TEOLOGIA EM FOCO

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

FALSAS RELIGIÕES



Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também, movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme” (2ª Pedro 2.1-3).

Por causa do vazio que sentem em suas almas, as pessoas continuam à procura de Deus. Procuram-no nas religiões, nas igrejas, nas seitas e nas chamadas “ciências” ocultas.

As pessoas têm o direito de professar a religião de sua escolha. A tolerância religiosa é extensiva a todos. Isso não significa, porém que todas as religiões são boas. Nos dias de Jesus, dois grupos de religiosos se destacavam, entre outros: os saduceus (At 5.7) e os fariseus (At 15.5). Embora tivessem posições religiosas distintas (At 23.8), Jesus, porém, não os poupou, chamando-os de hipócritas, filhos do inferno, serpentes, raça de víboras (Mt 23.23-15, 33). O mestre deixou claro que não aceitava a idéia de que todos os caminhos levam a Deus e ensinou que apenas dois caminhos: o estreito, que conduz á vida eterna, e o largo espaçoso, que leva à destruição (Mt 7.13-14).

I. COMO IDENTIFICAR UMA SEITA?

Por aquilo que ela prega com respeito à:

- Bíblia Sagrada;
- A Pessoa de Deus;
- A queda do homem e o pecado;
- A pessoa e a obra de Cristo;
- A salvação e o porvir.

As razões de surgirem às seitas é ação diabólica contra a Palavra de Deus (Mt 13.19) e a falsa hermenêutica (2ª Pe 3.16).

A religião tem sido uma das organizações mais poderosas da História. Nunca houve um povo que não possuísse alguma forma de religião.

Atualmente, no mundo existem doze grandes grupos de religiões. Cada uma delas, inclusive vários grupos ou seitas, praticam sua fé, de diferentes maneiras. No entanto, todas têm suas crenças, tradições e filosofias básicas.

As maiores religiões do mundo, em número de doze são: Budismo, Confucionismo, Hinduísmo, Islamismo, Judaísmo, Cristianismo, Shinyoísmo, Zoroastrianismo, Taoísmo, Judaísmo e Espiritismo.

II. O QUE É RELIGIÃO?

Religião é “o conjunto de crenças, práticas e princípios que regem as relações entre o homem e a divindade”.

O Novo Dicionário da Bíblia (Editora Vida Nova) afirma que “a palavra religião chegou à língua portuguesa, através da Vulgata, onde religio é usada para traduzir o vocábulo grego thrskeia. Um dos seus primeiros usosregistrados é uma paráfrase do século 13 d.C, a respeito de Tiago 1.26 e seguinte. À parte de seu uso nessa passagem, o vocábulo ocorre somente em At 26.5, onde tem em vista o judaísmo (Gl 1.13 e seguintes). Tanto aqui como nos apócrifos, thrskeia se refere a uma expressão externa de crença, e não significa (conforme nosso emprego da palavra “religião”, em frases tais como “a religião cristã contrastada com o budismo”) o conteúdo da crença. A hesitação de nossos dias no uso da palavra religião, quer a respeito do conteúdo da fé cristã quer a respeito de sua expressão em adoração e serviço, se deve à convicção que o cristianismo difere de todas as demais religiões e que seu conteúdo foi revelado por Deus, sendo uma expressão externa, por parte dos crentes, não na tentativa de obterem a salvação, mas antes, para através dela expressarem seu profundo agradeciemnto.

O cristianismo é a maior das religiões, com mais de um bilhão de adeptos. Baseia suas crenças na Bíblia Sagrada, moldados nos ensinos de Jesus Cristo, registrados no Novo Testamento.

As suas divisões principais são:
- Catolicismo Romano 650.000.000
- Protestantismo 350.000.000
- Ortodoxismo Grego 122.000.000

Dentro do protestantismo há mais de 300 diferentes grupos, denominações e seitas. As principais denominações protestantes são: Batista, Evangélica Livre, Presbiteriana, Igreja Cristã, Assembléia de Deus, Episcopal, Congregação, Igreja de Cristo, Irmãos Unidos, Exército da Salvação, Metodista, Luterana, Igreja de Deus, Unitário e Universalista, Mórmons, Adventistas e Nazarenos.

As principais denominações ortodoxas são: Grega, Russa, Albanesas, Ucraniana, Romana, Bulgária e Serbe.

Há muitas outras denominações em menor escala, não muito conhecida, porém todas as religiões se resumem em duas linhas paralelas, cristãs e não-cristãs.

As religiões NÃO CRISTÃS são assim chamadas, porque não identificam com Cristo e seus ensinamentos, várias delas foram fundadas antes de Cristo. Muitas possuem Livro-Guia próprio. Algumas passam de simples filosofias, ensinam mais sobre a vida social do homem do que o seu relacionamento espiritual com Deus.

Algumas religiões ensinam boas regras de conduta, mas há outras que colocam no coração dos seus seguidores o temor comum, não servem ao Deus vivo e não transformam vidas. Procuram apenas reformá-las! Muitas se denominam religiões, porém desconhecem o caminho certo que está em Cristo.

