TEOLOGIA EM FOCO

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A DIVINDADE DE CRISTO


A divindade de Cristo é comprovada pelos nomes divinos a Ele aplicado, conforme conta na Bíblia Sagrada.

A Divindade de Cristo é provada por algumas afirmações expressas nas Escrituras (Emanuel, ou “Deus conosco”, em Is 7.14 e Mt 1.23; Jo 1.1; Jo 1.18; Rm 9.5; Tt 2.13; Hb 1.8). Ele reivindicou ser capaz de perdoar os pecados (Mc 2.5,10.11; Lc 7.48), o que é uma prerrogativa exclusiva de Deus, que assim era reconhecida (Mc 2.7; Lc 5.21). Ele curou os enfermos (Mt 4.23,24; 8.14-17; 9.18-35; Lc 5.17-26; 7.18-23), e ressuscitou os mortos (Lc 7.11-15; 41,42,49, 55; Jo 11.38-44; cf. 5.25- 29). Ele controlou a natureza acalmando as ondas (Mt 8.23-27). Ele agiu com criatividade, multiplicando os pães e os peixes (Mt 14.19-21; 15.32-38). Ele afirmou ser Deus (Jô 10.33); e existir, com Deus, antes que o mundo existisse (Jo 8.58; 17.5). Ele é igual ao Pai (Jo 14.9; Fp 2.5-8) e um, em essência, com o Pai (Jo 10.30). Somente Ele, dentre todos os homens, é digno de ser adorado, um ato proibido quando dirigido aos seres criados e reservado exclusivamente a Deus (Jô 9.38; Fp 2.9-11; Ap 5.11-14; 19.10; 22.8ss.; At 10.25ss.).

I. JESUS É CHAMADO DEUS

O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da palavra da vida (porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o pai, e nos foi manifestada) o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o pai, e com seu filho Jesus cristo. Estas coisas escrevo a vocês para tenhais muita alegria (1ª Jo 1.1-4).

Cristo Jesus sempre existiu. Quando manifestado em carne tivemos o privilégio de ouvi-lo e o vimos com nossos olhos e pudemos contemplá-lo, e as nossas mãos o tocaram, porque estava vivo, como vivo é a palavra manifestada a nós através dele, a qual testificamos e anunciamos a todos vocês sobre a vida eterna. O que vimos e ouvimos dele é o que anunciamos, para que tenhamos comunhão uns com os outros, pois a nossa comunhão é com o pai e com seu filho Jesus Cristo.

Os discípulos de Jesus após terem sido chamados e vocacionados por Ele para uma missão de evangelização do mundo conhecido da época, deixam claro nos primeiros versículos do primeiro capítulo de João a veracidade e autenticidade de seu Mestre. Eles não estão comentando sobre algo simplesmente que ouviram de outros. Eles estiveram em carne e osso com Jesus. Fizeram parte do seu ministério, ouviram suas palavras, contemplaram-no com seus olhos e tocaram nele. Em outras palavras, os discípulos caminharam, comeram, beberam, brincaram, correram as campinas, subiram os montes, se alegraram, oraram e choraram com Jesus. 

O texto se refere ainda a autenticidade da palavra ensinada por Jesus, uma vez que ele, Jesus foi, é e será a própria revelação da palavra de Deus disponível ao que crê. Os discípulos aprenderam qual o sentido em termos práticos da palavra comunhão, isto é o que é ter tudo em comum uns com outros e com Jesus Cristo.

Jo 1.1 “No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus”. Vimos como o termo “o verbo” se refere sempre a Jesus. João declara abertamente: “O Verbo era Deus”. Em Hb 1.8 lemos a declaração do Pai que diz acerca do Filho: “O Teu trono, ó Deus, é para todo o sempre”. Em Fl 2.6 Paulo diz: “Que sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus”. Em Jo 20.28, Tomé afirma sua fé, dizendo a Jesus: “Senhor meu e Deus meu”.


Nenhum dos grandes líderes religiosos, nem Moisés, nem Paulo, nem Buda, nem Maomé, nem Confúcio, nem qualquer outro alguma vez afirmou que era Deus; ou melhor, com a exceção de Jesus Cristo. Cristo é o único líder religioso que chegou a declarar sua divindade e o único indivíduo que convenceu uma grande parte do mundo de que era Deus. (Thomas Schultz).

“Dentre os julgamentos de crimes cometidos, o de Jesus é sui generis, pois não são as ações, mas a identidade do acusado que está em questão...”.

Diante do Sinédrio, a pergunta do Sumo Sacerdote foi: “És tu o Cristo, o Filho do Deus Bendito?” (Mc 14.61-64).

Jesus aceita a provocação e reconhece que ele reivindica ser todos os três: O Cristo, o Filho do Homem e o Filho de Deus.

“Caso provas concretas não estivessem surgindo, essa necessidade estava superada: o prisioneiro havia incriminado a si mesmo”. H.B. Swete.
“Então o Sumo Sacerdote rasgou as suas vestes e disse: Que mais necessidade temos de Testemunhas? Ouvistes a blasfêmia; Que vos parece? E todos o julgaram réu de morte” (Mc 14.64).

