
Gn 37.1-11 “E Jacó habitou
na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã. 2 Estas são as
gerações de Jacó: Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus
irmãos; e estava este jovem com os filhos de Bila e com os filhos de Zilpa,
mulheres de seu pai; e José trazia uma má fama deles a seu pai. 3 E Israel
amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua
velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores. 4 Vendo, pois, seus irmãos que
seu pai o amava mais do que a todos os seus irmãos, aborreceram-no e não podiam
falar com ele pacificamente. 5 Sonhou também José um sonho, que contou a seus
irmãos; por isso, o aborreciam ainda mais. 6 E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este
sonho, que tenho sonhado: 7 Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e
eis que o meu molho se levantava e também ficava em pé; e eis que os vossos
molhos o rodeavam e se inclinavam ao meu molho. 8 Então, lhe disseram seus
irmãos: Tu, pois, deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre
nós? Por isso, tanto mais o aborreciam por seus sonhos e por suas palavras. 9 E
sonhou ainda outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que ainda
sonhei um sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.
10 E, contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai e disse-lhe:
Que sonho é este que sonhaste? Porventura viremos eu, e tua mãe, e teus irmãos
a inclinar-nos perante ti em terra? 11 Seus irmãos, pois, o invejavam; seu pai,
porém, guardava este negócio no seu coração.”
INTRODUÇÃO
José era bisneto de Abraão, amigo de Deus,
pai da fé, neto de Isaque e filho de Jacó. Sua mãe se chamava Raquel.
José era amado pelo seus pais, odiado
pelos seus irmãos.
José foi jogado em um poço, vendido como
escravo pelos seus irmãos para uns ismaelitas; foi servir como escravo na casa
na casa do general Potifar; foi seduzido pela mulher de seu senhor, foi
caluniado por ela, foi preso na prisão do palácio. Na prisão ele interpretou
dois sonhos, um do copeiro mor e do padeiro de Faraó.
Interpretou o Senhor de Faraó e
após interpretar foi para ser governado do Egito.
José foi o que mais se destacou
entre os filhos de Jacó. Talvez, devido à intimidade que tinha com seu pai,
recebeu mais ensinamentos sobre Deus e tornou-se um homem exemplar.
I. CONTEXTO HISTÓRICO
1. A família de José. Seu pai Jacó
tinha quatro esposas, Raquel, Lia, Bila e Zilpa.
José era filho de Rebeca sua
primeira esposa.
José tinha 17 anos, era muito
jovem, mesmo assim ele ajudava seus irmãos apascentar ovelhas.
José foi levado ao Egito
aproximadamente em 1900 a.C. aos seus 17 anos. Isso deve ter ocorrido cerca de
duzentos anos depois da chamada de Abraão (12.1-3).
II. JOSÉ, AMADO E ODIADO POR
SUA FAMÍLIA
1. José era amado por seu pai.
Gn 37.1-4 “E Jacó habitou na terra das peregrinações de seu pai, na
terra de Canaã. 2 Estas são as gerações de Jacó: Sendo José de dezessete anos,
apascentava as ovelhas com seus irmãos; e estava este jovem com os filhos de
Bila e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia uma má fama
deles a seu pai. 3 E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos,
porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores. 4 Vendo,
pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos os seus irmãos,
aborreceram-no e não podiam falar com ele pacificamente.”
Ele era
o preferido do pai (37.3), por ser filho de Raquel, a amada de Jacó.
2. Uma túnica de várias cores
(v. 3). Ganhou uma túnica de seu pai e isto causou muita inveja em seus
irmãos.
3. Odiado por seus irmãos. V. 4
“Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos os seus
irmãos, aborreceram-no e não podiam falar com ele pacificamente.”
4. O sonho de José e a inveja
de seus irmão. Gn 37.5-11 “Sonhou também José um sonho, que contou a
seus irmãos; por isso, o aborreciam ainda mais. 6- E disse-lhes: Ouvi,
peço-vos, este sonho, que tenho sonhado: 9- E sonhou ainda outro sonho, e o
contou a seus irmãos, e disse: Eis que ainda sonhei um sonho; e eis que o sol,
e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim. 10- E, contando-o a seu pai e a
seus irmãos, repreendeu-o seu pai e disse-lhe: Que sonho é este que sonhaste?
Porventura viremos eu, e tua mãe, e teus irmãos a inclinar-nos perante ti em
terra? 11- Seus irmãos, pois, o invejavam; seu pai, porém, guardava este
negócio no seu coração.”
1º Sonho. Gn 37.5-8 “Sonhou
também José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso, o aborreciam ainda
mais. 6- E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado: 6 Eis que
estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava e
também ficava em pé; e eis que os vossos molhos o rodeavam e se inclinavam ao
meu molho. 7 Então, lhe disseram seus irmãos: Tu, pois, deveras reinarás sobre
nós? Tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso, tanto mais o aborreciam por
seus sonhos e por suas palavras. 8 Então lhe disseram seus irmãos: Tu, pois,
deveras reinarás sobre nós? Tu deveras terás domínio sobre nós? Por isso ainda
mais o odiavam por seus sonhos e por suas palavras.”
2º Sonho. Gn 37.9-11 “E
sonhou ainda outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que ainda
sonhei um sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim.
10- E, contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o seu pai e disse-lhe:
Que sonho é este que sonhaste? Porventura viremos eu, e tua mãe, e teus irmãos
a inclinar-nos perante ti em terra?”
5. A inveja dos irmãos de
José. V. 11 “Seus irmãos, pois, o invejavam; seu pai, porém, guardava este
negócio no seu coração.”
