TEOLOGIA EM FOCO

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

A PROMESSA DA SALVAÇÃO

No dia da queda do homem Deus prometeu enviar um salvador. Ele disse a respeito da mulher: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3.15).

Na plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher (Gl 4.4). A promessa se cumpriu literalmente. Foi uma expressão de seu amor (Jo 3.16).

Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo (2ª Co 5.19). Se a morte na cruz foi tremenda para Jesus, também foi para o pai. Foi o Seu grande amor que pagou o sacrifício e foi Sua justiça que recebeu o preço pago por Jesus (Hb 9.24-26). A obra propiciatória de Jesus Cristo nosso Senhor é a maior revelação do grande propósito de Deus no plano da redenção em salvar a humanidade.

I.          O PROPÓSITO DE DEUS

A soteriologia trata da previsão de salvação através de Cristo e sua aplicação através do Espírito Santo. A salvação é a grande obra espiritual de Deus com relação ao homem. Através de sua presciência, Deus estava ciente da queda do homem, por causa disso, Ele planejou uma maneira de resgatá-lo. O propósito de Deus de providenciar salvação para a raça humana está relatado nas Sagradas Escrituras, começando em Gn 3.1.5. 
As aparições de Deus a Moisés e, às vezes, a todos os judeus acampados, serviram para confirmar e desenvolver a fé em um Deus pessoal. As exigências da lei mosaica com as suas punições para os que não as cumprissem, serviram para despertar uma convicção de culpa e um temor das conseqüências do pecado (Rm 3.20). O estabelecimento de um sistema de sacrifício e sacerdócio para ministrá-lo, indicam a necessidade de algum método para remover a culpa do homem. E finalmente, pela voz profética, Deus anunciou Seu propósito. A vinda do Salvador é claramente prevista pelos profetas, e muitos falam da Sua humilhação com o propósito de nos livrar do pecado (Is 53.1-12; 59.20; 63.8; Jr 23.6; Os 13.4; Zc 9.9,16). O apóstolo Paulo diz que o Senhor Deus nos desvendou “o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra” (Ef 1.9,10-ARA) e fala do “eterno propósito que estabeleceu em Cristo Jesus nosso Senhor” (Ef 3.11-ARA). Não resta a menor sombra de dúvida de Deus ter um propósito bem definido de salvar a humanidade.

II.       O ALCANCE DA SALVAÇÃO

A encarnação e a propiciação de Jesus constituem a maior prova da boa vontade de Deus. As Sagradas Escrituras ensinam que Deus providenciou salvação na pessoa e obra de seu Filho. Este Filho teve que encarnar, morrer em nosso lugar, ressurgir dos mortos, subir até o Pai, receber o lugar de poder à mão direita de Deus e interceder perante Deus em favor do crente. Esta obra realizada pelo Filho de Deus foi feita com o propósito de nos salvar da culpa, do castigo e do domínio do pecado. A Salvação foi providenciada para o mundo inteiro, pois, “Ele é a propiciação pelos nossos pecados, e , não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro” (1ª Jo 2.2-ARA). Apesar do Senhor Jesus ter morrido pelos pecados do mundo inteiro, a salvação é para aqueles que crêem em Cristo e que andam em Seus caminhos. A salvação depende da reconciliação do homem com Deus (2ª Co 5.18-20; Jó 1.29; 3.15-18; Rm 5.18; 2ª Co 5.14,15; 2ª Tm 2.4,6; 4.10; Hb 2.9,10; 2ª Pe3.9; 1ª Jo 4.14).



III.    A CONDIÇÃO DO HOMEM PERANTE DEUS

Não se pode compreender perfeitamente a doutrina da salvação sem saber-se qual a condição do homem perante o Deus Santo. O homem, apesar de criado com todas as tendências para o bem, caiu, e não só perdeu a sua justiça original, como também corrompeu a própria natureza. Isto aconteceu com Adão quando a raça se resumia nele, isto é, quando a raça humana se compunha apenas de duas pessoas: Adão e Eva. O apóstolo Paulo ensina que “como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram" (Rm 5.12-ARC). Desta afirmação de Paulo se vê claramente que a condição do homem é a de morto, isto é, o ser humano está morto em seus pecados (Rm7.12,13; 6.23; Ef 2.1-10). A Bíblia deixa bem claro que todas as pessoas pecaram e precisam de um Salvador e que elas não podem salvar a si mesmas (2ª Tm 1.9,10; Tt 2.11-14).

Assim sendo, a origem da salvação e sua manifestação está em Deus e não no homem. Se Ele não tivesse tomado tão sublime decisão primordial na salvação da criatura, ninguém seria salvo. Assim este ato criador de Deus, não é apenas uma manifestação da sua vontade, mas também, a sua satisfação, pois Ele é amor e, como tal, ama e deseja o bem estar de todos.


Pr. Elias Ribas

pr.eliasribas2013@gmail.com.br