TEOLOGIA EM FOCO

terça-feira, 7 de julho de 2015

AS BODAS DO CORDEIRO – APOCALIPSE 19


Só acontecerá no final da Grande Tribulação, nesta festa que é chamada A CERIMÔNIA NA CASA DO PAI (haverá o casamento da Igreja com Seu Noivo Jesus Cristo, e haverá convidados). Acontecerá antes da segunda fase da volta de Cristo em Glória, quando Ele vier para estabelecer Seu Reino de mil anos.

I.        A IGREJA GLORIFICADA


Antes de Jesus voltar em Glória e poder, é nos permitido ver a Igreja ao Seu lado na Glória glorificando-o com Aleluia (v. 1).

“Depois destas coisas, ouvi no céu uma como grande voz de numerosa multidão, dizendo: Aleluia! A salvação, e a glória, e o poder são do nosso Deus” (v.1).

Depois destas coisas, ou seja, depois das catástrofes e do julgamento da prostituta, João volta sua atenção para o céu, de onde ouve uma voz de grande júbilo, dizendo Aleluia!

Se Apocalipse 18 é o capítulo dos “ais”, Apocalipse 19 é o capítulo dos “aleluias”. Depois de anunciar a queda da Babilônia, chegara a hora de exultar, pois a prostituta cedera lugar à virgem noiva do Cordeiro, a Nova Jerusalém.

Aleluia deriva-se de duas palavras hebraicas: hala, que significa “louvor”, e Jah, uma forma abreviada do nome “Javé” ou “SENHOR”. Isto mostra que o Deus do Antigo é o mesmo Deus do Novo Testamento: O Deus que foi adorado no passado é o Deus adorado no Novo Testamento. Aqui, os salvos no céu louvam ao Senhor, porque Deus julgou o mundo e vingou aqueles que o mundo fez sofrer, e porque Jesus Cristo está voltando à terra para reinar. Esse é o hino “aleluia” no céu. Portanto, antes de ser anunciada as bodas do Cordeiro, encontramos esta expressão de louvor “aleluia” por quatro vezes.


O primeiro “aleluia” parte de uma numerosa multidão, e é porque “a salvação e a glória e a honra e o poder pertencem ao nosso Deus, pois verdadeiros e justos são os seus juízos”. Portanto, trata-se da celebração da justiça de Deus. Enquanto o motivo da celebração é explicado, um segundo aleluia, como que espontâneo, é ouvido. Afinal, a causa dos mártires, profetas e apóstolos, era vindicada. A grande prostituta havia sido julgada. O terceiro “aleluia” vem precedido por um sonoro “amém”, e é proferido pelos lábios de seres celestiais. O que indica uma perfeita harmonia entre o céu e a terra. Como dissera Jesus, o que fosse concordado na terra, teria sido concordado no céu. Esse terceiro “aleluia” vem acompanhado de uma exortação: “Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes” (v.5). Agora, o coral estava a postos, e reunia vozes oriundas de todos os cantos do Universo, grandes e pequenos, visíveis e invisíveis, celestiais e terrenos.

II.     OS ANCIÃO REPRESENTAM A IGREJA


“Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que se acha sentado no trono, dizendo: Amém! Aleluia! Saiu uma voz do trono, exclamando: Dai louvores ao nosso Deus, todos os seus servos, os que o temeis, os pequenos e os grandes” (v. 4-5).

Note que uma imensurável multidão regozija-se no céu, juntamente com os vinte quatro anciões e os seres viventes dizendo: Aleluia! (v. 1-6). A voz da saí do trono e convida a todos os servos do Senhor para louvar a Deus. Os salvos chegados de todas as partes da terra e de todos os tempos, saudar-se-ão e se alegrarão. Ao término da festa das bodas, o Senhor recebe a ordem do Pai para descer e livrar os filhos da promessa, os judeus. Chegará, afinal, o grande momento de Israel conhecer o seu Messias, será um momento de muita Glória e de muitas lágrimas.

