que Ziclague havia sido tomada e suas mulheres levadas cativas, lamentou e chorou muito (1º Sm 30.4). Após Davi reanimado no Senhor (1º Sm 30.6), levantou buscou o sacerdote Abiatar para consultar o Senhor.

“Então, consultou Davi ao SENHOR, dizendo: Perseguirei eu o bando? Alcançá-lo-ei? Respondeu-lhe o SENHOR: Persegue-o, porque, de fato, o alcançarás e tudo libertarás” (1º Sm 30.7).

Partiu Davi com seiscentos homens (30.9), porém duzentos ficaram na caminhada, pois estavam exaustos. No caminho encontraram um homem egípcio:

“Acharam no campo um homem egípcio e o trouxeram a Davi; deram-lhe pão, e comeu, e deram-lhe a beber água. Deram-lhe também um pedaço de pasta de figos secos e dois cachos de passas, e comeu; recobrou, então, o alento, pois havia três dias e três noites que não comia pão, nem bebia água. Então, lhe perguntou Davi: De quem és tu e de onde vens? Respondeu o moço egípcio: Sou servo de um amalequita, e meu senhor me deixou aqui, porque adoeci há três dias” (1º Sm 30.11-13).

“... há três dias”, que os amalequitas haviam deixado o egípcio no caminho. Davi gastou cinco dias para alcançá-los. O ataque foi inesperado, noturno e terminou rapidamente. (30.17). Para cuidar dos prisioneiros e recolher o despojo de guerra levou mais um dia. Na volta levou mais uns oito dias. Até aqui são 17 dias desde que a necromante profetizou para Saul. Após dezoito dias os filisteus entraram em guerra contra Israel (31.1-6), que os venceram.

As evidências e os próprios textos bíblicos dizem que ninguém morreu no dia seguinte como falara o suposto Samuel naquela reunião.

C. Saul não foi para o mesmo lugar de Samuel: “... estareis comigo...” (1º Sm 28.19). Outra profecia délfica. Interpretar comigo por simples “alem” (hb sheool), é contradizer a Bíblia. Samuel estava no seio de Abraão, sentia isso e sabia da diferença que existia entre um salvo e um perdido. Jesus o Filho de Deus também sabia, e não disse ao ladrão da cruz: “... hoje estará comigo no “alem” (sheol), mas sim, no “Paraíso”. Logo, Samuel não podia ter dito a Saul, que este estaria no mesmo lugar que ele: no “seio de Abraão”. Se Samuel tivesse desobedecido a Deus (1º Sm 28.16-19), passaria para o inferno, para estar com Saul? Ou então, Saul, ainda que transgredido a Palavra de Deus e consultado a necromante, passou para o Paraíso, para estar com Samuel?”.

“Assim, morreu Saul por causa da sua transgressão cometida contra o SENHOR, por causa da palavra do SENHOR, que ele não guardara; e também porque interrogara e consultara uma necromante, e não ao SENHOR, que, por isso, o matou e transferiu o reino a Davi, filho de Jessé” (1º Cr 10.13-14).

As principais causas da derrota de Saul e seu fracasso, foram: 1) Transgressão contra Deus (1º Sm 13.8-14; 15.1-23). 2) Consulta a uma necromante (consulta de pseudos-mortos, 1º Sm 28.7-25). 3) Não consultou ao Senhor.

D. Quem respondeu Saul? A Bíblia fala de certos “espíritos”, sua natureza e seu poder (Êx 7.11, 22; 8.7; At 16.16-18; 2ª Co 11.14-15; Ef 6.12). São os anjos caídos de Apocalipse 12.4, 7-9 diz: “Com a cauda ele arrastou do céu a terça parte das estrelas e a jogou sobre a terra. 7 E houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão e os seus anjos. 8 Mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar achou nos céus. 9 E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e satanás, que engana a todo mundo. Ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele”.

A Bíblia fala de dois tipos de anjos. Os bons (Sl 34.7; Mt 18.10 etc.) e os anjos maus que foram iludidos por Lúcifer.

