TEOLOGIA EM FOCO

sábado, 25 de fevereiro de 2012

O QUE SIGNIFICA O TERMO "USOS E COSTUMES"



Antes de tudo, queremos deixar claro que não pretendo ser um reformador de igreja, mas como um simples ministro do evangelho, estou revestido de coragem para dizer as verdades que a Bíblia diz, visando diminuir a divisão espiritual que de forma sutil e equivocada, adentraram dentro das igrejas evangélicas pela má interpretação bíblica.

Neste tópico, veremos alguns desvios doutrinários, com relação a uso e costumes. Embora a seita dos fariseus não exista formalmente, mas o sistema farisaico ainda continua devastando muitas igrejas, e com isso estreitando as portas do Reino e desviando-as do verdadeiro evangelho.

[...] No 5º Encontro de líderes das Assembléia de Deus (ELAD), realizado em 1994, o pastor Antônio Gilberto afirmou que o assunto precisa ser tratado com equilíbrio, para que se evite cair no sectarismo, farisaísmo e exclusivismo [Revista Obreiro, p. 30]

Veremos este estudo observando os textos originais da Bíblia Sagrada (Hebraico e Grego) para entender melhor qual é a boa e agradável vontade de Deus em relação aos (usos e costumes).

I.       ÉTICA


Origem da palavra ética, vem do grego ethos, que significa costume, disposição, hábito. No latim, vem de mos, com o significado de costume, uso, regra.


Ao estudarmos o tema sobre usos costume, é importante sabermos que este assunto está relacionado à ética. Pois ela relaciona-se aos costumes ou práticas sociais de um povo. Na Igreja, ela consiste nos conceitos que determinam o certo e o errado, de acordo com as Escrituras. A ética cristã tem por finalidade moldar a vida do crente dentro dos princípios que levam a um viver pleno de virtudes, valores morais e espirituais, segundo as Escrituras e a ação do Espírito Santo em nosso ser (2ºª Co 3.17-18; Gl 5.22-23).

Portanto, a ética na igreja baseia-se no caráter de Deus, segundo o que está revelado na Bíblia. No Antigo Testamento, estão os princípios divinos que norteiam o comportamento humano. Jesus confrontou o legalismo hipócrita dos fariseus quanto a Lei, a espiritualidade e a vida material.

A ética perfeita é inerente ao caráter de Deus. Ele não precisa nem depende de regras, pois é a fonte da ética. Os vários nomes de Deus, expressos na Bíblia, revelam que o Altíssimo é perfeito em santidade por si mesmo. As qualidades morais que revelam o caráter de Deus, tais como justiça, retidão, perfeição, santidade, misericórdia e amor. Sua justiça é atributo moral que revela seu perfeito julgamento. A Igreja de Cristo apregoa a justiça, segundo a justiça de Deus que se manifestou em Cristo, o qual cumpriu toda a justiça (Rm 1.17). Por isso, Cristo se tornou da parte de Deus sabedoria, justiça, santificação e redenção (1º Co 1.30). A misericórdia de Deus é expressão da sua justiça (Êx 34.6-7; Sl 145.8). Finalmente, aludimos ao infinito e eterno amor de Deus revelado a obra-prima da Sua criação, ao homem (Jr 31.3; 1ª Co 13.7).

Nenhum sistema ético do mundo, mesmo o mais depurado, assemelha-se ao sistema que Jesus implantou, pois se trata da ética como elemento do Reino dos céus.

A igreja de Cristo na terra deve expressar, no seu comportamento, a ética que Cristo viveu e ensinou em relação a vida particular.

II.    COSTUME


[....] A palavra costume deriva do latim com (totalmente) e suescere (acostumar-se com), ou seja, algo com o que alguém fica acostumado. “Na Pequena Enciclopédia Bíblia, Orlando Boyer define costume como “uso, prática geralmente observada” (p.169). As palavras gregas usada para costume são ethos (Lc 2.42 e Hb 10.25 e synetheia (Jo 18.19; 1ª Co 8.7; 11.16). A primeira, de onde vem a palavra “ética”, significa costume de lei, uso (Lc 1.9). [EZEQUIAS SOARES. Manual do Obreiro, ano 22 – nº 11 - 2000. P. 55].

[....] Tanto a tradição quanto os usos e costumes são objetos de estudo da Sociologia.
Segundo o sociólogo Maciver, os usos e costumes são procedimentos, maneiras de agir, que surgem gradualmente, sem que nenhuma autoridade constituída os imponha [Revista Obreiro, p. 36]

[...] Raimundo de Oliveira afirma que a coletivização dum costume decorrente da freqüência com que ele é praticado não o legitima e nem faz inquestionável como lei ou mandamento para todas as pessoas.

Os costumes em si são sociais, humanos, regionais e temporais, porque ocorrem na esfera humana, sendo inúmeros deles gerados e influenciados pelas etnias, etariedade, tradições, crendices, individualismos, humanismos, estrangeirismos e ignorância [Revista Obreiro, p. 37].

[...] A doutrina bíblica é a base sólida, eterna, indispensável e indiscutível da Igreja. Quanto aos costumes, eles são relativos e passageiros [Jorge Vaz de Oliveira. Revista Obreiro, p. 5].


