TEOLOGIA EM FOCO

quinta-feira, 9 de maio de 2013

IGREJA ADVENTISTA


Não podemos pensar na origem dos “sabatistas” sem recordar os conflitos entre o apóstolo Paulo e os judaizantes. A luta entre o legalismo e o evangelho da graça de Deus é antiga e continua em tempos modernos no vigoroso programa dos Adventistas do Sétimo Dia. O sabatismo é uma seita perigosa que mistura muitas verdades bíblicas com erros tremendos no que se refere às doutrinas cristãs.

I.    A ORIGEM DO ADVENTISMO

Guilherme Miller, o fundador do sabatismo, nasceu em 1782 em Massachussetts, EUA, numa família batista. Era um fazendeiro religioso, pouco instruído, porém, convertido. A partir de 1818, ele começou a ensinar a volta de Cristo, divulgando suas “doutrinas escatológicas” e atraindo após is grande número de adeptos. Miller faleceu em 1849, mas deixou as bases para seus seguidores fundarem o Adventismo.


Guilherme Miller que era pastor batista nos estado de Nova York, Estados Unidos, dedicou-se ao estudo detalhado das Escrituras proféticas e à pregação deste assunto, lendo Daniel 8.14 que diz: “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”. Então o pastor Miller passou a fazer uma grande confusão sobre a segunda vinda de Cristo com base neste versículo.

Calculando que cada um dos 2.300 dias representava um ano, Miller tomou o regresso de Esdras do cativeiro, no ano 457 antes de Cristo, como ponto de partida para o cálculo de que Cristo voltaria à terra, em pessoa , no ano de 1843.

Seu entusiasmo foi tão real que venderam todos os bens, antes da vinda do suposto “grande dia”. Numa noite iluminada pelas estrelas acamparam-se os fiéis nas montanhas Gatskills em Nova York, a espera do Salvador. Como nada aconteceu, resolutamente ele deu a explicação que um simples erro matemático em seus cálculos, poderia ter adiantado a data da espera. Renovou a promessa para 22 de outubro de 1844, quando nessa nova ocasião compareceram quase 50 mil pessoas. Miller mais uma vez fez um novo cálculo segundo o qual Cristo voltaria no dia 22 de Outubro daquele mesmo ano; porém teve mais uma frustração, essa previsão falhou mais uma vez.

Não podendo mais conquistar o povo, devido às suas falhas, retratou-se publicamente, admitindo seus erros proféticos.

Embora Miller tenha reconhecido o seu erro em marcar o dia da volta de Cristo pela interpretação da profecia, nem todos os seus seguidores estavam disposto a abandonar essa mensagem. Dos muitos grupos que haviam seguido, três se uniram para formar uma nova igreja baseada numa nova interpretação da mensagem de Miller. Esta nova interpretação surgiu duma “revelação” de Hiram Edson, fervoroso discípulo e amigo de Miller. Segundo Edson, Miller não estava equivocado em relação à data da vinda de Cristo, mas sim em relação ao local. Disse ele que na data profetizada por Miller, Cristo havia entrado no santuário celestial, não no terrenal, para fazer uma obra de purificação.

Porém, Guilherme Miller não aceitou essa interpretação nem seguiu ao novo movimento. Quanto a isto ele mesmo escreveu:

“Não tenho confiança alguma nas novas teorias que surgiram no movimento; isto é, que Cristo veio como Noivo, e que a porta da graça foi fechada; e quem em seguida a sétima trombeta tocou, ou que foi de algum modo o cumprimento da profecia da sua vinda” (A história da mensagem Adventista, pg. 142).
Até o fim dos seus dias, em 20 de dezembro de 1849, com seus sessenta e oito anos, Miller permaneceu como cristão humilde e consagrado. Ele morreu na fé e na esperança de estar em breve com o Senhor.
Como podemos ver, os adventistas do sétimo dia estão ligados a Miller, que deu origem ao adventismo. No livro Fundadores da mensagem, no capítulo que fala de sua biografia, William Miller é tratado como o “pai do movimento adventista”.