6. Jacó envia José para ver
seus irmãos no campo. Gn 37.12-17 “E seus irmãos foram apascentar o rebanho
de seu pai, junto de Siquém. 13 Disse, pois, Israel a José: Não apascentam os
teus irmãos junto de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele respondeu:
Eis-me aqui. 14 E ele lhe disse: Ora vai, vê como estão teus irmãos, e como
está o rebanho, e traze-me resposta. Assim o enviou do vale de Hebrom, e foi a
Siquém.
7. José encontra um homem que
orienta ao paradeiro de seus irmãos. Gn 37.15-17 “E achou-o um homem,
porque eis que andava errante pelo campo, e perguntou-lhe o homem, dizendo: Que
procuras? 16 E ele disse: Procuro meus irmãos; dize-me, peço-te, onde eles
apascentam. 17 E disse aquele homem: Foram-se daqui; porque ouvi-os dizer: Vamos
a Dotã. José, pois, seguiu atrás de seus irmãos, e achou-os em Dotã.”
8. Os irmãos de José conspiram
contra ele. Gn 37.18-20 “E viram-no de longe e, antes que chegasse a eles,
conspiraram contra ele para o matarem. 19 E disseram um ao outro: Eis lá vem o
sonhador-mor! 20 Vinde, pois, agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa destas
covas, e diremos: Uma fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos.”
9. José é jogado em uma
cisterna vazia. Gn 37.21-24 “E ouvindo-o Ruben, livrou-o das suas mãos, e
disse: Não lhe tiremos a vida. 22 Também lhes disse Ruben: Não derrameis
sangue; lançai-o nesta cova, que está no deserto, e não lanceis mãos nele; isto
disse para livrá-lo das mãos deles e para torná-lo a seu pai. 23 E aconteceu
que, chegando José a seus irmãos, tiraram de José a sua túnica, a túnica de
várias cores, que trazia. 24 E tomaram-no, e lançaram-no na cova; porém a cova
estava vazia, não havia água nela.”
10. José é vendido por trinta
peças de prata. Gn 37.25-27 “Depois assentaram-se a comer pão; e levantaram
os seus olhos, e olharam, e eis que uma companhia de ismaelitas vinha de
Gileade; e seus camelos traziam especiarias e bálsamo e mirra, e iam levá-los
ao Egito. 26 Então Judá disse aos seus irmãos: Que proveito haverá que matemos
a nosso irmão e escondamos o seu sangue? 27 Vinde e vendamo-lo a estes
ismaelitas, e não seja nossa mão sobre ele; porque ele é nosso irmão, nossa
carne. E seus irmãos obedeceram. 28 Passando, pois, os mercadores midianitas,
tiraram e alçaram a José da cova, e venderam José por vinte moedas de prata,
aos ismaelitas, os quais levaram José ao Egito.”
Movido de inveja. At 7.9
“E os patriarcas, movidos de inveja, venderam a José para o Egito; mas Deus era
com ele.”
11. Os irmãos de José enganam
Jacó com a túnica ensanguentada. Gn 37.29-35 “Voltando, pois, Ruben à cova,
eis que José não estava na cova; então rasgou as suas vestes. 30 E voltou a
seus irmãos e disse: O menino não está; e eu aonde irei? 31 Então tomaram a
túnica de José, e mataram um cabrito, e tingiram a túnica no sangue. 32 E
enviaram a túnica de várias cores, mandando levá-la a seu pai, e disseram:
Temos achado esta túnica; conhece agora se esta será ou não a túnica de teu
filho. 33 E conheceu-a, e disse: É a túnica de meu filho; uma fera o comeu;
certamente José foi despedaçado. 34 Então Jacó rasgou as suas vestes, pôs saco
sobre os seus lombos e lamentou a seu filho muitos dias. 35 E levantaram-se
todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; recusou porém
ser consolado, e disse: Porquanto com choro hei de descer ao meu filho até à
sepultura. Assim o chorou seu pai.”
12. José é levado para o Egito
como escravo. Gn 37.36 “E os midianitas venderam-no no Egito a Potifar,
oficial de Faraó, capitão da guarda.”
III. JOSÉ É HUMILHADO E EXALTADO
NO EGITO
1. José é vendido na feira de
escravos, no Egito. Gn 39.1 “E José foi levado ao Egito, e Potifar, eunuco
de Faraó, capitão da guarda, varão egípcio, comprou-o da mão dos ismaelitas que
o tinham levado lá.”
2. José prospera na casa de Potifar.
Gn 39.2-6
“E o Senhor estava com José, e foi varão próspero; e estava na casa de seu
senhor egípcio. 3-Vendo, pois, o seu senhor que o Senhor estava com ele e que
tudo o que ele fazia o Senhor prosperava em sua mão, 4- José achou graça a seus
olhos e servia-o; e ele o pôs sobre a sua casa e entregou na sua mão tudo o que
tinha. 5- E aconteceu que, desde que o pusera sobre a sua casa e sobre tudo o
que tinha, o Senhor abençoou a casa do egípcio por amor de José; e a bênção do
Senhor foi sobre tudo o que tinha, na casa e no campo. 6- E deixou tudo o que
tinha na mão de José, de maneira que de nada sabia do que estava com ele, a não
ser do pão que comia. E José era formoso de aparência e formoso à vista.”