[....] Não é biblicamente correto usar doutrina e costume como se fosse a mesma coisa. O costume é “prática habitual; uma lei oral, modo de proceder, comportamento trajes e regras. Jurisprudência baseada em uso; modo vulgar; particularidade; moda; traje característico. Procedimento; modo de viver.

O costume é “pratica habitual. Moda de proceder. Jurisprudência baseado em uso; modo vulgar; particularidade; moda traje característico, procedimento; modo de viver”.

Os costumes, vistos pela ótica cristã, são linhas recomendáveis de comportamento. Estão ligados ao bom testemunho do crente perante o mundo. Estão colocados no contexto temporal, não estão comprometidos diretamente com a salvação. [EZEQUIAS SOARES. Manual do Obreiro, ano 22 – nº 11 - 2000. P. 55].

[...] As pessoas agem de determinada forma, não por ter fundamento bíblico, ou porque foi ensinada a fazer, ou por ser a única maneira de fazê-la, mas porque viu alguém fazer, ou se acostumou assim [LINHARES. Usos e costumes. P. 37].

“Este povo honra-me com os lábios; o seu coração, porém, está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homem” (Mateus 15.8-9).

 [...] Nessa passagem, Jesus nos alerta do perigo que corremos ao valorizar os costumes. Anulamos a benção de Deus ao rotularmos os sinais divinos de acordo com nossos costumes. Foi o que aconteceu com os fariseus: eles, como algumas igrejas do Brasil, limitavam o poder de Deus aos seus costumes [LINHARES. Usos e costumes. P. 46].

Muitas pessoas dão mais importância ao costume do que a própria doutrina bíblica. Nesse caso elas não se desenvolveram intelectualmente, (ainda são imaturos na Palavra de Deus), não procuram se aperfeiçoar – estão estagnados.

É óbvio que o padrão moral da igreja deve ser diferente do mundo, porque a igreja é um “povo seu especial”, “puro”, “imaculado”, (Tt 2.14). A igreja deve ter um padrão, mas sem esquisitice. O povo de Deus deve ser diferente do mundo, no sentido espiritual e moral. A Bíblia não fixa o tipo minucioso da moda e porte da igreja, mas trata e fixa os princípios, os limites bíblicos para quem gosta de agradar a Deus nesse assunto (1ª Tm 2.9-10). A observância rigorosa de usos e costumes na igreja, sem o ensino da doutrina bíblica, leva o crente ao fanatismo, ao legalismo da salvação pelas obras, ao fanatismo religioso e à falsa santidade [JOSÉ APOLÔNIO. Revista Obreiro. P. 63].

O ministro é o porta vós de Deus para ensinar a verdadeira doutrina e deve saber que o novo nascimento é uma mudança de opinião e de coração produzido pelo Espírito e pela Palavra. A santificação é uma separação do pecado tendo uma vida exclusiva para Deus e os costumes são hábitos do ser humano na vida cotidiana.

Costume é a forma de expressão do porte, postura e comportamento social, religioso e moral do cristão confirmando ou comprometendo a doutrina bíblica e a ética cristã.

O comportamento dos homens é, sobretudo, feito de hábitos e sempre foi difícil modificar aquilo que acaba por ser confortável, mesmo que esse conforto crie às vezes erros funestos.

[...] As doutrinas da Bíblia são divinas, imutáveis e universais. Os costumes, em si mesmos, são sociais, humanos, regionais e temporais. A doutrina dá origem aos bons e santos costumes, hábitos e práticas. Porém, eles também podem ser em grande parte gerados, influenciados e mantidos pelas etnias, tradições, culturas, crendices populares, individualismos excentricidades, estrangeirismos, ignorâncias, fanatismos e carnalidade do cristão (segundo este termo do Novo Testamento 2ª Co 3.1-3) [Antonio Gilberto. Mensageiro da Paz ano 2004].

Segundo o pastor Raimundo de oliveira no seu livreto “Doutrina e Costumes e Tradições” publicado em 1987, escreve: “apesar da doutrina bíblica gerar bons costumes, nem mesmo os bons costumes devem ser confundidos com doutrina bíblica. Doutrina não é simplesmente aquilo que o ministro estabelece como ensino para a sua igreja. De momento, o ministro poderá estar pregando a favor do que gosta, e contra o que não gosta, e no seu zelo passar a admitir que está a ensinar essencialmente doutrina bíblica”. [...] “Não me consta que Deus tenha delegado a nós pastores o poder exclusivo de determinar o que compete à igreja fazer ou não fazer [Revista Obreiro, p. 32-33].

[....] O pastor Antônio Gilberto escreveu, no seu livreto “Doutrina, usos e costumes”, o seguinte: È sabido por todos nós que em muitas igrejas nossas tem havido distorções, exageros e extravagâncias, principalmente na área dos costumes, com abusos, intolerância e inversão de valores, por parte de quem, por não ter o devido embasamento bíblico e ministerial, criou por si mesmo um sistema de costumes, chamando-os de “doutrina”, quando na realidade o tal costume virou ‘lei’ [Revista Obreiro, p. 32].

As más atitudes corrompem os bons costumes.

Segundo o pastor Antônio Gilberto no seu livreto “Doutrinas, Usos e Costumes”, os costumes, do ponto de vista bíblico, são classificados entre duas modalidades: maus costumes e bons costumes [Revista Obreiro, p. 37].

“Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes. Vigiai justamente e não pequeis; porque alguns não têm conhecimento de Deus; digo para vergonha vossa” (1ª Co 15.33-34).

No contexto deste versículo, Paulo combate certos irmãos que estavam no convívio da igreja, mas viviam na prática do pecado e não tinham o conhecimento de Deus. Os tais estavam ligados com o mundo conforme ele relata. As más conversações, as más atitudes, as más conversas corrompem os bons costumes. O apóstolo está falando dos costumes morais, pois se trata do caráter e da santidade do cristão.

Paulo deseja ensinar que na medida em que estamos detendo-nos no caminho de nossa vida com aqueles que não possuem o conhecimento das verdades de Deus, gradativamente vamos flexionando nossos padrões, condutas e posições acerca de tudo o que temos aprendido de Deus. Andar com os que não possuem a mente de Cristo é perigo alertado desde o Velho Testamento quando o livro dos Salmos:

“Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1.1).

Seremos bem aventurados ou felizes se não pararmos nas rodas suspeitas e que não obedecem a Deus. Mais do que nunca, precisamos que os crentes em Jesus Cristo estejam alerta sobre as “más conversações” que tem como objetivo fundamental destruir os bons costumes. Palavras de desapreço ao irmão, insinuações maldosas, críticas aos trabalhos da igreja, sugestões de flexionar os padrões cristãos e claramente ensinados na Bíblia, convites a deixar o culto para estar em casa.

Nunca devemos idealizar o ambiente cristão conforme nossos padrões, falhos, limitados e tendenciosos. Precisamos sim, amoldar nossa vida ao que Cristo quer fazer em nossa vida e em nosso meio. Para tanto, precisamos trabalhar com a Bíblia na mão para que nossa vida seja instrumento da construção de um ambiente coerente e desejado por Deus.

Não devemos usar este versículo em nossas homilias para falar sobre usos e costumes num sentido negativo em vez de usarem a interpretação correta. Precisamos entender o que realmente o autor quer dizer sobre bons costumes.

Bons costumes são tudo aquilo que é bom e não fere o caráter espiritual e moral. Os costumes podem ser divididos em: sociais, morais e religiosos.

Por exemplo: o homem que convive na prática do pecado tem um mau costume. Tem uma vida dissoluta e impura; ele mente, mata, rouba, prostitui-se, adultera, fala mal dos outros, não paga suas contas, é mau caráter, vive na prática da idolatria, feitiçaria, corrupção, destrói seu corpo com bebidas, drogas, fumo, sexo, etc..., mas quando ele se converte a Deus, há uma mudança de vida, de mente, uma regeneração, ou seja, uma mudança de costumes e hábitos. Antes de conhecer Deus ele estava na prática do pecado, mas ao aceitar Cristo como seu Salvador, houve uma mudança de vida e de hábitos.

[...] Há igrejas que têm um grande número de costumes (e às vezes maus costumes), mas pouca doutrina bíblica. A simples observação de usos e costumes na igreja, de modo legalista, sem o lastro e prática da doutrina bíblica, leva o crente ao farisaísmo, ao legalismo da salvação pelas obras; ao fanatismo e a falsa santidade” [Antônio Gilberto. Livreto Usos e costumes].

Por outro lado, o conhecimento e o ensino da doutrina bíblica na igreja, sem a sua prática através da vida santa do crente, do seu testemunho cristão, dos bons costumes, da conduta irrepreensível e da honestidade, é inoperante, é infrutífera, é contraditória, é um tropeço perante o mundo.

A Doutrina Bíblica leva-o a praticar bons costumes, agora ele ora, canta louvores, lê a Bíblia diariamente e bons livros, é fiel a Deus, vem à Casa de Senhor, dá bom testemunho, tem um padrão moral irrepreensível e honesto. Agora demonstra misericórdia, amor ao próximo, é generoso, benigno, faz a obra do Senhor e vive em paz com todos. Estes atributos é o que chamamos de bons costumes.

“Temo, pois, que, indo ter convosco, não vos encontre na forma em que vos quero, e que também vós me acheis diferente do que esperáveis, e que haja entre vós contendas, invejas, iras, porfias, detrações, intrigas, orgulho e tumultos” (2ª Co 12.20).

Lendo a lista acima, nem parece tratar-se de uma igreja com tantos dons. Contudo, isto significa que a espiritualidade de uma igreja não pode ser avaliada pela qualidade de dons, mas pelo seu caráter e amor a Deus e ao próximo. Tais pecados estavam corrompendo os bons costumes, anulando a ética cristã e promovendo dissensões e divisões entre os santos.

III. TRADIÇÃO

[....] A tradição deve ser encarada da mesma forma que os costumes, por ser um objeto de estudo da sociologia.

Por tradição, a sociologia mostra que é aquela parte da herança social valorizada pelo que representou no passado. Há na atitude tradicionalista um apego ao antigo, pelo que significou.

Existe a tradição oral, tradição por imitação e a tradição consciente. A tradição pode sofrer, ao longo dos anos, maior enfraquecimento.

Um dos principais argumentos usados por quem defende a manutenção da tradição na igreja é que os santos do passado agiram assim usando versículos isolados como exemplo:

“Não removas os marcos antigos que puseram teus pais” (Pv 22.28).