Mas os seguidores de Miller não quiseram aceitar sua interpretação de Daniel 8.14. Então, surgiu Hiram Edson, um amigo de Miller, que disse ter tido uma “revelação”. “Vi distinta e claramente que o nosso sumo sacerdote, em vez de sair do lugar santo do santuário celeste, para vir à terra, entrava naquele dia pela primeira vez no segundo compartimento do santuário e tinha uma obra a realizar no lugar santíssimo antes de voltar à terra [Administração da igreja, p. 20, CPB]. Nela compreendeu que Miller não estava equivocado em relação a data, mas sim em relação ao local. Edson partilhou com outros membros de seu grupo as “boas novas” e outros dois grupos se uniram a essa “nova revelação” um dirigido por Joseph Bates e outro dirigido por Ellen G. White.

Dos três grupos que apoiavam Hiram Edson na sua nova “revelação”, dois deles deram contribuição para a formação da seita hoje conhecida como “Adventismo do Sétimo dia”.

O primeiro grupo era dirigido por Joseph Bates. Este dava ênfase na observância do Sábado em vez do Domingo. O segundo grupo da muita ênfase as manifestações do Espírito Santo, particularmente ao dom de profecia: e tinha entre seus membros a senhorita Helem Harmon, mais tarde passou a se chamar Ellen Gould White, esposa de James White.

Proclamou-se ela própria profetiza e passou a reconstruir o movimento adventista com base nas profecias que vinham diretamente de Deus. Intitulou-se a “Mensageira do Senhor”, cruzando os dias perturbados do fanatismo religioso, da adivinhação teológica sem base, com o fracasso de 1844. Através da Bíblia compreendemos que tais profetas são loucos (Ez 13.3-6).

Depunha ela que sofrera um acidente com grave ferimento na cabeça. O médico particular Dr. Russel, em 1869, escreveu que as visões da Sra. Ellen originavam-se de perturbações mentais, resultado da condição doentia do cérebro com abalo da sensibilidade total do sistema nervoso.

Contudo sabemos da insistência que suas idéias eram inspiradas por Deus. Dizia: “Meus livros, são verdade e justiça, negar-lhes seria negar o Espírito Santo”.

A Bíblia dá-nos o direito de julgar (1ª Jo 4.1) quanto ao procedimento de visões que não condiz com as Escrituras.

Um dos aspectos dos Adventistas do Sétimo Dia é a falta de franqueza e sinceridade. Para eles as doutrinas da Srª White, estão acima dos ensinos do apóstolo Paulo. Em partes crêem na Bíblia e em partes eles a refutam.

O programa “A voz da Profecia” é tão bem arranjado, que o ouvinte numa primeira audição pensaria estar ouvindo um programa evangélico. Ao término de cada transmissão, oferecem Estudos Bíblicos para fazer em casa. No início as lições são até razoáveis, mas depois surge a caracterização adventista.

O que está errado no adventismo? Por que eles têm o espírito enganador? É fácil. O sistema foi construído sobre mentira, edificado sobre mentiras. Está caracterizado como religião não evangélica.

Os adventistas já usaram através dos tempos inúmeros títulos para sua seita, que atualmente chama-se: igreja Adventista do Sétimo dia, conhecida como Sabatistas ou Sabatismo. A verdadeira igreja de Cristo não está fundamentada no Sábado (Mc 2.28), e sim em Cristo (Mt 16.18).

II.  IGREJA REMANESCENTE

O que significa este título? No livro Subtileza do erro (Pg.21-31), encontra-se a seguinte explicação: “O espírito de profecia é o que, segundo as Escrituras, a par com a guarda dos mandamentos de Deus, seria o característico da igreja remanescente. Comparar Apocalipse 12.17 e 19.10. Este dom consiste essencialmente em dar ao povo de Deus mensagens diretas e especificas […]. Os testemunhos orais ou escritos da Sra. White preenchem plenamente este requisito, no fundo e na forma. Tudo quanto disse, escreve, foi puro, elevado, cientificamente correto e profeticamente exato”.