3. José foi tentado pela
mulher de Potifar. Gn 39.6-12 “E deixou tudo o que tinha na mão de José, de
maneira que de nada sabia do que estava com ele, a não ser do pão que comia. E
José era formoso de aparência e formoso à vista. 7 E aconteceu, depois destas
coisas, que a mulher de seu senhor pôs os olhos em José e disse: Deita-te
comigo. 8 Porém ele recusou e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu
senhor não sabe do que há em casa comigo e entregou em minha mão tudo o que
tem. 9 Ninguém há maior do que eu nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a
ti, porquanto tu és sua mulher; como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria
contra Deus? 10 E aconteceu que, falando ela cada dia a José, e não lhe dando
ele ouvidos para deitar-se com ela e estar com ela, 11 sucedeu, num certo dia,
que veio à casa para fazer o seu serviço; e nenhum dos da casa estava ali. 12 E
ela lhe pegou pela sua veste, dizendo: Deita-te comigo. E ele deixou a sua
veste na mão dela, e fugiu, e saiu para fora.”
3.1. A mulher de Potifar seduz
José. Gn 39.9 “...como, pois, faria eu este tamanho mal e pecaria
contra Deus?.”
3.2. José resiste à tentação.
Gn 39.12 “E ela lhe pegou pela sua veste, dizendo: Deita-te comigo. E
ele deixou a sua veste na mão dela, e fugiu, e saiu para fora.”
3.3. José é caluniado e preso.
Gn 39.16-20 “E ela pôs a sua veste perto de si, até que o seu senhor veio à
sua casa. 17 Então, falou-lhe conforme as mesmas palavras, dizendo: Veio a mim
o servo hebreu, que nos trouxeste para escarnecer de mim.18 E aconteceu que,
levantando eu a minha voz e gritando, ele deixou a sua veste comigo e fugiu
para fora. 19 E aconteceu que, ouvindo o seu senhor as palavras de sua mulher,
que lhe falava, dizendo: Conforme estas mesmas palavras me fez teu servo, a sua
ira se acendeu. 20 E o senhor de José o tomou e o entregou na casa do cárcere,
no lugar onde os presos do rei estavam presos; assim, esteve ali na casa do
cárcere.”
3.4. Mesmo em crise o Senhor
está conosco, se formos fieis a Ele. Jo 16.36 Jesus diz: “no mundo
tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”
IV. JOSÉ INTERPRETA OS SONHOS
DO DOIS PRISIONEIRO
1. José é abençoado por Deus
dentro da prisão. Gn 39.21-23 “O Senhor, porém, estava com José, e estendeu
sobre ele a sua benignidade, e deu-lhe graça aos olhos do carcereiro-mor. 22 E
o carcereiro-mor entregou na mão de José todos os presos que estavam na casa do
cárcere; e ele fazia tudo o que se fazia ali. 23 E o carcereiro-mor não teve
cuidado de nenhuma coisa que estava na mão dele, porquanto o Senhor estava com
ele; e tudo o que ele fazia o Senhor prosperava.”
1.2. O Senhor estava com José.
Quatro vezes no capítulo 39 está escrito que o Senhor estava com José (vv.
2,3,21,23).
2. A prisão do padeiro e o
copeiro. Gn 40.1-23 Faraó indignou-se contra o copeiro e o padeiro e mandou
prender.
A prisão é um meio que Deus vai
usar para que Sua promessa se cumpra.
3. José interpreta dois sonhos
na prisão. José foi sustentado na prisão pela benignidade de Deus. Ali, ele
encontrou dois presos que serviram a Faraó, um copeiro-mor e um padeiro-mor.
Certo dia, ambos tiveram um sonho. Eles contaram a José o que haviam sonhado, e
este interpretou o sonho deles.
3.1. O sonho do copeiro. Gn
40.9-14 “Então, contou o copeiro-mor o seu sonho a José e disse-lhe: Eis
que em meu sonho havia uma vide diante da minha face. 10 E, na vide, três
sarmentos, e ela estava como que brotando; a sua flor saía, e os seus cachos
amadureciam em uvas. 11 E o copo de Faraó estava na minha mão; e eu tomava as
uvas, e as espremia no copo de Faraó, e dava o copo na mão de Faraó. 12 Então,
disse-lhe José: Esta é a sua interpretação: os três sarmentos são três dias; 13
dentro ainda de três dias, Faraó levantará a tua cabeça e te restaurará ao teu
estado, e darás o copo de Faraó na sua mão, conforme o costume antigo, quando
eras seu copeiro. 14 Porém lembra-te de mim, quando te for bem; e rogo-te que
uses comigo de compaixão, e que faças menção de mim a Faraó, e faze-me sair
desta casa.”
3.2. O sonho do padeiro. Gn
40.16-20 “Vendo, então, o padeiro-mor que tinha interpretado bem, disse a
José: Eu também sonhava, e eis que três cestos brancos estavam sobre a minha
cabeça; 17 e, no cesto mais alto, havia de todos os manjares de Faraó, obra de
padeiro; e as aves os comiam do cesto de sobre a minha cabeça. 18 Então,
respondeu José e disse: Esta é a sua interpretação: os três cestos são três
dias; 19 dentro ainda de três dias, Faraó levantará a tua cabeça sobre ti e te
pendurará num madeiro, e as aves comerão a tua carne de sobre ti. 20 E
aconteceu, ao terceiro dia, o dia do nascimento de Faraó, que fez um banquete a
todos os seus servos; e levantou a cabeça do copeiro-mor e a cabeça do
padeiro-mor, no meio dos seus servos.”
As duas interpretações:
1º Uma para o copeiro a vida.
Ao copeiro-mor José disse que dentro de três dias ele seria chamado para servir
a Faraó novamente.
2º Uma para o padeiro a morte.
Ao padeiro-mor, disse que, dentro de três dias, seria executado. Tudo aconteceu
do jeito que José havia dito.
Gn 40.21-23 “E fez tornar
o copeiro-mor ao seu ofício de copeiro, e este deu o copo na mão de Faraó. 22
Mas ao padeiro-mor enforcou, como José havia interpretado. 23 O copeiro-mor,
porém, não se lembrou de José; antes, se esqueceu dele.”
