TEOLOGIA EM FOCO

terça-feira, 17 de setembro de 2013

A CONTRADITÓRIA IGREJA MESSIÂNICA

 

Em termos bíblicos, a Igreja Messiânica nada tem a ver com a Igreja do Novo Testamento, nem com o seu Messias e Salvador, o Senhor Jesus Cristo. O título dessa igreja já é contraditória em si.  Ela não é igreja porque não tem Cristo como sua cabeça, e não é messiânica porque não tem o Messias de Deus como seu Salvador e Rei. Os messiânicos afirmam que como igreja, conseguirão mudar os rumos da humanidade levando o nosso planeta a ser o verdadeiro “Paraíso Celestial”.



I.     HISTÓRIA E OBJETIVOS

A Igreja Messiânica é de origem japonesa. O seu fundador Mokiti Okada, hoje chamado por seus adeptos MEISHU-SAMA (Senhor da Luz). Ele iniciou-se no Budismo, e daí partiu para a fundação dessa igreja que adota princípios budistas e também um pequeno percentual de princípios cristãos ou parecidos.

Com sua sede geral na cidade de Atami, no Japão, A Igreja Messiânica Mundial começou a se espalhar pelo mundo. A sua liderança tem sido sustentada pela família Okada, sucedendo-se diretamente: pai, mãe e atualmente a terceira filha do casal, conhecida e adorada por seus adeptos como KYOSHUSAMÁ (Mestre que ensina a Luz).

Apesar dessa religião ter começado na década de 1930, somente em 1947 foi autorizada a funcionar pelas autoridades japonesas.  Seu objetivo é estabelecer o paraíso aqui na terra. No Brasil, seu início teve lugar em 1955, sendo oficializada dez anos depois.

Reuniões e ingresso na seita. Não há praticamente exigências para a admissão a não ser algumas aulas de orientação dadas pelos líderes. Os interessados, bem como os já adeptos, não precisam mudar seus hábitos, costumes, vícios, modo de vida, nem religião. É o tipo de igreja que agrada a todo mundo, algo totalmente divorciado do próprio significado do termo igreja (ekklesia: povo separado; à parte).

A Igreja Messiânica cultua as almas dos ancestrais em reuniões especiais para isso; cultua o próprio fundador, também em reuniões para isso destinadas. (Ver o repúdio divino a essas coisas em Mt 22.32; 4.4; At 10.25-26; Ap 22.8-9).

II.   CRENÇAS E DOUTRINAS ANTE A BÍBLIA

Meishu-sama.
O cognome de Mokiti Okada. Em verdade, este é o verdadeiro “Deus” dos messiânicos. Usam o nome de Deus apenas para angariar a simpatia ocidental. Não conseguem desfazer o binômio DEUS-MEISHU-SAMA.

Deus. Na Igreja Messiânica o nome de Deus é sempre associado ao do fundador dessa seita, conhecido pelo nome religioso de Meishu-Sama, que significa Senhor da Luz. Eles esposam uma forma de deísmo, em que confessam que Deus criou todas as coisas, mas que é sempre preciso um Brahma para os hindus, um Cristo para os cristãos, um Maomé para os árabes e um Meishu-Sama para os messiânicos.

A noção que eles têm de Deus é o de “energia fluida”, um termo ocultista das religiões orientais associadas ao Espiritismo. Essa energia penetra nas pessoas e as leva ao melhoramento gradual, dependendo da qualidade dessa energia. 

Não é isso que Deus revelou nas Sagradas Escrituras. Deus, de fato habita nas pessoas que a Ele pertencem, espírito, alma e corpo, mediante a salvação recebida e conservada em Cristo nosso Salvador (Jo 14.23; 1ª Co 6.19; Jo 14.17).

Jesus. Como já foi dito, essa igreja é chamada messiânica, mas não conhece o Messias de Deus, o Senhor Jesus Cristo, nem ao menos o menciona. Essa Igreja é suficiente em si mesma para transformar a humanidade sem Jesus, inclusive estabelecer aqui o “Paraíso de Deus”. Ver o que a Bíblia diz de Jesus em 1ª Jo 5.22,23; Jo 15.5; 5.23; 14.6; 3.35; Sl 2.12; Fp 2.9-11.