Como poderíamos provar que tudo o que a Sra. White escreveu “foi puro, elevado, cientificamente correto e profeticamente exato”?

1.      Testando Ellen White.
Suas obras, vemos que ela escreveu muito. “Calcula-se que tenha escrito cerca de 25 milhões de palavras. Dos seus 88 anos de vida, 71 foram dedicados à obra de Deus [ICP].

Vejamos algumas profecias e ensinos da Sra. White:

A. “Por algum tempo, depois da decepção de 1844, mantive, como o corpo do advento, que a porta da graça estava para sempre fechada para o mundo” [Mensagens escolhidas, p. 63, 1985, CPB].

Refutação: Como podemos ver, uma declaração equivocada sobre um assunto que envolve tão grande responsabilidade. É como se nós saíssemos por aí proclamando que, no próximo ano, Jesus estaria chegando à Terra. A porta da graça continua aberta até hoje (Is 55.7; 2ª Co 6.2; Tt 2.11-13).

B. “Quando a Inglaterra declara guerra, todas as nações terão seu próprio interesse em acudir, e haverá guerra geral” [sutileza do erro, p. 42, 1ª ed., CPB].

Refutação: Ela usou o verbo no futuro do presente: “haverá”, e não no futuro do pretérito: “haveria”. Mas não nunca houve.

C. Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus […]. “Ao declarar Deus a hora, verteu sobre nós o Espírito Santo e nosso rosto brilhou com o esplendor da glória de Deus, como aconteceu com Moisés, na descida do Monte Sinai” [primeiros escritos, p. 15, 1967, CPB].

Refutação: O próprio Jesus desconhecia o dia da sua volta, mas a Sra. White disse que sabia. Quando pressionada por seus oponentes sobre a hora em que se daria o evento, informou: “Ouvi a hora proclamada, mas não tinha lembrança alguma daquela hora depois que saí da visão” [Mensagens escolhidas, p. 76, 1985, CPB].

“Certas revelações” extra-biblicas, não devem ser consideradas de Deus. Deus não pode se contradizer na Sua Palavra. Então, o que podemos notar é, que a Sra. Ellen foi além das palavras do Senhor Jesus: “Porém daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu nem o Filho, mas unicamente meu Pai” (Mt 24.36).

D. “Foi me mostrado o grupo presente à assembléia. Disse o anjo: ‘alguns, pastos para os vermes, alguns sujeitos às sete últimas pragas, alguns estavam vivos e permanecerão na terra, para serem transladado por ocasião da vinda de Jesus’” [O testemunho de Jesus, p. 108].

Resposta apologética:
A profecia acima foi proferida em uma reunião, de manhã cedo, em Battle Greek, Michigan, e, 1856. De lá para cá, já se passaram 147 anos. Será que ainda existe alguém vivo, daquela reunião, esperando a volta de Cristo?

Ora, se a Igreja Adventista do Sétimo Dia pretende ser a Igreja remanescente, por que alega possuir um ministério profético pela instrumentalidade da Sra. White? Por que insiste em se caracterizar na Igreja dos últimos dias se nenhuma das profecias da Sra. White se cumpriu? Diante disso, o que poderíamos dizer da Igreja Adventista do Sétimos Dia? Que não é uma igreja verdadeira. Que não é aquilo que alega ser: a única Igreja que está na brecha, reparando as rupturas doutrinárias da apostasia. E temos autoridade bíblica para afirmar isso: Dt 18.20-22; Jr 14.14, 28.1-3, 15-17; Ez 13.1-6.

Além das falsas profecias, esta igreja não é verdadeira porque seus adeptos colocam a autoridade da Sra. White em pé de igualdade com a própria Bíblia. E é justamente isso que caracteriza uma seita.

2.      Visões extra-bíblica.

“Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildemente e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal” (Cl 2.18).

“Árbitro” (no gr. katabrabeuo), significa ato de decidir contra alguém; defraudar ou enganar sobre o prêmio da vitória; privar da salvação.

“Falsa humildade” (no gr. tapeinophrosune), significa usar de uma falsa humildade para repassar seus ensinos heréticos; uma falsa religiosidade.

