TEOLOGIA EM FOCO

terça-feira, 19 de maio de 2015

A GRANDE MERETRIZ APOCALIPSE 17

O Apocalipse contém o último chamado do Deus de amor para os moradores da terra (Ap 14.6-14), expõe-nos as artimanhas de Satanás e descreve a organização que ele tem para o seu trabalho. Nenhum outro livro ostenta um conteúdo de tanta importância como este, para o homem moderno. Sua mensagem é tão crucial e imperativa que Deus pronunciou uma terrível sentença sobre todo aquele que tentar alterar sua mensagem (Ap 22.18- 19). Uma das revelações que Deus nos faz neste capítulo é a respeito do que Ele chama “o mistério de Babilônia, a grande meretriz”, e de como o conteúdo desta mensagem pode afetar nossa salvação.

I.        A ORIGEM DO TERMO MERETRIZ

“Veio um dos sete anjos que têm as sete taças e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que se acha sentada sobre muitas águas” (v. 1).

O nome “meretriz” vem do vocábulo grego “porne” “mulher que vende seu corpo para uso sexuais”, “prostituta”.

No Antigo Testamento, Deus sempre equiparou a o adultério e a prostituição, com a perversão e o desvio religioso. A busca aos ídolos, prática comum naquele tempo no meio do povo de Israel, era considerada por Deus com uma prevaricação, uma traição à aliança que Ele tinha com seu povo (Jr 3.7-8).

Através de Jeremias, Deus culpa tanto o Reino do Norte (Israel), como também o Reino do Sul (Judá), de haverem prevaricado, cometido adultério espiritual. A razão desta culpa foi o fato deles, entre outros pecados e desvios, haverem abandonado ao Senhor em busca dos deuses cananeus.

Deixando um pouco os reinos de Israel e Judá, e pensando no antigo Reino Babilônico, podemos ver que, em virtude da multiplicidade de seus ídolos e de suas práticas idólatras, acabou sendo na Palavra de Deus, um símbolo religioso de prostituição e adultério. É por esta razão que o sistema religioso corrompido dos últimos tempos também chamar-se-á “Grande Babilônia”, “Grande Meretriz”. A palavra “Babilônia” vem do termo hebraico - Babel, que significa “confusão”, “mistura”.

[...] Os capítulos 17 e 18 retrata a queda da grande Babilônia (16.19). Segundo o pastor Antônio Gilberto, a Babilônia (v. 5) simboliza a totalidade do sistema mundial dominado por Satanás, que promove a iniquidade na política, na religião e no comércio.

A Babilônia religiosa (meretriz) será destruída pelo Anticristo (vvs. 16-17), ao passo que a Babilônia política será destruída por Cristo na Sua vinda em Glória (Ap 19.11-21) [Comentário da bíblia pentecostal pg. 2003].

II.     QUEM É A GRANDE MERETRIZ

Enquanto que Apocalipse 13 nos descreve o Império Romano restaurado, encabeçado pela besta (Anticristo), no verso 17 mostra-nos algo novo, ou seja, que esta poderosa besta será guiada por uma meretriz (falsa igreja).

No capítulo 12 de Apocalipse Israel é representada por uma mulher, também a Igreja de Jesus é representada como uma mulher, como noiva do Cordeiro (Ap 21.9), enquanto a igreja mundial sem Cristo é apresentada como mulher (meretriz) da besta.

A meretriz não é uma seita sem expressão ou uma igrejinha qualquer. É uma instituição que abrange povos, nações e línguas diferentes, dominando grandes multidões.

Meretriz representa a igreja decaída, contaminada com o pecado e com o paganismo babilônico. Quando se estuda a história eclesiástica, vimos que quando a igreja quis valer-se do estado para legislar em assuntos religiosos, o resultado foi a incorporação de falsas doutrinas no seio da cristandade. Esta verdade é também confirmada por Apocalipse 17.

“Com quem se prostituíram os reis da terra; e, com o vinho de sua devassidão, foi que se embebedaram os que habitam na terra” (v.2).

Na Bíblia, religiões falsas são chamadas de prostituições, porque é forma de infidelidade a Deus (Is 23.17; Nm 3.4). A meretriz babilônica é oposto absoluto da noiva do Cordeiro então arrebatada, a Igreja de Jesus. Sendo a mulher, na visão uma meretriz, isto indica um falso sistema religioso.