V. DA PRISÃO AO PALÁCIO DE
FARAÓ
1. Os sonhos de Faraó.
1.1. O primeiro sonho ele viu
sete vacas magras comiam sete vacas gordas. Gn 41.1-4 “E aconteceu que, ao
fim de dois anos inteiros, Faraó sonhou e eis que estava em pé junto ao rio. 2
E eis que subiam do rio sete vacas, formosas à vista e gordas de carne, e
pastavam no prado. 3 E eis que subiam do rio após elas outras sete vacas, feias
à vista e magras de carne, e paravam junto às outras vacas na praia do rio. 4 E
as vacas feias à vista e magras de carne comiam as sete vacas formosas à vista
e gordas. Então, acordou Faraó.”
1.2. O segundo sonho ele viu sete
espigas miúdas devoravam as espigas boas. Gn 41.5-7 “Depois, dormiu
e sonhou outra vez, e eis que brotavam de um mesmo pé sete espigas cheias e
boas. 6 E eis que sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental brotavam
após elas. 7 E as espigas miúdas devoravam as sete espigas grandes e cheias.
Então, acordou Faraó, e eis que era um sonho.”
2. Os adivinhadores do Egito.
Gn 41.8 “E aconteceu que pela manhã o seu espírito perturbou-se, e
enviou e chamou todos os adivinhadores do Egito, e todos os seus sábios; e
Faraó contou-lhes os seus sonhos, mas ninguém havia que lhes interpretasse.”
Os adivinhos (ou mágicos, i.e.,
pessoas que praticavam a magia ou feitiçaria) eram comuns no Egito (cf. Êx
7.11; 8.7,18,19; 9.11). A magia consistia na prática de adivinhação (a
tentativa de descobrir conhecimentos ocultos por meio de maus espíritos), na
tentativa de predizer o futuro e controlar o curso da natureza, dos seres
humanos ou das circunstâncias, mediante a ajuda de poderes sobrenaturais ou
espíritos. A lei mosaica condenava rigorosamente todo e qualquer contato com a
magia ou feitiçaria (Dt 18.9-14) e o NT os condena igualmente (At 19.17-20; Ap
9.20,21; 22.15).
3. José é lembrado perante
Faraó. Gn 41.9-13 “Então falou o copeiro-mor a Faraó, dizendo: Das minhas
ofensas me lembro hoje: 10 Estando Faraó muito indignado contra os seus servos,
e pondo-me sob prisão na casa do capitão da guarda, a mim e ao padeiro-mor. 11
Então tivemos um sonho na mesma noite, eu e ele; sonhamos, cada um conforme a
interpretação do seu sonho. 12 E estava ali conosco um jovem hebreu, servo do
capitão da guarda, e contamos-lhe os nossos sonhos e ele no-los interpretou, a
cada um conforme o seu sonho. 13 E como ele nos interpretou, assim aconteceu; a
mim me foi restituído o meu cargo, e ele foi enforcado.”
4. José é levado a presença de
Faraó. Gn 41.14-16 “Então mandou Faraó chamar a José, e o fizeram sair logo
do cárcere; e barbeou-se e mudou as suas roupas e apresentou-se a Faraó. 15 E
Faraó disse a José: Eu tive um sonho, e ninguém há que o interprete; mas de ti
ouvi dizer que quando ouves um sonho o interpretas. 16 E respondeu José a
Faraó, dizendo: Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó.”
5. O sonho de Faraó. Gn
41.17-24 “Então disse Faraó a José: Eis que em meu sonho estava eu em pé na
margem do rio. 18 E eis que subiam do rio sete vacas gordas de carne e formosas
à vista, e pastavam no prado. 19 E eis que outras sete vacas subiam após estas,
muito feias à vista e magras de carne; não tenho visto outras tais, quanto à
fealdade, em toda a terra do Egito. 20 E as vacas magras e feias comiam as
primeiras sete vacas gordas; 21 E entravam em suas entranhas, mas não se
conhecia que houvessem entrado; porque o seu parecer era feio como no
princípio. Então acordei. 22 Depois vi em meu sonho, e eis que de um mesmo pé
subiam sete espigas cheias e boas. 23 E eis que sete espigas secas, miúdas e
queimadas do vento oriental, brotavam após elas. 24 E as sete espigas miúdas
devoravam as sete espigas boas. E eu contei isso aos magos, mas ninguém houve
que me interpretasse.”
6. José interpreta os sonhos
de Faraó. Gn 41.25-30 “Então, disse José a Faraó: O sonho de Faraó é um só;
o que Deus há de fazer, notificou-o a Faraó. 26 As sete vacas formosas são sete
anos; as sete espigas formosas também são sete anos; o sonho é um só. 27 E as
sete vacas magras e feias à vista, que subiam depois delas, são sete anos, como
as sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental; serão sete anos de fome.
28 Esta é a palavra que tenho dito a Faraó; o que Deus há de fazer, mostrou-o a
Faraó. 29 E eis que vêm sete anos, e haverá grande fartura em toda a terra do
Egito. 30- E, depois deles, levantar-se-ão sete anos de fome, e toda aquela
fartura será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra.”
7. O conselho de José a Faraó.
Gn 41.32-36 “E que o sonho foi repetido duas vezes a Faraó, é porque esta
coisa é determinada por Deus, e Deus se apressa em fazê-la. 33 Portanto, Faraó
previna-se agora de um homem entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do
Egito. 34 Faça isso Faraó e ponha governadores sobre a terra, e tome a quinta
parte da terra do Egito nos sete anos de fartura. 35 E ajuntem toda a comida
destes bons anos, que vêm, e amontoem o trigo debaixo da mão de Faraó, para
mantimento nas cidades, e o guardem. 36 Assim será o mantimento para provimento
da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do Egito; para que a
terra não pereça de fome.”