A Igreja Messiânica está em pior situação diante de Deus do que a Laodicéia, que antes conhecera Jesus, agora estava morna e Jesus estava fora (Ap 3.16, 20). Os messiânicos nunca tiveram Jesus em sua igreja. Eles endeusam mesmo é o seu fundador e mentor espiritual, hoje falecido (Meish-Sama) e sucedido por uma filha.

A purificação pela “luz divina”.
Esta doutrina prega que todo sofrimento, que seja mental, físico ou espiritual, tem uma causa espiritual. Deus é a causa de todas as coisas, permite então as dificuldades e sofrimentos para que o indivíduo possa livrar-se de seus pecados. Assim, um verdadeiro messiânico jamais deverá queixar-se de sua sorte, pois ela é uma oportunidade para sua purificação espiritual (Sl 119.9; 1ª Jo 1.7; 3.3).

É aqui que os messiânicos angariam muitos simpatizantes e adeptos. Trata-se de um ritual, sem qualquer base em doutrina bíblica, em que a “luz divina” penetra as pessoas e produz sua cura interior, libertando-as de ansiedade, nervosismo, tensão, confusão mental, sentimento de culpa, angústia, mágoas e aflições causadas por sofrimentos recebidos, e também herdados pelos seus antepassados durante uma das reencarnações anteriores que a pessoa teve. É, portanto uma religião disfarçadamente vinculada ao Espiritismo.

A essa cerimônia eles chamam jorei. Colocam a palma da mão sobre as pessoas, crendo que com este ato estão liberando energia divina sobre elas. Essa energia afasta todo mal dessas pessoas, ficando então “purificadas”.

Com o rito do jorei as pessoas são curadas. A “luz divina” que pode curar a pessoa integralmente vem de Deus através de Meishu-Suma. As publicações dessa igreja divulgam essas curas para motivarem outros a buscá-las, mas nenhuma glória é tributada a Deus.

A. Trata-se aí da falsa luz que Jesus falou em Mt 6.23, “luz que são trevas”. “O próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (2ª Co 11.14). Como um anjo para abençoar e uma luz para guiar, porém, tudo falso! A verdadeira luz é o Cristo da Bíblia: Jo 1.9; 8.12. Uma das primeiras coisas que o Senhor fez na criação foi separa a luz das trevas (Gn 1.4), e, Jesus como a luz do mundo, nele não há trevas nenhuma (1ª Jo 1.6). Não é o caso dos messiânicos, que falam em “luz divina” e caminha nas trevas.

B. Quanto à purificação Só o sangue de eficaz de Jesus nos purifica do pecado e de todo outro mal (Hb 9.14; 1ª Jo 1.7,9; Ap 1.5; 22.14). Nem “luz divina”, nem igreja, homens, medalha milagrosa, imposição de mãos, palavras místicas, orações, podem nos purificar do pecado, (ver Jó 14.4; Jr 2.22).

C. Quanto às curas dos messiânicos. Milagres não são provas bíblicas de que alguém anda na verdade; provas são frutos. Jesus não disse: Pelos milagres conhecereis, mas, “pelos frutos” (Mt 7.16). Satanás também opera milagres, limitados ao seu poder, para promover-se e enganar (Êx 7.22,23; 24.24; 2ª Ts 3.9; Ap 13.13,14). É pela pregação da palavra que o povo se salva; não por milagres.

Ohikari.
É uma espécie de amuleto, antigamente em forma de um saquinho de pano, hoje na forma de uma medalha dourada, que a pessoa leva junto ao peito, pendurada por um cordão de ouro ou mesmo um barbante. Entende-se que aquela medalha (ou saquinho de pano) é o sagrado ponto focal através do qual se canaliza a luz de Deus e Meishu-Sama, seu fundador. A verdadeira luz é manifestada através da obra de Jesus Cristo.

Refutação.Vejamos o que Jesus diz: Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. (João 12.46).

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (João 8.12).

“É proibido proibir”. Este é o lema dos messiânicos.
O lema do messianismo equivale à falsa liberdade, que termina em escravidão, como vemos em 2ª Pe 2.19.

Arão por pouco tempo adotou o sistema “messiânico” de liberdade sem lei e veio o colapso moral do povo de Israel, conforme lemos em Êx 32.7, 19, 28. No juízo que se seguiu, morreram uns 3.000 homens. Mas o v. 25 nos dá a chave dessa derrota: “O povo estava desenfreado, pois Arão o deixou à solta” (versão Almeida Atualizada).