Este texto deixa claro que o vinho, o qual surgiu como consequência da união ilícita da igreja com os reis da terra, embriagou ao mundo inteiro. Isto indica que este falso movimento religioso estender-se-á por todo o mundo. “Os que habitam na terra”. Não apenas os reis, os grandes, mas os demais habitantes da terra.

Não obstante, devemos ter em conta que esta mulher não aparece unida a Cristo senão aos “reis da terra”. Babilônia representa à igreja cristã que, com o fim de receber legados e honras do Império Romano, apostatou da verdade.

A Bíblia repetidas vezes compara ao povo de Deus que abandonou a verdade e ido em após de outras crenças, com uma mulher infiel ou prostituta. As seguintes afirmações, feitas por Deus mesmo, são exemplo disso:

“Não te alegres, Israel, não saltes de gozo como outros povos, pois fornicaste ao apartar-te de teu Deus. Amaste o salário de prostitutas em todas as eras de trigo” (Os 9.1). “Mas como a esposa infiel abandona a seu esposo, assim vos levantastes contra mim, casa de Israel, diz Jeová” (Jr 3.20).

O falso sistema religioso permite que seus seguidores professem que são de Deus enquanto, na realidade, adora e serve a outros deuses.

Os hipócritas e os falsos profetas obtêm sucesso como resultado da sua doutrina, porque ela induz a sociedade mundana a unir-se a ela.

1.      Sentada sobre as águas (v. 1).
O que significa “Sentada sobre as águas? João ao ter esta revelação fica admirado com tudo que vê. Mas o anjo interpreta tudo que ele vê: “Falou-me ainda: As águas que viste, onde a meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas (v. 5).

Não nos restam dúvidas sobre o fato de que o povo estará apoiando este sistema religioso corrupto, devasso.

As águas representam povos, nações e línguas. Sua condição de grande dominadora dos povos é uma das características que interessa o anticristo. Por isto, ele a colocará para cumprir suas decisões. Assim, a posição estratégica que será dada à igreja prostituída no esquema do Anticristo, é o ministério religioso.

III.  A LUXURIA DA MERETRIZ


1. Achava-se a mulher vestida de púrpura. “A mulher usava um vestido cor de púrpura e vermelho vivo e estava coberta de enfeites de ouro, de pedras preciosas e pérolas... (v. 4).

Já sabemos que ela é uma meretriz (v. 1), mas ela se veste como se fosse uma mulher rica. A Púrpura e escarlata são tecidos coloridos e os mais luxuosos da época. Representam pompa, realeza e luxo e orgulho. Mesmo ela sendo bem-vestida e atraente às nações, Deus viu o seu cálice cheio de abominações e imundícias, coisas repugnantes ao Santo Senhor.

Em princípio não podemos ver nesta mulher desviada nada além da igreja romana, pois nenhuma religião no mundo corresponde a este descrito em Apocalipse 17. Onde existe uma igreja vestida de tanta escarlata como ela?

2. Com o vinho de sua devassidão. “O cálice está cheio e tendo na mão um cálice de ouro transbordante de abominações e com as imundícias da sua prostituição” (v. 4).

Todos os teólogos concordam que Roma corrompeu outras nações, envolvendo-as na sua libertinagem. Os excessos de Roma, e especialmente de alguns dos imperadores, são bem documentados na história do período. Países que estabeleceram relações favoráveis ao comércio com Roma lucraram como fornecedores de bens consumidos neste contexto materialista. A mesma descrição pode incluir outros aspectos da corrupção romana – ganância, idolatria, imoralidade, etc.

Dois grandes males são aqui denunciados: abominação e imundícias. A palavra abominação do grego bdelugma que significa uma coisa suja, horrível, detestável. No Antigo Testamento, os ídolos eram visto como abominação, pois os seus adoradores emprestavam-lhe uma glória que só a Deus pode ser tributada (Dt 7.4-5; 25.26; 1º Sm 15.23; 2º Rs 25.13; Is 44.19; Ez 16.30). A igreja romana conduz abertamente os seus adeptos ao pecado da idolatria. Imundícia do original grego akathartes relativo a impureza (Ef 5.3-5; Cl 3.5-6; Gl 5.19-21). A Roma papal faz grandes ofertas de indulgencias e absolvições, e desta maneira atrai os homens ao pecado.

