TEOLOGIA EM FOCO

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A IMPORTÂNCIA DA PREGAÇÃO DO EVANGELHO

Quando avalio a responsabilidade da Igreja na evangelização do mundo e no significado da cruz, lembro o apóstolo Paulo que tinha estes dois temas como o ponto central da sua mensagem evangelística.

Outro dia, lendo um texto que relata uma palestra realizada num antigo Congresso Internacional de Evangelização Mundial, promovido em Lausanne, Suíça, em 1974, pelo bispo cristão- anglicano Festo Kivengere, falecido em 1988, considerado o Billy Graham da África, achei interessante quando ele destacou seis aspectos práticos da cruz de Cristo na pregação da poderosa mensagem de Deus para a salvação do homem:

1. A cruz é a mensagem de evangelização: toda a fé cristã converge para o amor de Deus demonstrado no Calvário.

2. A cruz é a força motivadora da evangelização: nela se concretiza a vontade de Deus para salvar os perdidos, a fim de que todos possam conhecer seu maravilhoso amor.

3. A cruz é a inspiração da evangelização: o amor de Deus demonstrado na cruz vale sempre como fonte inspiradora dos crentes para a proclamação do evangelho.

4. A cruz é o preço da evangelização: basta o fato de que Cristo "esvaziou-se" de toda sua glória para trazer as boas-novas de salvação à humanidade para que também estejamos prontos a pagar um preço pela evangelização no mundo.

5. A cruz é a força da unificação da evangelização: por ela somos constrangidos a manter a unidade da igreja e o amor fraternal para a realização da obra de evangelização no mundo.

6. A cruz é a força atrativa da evangelização: é o amor do Cristo crucificado que transforma vidas, quebranta corações e atrai os homens para Deus.

A declaração de Paulo em 1ª Co 1.17 é muito importante: "Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho". Pregar o evangelho, significa levar as boas novas aos outros, isto é, as mesmas novas trazidas por Jesus Cristo. Como Ele disse: "Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós" (Jo 20.21). Paulo confessa ter sido escolhido por Deus nesse divino propósito e, por isso, considera a evangelização sua principal tarefa como servo do Senhor. Não quer dizer que Paulo jamais tenha batizado alguém ou que se recusasse a fazê-lo porque ele mesmo enumera em 1ª Co 1.14-16, quantos batizou e declara que nem sabe se batizou mais pessoas. Ele não menospreza a importância do batismo como ordenança do Senhor, mas estabelece a pregação do evangelho como elemento primordial do seu ministério. Paulo não quis colocar o batismo no mesmo nível da pregação, mas quis dizer que a pregação do evangelho precede o batismo. Era um homem com sincera paixão pelas almas perdidas e não se deixava envaidecer pelos resultados do seu trabalho.

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