O comportamento de Jesus diante da corte de Pilatos, pelo qual ele foi condenado, a pergunta do governador, o comportamento dos soldados, a inscrição colocada sobre a cruz, os ataques e o testemunho na hora da crucificação, tudo isso diz respeito a uma só questão, a da verdadeira identidade e importância de Cristo.

II. JESUS É CHAMADO DE SENHOR

Cristo é chamado “Senhor Jesus” vinte e uma vezes no texto do Novo Testamento. Em At 9.17, lemos as palavras de Ananias: “Saulo, irmão, o Senhor me enviou, a saber, o próprio Jesus que te apareceu no caminho por onde vinhas...”. E em At 16.31, Paulo e Silas proclamaram ao carcereiro: “Crê no Senhor Jesus, e serás salvo, tu e tua casa”.

III. JESUS É CHAMADO DE FILHO DE DEUS

Mt 16.16 Jesus perguntou aos Seus discípulos: “Quem dizeis que Eu Sou?”. E Pedro lhe respondendo por inspiração divina diz: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”.

Em Mt 14.33, após presenciarem o milagre da calmaria no mar da Galiléia por Jesus, os discípulos adoraram-no dizendo: “Verdadeiramente és Filho de Deus”. Em Mt 8.29, até os demônios reconheceram a divindade de Jesus, gritando: “Que temos nós contigo, ó Filho de Deus?”. Em Jo 1.34 João Batista diz: “Pois eu de fato vi e tenho testificado que Ele é o Filho de Deus”. Em Mt 27.54 Também os soldados romanos disseram: “Verdadeiramente este era o Filho de Deus”. Em Mt 3.17 Depois de ser Cristo batizado por João Batista, Deus o Pai falou dos céus: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. Em Mc 9.7, no monte da transfiguração de novo o Pai falou: “Este é o meu Filho amado, a Ele ouvi”.

IV. CRISTO É ETERNO

Ap 22.13 Jesus diz: “Eu Sou o Alfa e o Omega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o fim”. Alfa e Omega, são o A e o Z do alfabeto grego. É evidente que quando Cristo se apresenta como a primeira e a última letra do alfabeto, estava dando uma das mais evidentes provas da Sua eternidade. Com isto Ele dizia que antes que qualquer coisa existisse Ele já existia, e que após o fim de todas as coisas ele continuará a existir. Isto fala da Sua eternidade passada e futura. A respeito de Cristo, eis o que diz Deus, o Pai em Hb 1.12, “Tu porém, és o mesmo e os teus anos jamais terão fim”.

V. CRISTO É O SANTO DE DEUS

Jo 6.69 Pedro faz a seguinte declaração: “E nós temos crido e conhecido que Tu és o Santo de Deus”.

VI. CRISTO É ONIPOTENTE

Mt 28.18 Jesus diz: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra”. Onipotente quer dizer todo poderoso. Para entender-se que Cristo é onipotente, necessário se faz que se tenha certeza de que Ele detém todo o poder no céu e na terra. Todavia Ele morreu e ressuscitou ao terceiro dia; a sua ressurreição é a maior prova de Seu poder.

VII. CRISTO É ONISCIENTE.

Onisciência é a capacidade de se conhecer todos os fatos e pensamentos no tempo e no espaço, mesmo que eles tenham se consumado. Só as pessoas da Trindade detêm todo o poder no céu e na terra. Muitos são os testemunhos dados pelas Escrituras, de que Cristo era Onisciente. A Seu respeito afirmaram seus discípulos em Jo 16.30 “Agora vemos que sabes todas as cousas e não precisas de que alguém te pergunte; por isso, cremos que, de fato, vieste de Deus”. Em Jo 21.17 “Pela terceira vez Jesus lhe perguntou: Simão Pedro, filho de João, tu me amas? Pedro entristeceu-se por ter dito, pela terceira vez: Tu me amas? E respondeu-lhe: Senhor, Tu sabes todas as coisas”. Às sete igrejas da Ásia, Jesus declara em Ap 2.2-19; 3.1-8-15 “Conheço as tuas obras” (Jo 2.24-25).

VIII. CRISTO É ONIPRESENRTE.

Onipresença é a capacidade de existir e estar simultaneamente em toda a parte. Esta capacidade é característica a Cristo como Deus que é durante o Seu ministério terreno, Cristo não podia estar em dois lugares ao mesmo tempo, isto dando as suas limitações humanas mas após levantar-se dentre os mortos, ele disse: “E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século” (Mt 28.20b).

Nós temos a Palavra de Deus que é viva e eficaz, temos o testemunho dos apóstolos sobre a veracidade de Jesus Cristo e o principal. Também temos a presença constante do Espírito Santo testificando com o nosso espírito que somos filhos de Deus.

Pr. Elias Ribas
pr.eliasribas2013@gmail.com.br