Certamente que a recomendação de Provérbios não implica na proibição de remover costumes antigos (é um conselho antigo para não haver envolvimento com problemas de terras). [Revista Obreiro, p. 40].

Segundo as Escrituras o rei Davi transgrediu a tradição quando entrando no santuário comeu do pão da proposição, só permitido ao sumo sacerdote.

Da mesma forma Jesus transgrediu a tradição dos anciãos ao comer sem lavar as mãos (Mat. 15.1-9).

“Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer. Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado” (Mt 12.1-2).

Embora os fariseus acusem Jesus de violar o sábado, Ele, na realidade, apenas não observou a interpretação exagerada que eles davam a respeito. Jesus declara que a observância do sábado não deveria transformar-se num ritual mantido à custa das necessidades essenciais do homem.

E o apóstolo São Pedro anulou a tradição segundo um judeu não podia se congregar com um gentio (At 10.28).

As tradições evangélicas hodiernas são um obstáculo para a pregação do Evangélico. Assim como os fariseus fechavam o reino de Deus com suas tradições, os crentes de hoje procedem da mesma maneira:

“Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Pois vocês fecham a porta do Reino do Céu para os outros, mas vocês mesmos não entram, nem deixam que entrem os que estão querendo entrar” (Mt 23.13).

Como já dissemos, o ensino das tradições denominacionais e não a doutrina bíblica leva o crente ao farisaísmo, radicalismo e ao fanatismo religioso.

IV.  USOS

O costume é o habito de cada ser humano, podendo ser mau ou bom. Devemos ter o bom senso e o discernimento para entender o agradável e o desagradável. O costume é aquilo que usamos habitualmente; fazer uso de alguma coisa; portar-se; ter costume; trajar; vestir-se. O costume também pode ser bom ou ruim dependendo do modo que nos vestimos. Porém muitos “evangélicos” fazem dos usos e costumes, regras para meio de salvação adulterando o evangelho de Cristo. Bem como nos dias de Jesus os fariseus usavam das suas tradições para purificação, certos evangélicos hoje usam de seus costumes para a santificação e meio de salvação.

As igrejas tradicionais seguem uma cultura tradicional transmitida pela autoridade dos anciãos. O costume é a base da autoridade. São igrejas estagnadas e não há, entre os primitivos, um conceito de progresso. Isto não quer dizer que nada muda, porém o ritmo da mudança é lento. Resumindo, eles vivem em sociedades tradicionais caracterizadas pelo isolamento e pelo forte controle grupal.

A igreja cristã começou a crescer após o dia do pentecoste, onde foram todos revestidos da plenitude do Espírito Santo (At 1.8). Mas o que atribuímos o crescimento desta igreja? Atos 5.14 diz: “E crescia mais e mais a multidão de crentes, tanto homens como mulheres, agregados ao Senhor”.

Analisando Atos 2.41-47 a luz da Palavra, a Igreja primitiva estava firmada na verdadeira doutrina (v. 42); nos fundamentos que Jesus havia ensinado Seus discípulos, praticavam comunhão e perseveravam na oração (v.42); em cada alma havia temor (v.43); Tinham tudo em comum; praticavam o verdadeiro amor; pois vendiam suas propriedades e distribuíam entre todos (v.43-44) Tinham unidade (v. 46); praticavam o verdadeiro louvor e adoração (v. 47). Estas são as razões do crescimento e dos milagres.

Mas o que vemos hoje é um equívoco quando muitos atribuem o crescimento de suas igrejas aos usos e costumes. Isto é um descaso com o sacrifício de Jesus no Calvário, com os ensinos que Ele deixou aos Seus discípulos. É de suprema importância estudar este assunto a luz da Palavra.
V. AS ROUPAS E ADORNOS NOS TEMPOS DE JESUS

  
Uma espécie de túnica usada sobre a camisola que no homem ia até o tornozelo, e na mulher, até os pés, com um largo cinto sobre a cintura, era a roupa comum do povo. As vestes femininas tinham diferenças nos enfeites e nos tipos de fazenda (Deuteronômio 22.5), ceroulas compridas eram usadas por baixo da camisola. As crianças pobres andavam nuas até a puberdade. As mulheres e as moças protegiam a cabeça com véus coloridos. O povo andava descalço a maior parte do tempo. Apenas nas viagens longas usavam uma sandália de couro com finas tiras de pele que iam até os tornozelos.

Dada à poeira das estradas, era comum entre os judeus o lava-pés. As famílias mais abastadas tinham até um servo para esse trabalho (ref. Mc 6.11; Jo 11.2; 13.5; 1ª Tm 5.10).

O texto de Marcos 1.16 indica que as roupas de João Batista, tecidas com pêlos de camelos, eram baratas e próprias de um personagem como ele, proveniente da seita dos essênios.

