TEOLOGIA EM FOCO

terça-feira, 7 de maio de 2013

TEOSOFISMO



A palavra Teosofismo vem de duas palavras gregas “Theus” = Deus e sofia = sabedoria, isto quer dizer, Sabedoria de Deus.

Essa falsa religião ensina que a aquisição da Sabedoria Divina não é dada através da Bíblia, nem por inspiração, estudo ou por revelação concedida pelo Espírito Santo. O Teosofismo crê que Deus é um Ser Impessoal identificado com a humanidade.

I.         HISTÓRICO

A origem do Teosofismo como conhecemos hoje é atribuída a Sra. Helena Petrovna Blavatski, nascida na Rússia, mas naturalizada norte-americana.

O Teosofismo teve sua origem no ano de 1875, porém as suas crenças remontam há sécu1os, originárias da Índia e do Tibete.

Era médium espírita c por dez anos esteve sob o domínio de um espírito demoníaco que para enganá-lo dizia chamar-se João King. Com o propósito de propagar sua nova religião Helena viajou por vários países. A princípio esteve no Cairo capital do Egito, onde tentou fundar uma sociedade espírita, mas não conseguiu. Depois foi para Nova York onde se aliou com um grupo de médiuns. Como nessa época já se começava a pesquisar as fraudes do Espiritismo, chocada com isto, coadjuvada por outras médiuns, a Sra. Helena Petrovna Blavatski, em 17 de novembro de 1875, fundou a Sociedade Teosófica.

Acompanhada do Cel. Olcott, veterano de Guerra Civil americana ela deixou os EUA em 1882 em direção à Índia a fim de penetrar no conhecimento das crenças hindus e budistas. Os princípios falsamente chamados filosóficos foram tomados emprestados das obras dos filósofos alemães.João Echart e Jacó Boheme.

Desse modo, o Teosofismo, que fora gerado do Espiritismo, cresceu de braços dados com o paganismo oriental, hindu e budista.

Com a morte de Helena, outra mulher chamada Annje Besant (1847 -1933) assumiu a liderança do Teosofismo.

A Teosofia foi principalmente difundida no Brasil através do Professor Henrique José de Souza, fundador em 1924 da Sociedade Espiritualista Dhâranâ, posteriormente denominada Sociedade Teosófica Brasileira em homenagem a Helena Blavatsky, e atualmente chamada de Sociedade Brasileira de Eubiose. Atualmente a Sociedade Teosófica internacional também opera no Brasil, sob o nome de Sociedade Teosófica no Brasil.

No Brasil a Teosofia ganhou novas frentes de estudo ao explorar o conhecimento e a história antiga dos povos nativos brasileiros. O Professor Henrique, recolhendo símbolos e arquétipos antigos formou, no início do século XX, as bases para a Teosofia Brasileira, que é a apresentação dos mesmos arquétipos através da cultura nativa e de civilizações pré-colombianas.

II.      CONCEITOS BÁSICOS

A Teosofia, segundo Blavatsky, é "o substrato e a base de todas as religiões e filosofias do mundo, ensinada e praticada por uns poucos eleitos, desde que o homem se converteu em ser pensador. Considerada do ponto de vista prático, é puramente ética divina" [Blavatsky, Helena. Glossário Teosófico. Editora Ground, sem data, sem local].



Emblema da Sociedade Teosófica, sincretizando diversos conceitos básicos da Teosofia, como os ciclos cósmicos, a eternidade da vida, e a polaridade Espírito-Matéria.

Para os teosofistas este corpus de conhecimento, a Sabedoria Divina, com a ética a ele associada, é tão antigo quanto o mundo, e a rigor é o único conhecimento que vale a pena ser adquirido. Sua realidade e importância são relembradas às pessoas periodicamente, sob diversas denominações e formalizações, adequadas ao espírito de cada época, local e povo para quem é apresentado, e é o tronco vivo e eterno de onde brotam as flores do ensinamento original todas as grandes religiões do mundo, do passado e do presente [Blavatsky, Helena. O que é Teosofia].

Segundo um dos inspiradores do movimento teosófico moderno, o Mestre K.H., a quem Blavatsky dizia seguir, "a Teosofia não é uma nova candidata à atenção do mundo, mas é apenas uma declaração nova de princípios que têm sido reconhecidos desde a infância da humanidade" [K.H. The Mahatma Letters to A. P. Sinnett - Letter 8, de 20 de fevereiro de 1881. Theosophical University Press Edition].

