TEOLOGIA EM FOCO: abril 2026

segunda-feira, 6 de abril de 2026

A ORAÇÃO DE DANIEL

 


Daniel 9.1-6 No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus. 2 No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos. 3 E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. 4 E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos. 5 Pecamos, e cometemos iniquidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos. 6 E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra. 

INTRODUÇÃO:

Daniel 9 é um capítulo que destaca a profunda oração de arrependimento de Daniel e as profecias que Deus revela a ele sobre a restauração de Israel. 

Daniel foi um jovem que foi levado cativo de Jerusalém para a Babilônia. 

Ele viveu na mesma época de gigantes espirituais como Jeremias e Ezequiel, que certamente marcaram sua vida com exemplo e testemunho. 

I. O CONTEXTO HISTÓRICO DE DANIEL 

1. Autor. Daniel foi o próprio autor deste livro notável, escrito entre 606 e 536 a.C. Ele começou a registrá-lo na Babilônia e encerrou sua obra no palácio de Susã (Dn 8.2). 

2. A história. O ano era 605 a.C.,  terceiro ano do reinado de Jeoaquim em Judá, o povo de Israel foi levados cativos para a Babilônia pelo rei Nabucodosor. A cidade, muros foram e templo foram destruídos e queimados. Não foi apenas a cidade que foi tomada — até os utensílios sagrados do Templo, dedicados ao culto do Deus Vivo, foram carregados para a Babilônia.

Daniel era muito jovem tinha mais ou menos 15 anos. 

3. Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Eles são escolhidos pelo rei Nabucodonosor para serem treinados em suas cortes, um processo que incluía a instrução nas ciências e na língua babilônica. O objetivo de Nabucodonosor era, em parte, assimilar esses jovens à sua cultura e torná-los úteis ao seu império. 

4. Daniel permaneceu fiel e, todo tempo do cativeiro. Daniel decidiu de não se contaminar com as iguarias do rei, demonstrando uma profunda dependência de Deus e um compromisso inabalável com a Lei Mosaica.

A Lei de Moisés proibia o consumo de certos alimentos, especialmente aqueles que poderiam ter sido oferecidos a ídolos pagãos ou que não haviam sido preparados de acordo com as leis de pureza. Os alimentos servidos na corte babilônica provavelmente violavam essas leis. 

5. A Vitória da Fidelidade: O Resultado Surpreendente. Os dez dias passaram, e o resultado foi surpreendente. Daniel e seus três amigos não só pareciam saudáveis, mas também estavam visivelmente mais fortes e mais bem nutridos do que todos os outros jovens que comiam a comida do rei. A barba deles, os cabelos e a pele irradiavam saúde e vitalidade. 

6. Daniel é exemplo para os idosos. Mesmo em idade avançada, Daniel deu exemplo. Tinha 85 anos, quando foi convocado para interpreta a escrita na parede do palácio. 

8. Daniel era um homem de oração. Daniel orava 3 vezes ao dia. 

9. O cargo de Daniel. Daniel era o primeiro tipo de um primeiro ministro da Babilônia. 

Nabucodonosor já tinha morrido. O filho de Nabucodonosor assumiu o lugar, mas foi assassinado pelo cunhado (Nabonido) e assumiu o poder. Porém não parava ali no palácio, mas deixava seu filho Belsazar em seu lugar. 

Mas um dia o palácio foi invadido pelos Medo-Persa e Daniel continuava sendo o primeiro ministro. 

II. A PROMESSA DO RETORNO DOS JUDEUS PARA SUA TERRA 

1. Daniel era um estudioso da Palavra de Deus. 9.2 No primeiro ano do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número dos anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de cumprir-se as desolações de Jerusalém, era de setenta anos.” 

Lendo o livro do profeta Jeremias 25.11 “E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de Babilônia setenta anos.” 

Só entende os mistérios de Deus quem estuda a Sua Palavra. 

Oséias 4.6 “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” 

Oséias 6.3 “Então conheçamos, e prossigamos em conhecer ao Senhor; a sua saída, como a alva, é certa; e ele a nós virá como a chuva, como chuva serôdia que rega a terra.” 