VI.  AS ROUPAS SACERDOTAIS
  
Os sacerdotes daqueles dias vestiam-se de modo muito distinto aos dos padres e pastores de hoje. As vestes sacerdotais eram detalhadamente descritas por Deus. As vestimentas consistiam em: calções curto desde os rins até as coxas; uma camisa estreita, tecido de alto a baixo e sem costura, descendo até os artelhos e apertada na cinta por um cíngulo bordado, simbolicamente ornamentada; As túnicas que revestiam mantas eram adornadas com bordados, multicoloridas e de uma simbologia riquíssima; o linho representava a pureza; as cores, a multiforme graça de Deus; o ouro, a realeza; as pedras preciosas, as diversas tribos de Israel (Êx 28.4, 5; 40-42). Os sacerdotes eram obrigados a usar barba não podiam sequer contornar (Lv 19.27).

Os sacerdotes também se penteavam com muito cuidado. Além de inúmeros adereços e ornamentos nas roupas, colocavam tiaras de linho na cabeça (Êx 35. 9; 39.27-28). “Tiaras de linho lhes estarão sobre a cabeça, e calções de linho sobre as coxas; não se cingirão a ponto de lhes vir suor” (Ez 44.18).

O suor simboliza trabalho penoso e talvez fosse necessário evitar qualquer sugestão de que o culto a Deus fosse algo penoso. Jeremias pronuncia-se contra os que consideravam a mensagem de Deus como uma “sentença pesada” (Jr 23.33-37), e foram justamente estes que foram destruídos na queda de Jerusalém. E por esta razão Jesus nos oferece seu fardo dizendo: “Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve” (Mt 11.28-30).

Deus mandou os sacerdotes que se vestissem de forma meticulosa e bonita, pois as vestes sacerdotais representariam um sinal da benção do Senhor. Os artesãos convocados para elaborá-las esmeravam-se nos detalhes e na riqueza de sua confecção (Êx 39.1-31).

As mulheres não tinham ofício sacerdotal em Israel. Os sacerdotes eram proibidos de raspar suas cabeças ou barbas, dilacerar seus corpos ou arrancar suas vestes (Lv 21.5-6; 10.11), um sinal de luto.

Mas hoje como podemos nos vestir? É notório ao leitor que as roupas sacerdotais do V.T., eram descritas por Deus. Mas, no tempo da graça Deus não estipulou um critério de roupas para pregadores ministrar o Seu evangelho. Conforme a nossa cultura vai evoluindo também devemos evoluir e por seguinte cada ministro deve se vestir e andar dentro da cultura da sua geração. Nos dias de Jesus e dos apóstolos eles usavam vestidões e roupas compridas. Mas hoje como tomar como modelo?

Estes eram costumes do povo israelita, mas não são nossos. Naqueles dias eram aceitáveis, mas hoje não são mais, pois como já vimos costumes mudam de povo para povo e de época para época. Portanto, ao ler a Bíblia Sagrada devemos saber diferenciar o que é costume local, (que é permitido e aceitável pela sociedade, e o que não é aceitável em nossa sociedade).

VII.          COSTUMES NOS DIAS DE HOJE

A postura da igreja em determinados assuntos tem causado certa confusão no meio do povo. Sempre é extremista, ou de um ponto de vista ou de outro. Na questão de costumes, muitos não sabem definir biblicamente o seu significado, daí, interpretam todo tipo de regras como se fossem doutrinas.

O costume é relativo, como lembra o Pr. Geremias do Couto:

[...] Ao insistirmos nos absolutos, não queremos afirmar que não haja também conceitos relativos. Essa diversidade se manifesta, por exemplo, nas comidas típicas de cada país, nos estilos da arquitetura, no estilo da vestimenta e até mesmo em relação à hora de dormir, que depende do fuso horário. Mas tais circunstâncias relativas acabam apontando para princípios biológicos absolutos; todos precisam alimentar-se, todos precisam dormir. [COUTO, Geremias do. E agora, como viveremos? Lições Bíblicas, Rio de Janeiro, p. 39, 4. trimestre de 2005].

Talvez nem todos conheçam o pastor William J. Seymour fundador do movimento pentecostal nos EUA.

  [....] William Joseph Seymour foi um pastor dos EUA, iniciador do movimento religioso denominado de Pentecostalismo.

Filho de escravos libertos, Seymour resgatou a crença em glossolalia (mais conhecido como dom de línguas) como provas do batismo com o Espírito Santo, uma referência à manifestação do batismo com o Espírito Santo que ocorreu pela primeira vez no dia de Pentecostes (Atos cap. 2). Como consequência de sua experiência, foi expulso da paróquia de Los Angeles onde havia se tornado pastor. Na procura de um lugar para continuar seu trabalho, ele fundou sua igreja no ano de 1906 em Los Angeles, localizada na Azusa Street (Rua Azusa) nº 312, e incluiu suas crenças doutrinárias ali. (Atos cap. 2). [pt.wikipedia.org/wiki/William_Seymour - 21k pesquisa dia 28/11/2008].

[...] O avivamento da Rua Azusa durou apenas três anos, mas foi instrumental na criação do movimento Pentecostal, que é o maior segmento da igreja evangélica hoje. William H. Durham recebeu seu batismo no Espírito Santo em Azusa, formando missionários na sua igreja em Chicago, como E. N. Bell (fundador da Assembléia de Deus dos EUA), Daniel Berg e (fundador da Assembléia de Deus no Brasil) e Luigi Francescon (fundador da Congregação Cristã no Brasil).[ Azusa Street & Beyond por Grant McClung].