Os grupos religiosos NÃO CRISTÃOS em maior escala são:

1. Sikhismo 6.000.000
2. Judaísmo 13.000.000
3. Taoísmo 30.000.000
4. Shintoísmo 80.000.000
5. Budismo 400.000.000
6. Hinduísmo 530.000.000
7. Confucionismo 600.000.000
8. Muçulmanos (islamismo) 800.000.000

O Janaísmo tem mais ou menos um milhão de adeptos, enquanto o Zoroastrismo tem somente uns 100 mil. Todas as religiões têm suas crenças e regras que as governam, quer sejam elas escritas, ou seguidas por meras tradições e práticas daquela fé.

As religiões chamadas Cristãs devem ser cuidadosamente examinadas, para saber se realmente merecem essa confiança do título de Cristãs. Devemos comparar suas normas e métodos de trabalho, verificando se estão de conformidade com as normas originais do Cristianismo. Para que se possa fazer uma avaliação justa, é bom estabelecer-se um ponto de referência, evitando assim, um erro de julgamento precipitado.

O ponto de referência original é a Bíblia Sagrada. Além da natureza incomparável da Bíblia, possuí Ela os ensinamentos fixos e imutáveis.

De quando em quando as religiões mudam suas doutrinas acrescentam ou eliminam preceitos que tenham perdido o significado de validade social ou ambiental do homem. Ora, pois, o padrão do Cristianismo permanece íntegro durante mais de vinte séculos.

A Bíblia é o livro-guia do Cristianismo e nela está contido o modelo padrão para tudo o que for verdadeiro.

A Bíblia na necessidade de provar qualquer pessoa que se chama cristã (1ª Jo 4.1-6). Notemos que nem todos os que se dizem cristãos estão realmente qualificados como tal. Uma pessoa poderá ser muito boa e caritativa, contudo sua qualidade não significa que haja se tornado cristão verdadeiro.

III. SÍNDROME DA RELIGIÃO FALSA

Os que estão na carne, não podem agradar a Deus. São antagônicos para com Deus e identificados com o seu adversário (o diabo). “Por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à Lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus” (Rm 8.7, 8).

Organizam religiões segundo o curso do mundo, dirigido no espírito do príncipe das trevas.

“Nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência” (Ef 2.2).

Uma Igreja Pura se identifica com Cristo.

As Escrituras se referem a uma grande transformação operada em todos aqueles que se tornam crentes. Essa transformação é inseparável do arrependimento para com Deus e da fé em Nosso Senhor Jesus Cristo. Organizar religiões com corpos debilitados pelo pecado é o mesmo que organizar com corpos condenados à morte.

“Temos, porém, este tesouro em vasos de barro para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós” (2ª Co 4.7).

Vemos que a excelência do “tesouro” pertence a Deus, não a nós. Quando pertence ao homem, logo todo o corpo da organização fica sujeito a conseqüência física do homem.

A execução da sentença da morte física teve início com o começo do pecado humano e terá prosseguimento enquanto não estiver completa a obra redentora de Cristo.

Líderes aviltados em seu caráter e conduta.

Organizam e criam escravos de toda a sorte de paixões e prazeres.

“Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, ESCRAVOS de toda a sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros” (Tt 3.3).

Por meio do pecado, o homem tomou-se o recipiente de uma natureza depravada; e a expressão inevitável da depravação de caráter e conduta.

Parece que o pecado permeou todo o universo, incluindo cada reino na criação e afetando cada raça e espécie entre as criaturas, com resultados funestos.

IV. SEITAS POLÍTICO-RELIGIOSAS NO TEMPO DE JESUS

Escribas. Existiram no AT, porém no NT apareceram formando uma classe religiosa. Quando voltaram da Babilônia, Esdras e Neemias tornaram-se grandes escribas. Quando apareceram os fariseus e saduceus, os escribas ficaram com os primeiros. Nos dias de Jesus eram chamados "doutores da lei". Os que se ocupavam do ensino eram chamados Rabi ou Rabinos.

Fariseus. A palavra significa "separados". Observavam rigidamente os preceitos da Lei de Moisés, tanto a oral como a escrita. Nos dias de Jesus gozavam de grande prestígio entre o povo. Eram considerados grandes mestres e homens piedosos. No seu zelo fanático pela lei das purificações e as regras que a tradição lhes acrescentara, evitam todo contato com os "pecadores", pessoas que, segundo eles, violavam a Lei.
Jesus denunciou os pecados dessa seita e responsabilizou-a por tantos crimes e injustiças, bem como pela hipocrisia nos seus dias. Acreditavam na ressurreição e na imortalidade da alma.

Saduceus. A seita dos saduceus era pequena, porém muito conceituada, pois os membros que a integravam eram ricos e influentes. Eram mais políticos que religiosos e tinham bastante conceito entre os romanos. Eram os céticos, os materialistas, os livres pensadores dos dias de Jesus. Não acreditavam na ressurreição, na imortalidade da alma, nos anjos, na providência divina; rejeitavam a tradição oral e interpretava a lei e os profetas diferentemente dos outros. Fariseus e Saduceus, pela política e credo religioso, eram irreconciliáveis. O apóstolo Paulo tirou partido dessas divergências quando estava sendo julgado no Sinédrio (Atos 23.1-10).