8. José é nomeado governador
do Egito. Gn 41.37-44 “E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó, e aos
olhos de todos os seus servos. 38 E disse Faraó a seus servos: Acharíamos um
homem como este em quem haja o espírito de Deus? 39 Depois disse Faraó a José:
Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu.
40 Tu estarás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo,
somente no trono eu serei maior que tu. 41 Disse mais Faraó a José: Vês aqui te
tenho posto sobre toda a terra do Egito. 42 E tirou Faraó o anel da sua mão, e
o pôs na mão de José, e o fez vestir de roupas de linho fino, e pôs um colar de
ouro no seu pescoço. 43 E o fez subir no segundo carro que tinha, e clamavam
diante dele: Ajoelhai. Assim o pôs sobre toda a terra do Egito. 44 E disse
Faraó a José: Eu sou Faraó; porém sem ti ninguém levantará a sua mão ou o seu
pé em toda a terra do Egito.”
9. Jose teve esposa e filhos
no Egito. Gn 41.45, 50 “E Faraó chamou a José de Zafenate-Panéia, e deu-lhe
por mulher a Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om; e saiu José por toda
a terra do Egito. 50 Antes de chegar à fome, nasceram dois filhos a José, os
quais lhe deu Asenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.”
José teve dois filhos no
Egito. O primeiro é Manasher, “Deus me fez esquecer”. O segundo é Ephrayn,
“Deus me fez crescer”. Os dois nomes são proféticos.
10. A estratégia de José. Gn
41.46 “E José era da idade de trinta anos quando se apresentou a Faraó, rei
do Egito. E saiu José da presença de Faraó e passou por toda a terra do Egito.
47 E nos sete anos de fartura a terra produziu abundantemente. 48 E ele ajuntou
todo o mantimento dos sete anos, que houve na terra do Egito; e guardou o
mantimento nas cidades, pondo nas mesmas o mantimento do campo que estava ao
redor de cada cidade. 49 Assim ajuntou José muitíssimo trigo, como a areia do
mar, até que cessou de contar; porquanto não havia numeração.”
VI. O ENCONTRO DE JOSÉ COM
SEUS IRMÃOS
1. A viajem dos irmãos de José ao
Egito. Gn 42.1-3
“Vendo então Jacó que havia mantimento no Egito, disse a seus filhos: Por que
estais olhando uns para os outros? 2 Disse mais: Eis que tenho ouvido que há
mantimentos no Egito; descei para lá, e comprai-nos dali, para que vivamos e
não morramos. 3 Então desceram os dez irmãos de José, para comprarem trigo no
Egito. 4 A Benjamim, porém, irmão de José, não enviou Jacó com os seus irmãos,
porque dizia: Para que lhe não suceda, porventura, algum desastre. 5 Assim,
entre os que iam lá foram os filhos de Israel para comprar, porque havia fome
na terra de Canaã.”
1.1. Fome em Canãa. Quando
a família de José ficou com fome, soube que apenas no Egito havia comida sendo
vendida.
1.2. A decisão de Israel
enviar seus filhos ao Egito em busca de alimento.
Finalmente, após 22 anos no
Egito, havendo decorrido os sete anos de fartura e dois anos de “vacas magras”,
os irmãos de José são enviados ao Egito para comprar comida. A jornada, além de
longa (aproximadamente 400 Km), também era perigosa. Em 42.6-9, o sonho de José
se cumpre. Seus irmãos, sem saberem de sua identidade, estão inclinados à sua
frente, mas ainda faltava o mais novo.
2. O encontro com o governador do
Egito. Gn 42.6-8
“José, pois, era o governador daquela terra; ele vendia a todo o povo da terra;
e os irmãos de José chegaram e inclinaram-se a ele, com o rosto em terra. 7 E
José, vendo os seus irmãos, conheceu-os; porém mostrou-se estranho para com
eles, e falou com eles asperamente, e disse-lhes: Donde vindes? E eles
disseram: Da terra de Canaã, para comprarmos mantimento. José, pois, conheceu
os seus irmãos; mas eles não o conheceram.”
2.1. José não foi reconhecido pelos
irmãos. 3. Os sonhos de José se cumprem. Gn
42.9a
“Então José lembrou-se dos sonhos que havia tido deles...”
4. José testa seus irmãos. V.9b -16 “... e
disse-lhes: Vós sois espias, e viestes para ver a nudez da terra. 10 E eles lhe
disseram: Não, senhor meu; mas teus servos vieram comprar mantimento. 11 Todos
nós somos filhos de um mesmo homem; somos homens de retidão; os teus servos não
são espias. 12 E ele lhes disse: Não; antes viestes para ver a nudez da terra. 13
E eles disseram: Nós, teus servos, somos doze irmãos, filhos de um homem na
terra de Canaã; e eis que o mais novo está com nosso pai hoje; mas um já não
existe. 14 Então lhes disse José: Isso é o que vos tenho dito, sois espias. 15
Nisto sereis provados; pela vida de Faraó, não saireis daqui senão quando vosso
irmão mais novo vier aqui. 16 Enviai um dentre vós, que traga vosso irmão, mas
vós ficareis presos, e vossas palavras sejam provadas, se há verdade convosco;
e se não, pela vida de Faraó, vós sois espias.”
5. José prende seus irmãos. Gn
42.17-18
“E pô-los juntos, em prisão, três dias. 18 E ao terceiro dia disse-lhes José:
Fazei isso, e vivereis; porque eu temo a Deus.”