Do avivamento da rua azusa, em primeiro de Janeiro de 1910 rumo ao Brasil o italiano Loius Franscesco, sua esposa e amigos fundaram duas igrejas pentecostais da américa latina, Assembléia Cristã na Argentina e a Congregação Cristã no Brasil.

Também da rua azusa para o Brasil os missionários batistas os suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren, que fundaram no ano de 1911 a Assembléia de Deus, hoje o maior movimento pentecostal do mundo.

Em 2011 a Congregação Cristã e a Igreja Assembléia de Deus completaram 100 anos no Brasil.
Da rua azusa, os três missionários fundaram juntos as primeiras igrejas pentecostais da América do sul. Disponível: [Wikipédia, a enciclopédia livre. William Joseph Seymour. http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Seymour acesso dia 07/08/20012].

Notemos na foto acima que as roupas do pastor William Seymour sofreram pequenas modificações comparadas aos nossos dias. O tecido hoje é um dos melhores, veio também o uso da gravata que é apenas um acessório.

As barreiras, discriminações raciais que o pastor Seymour enfrentou para iniciar o movimento pentecostal, foram derrubadas, porém, outras barreiras foram aparecendo no meio do caminho evangélico.

Na igreja primitiva o diabo usou as torturas e arenas para os cristãos desistirem da fé. Na idade média ele usou as heresias e desvio doutrinário. Nos dias Seymour ele usou o racismo e também homens que o tacharam de herético. Embora o diabo seja o propagador das heresias em todo o nosso planeta, aqui no Brasil ele dissemina um evangelho desprovido da graça de Deus através dos usos e costumes radicais, ou seja, ele usa as tradições humanas como meio de salvação transformando o evangelho de Cristo num evangelho anátema (Gl 1.8).

Concernente a usos e costumes, jamais poderá criar um modelo bíblico no tempo da graça, pois nem Jesus fez isso. Sempre vai existir controvérsia, pois o ministro que fixa seus olhares para aparência e o manequim das pessoas acaba perdendo o brilho do verdadeiro evangelho.

Muitos confundem santidade com exterioridade. Se um pastor estiver com barba, cavanhaque ou bigode é para muitos um falso pastor. Deus não nos julga pela exterioridade ou pelo figurino. Para Samuel disse o Senhor Deus: Tu vês o exterior, mas eu vejo o coração.

Devido certos costumes habituais inserido na igreja, muitos não podem cultuar ao Senhor. Não conseguem abrir o entendimento e compreender que Deus está mais interessado com o homem interior do que com barba.

Alguém poderia citar uma passagem bíblica que proíbe o uso da barba ou de bigode para homens?

Certo costume que deveriam ser restritos, opcional, passa ser uma lei. E isso gera divisões no meio cristão.

1.      Modernidade é realmente pecado?

“Mas, se vocês tratam as pessoas pela aparência, estão pecando, e a lei os condena como culpados” (Tg 1.9).

Usar certas frases e dizer que o cristão não pode andar na moda, primeiro devemos saber o que é realmente moda. Moda significa costume e provém do latim modus. É composto pó diversos estilos que podem ter sido influenciado pela cultura, de cada país. Moda é como a gente apresenta-se, para as outras pessoas. Isso inclui roupas (ternos, camisa, calça, gravata, sapatos, chapéus, meia, cinta, fivela...). È, ainda, o jeito como você usa seus óculos, corta, pinta ou penteia seus cabelos.

A moda é tudo isso e junta e se compõe em você, em cada um de nós. Ela varia de região para região, de país para país. Por exemplo, na Escócia os homens andam de saia, na África os homens andam de vestidões, no sul os gaúchos andam de bombachas e os políticos e pastores de ternos, etc.

Jesus Cristo nunca usou paletó e gravata. Era uma pessoa comum, ou seja, se vestia de modo semelhante aos demais, a ponto de Judas precisar beijá-lo para identificá-lo. Paletó e gravata não podem ser adotados como roupas de santos. Em primeiro lugar, é uma roupa utilizada em solenidade em ocasiões sociais por autoridades políticas, religiosas e pessoas da sociedade. Portanto, não se pode atribuir paletó e a gravata uma exclusividade, ou um requisito de quem é crente, pois é um traje social, de uso comum de todas as pessoas da sociedade.

Moda dos tempos de Jesus era diferente com as de hoje. Jesus usava vestidões, e nós usamos calças compridas. Ninguém consegue viver neste mundo sem estar na moda, ou seja, seu jeito de vestir. O que realmente precisamos entender é que todos acompanham a moda e a cultura da época. Entretanto, o que for extravagante, principalmente sensual, deve ser corrigido e ensinado pela Palavra de Deus sem usar o radical e o autoritarismo.

Alguns classificam o pecado de forma errada e até pensam que a modernidade é pecado e até mesmo nos usos e costumes.

A história geral de nosso mundo está dividida em: História Antiga, Medieval, Contemporânea, Moderna, e Pós-Moderna. Em cada época os homens tinham seus usos e costumes próprios. Com a evolução dos tempos chegamos à história moderna.

A Era Moderna, por exemplo, teve como característica o avanço do conhecimento humano, o advento da industrialização, a predominância da luta ideológica, a expansão da fé cristã ao redor do mundo, a proliferação das seitas e a aceitação das religiões orientais pelo ocidente.