Essênios. Depois dos Fariseus, os Essênios eram os mais numerosos entre os judeus. Eram separatistas e formavam uma verdadeira congregação distinta do judaísmo como de outras seitas existentes. Não é mencionado no Novo Testamento; habitavam a região ocidental do Mar Morto e eram ascetas e místicos. Em doutrinas eram parecidos com os fariseus e odiavam os saduceus. Viviam em comunidade separada.

Herodianos. Formavam um partido mais político do que religioso. Uma espécie de fraternidade em honra a Herodes, começada com a morte de Herodes, O Grande. Pregavam incondicional fidelidade a Herodes quanto ao pagamento dos tributos. Julgavam que a Lei de Moisés podia ser violada quando os imperadores desejassem porque os mesmos eram divinos. Aliaram-se aos fariseus contra Jesus que preveniu seus discípulos contra o "fermento de Herodes" e o fermento dos fariseus (Mc 8,15).

Zelotes. Descendem de Judas de Gâmala, que incitou os judeus a uma revolta contra Roma em 6 AD. Eram chamados Zelotes pelo zelo excessivo da Lei de Moisés, o que faziam à custa de espada. Tinham também o nome de Sicários, que deriva de sica, arma romana que usavam na defesa da lei. Não pagavam tributo aos romanos. Foram se degenerando até se tornarem, um grupo de bandidos e salteadores (At 5.37).

Publicanos. Era uma classe imposta pelos dominadores romanos com a missão de lhes coletarem os impostos. Como funcionários romanos eram odiados e escorraçados. Muitos judeus eram publicanos devido à rentabilidade da profissão. O chefe dos publicanos em Roma impunha uma taxa; os chefes dos publicanos dos países dobravam essa taxa e distribuía aos seus subordinados que por sua vez quadruplicavam as taxas e assim sucessivamente. Daí a razão de serem conhecidos como ladrões e exploradores (Lc 3.12,13). A atitude de Zaqueu está ligada a essa prática (Lc 19.8).

Samaritanos. Era a classe mais odiada pelos judeus. Sargão, rei da Assíria levou cativos os judeus do Norte e para Samaria levou povo estrangeiro (2º Rs 17.24,41). Esse povo era pagão e idólatra. Nos tempos de Jesus a rivalidade era maior em virtude da construção de um templo rival em Samaria, no monte Gerizim. Para ilustrar o amor ao próximo aos orgulhosos judeus, Jesus usou a figura do samaritano (Lc 10.25, 37 e Lc 17.16). O monte a que se referia a samaritana era o Gerizim (Jo 4.20).

Pr. Elias Ribas


FONTE DE PESQUISA

1. BÍBLIA PENTECOSTAL, Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida, Edição 1995, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
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3. BÍBLIA DE ESTUDO PLENITUDE, Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida, 1995, Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, SP.
4. CLAUDIONOR CORRÊA DE ANDRADE, Dicionário Teológico, p. 286, 8ª Edição, Ed. CPAD, Rio de janeiro, RJ.
5. DELVACYR BASTOS, seitas e heresias, Escola Teológica Filadélfia, Cascavel PR. Email - prdelvacyr@hotmail.com.
6. ELIENAI CABRAL, Como indentificar seitas e heresias, Mensageiro da Paz, ano 73, nº 1.424, Janeiro de 2004, Ed. CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
7. ELIENAI CABRAL. Como as igrejas se previnem das heresias, Mensageiro da Paz, ano 73, nº 1.425, fevereiro de 2004, Ed. CPAD, Rio de janeiro, RJ.
8. ELIENAI CABRAL, Lições Bíblicas, 1º trimestres de 1997, Ed. CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
9. ELIENAI CABRAL. Como as igrejas se previnem de uma heresias. Mensageiro da Paz, ano 73, nº 1.425, fevereiro de 2004. Ed. CPAD, Rio de janeiro, RJ.
10. ELVIS BRASSAROTO ALEIXO, Cuidado, a serpente ainda fala: www.icp.com.br/40materia2.asp, acesso dia 05/01/2009.
11. ELVIS BRASSAROTO ALEIXO, cuidado com a bíblia na boca do diabo www.icp.com.br/54materia1.asp, - acesso dia 05/01/2009
12. ESCOLA DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA ELOHIM, Seitas e Heresias, São Paulo, SP.
13. FRANCISCO DA SILVEIRA BUENO, Dicionário Escolar da Língua Portuguesa, 11 ª Edição, FAE, Rio de Janeiro RJ.
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15. ICP, Instituto Cristã de Pesquisa, Série Apologética, Volomes I ao VI, Site, www.icp.com.br
16. LAWRENCE OLSON – O Plano Divino Através dos Séculos - 23ª Edição 2000, CPAD, Rio de janeiro, RJ.
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20. SEAMID, Seitas e Heresias, Cascavel – PR, e-mail - se.amid@hotmail.com
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