“O prostituir-se” representa a ligação da mulher com a besta, ou seja, com os reis da terra. A igreja romana sempre teve e envolvido com o sistema político mundial. Onde existe uma igreja vestida de tanta escarlata, ouro e pedras preciosas? (Basílica de São Pedro).

3. Onde existe uma igreja que leva o nome da cidade que ao mesmo tempo lhe serve de trono? “A mulher que viste é a grande cidade que domina sobre os reis da terra” (v.18).

Isto é Roma de onde está assentada a prostitua. Porém, hoje não somente a igreja romana, mas a união de igrejas protestantes que estão aderindo o movimento romano. Na Europa já existe o Conselho Mundial das Igrejas, o qual tem a função de unificar as igrejas e ter um líder religioso mundial. O que dizemos de Roma vale, portanto, para o sistema, para a doutrina, mas não para as ovelhas dentro dessa igreja, que procuram a Jesus e querem segui-lo. A estas dizemos “fugi de Babilônia para não morrerdes em suas maldades”.

Ao longo dos anos a igreja Romana tirou o cálice de agradecimento e ao invés disto deu-lhes o cálice das abominações; ela substituiu o sacrifício de Jesus no Gólgota pelo sacrifício da santa hóstia na missa. Por isto a chamamos de meretriz, falsa enganadora.

Todos os interpretadores e teólogos concordam que a meretriz não se trata de algo alegórico, mas são unânimes em dizer nas suas confissões: a mulher Babilônia é uma figura da cidade de Roma, e Roma é o Império Romano.

Os Católicos entendem ser a antiga Roma pagã, mas não pode ser, pois a profecia do Apocalipse não foi cumprida nela. A Roma que mais tarde tornou-se cristão, desde o seu desvio do evangelho e das doutrinas, tem todas as características que o Apocalipse atribui a Babilônia e seu paganismo.

Fica confirmado, pois, que o vinho que a mulher leva em sua mão é uma representação das falsas doutrinas com as que têm enganados à grande maioria dos habitantes da terra.

IV.  A GRANDE MÃE DAS MERETRIZES

“Na sua fronte, achava-se escrito um nome, um mistério: BABILÔNIA, A GRANDE, A MÃE DAS MERETRIZES E DAS ABOMINAÇÕES DA TERRA” (v.5).

Deve tratar-se de alguém ou algo muito abominável, pois esta Babilônia é não somente objeto da ira de Deus, mas objeto do “furor” da sua ira.

No capítulo 14.8 é proclamada a queda de Babilônia por um anjo de Deus. Aqui no capítulo 17 trata-se do movimento religioso mundial que haverá naqueles últimos dias. Será uma falsa igreja mundial apoiado pela segunda Besta (Ap 13.1-18).

O nome Babilônia associando à mulher indica a falsa igreja que dominará a terra com todo o tipo de engano, que hoje já se vê indícios disto por toda parte: “Babilônia era um copo de ouro na mão do Senhor, o qual embriagava a toda a terra; do seu vinho beberam as nações, por isto enlouqueceram” (Jr 51.7).

A Babilônia tem sido a mãe dos falsos sistemas religiosos. A história nos conta que as religiões falsas (que sempre incluem a idolatria) tiveram sua origem com Ninrode e sua mulher Semírames, no primitivo reino de Babel (de onde vem Babilônia (Gn 10.8-10). Ele foi o primeiro imperialista da história (Gn 10.10-11). Ele também liderou o povo no primeiro ato religioso (falso), que foi a construção da torre de Babel, cujo único objetivo (como os demais semelhantes) era o culto idolatra. Hoje o sincretismo desta falsa religião está no seu auge, a caminho do reinado do anticristo, ocupando-se de práticas de paganismo oriundos da antiga Babilônia. Por isto Deus chama seu povo a fugir de Babilônia, antes da sua destruição final. Por sua vez, o Novo Testamento exorta os crentes a saírem da Babilônia dos últimos tempos.

1. Porque esse nome? Porque Babilônia foi o berço da religião falsa. Babilônia foi a capital pagã de onde surgiram todas as formas de maldades idolatra e místicas. Cristo usa esta palavra para falar da profanação efetuada pelo Anticristo no tempo do fim (Mt 24.15).

2. A mãe das prostitutas, o que indica que não está só e que tem filhas que seguem seus mesmos passos. É triste ter que reconhecer que a grande maioria de igrejas que dizem ser protestantes uniu-se com Babilônia ao sacrificar parte da verdade, acomodando-se a doutrinas e tradições que não têm nenhum apoio na Palavra de Deus. A igreja romana acomodou em si um paganismo antigo vindo de Babel para corromper as nações, porém muitas igrejas protestantes de hoje criaram para si um paganismo moderno para enganar e corromper o evangelho de Cristo.