6. José retém Simeão. Gn 42.19-20 “Se sois homens de
retidão, que fique um de vossos irmãos preso na casa de vossa prisão; e vós
ide, levai mantimento para a fome de vossa casa, 20 E trazei-me o vosso irmão
mais novo, e serão verificadas vossas palavras, e não morrereis. E eles assim
fizeram.”
7. Os irmãos de José sentiam
remorso pelo que lhe haviam feito? Gn 42.21-23 “Então, disseram uns
aos outros: Na verdade, somos culpados acerca de nosso irmão, pois vimos a
angústia de sua alma, quando nos rogava; nós, porém, não ouvimos; por isso, vem
sobre nós esta angústia. 22 E Ruben respondeu-lhes, dizendo: Não vo-lo dizia
eu, dizendo: Não pequeis contra o moço? Mas não ouvistes; e, vedes aqui, o seu
sangue também é requerido. 23 E eles não sabiam que José os entendia, porque
havia intérprete entre eles.”
8. José chora escondido. Gn 42.24 “E retirou-se
deles e chorou. Depois tornou a eles, e falou-lhes, e tomou a Simeão dentre
eles, e amarrou-o perante os seus olhos.
9. Os irmãos de José retornam para
Canaã. Gn 42.25-28
“E ordenou José, que enchessem os seus sacos de trigo, e que lhes restituíssem
o seu dinheiro a cada um no seu saco, e lhes dessem comida para o caminho; e
fizeram-lhes assim. 26 E carregaram o seu trigo sobre os seus jumentos e
partiram dali. 27 E, abrindo um deles o seu saco, para dar pasto ao seu jumento
na estalagem, viu o seu dinheiro; porque eis que estava na boca do seu saco. 28
E disse a seus irmãos: Devolveram o meu dinheiro, e ei-lo também aqui no saco.
Então lhes desfaleceu o coração, e pasmavam, dizendo um ao outro: Que é isto
que Deus nos tem feito?
10. Os irmãos de José relatam o
encontro com o governador do Egito. Gn 42.29-35 “E vieram para
Jacó, seu pai, na terra de Canaã; e contaram-lhe tudo o que lhes aconteceu,
dizendo: 30 O homem, o senhor da terra, falou conosco asperamente, e tratou-nos
como espias da terra; 31 Mas dissemos-lhe: Somos homens de retidão; não somos
espias; 32 Somos doze irmãos, filhos de nosso pai; um não mais existe, e o mais
novo está hoje com nosso pai na terra de Canaã. 33 E aquele homem, o senhor da
terra, nos disse: Nisto conhecerei que vós sois homens de retidão; deixai
comigo um de vossos irmãos, e tomai para a fome de vossas casas, e parti. 34 E
trazei-me vosso irmão mais novo; assim saberei que não sois espias, mas homens
de retidão; então vos darei o vosso irmão e negociareis na terra. 35 E
aconteceu que, despejando eles os seus sacos, eis que cada um tinha o pacote
com seu dinheiro no seu saco; e viram os pacotes com seu dinheiro, eles e seu
pai, e temeram.”
11. Israel reluta em enviar
Benjamim ao Egito.
Gn 42.36 -38 “Então, Jacó, seu pai, disse-lhes: Tendes-me desfilhado:
José já não existe, e Simeão não está aqui, e, agora, levareis a Benjamim! Todas
estas coisas vieram sobre mim. 37 Mas Ruben falou a seu pai, dizendo: Mata os
meus dois filhos, se to não tornar a trazer; dá-me em minha mão, e to tornarei
a trazer. 38 Ele, porém, disse: Não descerá meu filho convosco, porquanto o seu
irmão é morto, e só ele ficou. Se lhe sucede algum desastre no caminho por onde
fordes, fareis descer minhas cãs com tristeza à sepultura. 38 Ele porém disse:
Não descerá meu filho convosco; porquanto o seu irmão é morto, e só ele ficou.
Se lhe suceder algum desastre no caminho por onde fordes, fareis descer minhas
cãs com tristeza à sepultura.”
12. Por que ele acabou deixando
Benjamim ir com os irmãos? Gn 43.1–4 “E a fome era gravíssima na terra. 2
E aconteceu que, como acabaram de comer o mantimento que trouxeram do Egito,
disse-lhes seu pai: Tornai, comprai-nos um pouco de alimento. 3 Mas Judá
respondeu-lhe, dizendo: Fortemente nos protestou aquele varão, dizendo: Não
vereis a minha face, se o vosso irmão não vier convosco. 4 Se enviares conosco
o nosso irmão, desceremos e te compraremos alimento.”
VII. OS PREPARATIVOS PARA O RETORNO
AO EGITO
1. A fome continua assolando a
terra. Gn 43.1-2
“E a fome era gravíssima na terra. 2 E aconteceu que, como acabaram de comer o
mantimento que trouxeram do Egito, disse-lhes seu pai: Voltai, comprai-nos um
pouco de alimento.”
2. Jacó decide enviar Benjamim com
seus irmãos. Gn 43.3-5 “Mas Judá respondeu-lhe, dizendo: Fortemente nos
protestou aquele homem, dizendo: Não vereis a minha face, se o vosso irmão não
vier convosco. 4 Se enviares conosco o nosso irmão, desceremos e te compraremos
alimento. 5 Mas se não o enviares, não desceremos; porquanto aquele homem nos
disse: Não vereis a minha face, se o vosso irmão não vier convosco.” 3. Jacó lamenta pelo seu filho
caçula. Gn 43.6-7
“E disse Israel: Por que me fizeste tal mal, fazendo saber àquele homem que
tínheis ainda outro irmão? 7 E eles disseram: Aquele homem particularmente nos
perguntou por nós, e pela nossa parentela, dizendo: Vive ainda vosso pai?
