TEOLOGIA EM FOCO

sexta-feira, 29 de março de 2013

JESUS NOSSO CORDEIRO PASCAL


Êxodo 12.3, 6, 7, 11, 12: “Este mês vos será o principal dos meses; será o primeiro mês do ano. 3 Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família. 6 E o guardareis até ao décimo quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o imolará no crepúsculo da tarde. 7 Tomarão do sangue e o porão em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem; 11 Desta maneira o comereis: lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão; comê-lo-eis à pressa; é a Páscoa do SENHOR. 12 Porque, naquela noite, passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até aos animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR”.

 1.      O Significado da páscoa.

Quatrocentos anos antes, Jeová disse a Abraão: “Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas” 
(Gn 15.13-14).


Os quatro séculos de trevas haviam terminado. Era tempo de sair da escravidão para a riqueza; da opressão para a liberdade; da escuridão para a luz. Eles deixaram o Egito para trás, pois a Terra Prometida estava diante deles, fluindo com leite e mel.

O Faraó usava uma coroa com uma serpente naja na parte frontal. Esta serpente era o símbolo de Satanás (Gn 3.1-14; Ap 12.9). A coroa de Faraó simbolizava o principado dominante no mundo espiritual sobre o Egito. O tempo de Deus havia chegado para livrá-lo do domínio tirânico e satânico de Faraó, para o benévolo Reino de Deus, sob a liderança de Moisés. Assim como Satanás governou através de Faraó, Deus estenderia o Seu domínio através de Moisés e de seu cajado de pastor. “Toma, pois, este bordão na mão, com o qual hás de fazer os sinais” (Êx 4.17).

Faraó não desistiria dos seus escravos sem uma batalha. Dez pragas terríveis cairiam sobre o Egito antes que o Faraó e o povo egípcio suplicasse (Êx 12.31-32). Deus disse a Moisés que a última das dez pragas seria a destruição e a morte de TODOS os primogênitos dos animais e dos homens. Para salvar o Seu povo, Deus fez preparativos para “PASSAR SOBRE” eles, assim surgiu a PÁSCOA (Êx 12.11).

Páscoa no hb. pecach, (passagem); no gr - pasca - pascha - de origem aramaica e significa: Festa com que os israelitas comemoravam a saída do Egito, e a passagem à liberdade e à comunhão plena com Deus. È o acontecimento mais importante do Antigo Testamento. Foi a partir daí que a história da salvação começou a ser esboçada com cores mais fortes. Ceia pascal, sacrifício pascal (que era comum ser oferecido por causa da libertação do povo do Egito).

Cordeiro pascal, o cordeiro que os israelitas tinham o costume de matar e comer no décimo quarto dia do mês de Nisã (o primeiro mês do ano para eles) em memória do dia no qual seus pais, preparando-se para sair do Egito, foram ordenados por Deus a matar e comer um cordeiro, e aspergir as ombreiras de suas portas com o seu sangue, para que o anjo destruidor, vendo o sangue, passasse por sobre as suas moradas; Cristo crucificado é comparado ao cordeiro pascal imolado.

2.      Conserto perpétuo.

Êx 12.24-28 “Guardai, pois, isto por estatuto para vós outros e para vossos filhos, para sempre. 25 E, uma vez dentro na terra que o SENHOR vos dará, como tem dito, observai este rito. 26 Quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? 27 Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou as nossas casas. Então, o povo se inclinou e adorou”.

A festa da Páscoa não deveria ser esquecido pelos israelitas, pois celebravam a libertação e a saída da escravidão do Egito. Seria uma festa perpetua.

3.      Libertação do pecado.

Assim como a páscoa foi o fim da escravidão, do sofrimento e da pobreza para os filhos de Israel, da mesma forma, quando nos voltamos para o nosso Cordeiro Pascal, Cristo, temos também um novo começo: “E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” (2ª Co 5.17).

Os pecados, erros e fracassos do passado não nos comprometem mais. Fazemos parte de uma nova família, com uma nova genealogia, com uma nova aliança, e com um Libertador mais maravilhoso do alguém jamais poderia imaginar.

A libertação de Moisés foi maravilhosa. Foi uma salvação da escravidão e suas amarras. A salvação de Jesus, no entanto, é ainda mais maravilhosa. Ele salva do pecado e da sua penalidade. Começamos uma nova vida, temos um novo começo, quando nos chegamos a Cristo.

Que maravilhosa ilustração da nossa própria Salvação através de Cristo! A Páscoa retrata perfeitamente “... a nossa grande salvação” (Hb 2.3).

4.      A. Libertação do pecado.

A.    O cordeiro era examinado pelo sacerdote.

Observe que o cordeiro pascal era separado no décimo dia de Abibe (Abril). Eles tinham que examinar o cordeiro minuciosamente antes de o matarem no DÉCIMO QUARTO dia de Abibe. O cordeiro tinha que ser imaculado.

Lucas 19 registra a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém oito dias antes de Sua crucificação. Exatamente na mesma hora em que o povo estava trazendo os seus cordeiros pascais para serem examinados pelos sacerdotes, Jesus, o Cordeiro de Deus, estava Se apresentando diante do povo e dos líderes para um minucioso exame antes do Seu sofrimento e glória.

Ele também, como “... o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo,” tinha que ser declarado: “santo, irrepreensível, imaculado, e inviolado pelos pecadores” (Jo 1.29; Hb 7.26).

