TEOLOGIA EM FOCO

quarta-feira, 18 de março de 2015

AS DUAS TESTEMUNHAS NA GRANDE TRIBULAÇÃO

Depois dos acontecimentos exibidos pelo toque da 6ª trombeta, antes de se iniciar o toque da 7ª trombeta, Deus faz uma pausa na história dos acontecimentos para enviar a terra às duas testemunhas que irão pregar a Sua Palavra em Jerusalém.

Quando o Anticristo estará no seu apogeu de domínio e força e todo Israel apóstata curvado perante ele, seguido dos povos gentios habitantes de toda terra, então aparecerá em Jerusalém duas grandes testemunhas. Deus enviá-lo-as para anunciar o evangelho do Reino de Cristo e profetizar a respeito do futuro. Terão grande poder sobrenatural (Ap 11.1-14). Essas testemunhas do Senhor irão pregar num período de 1.260 dias (que são três anos e meio). Vestidos se saco: “Darei às minhas duas testemunhas que profetizem por mil duzentos e sessenta dias, vestidas de pano de saco” (Ap 11.3).

O Evangelho do Reino começou a ser pregado por João Batista, que estava preparando o caminho do Senhor Jesus, e ainda será pregado na grande tribulação pelas duas testemunhas procurando converter o coração dos pais aos filhos (Ml 4.6). Este evangelho é o mesmo que João Batista pregava na primeira vinda de Cristo, há quase dois mil anos dizendo: “arrependei-vos porque é chegado o reino de Deus” (Mt 3.2), este não é o mesmo evangelho que pregamos nos dias de hoje, existem duas formas de pregar o evangelho:

1.      O Evangelho da graça (Mc 16.15): O Evangelho que é pregado hoje para a salvação.
2.      O Evangelho do Reino (Mt 24.14): As duas testemunhas irão pregar na grande tribulação.

Enquanto o falso profeta estará apresentado Anticristo ao mundo como o verdadeiro messias, as duas testemunhas irão pregar que o reino de Cristo está próximo e Ele virá com poder e grande glória para reinar por mil anos e isto irá acontecer no mundo todo, e assim aqueles que aceitarem esta palavra serão mortos pelo Anticristo por aceitarem o Reino de Cristo no milênio.

“Se alguém pretende causar-lhes dano, sai fogo da sua boca e devora os inimigos; sim, se alguém pretender causar-lhes dano, certamente, deve morrer. Elas têm autoridade para fechar o céu, para que não chova durante os dias em que profetizarem. Têm autoridade também sobre as águas, para convertê-las em sangue, bem como para ferir a terra com toda sorte de flagelos, tantas vezes quantas quiserem” (Ap 11.5-6).

Como Moisés no Egito as duas testemunhas serão revestidos de poder e autoridade pelo Espírito Santo para pregar o evangelho e advertir a nação de Israel e também as demais nações contra o governo do Anticristo. São servos que receberão o dom de maravilha (1ª Co 12.9-10) para enfrentar o império anticristão.

Durante a Grande Tribulação, Israel e a Cidade Santa (Jerusalém), serão oprimidas pelos gentios e sofrerão grandemente num período de três anos e meio (42 meses), Israel será severamente atingida pelas mensagens, que mostra a rejeição que eles fizeram a Jesus de Nazaré, o verdadeiro Messias. Entretanto o livramento do povo judeu virá somente no final da Grande Tribulação, quando estiverem cercados pelos exércitos do Anticristo, nesse dia Israel clamará e o Senhor os ouvirá.

                    I.             QUEM SÃO AS DUAS TESTEMUNHAS?  (Ap 11.3-14).

Uma das perguntas polemica do apocalipse é: Quem são as “Duas Testemunhas”. Há neste texto Bíblico, muitas divergências teológicas, para saber com precisão quem serão as duas testemunhas.

Alguns pensam em dois profetas: Elias e Moisés com o poder que exerceram ninguém poderia tocá-los e porque apareceram na transfiguração com Jesus. Outros acham que seria Enoque por que foi
arrebatado para Deus e precisa voltar para morrer. Entretanto não será Moisés, Elias, Enoque ou outro personagem bíblico. Muitos usam a referência de Malaquias 4.5, onde diz que Elias virá antes do grande dia do Senhor. A referência de Malaquias já se cumpriu na vida e João Batista o precursor do Messias. Ele veio para pregar o evangelho do reino.

Na transfiguração apareceram Moisés e Elias, todavia Moisés representa a lei, Elias os profetas e Jesus a graça. Não temos nem um parâmetro bíblico para afirmar que são eles.

Também não será Enoque porque em Hebreus 11.5 a Bíblia diz: “Pela fé, Enoque foi trasladado para não ver a morte”. Portanto se Enoque foi translado para não ver a morte então não será ele.