Considera-se que a Teosofia strictu sensu seja isenta de identificação com quaisquer culturas e sociedades específicas, sendo em vez a fonte original do conhecimento divino que verte em uma determinada cultura através dos símbolos e arquétipos próprios daquele povo. Por exemplo, a sabedoria divina foi transmitida à civilização do Egito antigo através dos símbolos, divindades, mitos, alegorias e arquétipos locais, possibilitando a assimilação dos conceitos divinos através desta roupagem. E como no Egito, também nas outras terras, a Grécia antiga, a Babilônia, Tibete, América, Europa e em todas as culturas, independente de terem feito contato entre si, demonstrando que a Teosofia é uma sabedoria que se expressa e pode ser conhecida por diversas fontes.

Quando Blavatsky lançou o movimento teosófico moderno no século XIX valeu-se de uma grande quantidade de elementos da tradição religiosa Hindu, que havia estudado durante sua permanência no Tibete. Assim, sua apresentação compreende uma terminologia muitas vezes baseada no idioma sânscrito, divulgando no ocidente conceitos como Maya (ilusão), Dharma (caminho) e Mahatmas (grandes almas). Outros conceitos fundamentais, conhecidos há milênios no oriente, mas que a Teosofia popularizou no ocidente, são a Reencarnação e o Karma. Mas isso, como já foi exposto, não define a Teosofia como uma filosofia hindu ou oriental, e diversas referências de outras culturas e sistemas, como o Taoísmo, Budismo, Cabala, Cristianismo, Gnose e Hermetismo, remetem a Teosofia à sua essência divina e universal.

Basicamente a Teosofia prega a fraternidade universal, a origem espiritual das formas e dos seres, e a unidade de toda a vida; aponta uma fonte única e eterna para todo conhecimento, demonstra a identidade essencial entre os grandes mitos das culturas mundiais, traça o perfil da estrutura do cosmo e do homem e descreve os mecanismos, suas leis, suas potencialidades e suas transformações ao longo dos éons.

Apesar de recomendar o esforço próprio em busca do crescimento pessoal e uma vigilância incessante contra o auto-engano e a fé cega, ainda assim defende a Revelação, uma vez que declara a existência de mundos e estados de consciência presentemente inacessíveis à pessoa comum. Mas diz que todos seremos capazes de atingi-los um dia, se não nesta vida, numa vindoura. Defende com isso, também a evolução da vida e do Homem, e a existência de Homens Perfeitos, os Mahatmas ou Mestres de Sabedoria. Estes Mestres, uma vez homens imperfeitos como nós, evoluíram para um estágio super-humano, de onde ora velam pela raça humana dando-lhe ensinamento, diretamente ou através dos mensageiros os Profetas e Santos de todas as religiões, e auxílios inumeráveis como agentes da Providência e da Justiça Divinas, e mesmo aparecendo visivelmente entre os irmãos menos evoluídos, quando os tempos o exigem, para dar-lhes conforto, direção e inspiração, e reacender nos corações um amor mais intenso pelo divino.

A Teosofia diz que a fonte de todo mal é a ignorância. O conhecimento, segundo prega, é ilimitado, mas se bem que sua totalidade esteja além do alcance de qualquer ser individual, é em vasta medida acessível a todos através de um longo processo de evolução, aprendizado e aperfeiçoamento, que necessariamente exige múltiplas encarnações, e continua até mesmo para regiões e idades onde a encarnação deixa de ser compulsória e a vida progride de beatitude em beatitude. A Teosofia é uma doutrina essencialmente otimista, pois refuta qualquer condenação eterna e não nega o mundo, ainda que declare que este que vemos e tocamos não é o único nem o maior, mais feliz ou mais desejável, e prevê para todos os seres sem exceção um progresso constante e um destino glorioso e absolutamente feliz. Como todas as grandes doutrinas espirituais, a Teosofia exalta o bem, a paz, o amor, o altruísmo, e promove a cessação da pobreza, da ignorância, da opressão, das discórdias e desigualdades.

Apesar de reconhecer a importância das religiões em estado mais puro como disseminadoras de ensinamentos importantes, não é uma filosofia teísta, se bem que possa ser descrita como panteísta, já que como um dos Mahatmas declara com rigor cartesiano, a existência de Deus como uma entidade distinta do universo dificilmente pode ser provada, mas reconhece níveis diferentes de evolução entre os seres, numa escada graduada que se ergue a alturas insondáveis [Mestre K.H. O que é Deus - A visão de um Mestre de Sabedoria (em inglês)].

III.   ENSINOS DO TEOSOFISMO

A respeito de Deus. Ensina que Deus é impessoal e que a Trindade de Deus é de nomes apenas. É constituída de força, sabedoria, e atividade. Ensina também que Deus é constituído de uma quarta pessoa, essa, porém feminina. Trata-se da matéria que ele se Utiliza para manifestar-se.