B. Jesus foi examinado pelos sacerdotes religiosos.

No décimo dia de Abibe, Jesus Se apresentou para inspeção. Isto é claro em Mateus 22.15-46. Esta incrível passagem mostra Jesus sendo examinado pelos Herodianos, Saduceus, Doutores da Lei, e pelos Fariseus. A conclusão deste tempo de testes e exame encontra em Mateus 22.46: “E ninguém lhe podia responder palavra, nem ousou alguém, a partir daquele dia, fazer-lhe perguntas”.

 C. Examinado pelas autoridades Civis.

Após um minucioso exame do Cordeiro de Deus, o próprio Pilatos declarou que Jesus estava qualificado para ser o Cordeiro Pascal: “... não acho n’Ele crime algum” (Jo 19.4). Este veredicto legal e civil foi dado exatamente na mesma hora em que os cordeiros pascais estavam sendo examinados e declarados imaculados pelos sacerdotes. Pilatos declarou que Jesus era inocente três vezes (Jo 18.38; 19.4, 6).

Pilatos não compreendeu como foi importante esta declaração de inocência. Ele não sabia que Jesus era o Cordeiro de Deus, o Qual estava sendo apresentado a ele para ser inspecionado. Pilatos sabia muito pouco sobre o decreto divino de cerca de quatorze séculos antes: “O vosso cordeiro será imaculado, um macho...” (Êx 12.5). “Porém, se houver algum defeito (falha) nele... não o sacrificará ao Senhor vosso Deus” (Êx 12.21).

Em seu decreto final, as palavras de Pilatos são absolutamente proféticas: “... disse-lhes Pilatos: Tomai-O vós, e crucificai-O; porque não vejo nenhuma falha [imperfeição] n’Ele” (Jo 19.6).

Sem perceber, Pilatos estava declarando que Cristo, o Cordeiro de Deus, era digno de morrer como Cordeiro Pascal de Deus pela humanidade pecaminosa. Sim, após quatro dias de um minucioso exame, Jesus foi sacrificado. O VERDADEIRO SIGNIFICADO da páscoa havia sido alcançado.

Na mesma hora em que os cordeiros pascais estavam sendo sacrificados e o sangue deles estava sendo derramado no altar do Templo, eles levaram Jesus e O crucificaram.

O aspecto passado da páscoa relembra a libertação do Egito. O aspecto profético da páscoa foi cumprido no Calvário.

D.    Uma cobertura de proteção.

Jesus tornou-Se uma cobertura de proteção para todos os que O recebiam como Seu Cordeiro Pascal. “O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; quando eu vir o sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito” (Ex 12.13). “Mas Ele pagou por vós, com o precioso sangue de Cristo, o imaculado e incontaminado Cordeiro de Deus” (1ª Pe 1.19).

Não foi nada por acaso o fato de que o sangue colocado na verga acima da porta, ao gotejar, formava uma linha vertical como a haste central da Cruz. Quando ligamos sangue colocado nos dois batentes laterais da porta com uma linha horizontal, temos UMA CRUZ.

Isto apontava profeticamente para o futuro, para a vinda do messias, o Cordeiro de Deus, que morreria numa cruz. “Tomai um molho de hissopo, molhai-o no sangue que estiver na bacia e marcai a verga da porta e suas ombreiras com o sangue que estiver na bacia; nenhum de vós saia da porta da sua casa até pela manhã. 23 Porque o SENHOR passará para ferir os egípcios; quando vir, porém, o sangue na verga da porta e em ambas as ombreiras, passará o SENHOR aquela porta e não permitirá ao Destruidor que entre em vossas casas, para vos ferir” (Êx 12.22-23).

Quando a Bíblia diz que “Deus passará para ferir os egípcios”, isto significa que Deus Se coloca sobre as casas dos israelitas como uma cobertura. Ele estava lá protegendo-os do anjo destruidor que Ele havia enviado aos egípcios. O sangue nos umbrais, por tanto, retrata claramente o Cristo Crucificado à Porta das casas dos crentes como Salvador, protetor, e Libertador.

Todos os que aceitam o sangue do Cordeiro derramado e se escondem por detrás dele, encontram uma perfeita proteção contra o destruidor. “Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo” (1ª Jo 3.8).

O sangue nos umbrais de suas portas trazia a presença de Deus, o que despojava o Destruidor de todo o seu poder naquela casa. Isto afirma o escritor aos Hebreus: “Jesus… aniquilou o que tinha o poder da morte… a saber, o diabo” (Hb 2.14).

Todos precisam experimentar a sua PÁSCOA PESSOAL se quiserem permanecer firmes contra o adversário de suas vidas. O Cristo Crucificado e ressurreto ao terceiro dia, está à porta de nossas vidas, aniquila todo o poder do diabo sobre nós. Que liberdade! Amem!

O aspecto pessoal da páscoa precisa ser cumprido na vida de cada um de nós. Todos nós precisamos ver e receber a Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Hoje a casa é nossa vida e se você não tem a marca do sangue de Jesus na tua casa (vida), posso te dizer: “O caminho da tua vida está aberto para o anjo destruidor entrar”. Você precisa urgentemente receber Jesus o Cordeiro Pascal como teu libertador e salvador assim tu estará salvo da morte e condenação eterna. Receba-O hoje mesmo e não espera para amanhã. 

 Pr. Elias Ribas