A Era Pós-Moderna trata da atualidade, dos homens de hoje. Modernizar é tornar atual, acomodar os usos modernos. A modernização pode ser na área social e tecnológica. Tecnologia trata da área da ciência, arte, indústria, aeronáutica etc. Social é o modo de viver em sociedade. Com as novas tecnologias o homem vem se desenvolvendo e acompanhando as invenções humanas. O profeta Daniel prediz que nos últimos dias a ciência se multiplicaria (Dn 12.4).

Com o passar dos tempos; os cristãos e não cristãos tornaram-se modernos nas áreas: social, engenharia, saúde, energia, agricultura, genética, etc.

Nos tempos de Jesus e dos apóstolos os homens usavam vestidos, ceroulas, turbantes, véus, calções etc. Hoje com o aperfeiçoamento tecnológico as roupas foram sendo produzidas de acordo com o clima de cada lugar. Ex: É impossível no Pólo Norte, que tem frio intenso, usar crepe ou outros tecidos finos, com certeza morreria de frio, assim como nós brasileiros, que temos clima tropical, usarmos peles ou lãs o ano inteiro, além de inconveniente, ficaríamos doentes. Para o cristão tudo isto é bom e agradável e aprovado pelo Criador, pois é ele que dá a sabedoria para todos os seres humanos.

Usar computador, internet, celular, iPhone, carro, roupas de acordo com a estação é bom e não desagradam a Deus. A modernização tem ajudado nossos pregadores a propagar o evangelho ao mundo inteiro através dos meios de comunicação como rádio, jornal, televisão computador e internet, etc.

[....] Conforme HERMES C. Fernandes “as roupas são para o corpo. Hoje são novas, amanhã envelhecem, hoje estão na moda, amanhã serão consideradas antiquadas. Como tais, devem estar sempre bem apresentáveis, lavadas, passadas, e cheirosas. Porém, não são insubstituíveis. Como bem sinaliza Jesus, o corpo é muito mais do que as vestes. Ainda que as vestes resplandeçam com a glória do Corpo, como aconteceu na Transfiguração, não deixarão de ser apenas roupas. Mas o Corpo tem glória permanente” [Disponível: http://www.hermesfernandes.com/2010/05/estaria-igreja-em-estado-terminal.html].

Já ouvi pregadores dizer que o cristão não deve ser moderno, mas deve ser quadrado porque o céu é quadrado. Ora, se nós crentes da atualidade não podemos ser modernos então não podemos andar com os melhores carros e camionetas modernas e do ano, e as melhores roupas. E aqueles pastores que pregam pelo Brasil e até fora dele devem andar de ônibus e de navio e não de avião! Se não podemos ser modernos, então não podemos ter computadores e usar celular em nossas igrejas, devemos voltar ao tempo antigo e usar as máquinas de datilografia. Mas, não é isso que acontece, todos querem estar bem e tudo isso é bom e agradável. Jesus foi moderno na sua época andou com o melhor veículo: uma jumenta que ainda não tinha sido montada. Agora usar certas frases dizendo que o crente não pode ser moderno para levar a Igreja de Cristo para o farisaísmo é perigoso demais. Pois os fariseus não irão poder entrar no céu, porque lá tudo é moderno e luxuoso. As ruas são de ouro, os muros de cristais e de jaspe e a riqueza que existe lá são incalculáveis. Como um fariseu quadrado e radical poderá entrar lá?

Podemos ver que os hábitos e costumes mudaram com o passar dos tempos, acompanhando a modernidade sem sequer desagradar a Deus. A modernidade não afeta a santidade de um cristão. Pecado como já vimos é ferir a santidade de Deus. O que feriu a santidade divina na idade antiga e o que fere hoje não é a modernização, mas o pecado e suas concupiscências. Os desejos carnais como: imoralidades, sensualidades, luxúrias e avareza, transgridem a lei moral instituída por Deus (1ª Jo 2.16; Gl 5.19-21).

Para muitos, o pecado é a desobediência das tradições e costumes adotados pelas denominações (as regras que podem e que não podem ser feitas ou usadas).

O que levou Eva a pecar no Jardim do Éden, foi “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida”. A Bíblia diz que: “Vendo a mulher que a árvore era boa para comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto, comeu e deu também ao seu marido” (Gn 23.6).

E no palácio do rei Davi o que fez com que o rei pecasse? A concupiscência dos olhos, a ociosidade e a concupiscência da carne (2º Samuel 11.1-5).

Quando uma pessoa está na ociosidade, que também é pecado, e deixa que os outros façam suas obrigações, passando o seu tempo a dormir e passear começa ver coisas que não devem ser vistas, a cobiçar coisas proibidas, conforme a determinação de Deus em Êxodo 20.17.

Davi era o rei da nação de Israel, já era casado, o seu exercito estava em guerra, mas ele estava dormindo e quando acordou muito despreocupado com sua responsabilidade e saiu até a sacada olhando para uma mulher casada e fez com que ela viesse à sua presença e deitou-se com ela, cometeu adultério.

O que levou Lúcifer a pecar contra Deus? Estava no paraíso, numa terra coberta de ouro e pedras preciosas e era o ser mais perfeito em sabedoria! Afirmo que foi a soberba (Ez 28.119; Is 14.11-15).