1.   A respeito de Cristo.
Firmada na lei do carma, o teosofismo dá uma origem remotíssima a humanidade. Dizem que a humanidade atual é a quinta sub-raça, dando dezoito milhões de anos a humanidade. Dizem eles que cada sub-raça presta a humanidade uma contribuição especial. A contribuição da sub-raça atual é prover o “'Homem Intelectual”. A próxima sub-raça será o “Homem Espiritual”.

Ao iniciar-se cada sub-raça, surge um “Cristo”. Noutras palavras o supremo-mestre encarna em alguém. Por conseguinte a atual sub-raça-trono-ariana já teve até agora cinco “Cristos”, que foram:
- Buda na Índia: (primeira sub-raça).
- Hermes, no Egito (segunda sub-raça).
- Zoroastro, na Pérsia (terceira sub-raça).
- Orfeu, no Egito (quarta sub-raça).
- Jesus, na Palestina (quinta sub-raça).

Segundo o ensino teosófico o mundo está vivendo a sexta sub-raça no novo milênio, isto é, estamos entrando numa “Nova Era”, que segundo o teosofismo é a “Era de Aquários”.

Ora, a sexta sub-raça está para surgir (segundo os teosofistas) e isto significa que teremos mais um “cristo”. E dizem mais, que este novo “cristo” será muito mais poderoso que Nosso Senhor Jesus Cristo, isto porque será o “cristo” da sub-raça espiritual.

Messias na forma grega “Messiah”; Que quer dizer Cristo. Cristo ou Messias é o Filho de Deus o enviado. De origem hebraica Messias significa “ungido”.

“Ele achou primeiro o seu próprio irmão, Simão, a quem disse: Achamos o Messias (que quer dizer Cristo)” (João 1.41). “Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as coisas” (João 4.25).

Quando falamos do religioso, estamos tratando do espiritual do invisível. Portanto, devemos levar a sério aquilo que falamos ou escrevemos. Quando criamos uma teoria ela deve ter critérios concretos e absolutos para darmos créditos todavia também no espiritual. Se não temos bases concretas são apenas filosofias. Para termos um ensino correto e verdadeiro, nada melhor do que usarmos a Bíblia Sagrada a Palavra do Criador.

O que Jesus diz a respeito dos outros Cristos?
“Todos quantos vieram antes de Mim são ladrões e salteadores, mas as ovelhas não os ouvirão” (Jo 10.8). Aqui Jesus trás uma advertência aos Seus discípulo a com respeito a a todos os cristos que O antecederam e os chama de ladrões e salteadores, ou seja, de falsos cristos.

Mas o que Jesus diz com respeito ao Cristo da Nova Era e que está sendo esperado por muitos nestes últimos dias?

“Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais, mas se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis” (Jo 5.43).
O Mestre Jesus, explica que veio em nome do Pai a primeira pessoa da Trindade, o Deus Jeová, mas os judeus não o receberam e o crucificaram. Mas na parte b deste versículo Jesus diz: “Se outro vier em seu próprio nome a esses aceitaríeis”.

Outro se refere ao “cristo” da Nova Era. Como saberemos quem é o verdadeiro Cristo? Precisamos dados concretos para provar quem é realmente o verdadeiro Messias. Portanto precisamos estar fundamentado nas Santas Escrituras para não sermos enganados.

E chegando Jesus as partes Cesaréia de Felipo, interrogou os seus discípulos dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem? E eles disseram: Uns João Batista, outros Elias, e outros Jeremias ou um dos profetas. Disse-lhes Jesus: E vós quem dizeis que Eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo o Filho do Deus vivo. E Jesus respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque tu não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai que está nos céus.

“E vós quem dizeis que Eu sou? Os discípulos tinham recebido uma vocação especial de seguir a Cristo (Mt 4.18-22); presenciaram milagres (Mt 8.14-27); fizeram uma viagem missionária (Mt 10.5-15); recebiam muitas instruções em particular (Mt 13). E agora precisariam responder ao próprio Cristo quem Ele era. Portanto, Pedro, falando em nome dos doze e pela revelação de Deus, reconhece Jesus como o “Cristo”, ou seja, o Messias, o Salvador do mundo o Filho de Deus.

Talvez você ainda não conheça Jesus, e quem não conhece certamente terá dúvida se realmente Ele é o verdadeiro Messias ou não. Somente Jesus é o verdadeiro Messias, pois Ele foi o enviado de Deus (Jo 3.16), aquele que morreu e ao terceiro dia ressuscitou (Mt 28; Mc 16.6; Lc 24.39-43; Lc 24.39-43; Jo 2.1,12-14; 1ª Co 15.4-7; Rm 4.24; 1ª Pe 1.21).