Tendes mais um irmão? E respondemos-lhe conforme as mesmas palavras. Podíamos
nós saber que diria: Trazei vosso irmão?”
4. Judá se oferece como garantia.
Gn 43.6.6-10
“E disse Israel: Por que me fizeste tal mal, fazendo saber àquele homem que
tínheis ainda outro irmão? 7 E eles disseram: Aquele homem particularmente nos
perguntou por nós, e pela nossa parentela, dizendo: Vive ainda vosso pai?
Tendes mais um irmão? E respondemos-lhe conforme as mesmas palavras. Podíamos
nós saber que diria: Trazei vosso irmão? 8 Então disse Judá a Israel, seu pai:
Envia o jovem comigo, e levantar-nos-emos, e iremos, para que vivamos e não
morramos, nem nós, nem tu, nem os nossos filhos. 9 Eu serei fiador por ele, da
minha mão o requererás; se eu não o trouxer, e não o puser perante a tua face,
serei réu de crime para contigo para sempre. 10 E se não nos tivéssemos detido,
certamente já estaríamos segunda vez de volta.”
5. Jacó envia presentes para o
governador do Egito. Gn 43.11-14 ‘Então disse-lhes Israel, seu pai: Pois
que assim é, fazei isso; tomai do mais precioso desta terra em vossos vasos, e
levai ao homem um presente: um pouco do bálsamo e um pouco de mel, especiarias
e mirra, terebinto e amêndoas. 12 E tomai em vossas mãos dinheiro em dobro, e o
dinheiro que voltou na boca dos vossos sacos tornai a levar em vossas mãos; bem
pode ser que fosse erro. 13 Tomai também a vosso irmão, e levantai-vos e voltai
àquele homem. 14 E Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para
que deixe vir convosco vosso outro irmão, e Benjamim; e eu, se for desfilhado,
desfilhado ficarei.”
6. Os filhos de Jacó chegam ao
Egito a segunda vez. Gn 43.15-17 “E os homens tomaram aquele presente, e
dinheiro em dobro em suas mãos, e a Benjamim; e levantaram-se, e desceram ao
Egito, e apresentaram-se diante de José. 16 Vendo, pois, José a Benjamim com
eles, disse ao que estava sobre a sua casa: Leva estes homens à casa, e mata
reses, e prepara tudo; porque estes homens comerão comigo ao meio-dia. 17 E o
homem fez como José dissera, e levou-os à casa de José.”
7. Preparativos para o encontro de
José. Gn 43.18-25 “Então
temeram aqueles homens, porquanto foram levados à casa de José, e diziam: Por
causa do dinheiro que dantes voltou nos nossos sacos, fomos trazidos aqui, para
nos incriminar e cair sobre nós, para que nos tome por servos, e a nossos
jumentos. 19 Por isso chegaram-se ao homem que estava sobre a casa de José, e falaram
com ele à porta da casa. 20 E disseram: Ai! senhor meu, certamente descemos
dantes a comprar mantimento. 21 E aconteceu que, chegando à estalagem, e
abrindo os nossos sacos, eis que o dinheiro de cada um estava na boca do seu
saco, nosso dinheiro por seu peso; e tornamos a trazê-lo em nossas mãos. 22
Também trouxemos outro dinheiro em nossas mãos, para comprar mantimento; não
sabemos quem tenha posto o nosso dinheiro nos nossos sacos. 23 E ele disse: Paz
seja convosco, não temais; o vosso Deus, e o Deus de vosso pai, vos tem dado um
tesouro nos vossos sacos; o vosso dinheiro me chegou a mim. E trouxe-lhes fora
a Simeão. 24 Depois levou os homens à casa de José, e deu-lhes água, e lavaram
os seus pés; também deu pasto aos seus jumentos. 25 E prepararam o presente,
para quando José viesse ao meio-dia; porque tinham ouvido que ali haviam de
comer pão.”
8. José chega e cumprimenta seus
irmãos. Gn 43.26-28 “Vindo,
pois, José à casa, trouxeram-lhe ali o presente que tinham em suas mãos; e
inclinaram-se a ele até à terra.
27 E ele lhes perguntou como estavam, e
disse: Vosso pai, o ancião de quem falastes, está bem? Ainda vive? 28 E eles
disseram: Bem está o teu servo, nosso pai vive ainda. E abaixaram a cabeça, e
inclinaram-se.”
9. José se comove ao ver seu irmão
caçula. Gn 43.28-31
“E ele levantou os seus olhos, e viu a Benjamim, seu irmão, filho de sua mãe, e
disse: Este é vosso irmão mais novo de quem falastes? Depois ele disse: Deus te
dê a sua graça, meu filho. 30 E José apressou-se, porque as suas entranhas
comoveram-se por causa do seu irmão, e procurou onde chorar; e entrou na
câmara, e chorou ali. 31 Depois lavou o seu rosto, e saiu; e conteve-se, e
disse: Ponde pão.”
10. José faz um banquete para seus
irmãos. Gn 43.32-34
“E serviram-lhe à parte, e a eles também à parte, e aos egípcios, que comiam
com ele, à parte; porque os egípcios não podem comer pão com os hebreus,
porquanto é abominação para os egípcios. 33 E assentaram-se diante dele, o
primogênito segundo a sua primogenitura, e o menor segundo a sua menoridade; do
que os homens se maravilhavam entre si. 34 E apresentou-lhes as porções que
estavam diante dele; porém a porção de Benjamim era cinco vezes maior do que as
porções deles todos. E eles beberam, e se regalaram com ele.”
11. O choro de José ao rever seu
irmão Benjamim.
Gn 43.29–30 “E ele levantou os olhos, e viu a Benjamim, seu irmão, filho
de sua mãe, e disse: Este é o vosso irmão mais novo, de quem me falastes?