Elias e Enoque foram arrebatados para céu. Dizer que eles voltariam porque não morreram estaríamos fazendo uma interpretação errônea. Primeiro: Carne e sangue não herdam o Reino de Deus. Segundo: Eles tipificam a Igreja de Cristo. Terceiro: foram transformados e arrebatados. Elias deixou cair sua capa (2ª 2.12-14), simbolizando que despiu-se dos seus andrajos humanos. O que vai acontecer com o arrebatamento ou a transladação da Igreja é a mesma coisa. Todos os crentes fiéis serão tomados pelo Espírito Santo e elevados aos céus. No momento de serem tomados (num abrir e fechar de olhos) serão transformados, isto é, deixaram os seus andrajos e serão capacitados de entrarem no céu, diante do Trono de Deus, sem mais a necessidade de morrer.

Será que Elias precisa morrer? Será que os vivos no arrebatamento da Igreja precisaram morrer primeiro. Não! Os mortos ressuscitarão primeiro e depois nós, os que estivermos vivos, seremos transformados num corpo glorificado e levados nas nuvens, junto com eles, para nos encontrarmos com o Senhor nos ares (1ª Ts 4.16-17).

                        II.      QUEM SÃO AS DUAS OLIVEIRAS?

“São estas as duas Oliveiras (testemunhas), e os dois candeeiros que se acham em pé diante do Senhor da terra” (Ap 11.4).

“Junto a este, duas Oliveiras...”. Quando estudamos a luz da hermenêutica podemos ter uma ideia de quem serão as duas testemunhas comparando com o profeta Zacarias.

“E disse-me: Que vês? E eu disse: Olho, e eis que vejo um castiçal todo de ouro, e um vaso de azeite no seu topo, com as suas sete lâmpadas; e sete canudos, um para cada uma das lâmpadas que estão no seu topo. E, por cima dele, duas oliveiras, uma à direita do vaso de azeite, e outra à sua esquerda. E respondi, dizendo ao anjo que falava comigo: Senhor meu, que é isto?” (Zc 4.3-4).

Não sabendo responder o significado da revelação o anjo que continua lhe perguntando e lhe explicando:

“Que são as duas oliveiras à direita e à esquerda do castiçal? E, respondendo-lhe outra vez, disse: Que são aqueles dois ramos de oliveira, que estão junto aos dois tubos de ouro, e que vertem de si azeite dourado? E ele me falou, dizendo: Não sabes tu o que é isto? E eu disse: Não, senhor meu. Então ele disse: Estes são os dois ungidos, que estão diante do Senhor de toda a terra” (Zc 4.11-14).

As duas Oliveiras falam da autoridade real e sacerdotal. Através destas formas ou meios, Deus manifestou Seus dons graciosos ao Seu povo. “Os dois ungidos” nesta visão representam a Josué e Zorobabel (conf. Zc 3.1; 4.9). Josué era o sumo sacerdote e Zorobabel o herdeiro do trono Judá (1º Cr 3.17-19). Zorobabel era no seu tempo representante da monarquia de Davi (Ag 2.20-23), e está na linhagem direta de Cristo (Mt 1.12). Foi nomeado por Ciro rei da Pérsia para ser o condutor do e governador do povo Judeu no regresso para Judá (Ed 1.8; cap. 11; 5.11-14).

Portanto as duas oliveira nesta revelação dada a Zacarias são Josué e Zorobabel uma autoridade política e outra religiosa nos dias deste profeta!

Porém na Grande Tribulação as duas testemunha tipificam duas autoridades (política e religiosa da nação israelita) na época em que o Anticristo estiver governando a terra. Eles serão escolhidos por Deus para realizar a Sua obra nesse período de engano. Portanto, não será nenhum personagem bíblico do V.T., ou seja, nem Josué, Zorobabel outro. Eles apenas tipificam as duas testemunhas.

              III.             O QUE ACONTECERÁ COM AS DUAS TESTEMUNHAS?

Quando terminarem de realizar a obra a que foram designados por Deus, o Anticristo fará guerra e morrerão na praça da cidade, e depois de três dias e meio o Senhor ressuscitará e subirão ao céu numa nuvem diante dos olhos de todos (Ap 11.6-12) até que os dias da tribulação se completem.

“E naquela mesma hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram muito atemorizados, e deram glória ao Deus do céu” (Ap 11.13).

Depois do arrebatamento das duas testemunhas haverá um grande terremoto e a décima parte da cidade (Jerusalém) será destruída e morrerão sete mil pessoas. Após o julgamento divino, o remanescente de Israel aceitará a mensagem das duas testemunhas e dará glória a Deus.



Pr. Elias Ribas

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