O Teosofismo afirma que Jesus e Cristo são pessoas distintas e que Cristo usou o corpo de Jesus quando este abandonou o seu corpo. Que estamos na iminência do surgimento de um novo Cristo que irá surgir com a próxima sub-raça (a sexta) e que este Cristo será muito mais poderoso e irá reunir todas as religiões numa só. Ensina ainda que todos os homens, pela evolução, serão Cristos, todo homem é um Cristo em potencial.

2.   A respeito do homem.
Ensinam que o homem tem dois corpos, um material e outros espiritual. O espírito é constituído das mesmas pessoas da Trindade. O corpo natural teria quatro partes, isto é:
a) Corpo Físico -duplamente constituído, porém, não detalha estas duas partes.
b) Corpo astral -ao qual estão afetos, as emoções e os desejos.
c) Corpo mental -que se ocupa do pensamento. Crêem que o corpo mental pode habitar no mundo mental que é o céu. Esse mundo habitado pelos “devas” (palavra hindu e brâmane) que significa anjos. Daí chamarem o mundo mental de: “devacham”, isto é, lugar dos devas. Desse modo no teosofismo os anjos são espíritos que se aperfeiçoam no mundo astral. Para os teosofistas adiantados o meio de alcançar a perfeição é a prática do voguismo e outros.

3.   A respeito da reencarnação.
“Reencarnação” na linguagem teosófica é chamada “Carma”. É a palavra hindu e brâmane para exprimir a Lei de causa e Efeito. A lei do “Carma” ensina o seguinte: as ações e intenções atuais do homem são feitos daqueles que o procederam e causa das que se seguirão. Firmado nessa crença, o homem pode operar sua salvação com uma certeza matemática mediante o aperfeiçoamento crescente de cada vida que passar aqui. Em busca de apoio espiritual nas Escrituras à lei do Carma, erroneamente lança mão de passagens como Gálatas 6.7 e João 9.2.

IV.   ACERCA DA RAÇA HUMANA

O Teosofismo ensina que o homem é um fragmento divino e seu destino final é voltar para Deus do modo permanente. Isto se chama: NIRVANA, ou seja, o fim das reencarnações. Na linguagem teosófica são os homens divinos, feitos, e perfeitos. São chamados “mahatmas” que significa mestres sábios. Os mahatmas podem viver sempre no céu, mas podem também habitar nos “montes sagrados” do Tibete. Isso fazem para auxiliarem na evolução da humanidade. Um mahatma pode também encarnar-se num teosofista proeminete. Toda sabedoria oculta do Teosofismo deriva desses mahatmas. Há um chefe acima de todas os Mahatmas chamado “Supremo Mestre”. Quando este se encarna, temos um Cristo. Assim sendo, de acordo com o ensino teosófico, todo homem é um Cristo em potencial.

Firmado na lei do carma, o Teosofismo dá à humanidade uma origem remotíssima e pontilhada de detalhes portentosos para impressionar o povo crédulo e sem fé na Palavr de Deus.

REFUTAÇÃO BÍBLICA

1        Grande parte da refutação bíblica que se dá ao Espiritismo, aplica-se de igual modo aqui. Mas aqui estão mais algumas, apropriadas para refutar o ensino teosófico.
2        O teosofismo tem seus fundamentos em princípios oriundos das religiões e filosofias pagãs do oriente, e não nas Escrituras Sagradas (Cf. Is 2.6).
A entrada no reino dos céus não é pela reencarnação ou lei do Carma (MT 7.21; Jo 1.12-13), mas pelo novo nascimento (Jo 3.3).
3.        Mahatmas e Cristos habitam no Tibete, não passa de descabida invenção de ímpios alienados de Deus (Mt 24.24-26).
4.       É Deus quem liberta o homem dos pecados e não da lei do Carma (Is 1.18; 1ª Jo 1.9).

Está bem claro que o Teosofismo tem por base doutrinas de demônios, de acordo co o que escreveu Paulo em 1ª Timóteo 4.1. Este texto bíblico registra que nos últimos tempos surgirão essas “filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 1.8), “filosofias” disseminadas por homens ignorantes do fato de que em Cristo “habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9).

Agradecemos a Deus pelo fato de por sua graça, revelada em Jesus Cristo e através da sua Palavra, guardar-nos do embuste do Teosofismo, e fazer-nos perfeito no seu Filho, Ele “que é a cabeça de todo o principado e potestade” (Cl 2.10).

Pr. Elias Ribas

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