Os dois tipos de anjos os bons e os maus que nos acompanham durante a nossa vida toda; anotam tudo e sabem tudo a nosso respeito.

Depois da morte o anjo bom leva o nosso livro-relatório , diante de Deus, pelo qual seremos julgados (Ap 20.12). Depois da morte o anjo a serviço de Lúcifer (anjo mau) assume a nossa identidade e representa-nos no mundo, através dos médiuns. Onde revela o nosso relatório com acerto e “autoridade”. É por isso que Paulo fala da luta que temos contra “as forças espirituais do mal” (Ef 6.12). E é pela mesma razão que Deus proíbe consultar aos “mortos” (Is 8.19-10), porque estes são falsos (Dt 18.10-14). Caso fossem espíritos humanos, provavelmente, Deus não proibiria a sua consulta, apenas regulamentaria o assunto para evitar abusos. Deus, porém proíbe o que que é dissimulação e falsidade.

13. Argumento Doutrinário: “Vendo a mulher a Samuel...” (v.12a).

Consultar os “espíritos familiares” é condenado pela Bíblia inteira. Fossem espíritos de pessoas, e Deus teria regulamentado essa prática, mas como não são, Deus o proibiu e condenou reiteradamente essa ação (cf. Lv 19.31; 20.7; Dt 18.10-12), e Deus não se contradiz (Tt 1.1).

Aceitado a profecia do pseudo-Samuel, cria-se uma nova doutrina que é a revelação divina mediante pessoas ímpias e polutas. E nesse caso, para serem aceitas as afirmações proféticas, como verdades divinas é necessário que sejam de absoluta precisão; o que não acontece no caso presente.

14. Então, quem são os espíritos que se manifestam através dos médiuns? Bíblia nos ensina que todos eles são espíritos enganadores, enviados por Satanás para enganar aos que não desejam receber o Evangelho da salvação: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar” (1ª Pe 5.8). Segundo as Escrituras, Satanás, no seu afã de enganar, se apresenta sempre como um espírito bom: “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz” (2ª Co 11.14). Jesus disse dele: “Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8.44). O apóstolo Paulo, que recebeu o Evangelho não de homens (vivos ou mortos), mas diretamente por revelação de Jesus Cristo (Gl 1.11-12), faz a seguinte advertência: “Mas receio que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também seja corrompida a vossa mente e se aparte da simplicidade e pureza devidas a Cristo. Se, na verdade, vindo alguém, prega outro Jesus que não temos pregado, ou se aceitais espírito diferente que não tendes recebido, ou evangelho diferente que não tendes abraçado, a esse, de boa mente, o tolerais” (2ª Co 11.3-4); “Ora, o Espírito afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência” (1ª Tm 4.1-2).

Concluo dizendo que toda doutrina espírita vem da falsa revelação dos espíritos que, como sabemos, são demônios, embora eles não creiam na existência dos mesmos, já por engodo dos próprios demônios. Os médiuns são geralmente anormais.

Grandes médicos brasileiros, como Dr. Xavier de Oliveira, Henrique Ruxo e R. Franco são unânimes em afirmar que o espiritismo é uma “fábrica de loucos porque começa desordenando o sistema nervoso originando anomalias e perturbações mentais”. Dr. Juliano Moreira, um famoso psiquiatra brasileiro costuma dizer: “até hoje não tive fortuna de ver um médium, principalmente os chamados videntes, que não fosse um neuropata”. Primeiro surgem as complicações nervosas, isto sem falar nos casos de homicídios e suicídios devido às “mensagens”.


O Espiritismo é uma grosseira imitação que Satanás, o pai da mentira. Tenta fazer para contrariar as obras de Deus. Isto aconteceu através dos mágicos do Egito. (Êx 7.9) e em muitas outras ocasiões, porém a verdade de Jesus sempre triunfará.

Pr. Elias Ribas

pr_eliasribas@yahoo.com.br