Mateus 22.29 “Jesus diz: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus.” 

João 5.39 “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.” 

2ª Timóteo 2.15 “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.”

Deuteronômio 6.6-9 “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração. 7 E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. 8 Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. 9 E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” 

2ª Pedro 3.18 “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.” 

João 1.1-3 “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. 2 Ele estava no princípio com Deus. 3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” 

Tudo começa pela Palavra. Gênesis 1.1-3 “No princípio criou Deus os céus e a terra. 2 E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. 3 E disse Deus: Haja luz; e houve luz.” 

2. A oração de arrependimento de Daniel. Vs. 3-6 E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza. 4 E orei ao Senhor meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos. 5 Pecamos, e cometemos iniquidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos. 6 E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra. 

Daniel orou sobre aquilo que estava na Palavra.

1. Daniel confessou o seu pecado.

2. Daniel confessou o pecado do povo.

3. Temos cometidos pecado.

4. Somos culpados.

5. Temos sido ímpio e rebeldes.

6. Nos afastamos dos teu mandamentos e da tuas leis.

7. Não demos ouvidos a teu servos e profetas.

3. A petição de Daniel.

Daniel 9.17-21 “Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor. 18 Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. 19 Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo são chamados pelo teu nome. 20 Estando eu ainda falando e orando, e confessando o meu pecado, e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus. 21 Estando eu, digo, ainda falando na oração, o homem Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio, voando rapidamente, e tocou-me, à hora do sacrifício da tarde.” 

3.1. Daniel pediu três coisas a Deus. 

V. 17 “....ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas...” 

V. 18 “Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome...” 

V. Perdoa V. 19 “Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e age sem tardar; por amor de ti mesmo.” 

3.2. Quando oramos juntos.

“Pai nosso que está no céu.” 

Deus é altíssimo. 

Deus que está num alto e sublime trono. 

“Santificado seja o vosso nome.”

Isaías 6.2,3 “Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. 3 E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” 

Apocalipse 4.8 “E os quatro animais tinham, cada um de per si, seis asas, e ao redor, e por dentro, estavam cheios de olhos; e não descansam nem de dia nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo, é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, que era, e que é, e que há de vir.” 

Apocalipse 4.10,11 “Os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam o que vive para todo o sempre; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: 11 Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” 

3.2. Quando oramos sozinhos. Mateus 6.6 “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” 

4. A oração de Daniel trouxe uma batalha espiritual. Daniel 10.10-14 “E eis que certa mão me tocou, e fez com que me movesse sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. 11 E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que vou te dizer, e levanta-te sobre os teus pés, porque a ti sou enviado. E, falando ele comigo esta palavra, levantei-me tremendo. 12 Então me disse: Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras. 13 Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia. 14 Agora vim, para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos derradeiros dias; porque a visão é ainda para muitos dias.” 

Daniel era um homem muito amado no céu. Mas, você é filho. 

Daniel estava orando há 21 dias. 

Gabriel trouxe a resposta para Daniel.

Mas Gabriel diz: V. 12 “Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras; e eu vim por causa das tuas palavras.” 

Quem impediu de Daniel receber a resposta. V. 13 “Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu fiquei ali com os reis da Pérsia.” 

Quando você dobra o joelhos para orar o inimigo se levanta para você não receber a resposta do Senhor Deus. 

Príncipe ou principado. Daniel 10.20 “E ele disse: Sabes por que eu vim a ti? Agora, pois, tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia.” 

Existe sobre o céu da Pérsia tem um principado do mal. É um território que é governado por um príncipe com protestardes de demônios.

CONCLUSÃO:

A Palavra e a oração são duas colunas do crente.

O que separa o homem de Deus é o pecado. Isaías 59.1,2 “Eis que a mão do Senhor não está encolhida, para que não possa salvar; nem agravado o seu ouvido, para não poder ouvir. 2 Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” 

Salmos 61.1 “Ouve, ó Deus, o meu clamor; atende à minha oração.” 

Salmos 46.1 “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.” 

 Pr. Elias Ribas

Assembleia de Deus

Blumenau - SC