O ecumenismo hoje tão defendido e desejado por aqueles que gostam do caminho largo, porque permite tudo, é um certeiro sinal da futura religião da Besta.

3. Na sua fronte achava-se um nome, mistério (v. 5). A palavra mistério associada à mulher, identifica-a com ritos religiosos, mistério das falsas religiões, como magia, ocultismo, idolatria etc. Aqui também se trata de algo místico, não literal, equivalente a sinal.

Este nome escrito na testa da prostituta indica um sistema religioso apóstata, e isto podemos ver dentro do romanismo. Cada coisa na liturgia desta grande organização é envolvida em mistério, com o propósito de impressionar os homens com seus segredos e sua secreta autoridade sobrenatural. Sua pretensão de encaminhar o destino eterno de seus seguidores, seus ritos e cerimônias místicas, seus vestuários sacerdotais, seus movimentos, atitudes e artifícios, tudo envolve em mistérios. Todos estes rituais místicos são oriundos do antigo ritualismo pagão de origem babilônica.

Esta igreja de que estamos tratando será chefiada pelo Falso Profeta, um super líder religioso aliado do anticristo conforme o que se vê no capítulo 13 apocalipse.

4. Embriagada com o sangue dos santos (v. 6). 

Quem conhece a história, sabe que a igreja de Roma tem um passado gravado na História mundial com letras de sangue. Pensamos nos rios de sangue, que clamam ao céu. Esta mulher derramou o sangue dos discípulos de Jesus com tamanha crueldade satânica através de Nero; a chamada “Santa Inquisição” foi mais um ato de crueldade da meretriz. Por isto dizemos que a igreja de Roma é a herdeira da grande Babilônica, tanto com respeito aos mistérios pagãos da Babilônia, que foram transformados em ritos cristãos, como também com respeito à perseguição do povo de Deus.

Naqueles dias, a religião falsa (no comando do falso profeta), aliada ao sistema político mundial, também perseguira até a morte a todos os que verdadeiramente adoram a Deus em verdade e espírito.

Então a besta será dirigida por um chefe que vai fazer com os cristãos, tudo aquilo que o império romano já fez no passado. No tempo atual ele está no abismo, e de lá ressurgirá para ajudar Satanás, seu chefe, a administrar a besta.

É esta manifestação demoníaca que ocasionará a cura milagrosa no chefe da besta (Ap 13.3), e que deixará os incrédulos e os crentes mal alicerçados maravilhados com o seu “poder”.

V.     O MISTÉRIO DA MERETRIZ

1. A admiração de João. “Quando vi admirei-me...” (v. 6). João não consegue compreender o que viu. Porque João ficou tão admirado, tão abalado? Porque ele o discípulo de Jesus, vê a mulher que era uma vez noiva. Originalmente esta mulher foi uma vez noiva, submissa ao Senhor Jesus, mas ela transformou-se em prostituta. A primeira igreja, a igreja primitiva, era uma igreja cheia do Espírito Santo e de Seus dons, porém, quando Constantino a reconheceu como igreja oficial do império, ela transformou-se na meretriz que João vê. Ela tem enganado e contaminado milhares de pessoas com seus dogmas e tradições entregando ao espírito anticristão. A grande meretriz é, portanto, todos os cristãos apóstatas dos tempos finais que não será arrebatada. Se você reconhece que pertence a este sistema que praticas prostituição espiritual, então sai do meio dela e entrega a tua vida a Jesus Cristo.

2. O anjo revela o mistério. “O anjo, porém, me disse: Por que te admiraste? Dir-te-ei o mistério da mulher e da besta que tem as sete cabeças e os dez chifres e que leva a mulher” (v. 7).

João ficou grandemente admirado vendo a mulher com todo aquele aparato que o anjo prontificou a revelar todo o mistério, tanto da “mulher” como da “Besta”.

“A besta que viste, era e não é, está para emergir do abismo” (v.8). Isto tem a ver com o império Romano no passado, porém, estava atuado nos dias de João por isso o anjo diz “era”, mas está para emergir do abismo - “vendo a besta que era e não é, mas aparecerá” (v.8), ou seja, ela irá ressurgir novamente no governo do anticristo.
A Besta fará para que possa implantar uma nova religião, uma nova ordem mundial para sua própria adoração. O falso profeta cuidará disto tornando obrigatório este culto.