Quem quiser andar com Deus e pertencer ao seu povo, precisa entender de uma vez por todas que não é apenas a porta de entrada da salvação que é estreita; o caminho da salvação a ser seguido é também estreito (Mt 7.14).

O paraíso terreno dos messiânicos.

O messianismo apregoa que uma nova ordem universal está para começar. Será uma era de felicidade, com paz, saúde e igualdade de condições para todos. A Igreja Messiânica é portadora dessa revelação. Nessa era de delícias a natureza atingirá o seu devido esplendor, e, as artes também, como expressão do bom e do belo.

Não haverá orgulho, cobiça, intrigas, tristezas, nem injustiça. É pura fantasia deles.
Trata-se aqui de algo parecido com o reino milenial de Cristo sobre a terra, de que nos fala a Bíblia, preparando o mundo para o reino eterno de Deus, quando então haverá novos céus e nova terra 1ª Co 15.28-29; Ap 21.2; 2ª Pe 3.13. Este paraíso dos messiânicos é mais uma deslavada mentira de Satanás. (Ver Jo 3.27).

Seguir de fato a Cristo significa renunciar a tudo mais que contrarie sua vontade (Lc 5.1; 18.28; Fp 3.7). Quem de fato está seguindo a Cristo não vive na prática de pecado conhecido (1ª Jo 3.9).

O pior dos enganos em que vivem os messiânicos, mesmo sendo cidadãos exemplares, benfeitores, sinceros e honestos, é crer que pela purificação do jorei alcançam a perfeição e a salvação, e não através da redenção pelo precioso sangue de Jesus.

O Espírito Santo.
Os messiânicos desconhecem o Espírito Santo. Aliás, todos os valores cristãos e bíblicos não constam da fé messiânica. Como já dissemos, a Igreja Messiânica Mundial nada tem a ver, sob qualquer aspecto, com a revelação de Deus, a Bíblia Sagrada (1ª Jo 5.6b).

O grande e rápido desenvolvimento dos messiânicos deve-se ao facilismo que pregam e, sobretudo, à falta de exigências para que os adeptos mudem ou deixem seus costumes, vícios e a própria religião. Pregam uma religião onde só se recebe e a única coisa que realmente deve ser dada são as ofertas voluntárias.

Este é o tipo de religião que agrada, porém choca-se literalmente com as palavras de Jesus: “E todo aquele que tiver deixado casas, ou irmãos, ou irmãs, ou pai ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por causa do meu nome, receberá a vida eterna” (Mt 19.29). 

FONTE DE PESQUISA 

1.      BÍBLIA EXPLICADA, S.E.McNair, 4ª Edição, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
2.      BÍBLIA PENTECOSTAL, Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida, Edição 1995, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
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4.      BÍBLIA DE ESTUDO PLENITUDE, Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida, 1995, Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, SP.
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7.      DELVACYR BASTOS, seitas e heresias, Escola Teológica Filadélfia, Cascavel PR, Email - prdelvacyr@hotmail.com.
8.      ELIENAL CABRAL, lições bíblicas, 1º trimestre 2007, Ed. CPAD, Rio de Janeiro RJ.
9.      ELINALDO RENOVATO DE LIMA, lições bíblicas, 3º trimestre 2004, Ed. CPAD, Rio de Janeiro RJ.
10.  ELINALDO RENOVATO DE LIMA, lições bíblicas, 4º trimestre 1991, Ed. CPAD, Rio de Janeiro RJ.
11.  ELIEZER LIRA, lições bíblicas, 1º trimestre de 2006, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
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13.   EZEQUIAS SOARES, lições bíblicas, 2ª trimestre de 2006, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
14.  JOSÉ ELIAS CROCE, Lições bíblicas, 1º trimestre 2000, Ed. Betel.
15.  JOHN LANDERS, Religiões mundiais, Juerp, Rio de Janeiro, 3ª Edição, 1994.
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18.  RELIGIÕES MUNDIAIS, Seminário Teológico AMID, Cascavel, PR - e-mail: se.amid@hotmail.com
19.  SEITAS E HERESIAS, Escola de educação teológica Elohim, São Paulo, SP.
20.  SÉRIE APOLOGÉTICA, ICP, Volomes I ao VI, Instituto Cristã de Pesquisa, Site, www.icp.com.br
21.  SEITAS E HERESIAS, SEAMID, Cascavel – PR, se.amid@hotmail.com