O último “aleluia” parece ser dito em uníssono pelos habitantes da terra e do céu, pois a voz que o pronunciava era “como a de uma grande multidão, como a voz de muitas águas, e como a voz de fortes trovões”. A Igreja hoje não estranha esta expressa de louvor, pois os seu lábios não se cansam de dizer Aleluias! Porém, lá no céu, a noiva irá pronunciar com júbilo em frente de Seu noivo. Amem!

III.  O MOMENTO MAIS SUBLIME NOS CÉUS


“Aleluia! Pois já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-poderoso. Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa do Cordeiro, a si mesma já se te ataviou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino é a justiça dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus” (Ap 19.6-9).

1. O momento de júbilo (v. 7). Os servos depois de louvarem a Yahweh no v. 6 convocam-se a se encherem de alegria, e se alegrarem sobremaneira e dar glória a Deus de uma vez por todas! 

E o motivo desse auto-chamado é:

2. A hora do encontro. A Igreja, a Noiva, será apresentada para o seu Noivo: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2ª Co 11.2).

Na cronologia do capítulo, vemos a “noiva” (a igreja” 2ª Co 11.2) já no céu, antes da vinda de Cristo à terra. Os interpretes vêem aí uma indicação de que a Igreja já arrebatada antes da vinda de Cristo, conforme vemos em 19.11-21. Duas razões para isso: 1) A noiva se encontra no céu, para as “bodas do Cordeiro”. 2) A noiva já no céu, está vestida com “as justiça dos santos”, que são seus atos de retidão (v.8). Para os atos de retidão dos santos estarem completos, eles precisam estar no céu e libertos de toda a impureza.
Noiva no sentido bíblico refere-se a todos os salvos do Velho e do Novo Testamento, tanto judeus como gentios (1ª Co 12.13). São aqueles que aceitaram e creram na Palavra de Deus, e ficaram firme na fé aguardando a volta de Jesus (o Noivo), através disso, como membro individual, ela é acrescentada a Igreja de Jesus, que é a Igreja – Noiva de Jesus. Em Mt 25.10 Jesus diz: “...e as que estavam preparadas entraram com Ele para as bodas, e fechou-se a porta”. As bodas do Cordeiro são o completar-se a união do Noivo celestial com a Igreja-Noiva então glorificada.

3. Os ornamentos da Noiva. A esposa já se ataviou, ou seja, a esposa se vestiu para o casamento com o Cordeiro. Este “se ataviou” é a obra ativa da Igreja em se santificar, em viver a prática das boas que são frutos da verdadeira fé, obras conforme a Lei de Deus, de gratidão e que SOMENTE promovem a glória de Deus e bem do próximo.

A Igreja esta bem vestida e gloriosa, não por sua própria força, mas porque Deus deu a ela as vestes, os atos de justiça! Se a glória final da Igreja fosse uma parceria entre Deus e o homem, então, João NÃO teria ouvido: “demos-lhe a glória de uma vez por todas.

Não é a Igreja que merece ser glorificada, mas somente o deus da igreja deve ser glorificado. Porque a Esposa se atavia com vestimentas que foram dadas a ela (v. 8). Por isso, todos os verdadeiros servos do Senhor se auto-convocam a se alegrar, a exultar e dar a glória de uma vez por todas somente ao Senhor Deus.

O profeta Isaías diz em Is 61.10 que sempre se regozijará e se alegrará no Senhor Deus da Aliança, pois Ele o cobriu de vestes de salvação e o envolveu com o manto de justiça como noivo que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com as suas jóias.

O Apóstolo Paulo em Ef 2.10 diz: “Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas”.

A igreja é ativa na santificação, mas isto é uma obra do Espírito de Cristo, santificando a Sua Igreja para Si mesmo, Igreja gloriosa (Ef 5.25-27). Por isso, o Evangelho da Justificação pela graça ao mesmo tempo em que chama a Igreja a se santificar, chama os filhos de Deus a se alegrar e exulta e a dar glória somente a Deus! E não tem como melhor glorificar a Deus que através de uma vida ataviada, vestida de atos de justiça! Quando a Igreja se santifica, quando os santos praticam atos de justiça, o nome de Deus e do Senhor Jesus Cristo é glorificado na terra e no céu.