3. A mulher esta sentada numa besta (v. 3). 

A visão do Apocalipse revela que a falsa igreja estará montada numa Besta. Compreende-se que haverá um pacto amistoso do Império Romano ressuscitado (a besta) ao poder religioso que dominará na época. Isto prova que na grande tribulação ela estará novamente unida a um sistema político. Trata da confederação de nações sob o governo do anticristo. Neste tempo a igreja falsa conduz à Besta, mas depois, esta se virará contra aquela e a destruirá, como veremos no versículo 16.

4. O nome de blasfêmia (v. 3). “besta repleta de nomes de blasfêmia” (v.3). Na besta que ela monta estão escritos nomes de blasfêmia. A proclamação de infalibilidade do papa é o grande cumprimento desta palavra, que ultrapassa todos os outros cumprimentos.

5. Sete cabeças da Besta (v. 3). 

“Aqui está o sentido, que tem sabedoria: as sete cabeças são sete montes, nos quais a mulher está sentada. São também sete reis” (v.9). Isto também é mencionado nos versos 3 e 7. Aqui figuram sete montes e também sete reis, ou sete reinos o qual a mulher está sentada.

A mulher está sentada sobre sete montes (vvs. 9 e 18). Sabemos que Roma é a única cidade no mundo construída entre sete montes. Portanto, os sete montes referem-se a Roma, que originalmente foi edificada em grande parte o culto idólatra babilônico, que ainda hoje é visto disfarçadamente na liturgia da igreja romana.

6.“A mulher que viste” (v. 18). Há duas coisas implícitas no símbolo da mulher na explicação do anjo:

1. Um sistema religioso (17.1-6).
2. Uma cidade onde o falso sistema religioso terá sua sede.

A igreja Católica ensina a seus seguidores que ela é a verdadeira igreja, a igreja mãe, mestra e regente de toda a igreja cristã. Roma exige obediência completa não somente em assuntos espirituais, mas também em assuntos políticos. Roma nunca desistiu deste objetivo. De acordo com a palavra profética do Apocalipse ela ainda terá seu apogeu na história mundial através da unificação política e militar da Europa, com a restauração do Império Romano na pessoa do anticristo.

7. Os dez reis ou reinos são os dez chifres da Besta.

“São também sete reis, dos quais caíram cinco, um existe, e o outro ainda não chegou; e quando chegar, tem de durar pouco” (v. 10).

Entendemos que os cinco reinos que existiram antes dos dias do apóstolo João, falam dos sucessivos impérios mundiais que abrigaram, apoiaram e praticaram as falsas religiões organizadas em oposição aberta a Deus, começando por Ninrode, na primeira Babilônia. Os impérios mundiais

A. “Cinco caíram...” Desses sete reinos, cinco são hoje passados: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Persa, Grécia.

B. “Um ainda existe”. João refere-se ao Império Romano que na época estava em evidência.

C. O sétimo é ainda futuro. Será uma forma antiga do Império Romano, constituído de sete reinos confederados, equivalentes aos dez dedos das duas pernas deste antigo Império Romano.

Conforme Apocalipse 13, a besta será o anticristo o oitavo rei ou reino mundial. Este reino emergira do anterior, diz este versículo em outras palavras: “quando assumir o controle dos dez reinos, isto será o oitavo reino”. Revelação idêntica que Deus deu ao profeta Daniel em 7.24 que diz: “Dez reis que se levantarão daquele mesmo reino”. É, pois uma forma daquele antigo Império. É claro que não poderá ser o mesmo, porque aquele era regido por um único soberano, e o futuro será por dez reis com suas capitais. Eles formaram uma confederação de nações durante a grande tribulação. Dizemos confederações porque num pé os dedos são ligados (Dn 2.42-44). Com a formação destes dez Estados estará pronto o palco para formação do reino do anticristo que durará sete anos.

“E a besta, que era e não é, também é ele, o oitavo rei, e procede dos sete, e caminha para a perdição” (vvs. 3, 7, 10, 11).

De acordo com a explicação acima, o oitavo rei é a besta, procede de um dos sete, e caminha para destruição.