O pecado de Adão e Eva, o rei Davi e do próprio Lúcifer, e muitos outros que a Bíblia relata, não são de usos e costumes, mas da concupiscência da carne, da concupiscência dos olhos e da soberba da vida (1ª Jo 2.16). A Bíblia nunca tratou de pecado os usos e costumes. Nem Jesus e nem os apóstolos. Mas, de onde vem este monte de proibições? Dos falsos pregadores que torcem as Escrituras para sua própria condenação.

Quando não entendemos as coisas espirituais é porque ainda somos meninos. E isto aconteceu com a igreja de Corinto, quando Paulo escreve no capítulo três dizendo:

“Eu, porém, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, e sim como a carnais, como a crianças em Cristo. leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido; porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Porquanto, havendo entre vós ciúmes e contendas, não é assim que sois carnais e andais segundo o homem? (1ª Co 3.1-3).

Carnais (gr sakinois). “Humanos” – crianças na fé, imaturos e não tinham estrutura espiritual suficiente para entenderem os mistérios de Deus.

2.      Tais costumes possuem nos traz santificação?

Nenhuma e, infelizmente, estimulam a hipocrisia. Exteriormente há dois tipos de crentes: os que se fantasiam de crentes para poder ir a Igreja, atendendo aos ditames da instituição; além desses, há os que também se fantasiam apenas para irem a igreja mas ao saírem dela, imediatamente tiram a fantasia e vivem como se não houvesse conduta alguma a ser obedecida.

O que é mais eficaz na vida do cristão: o ensino do texto bíblico e o cumprimento do mesmo pelo fiel ou a imposição institucional dos costumes religiosos? Indubitavelmente, somente a Palavra tem poder para transformar. As regras sociais ou normas institucionais, por melhor propósito que tenham, não têm o poder de transformar o ser humano. Infalivelmente, só a Palavra o conduz ao senhorio de Cristo.

Um dos objetivos da igreja é ensinar. Ensinar a gloriosa Palavra de Deus genuína, ensinar que o cristão precisa sim ser transformado por ela, ensinar o rebanho a crescer na graça, no conhecimento, ser liberto das corrupções deste mundo, se tornar uma nova criação em Cristo, um imitador de Cristo e certamente seria muito mais proveitoso para a fé, a fim de que o fiel produza frutos bons.

[....] No Brasil, existe diversidade de costumes, mas infelizmente quando inserido no seio da igreja como doutrina, traz divisão. As pessoas, em vez de abrirem mão daquilo que não é essencial, que não faz parte da doutrina bíblica, passam a defender seus costumes e tradições, como se fosse padrão de santidade como padrão de espiritualidade.

O Espírito de Deus não se deixa limitar por costumes. Ele age no mundo inteiro e quer nos usar. Precisamos ter a visão do reino e os padrões do reino que são: “amor, santidade, justiça”. Muitos pregadores estão com seus ministérios infrutíferos porque ainda não adquiriram a visão do reino. As pessoas passam a exigir que os outros tenham o mesmo comportamento, os mesmos costumes. E isso nós denominamos como Normose - uma doença, um câncer que coroe. Muitos crentes que adquiriram esta doença na sua caminha de fé precisam de um tratamento, e somente um estudo correto das Escrituras poderá curá-los, ou morreram raquíticos [LINHARES. Usos e costumes. P. 51-52].

Pr. Elias Ribas
Igreja Ev. Assembléia de Deus
Blumenau SC.


FONTE DE PESQUISA

1. COROBIM Antonio Luiz. Uma análise dos usos e costumes. Disponível em: http://www.teologica.br/theo_new/files/TCC_Antonio_Corobim.pdf acesso em 07/08/2012.
2. COUTO, Geremias do. E agora, como viveremos? Lições Bíblicas, p. 39, 4º trimestre de 2005.CPAD. Rio de Janeiro.
3. EZEQUIAS SOARES. Manual do Obreiro, ano 22 – nº 11 - 2000. P. 55. CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
4. GILBERTO Antônio- Livreto Usos e costumes.
5. GILBERTO Antônio. Mensageiro da Paz ano 2004. CPAD. Rio de Janeiro.
6. HERMES C. Fernandes. Cristianismo Subversivo. http://www.hermesfernandes.com/2010/05/estaria-igreja-em-estado-terminal.html acesso dia 14/09/2012.
7. JOSÉ APOLÔNIO. Revista Obreiro, Ano 23, nº 14. Editora CPAD, Rio de Janeiro RJ.
8. LINHARES JORGE. Usos e Costumes. 1º Edição 2001. Editora Gestêmani Ltda. Belo Horizonte MG.
9. OLIVEIRA Jorge Vaz de. Revista Obreiro, ano 16, nº 68, outubro de 1995. Editora CPAD, Rio de Janeiro RJ.
10. Revista Obreiro - ano 22, nº 11, p. 55. Editora CPAD. Rio de Janeiro - RJ.
11 Revista Obreiro, Ano 16, nº 65, abril e maio de 1995. Editora CPAD. Rio de Janeiro - RJ.
11. Wikipédia, a enciclopédia livre. William Joseph Seymour. http://pt.wikipedia.org/wiki/William_Seymour acesso dia 07/08/20012.