Depois, ele disse: Deus te abençoe, meu filho.
E José apressou-se, porque o seu íntimo moveu-se para o seu irmão; e
procurou onde chorar, e entrou na câmara, e chorou ali.” José e Benjamim eram filhos da
mesma mãe Raquel.
12. Revelação e reconciliação. Gn 45.1-5
“Então, José não se podia conter diante de todos os que estavam com ele; e
clamou: Fazei sair daqui a todo varão; e ninguém ficou com ele quando José se
deu a conhecer a seus irmãos. 2 E levantou a sua voz com choro, de maneira que
os egípcios o ouviam, e a casa de Faraó o ouviu. 3 E disse José a seus irmãos:
Eu sou José; vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder,
porque estavam pasmados diante da sua face. 4 E disse José a seus irmãos:
Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se. Então, disse ele: Eu sou José, vosso
irmão, a quem vendestes para o Egito. 5 Agora, pois, não vos entristeçais, nem
vos pese aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque, para
conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face.”
José perdoa seus irmãos.
13. José reconhece que foi
Deus que o colocou naquele lugar. Gn 45.6-8 “Porque já houve dois anos de
fome no meio da terra, e ainda restam cinco anos em que não haverá lavoura nem
sega. 7 Pelo que Deus me enviou diante da vossa face, para conservar vossa
sucessão na terra e para guardar-vos em vida por um grande livramento. 8 Assim,
não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por pai
de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do
Egito.”
Ele chamou o Egito de “terra da
minha aflição.
VIII. OS ÚLTIMOS DIAS DE JACÓ E DE
JOSÉ (Gn 46.3-50.25)
1. Jacó no Egito. Gn 46.3
“Então, disse: Eu sou Deus, o Deus de teu pai; não temas descer para o Egito,
porque lá eu farei de ti uma grande nação.”
2. A generosidade de José. Gn 50.21
“Não
temais, pois; eu vos sustentarei a vós outros e a vossos filhos. Assim, os
consolou e lhes falou ao coração.”
3. O salvador de seu povo.
Gn 47.11,12 “E José fez habitar a seu pai e seus irmãos e deu-lhes
possessão na terra do Egito, no melhor da terra, na terra de Ramessés, como
Faraó ordenara. -E José sustentou de pão a seu pai, e a seus irmãos, e a toda a
casa de seu pai, segundo as suas famílias.”
4. Na terra de Gósen. Após
encontrar-se com o velho pai, Jacó, instala seus familiares na terra de Gósen,
onde os sustenta. E, ali, distante da influência dos cananeus e dos egípcios,
os hebreus puderam desenvolver-se até se tornarem uma grande e poderosa nação
(Êx 1.6,7). Aquele isolamento seria benéfico a Israel.
Gósen localizava a cerca de 64 km
da atual cidade do Cairo, Gósen situava-se no delta do Nilo, ficando assim
separada dos centros principais da vida egípcia. Ali, os israelitas viveriam
isolados dos egípcios e se desenvolveriam como nação.
5. As sessenta e seis pessoas
são as que viajaram com Jacó para o Egito. As setenta no versículo 27
inclui José, seus dois filhos e a esposa e a escrava. Atos 7.14 conta o número
de pessoas como setenta e cinco, incluindo, assim, os netos de José.
6. José era cidadão de Canaã. Gn
50.25
“José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente Deus vos visitará, e
fareis transportar os meus ossos daqui.”
7. A morte de José. Gn 50.22 “José, pois,
habitou no Egito, ele e a casa de seu pai; e viveu José cento e dez anos. 23 E
viu José os filhos de Efraim, da terceira geração; também os filhos de Maquir,
filho de Manassés, nasceram sobre os joelhos de José. 24 E disse José a seus
irmãos: Eu morro; mas Deus certamente vos visitará, e vos fará subir desta
terra à terra que jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó. 25 E José fez jurar os
filhos de Israel, dizendo: Certamente vos visitará Deus, e fareis transportar
os meus ossos daqui.
26 E morreu José da idade de cento e dez
anos, e o embalsamaram e o puseram num caixão no Egito.”
CONCLUSÃO: Se fizermos a
vontade de Deus, até as adversidades redundarão em bênçãos e livramentos aos
que nos cercam. Todavia, não devemos ficar impacientes se os sonhos que nos dá
o Senhor demoram a se cumprir. Para tudo há um tempo determinado. Há tempo para
sonhar e também para que cada sonho se realize. Que tudo ocorra, pois, de
acordo com a vontade de Deus.
Mas sonhar tem um preço.
Sonhar incomoda muita gente! Na verdade, sonhar custa caro! Eu creio que todo
sonho tem o seu preço!
Uma coisa eu aprendi com José,
esse sonhador corajoso e perseverante, que nunca renunciou a seus sonhos, é que
“o sonhador mexe com o coração de Deus”.
Não deixe que matem seus sonhos.
Continue mesmo que isso incomode pessoas ou demônios, sei agora que vale apena
sonhar e ser um descobridor de coisas ocultas, que era o significado do nome de
Yossef Bem-Yacov (José filho de Jacó).
Outra lição que aprendemos através do
exemplo de José é o fato de que não devemos guardar mágoa das pessoas que nos
fizeram algum mal no passado. Quando Deus exalta os seus servos, Ele tem como
propósito que o seu nome seja glorificado. Seus servos devem ser gratos e
humildes. Deus não abençoa seus filhos para que estes se vinguem de seus
inimigos (cf. Mt 5.44-48).
Pr. Elias Ribas
Pr. Elias Ribas Dr. Elias Ribas
Assembleia de Deus
Blumenau -SC