A besta, será o derradeiro império mundial unificado. É um dos sete, mas também é o oitavo. Isto pode significar que pertence ao mesmo sistema mundano ímpio, ao qual pertenciam os sete primeiros, mas que não faz parte daquele grupo, mas procede dos sete.

“Os dez chifres que viste são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão a autoridade como reis, por uma hora, juntamente com a besta” (Ap 17.12).

São os dez reis que estarão unidos à besta no seu governo. Isto, no entanto, não significa que somente dez países formarão o Império Romano nesta última fase; ele terá proporções mundiais. Significa somente que estes estarão no comando do governo, tendo, porém o anticristo como o cabeça do império.

A profecia fala de tempos futuros, e por isto eles aqui, ainda não tinham recebido o reino. Eles reunirão com o anticristo por uma hora, e como todos eles são anticristãos, acatarão as instruções de como deverão agir em perseguição aos santos. Os dez formarão um acordo. Esta reunião decisória marcará o ponto de partida da estruturação das ações da besta.

7. As nações entregarão o poder (comando), ao anticristo. “Têm estes um só pensamento e oferecem à Besta o poder e a autoridade que possuem” (17.13).

Este texto das Escrituras é um versículo-chave das profecias para os fins dos tempos. A diferença entre o sétimo e oitavo reinos seja a seguinte: o sétimo é constituído de países independentes (confederações – blocos). E o oitavo é composto dos mesmos países, porém sob o governo do anticristo.

As palavras um só pensamento referem-se à síntese da unidade mundial. Devemos notar bem que os “dez reis” não são forçados a entregar o poder ao maligno, à besta, mas que eles “oferecerão à besta o poder e a autoridade que possuem”.

VI.  A QUEDA DA GRANDE MERETRIZ


“A besta e os dez chifres que viste são os que odiarão a prostituta, e a tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo. Pois Deus lhes propôs no coração o realizarem o intento dele, concordando dar à besta o poder de reinar, até que se cumpram as palavras de Deus” (Ap 17.16-17).

A mulher, como já mostramos, é a falsa igreja liberal, atraente e sincretista, que guiará o anticristo ao poder sobre os dez países, nos primeiros três anos e meio. Quando os dez países (confederações) passarem para o domínio do anticristo, formando seu reino, no início dos últimos três anos e meio, eles juntamente com a Besta destruirão a igreja falsa para que a nova forma de culto tenha lugar – o da besta. De uma hora para outra, milhões de pessoas sentir-se-ão abandonadas espiritualmente. Esta dor será ainda maior, se as pessoas amarem mais a instituição do que a Palavra de Cristo.

Ao romper sua aliança com os judeus, o anticristo romperá com a igreja apóstata, da qual ele recebeu apoio enquanto necessitou da sua influência para galgar o poder, e a destruirá totalmente.

No final da grande tribulação, após as pragas de juízos serem derramadas sobre este mundo e sobre o trono do anticristo, ele levantar-se-á contra tudo que se chama Deus e blasfemará de Deus, e será neste momento que o Senhor Jesus virá em glória para dissipar o anticristo e o Falso profeta.

“Guerrearão contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores, e o Rei dos reis; vencerão também os que estão com ele, chamados eleitos e fiéis” (Ap 17.14).

Na vinda de Cristo em glória, O Senhor Jesus destruirá o anticristo e aos que se aliam na batalha final de Armagedom.

Estamos nos últimos dias do “tempo do fim”, o “tempo dos gentios”. O fim para o governo humano na terra. O tempo do arrebatamento da Igreja do Senhor e da revelação do Reino de Deus visivelmente. Um Reino que subsistirá para sempre e que não passará a outro povo.

Pr. Elias Ribas

FONTE DE PESQUISA:

1.        BÍBLIA PENTECOSTAL. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida - Edição 1995, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
2.      BÍBLIA SHEDD. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil – 2ª Edição, Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri - SP.
3.      CLAUDIONOR CORRÊA ANDRADE. Dicionário Teológico 8ª Edição. Editora CPAD Rio de Janeiro RJ.
4.      CLAUDIONOR CORRÊA DE ANDRADE. Dicionário de Escatologia Bíblica. Editora CPAD Rio de Janeiro RJ.
5.      SEVERINO PEDRO DA SILVA. Apocalipse versículo por versículo. CPAD. Rio de Janeiro RJ.

6.      WIM MALGO – Apocalipse de Jesus Cristo. Volume III. Editora Grosse. Freude. Obra missionária da Meia Noite.