O que João escreve são as palavras verdadeiras de Deus, por isso, a Igreja na terra em meio as perseguições e sofrimentos pode se alegrar e alimentar a alegria eterna, pois aqui a Igreja já começa a participar da ceia do casamento do Cordeiro. Agora onde a Igreja começa a participar desta Ceia?

A Ceia (o partir do pão – e tomar do cálice, que é uma ordenança do Senhor até que Ele venha (1ª Co 11.23-26)), que hoje participamos neste culto, é o começo da grande ceia da do casamento do Cordeiro. O Senhor Deus chama Sua Igreja a ceiar aqui na Terra na expectativa da Ceia do Casamento do Cordeiro que acontecerá no Céu.

Um dos atos desta maravilhosa festa é a celebração da ceia do Senhor, dando cumprimento às palavras de Cristo. “E, chegada à hora, pôs-se à mesa, e, com Ele, os doze apóstolos. E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta Páscoa, antes que padeça, porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no Reino de Deus. Porque vos digo que já não beberei do fruto da vida, até que venha o Reino de Deus” (Lc 22.14, 15, 16, 18).

No céu, os salvos receberão as recompensas (coroas) por suas obras feitas na Terra, o Cordeiro coroará a Igreja pela sua fidelidade a Sua Palavra.

IV.  OS CONVIDADOS PARA FESTA


Quem são esses convidados das bodas? O casamento é de Cristo e a Igreja, mas os convidados são muitos. De acordo com Dn 12.1-3 e Is 26.19-21, o Israel salvo da Grande Tribulação são os convidados especiais. Devemos ter cuidado na interpretação desse evento para não confundirmos nem misturarmos os fatos que envolvem as bodas no céu e as bodas na terra. No céu, as bodas são da Igreja e o Cordeiro (Ap 19.7-9). Na Terra, as bodas envolvem Israel e o Cordeiro (Mt 22.1-14; Lc 14.16-24; Mt 25.1-13). A cena das bodas no céu difere das bodas na Terra, Israel estará esperando que o esposo venha convidá-los a conhecer a esposa (a Igreja), que estará reinando com Ele no período milenial.

É preciso distinguir os versos 7 e o 9. O versículo sete fala da Igreja-Noiva com o Seu Noivo (as bodas do Cordeiro). Os convidados não devem ser confundidos, portanto com a Igreja arrebatada e que se encontra com linho finíssimo.

No meu entender os convidados são os 144 mil selados, da nação de Israel (que serão tomados da terra, durante a Grande Tribulação – Ap 14.1-5). Todos eles são “chamados à ceia das bodas do Cordeiro”. “Mas Eu vos digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaac, e Jacó, no Reino de Deus” (Mt 8.11; Lc 13.28-29).

Um grande número dos santos nos céus será chamado à ceia para testemunhar as bodas do Cordeiro com a Sua Noiva (Ap. 19.6-9). Os que compõem a Noiva de Cristo são os Cristãos que perseveraram durante seu tempo na terra: (Ap 3.4). Essa ceia será no céu logo antes da segunda fase da vinda de Cristo. Portanto, precisam estar lá.

Enquanto o Senhor está na ceia das bodas com sua Igreja (Mt 26.29), em festa de glória e gozo eterno, nestas hora estará Satanás, através do Anticristo, se reunindo no grande vale do Armagedom, para fazerem guerra contra os filhos de Israel.


Quando Cristo vem para estabelecer o milênio na terra, virá com os exércitos no céu que são vestidos de linho fino, branco e puro (Ap 19.14). Estes virão com Ele por que estão com Ele, e estão com Ele pois foram arrebatados da terra antes deste tempo.

Pr. Elias Ribas

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