“Culto dos anjos”. Reverenciar, adorar, cultuar. Aqui devemos ter um cuidado especial, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz (2ª Co 11.14). Sendo assim ele não traz a verdade, porque ele é o pai da mentira (Jo 8.44). A mentira é uma destacada característica do diabo. Ele é a fonte geradora de toda a falsidade (Gn 3.1-6; At 5.3; 2ª Ts 2.9-11; Ap 12.9). É um pecado totalmente contrário à mente de Deus, que é a verdade (Ap 19.11). A indiferença com o pecado da mentira e engano é um dos sintomas mais claros da impiedade de uma pessoa. Tal pessoa ainda não nasceu do Espírito (Jo 3.6) e está sob a influência de Satanás, como seu pai. Alegar ter comunhão com Cristo e ter salvação sem, porém, viver e falar de acordo com a verdade, é estar enganado (1ª Jo 1.6). Quem não tem a verdade, revela a real contradição do seu coração (mente carnal). Os tais se opõem a Deus e permanecem fora do reino dos céus (Ap 21.8, 27); 22.15; Ap 14.5). O mentiroso pertence a sinagoga de Satanás (Ap 3.9).

Falsas revelações, visões, sonhos como se Deus estivesse lhes revelando. Toda a revelação que vai contra a Palavra é uma falsa revelação, ou seja, da mente humana, ou do próprio diabo.

Enfatuado (no gr. eike significa em vão). Todo o ensino que contraria a Palavra de Deus é consideramos vão, vazio. Porque Deus não aceita aquilo que contaria Suas doutrinas.

Na sua mente carnal”, ou seja, estes homens são carnais. Seus ensinos parecem serem de Deus, ensinam com muita humildade e às vezes até choram nas suas pregações, mas são carnais e de nada serve. Mas por quê? Porque pregam doutrina anti-bíblica trazida por anjos. E a inda dizem que foi a profetiza da nossa igreja que deixou para aquele que vão herdar a salvação. Além de tudo usam estas heresias como se Deus estivesse aprovando. Tomam o lugar de Deus, ao invés de deixar o Espírito Santo atuar; demonstram ser mais santos que todos.

Paulo menciona “pretexto de humildade” e até “culto aos anjos”, mostrando até onde pessoas podem tentar impressionar outros através da religiosidade com objetivos de lograr interesses pessoais.

Espiritualidade demais é carnalidade. Não se iluda! Pessoas que, por exemplo, contam experiências espirituais absurdas ou milagres que nunca aconteceram, manipulando o louvor alheio em relação à sua espiritualidade, mas no fundo são carentes e doentes.

São pessoas que se distanciam da essência do evangelho e agarram-se de forma doutrinária e estilos de moveres e visões. A principal característica de uma pseudo-religião, é tentar forçar ou doutrinar o avivamento por meios de sutileza.

3.      Defendem que os escritos da Sra. Ellen são tão inspirados quanto a Bíblia.

Ela própria escreveu de si, dizendo que seus livros foram inspirados por Deus, para melhor interpretação das Escrituras.

Quanto à inspiração dos livros da Sra. Ellen:
“Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro; e, se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro” (Ap 22.18-19).

João termina o livro de Apocalipse com uma advertência sobre a possibilidade de perdermos nossa parte na árvore da vida e na cidade santa. Evitemos uma atitude descuidada para com este livro, ou qualquer parte das Sagradas Escrituras. Outra atitude a evitar é a de optarmos por crer somente em determinadas partes da revelação de Deus e rejeitarmos outras partes que não gostamos, ou o caso de ensinar nossas próprias idéias como se estas fossem a própria Palavra de Deus.

“Toda palavra de Deus é pura; ele é escudo para os que nele confiam. Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda, e sejas achado mentiroso” (Pv 30.5-6).


III. IGREJA ADVENTISTA, UMA SEITA?

Dizem os Adventistas: “A pessoa que acusa a nossa igreja de ser uma seita demonstra grande falta de conhecimento de nossa doutrina, não sabe o que é uma seita” [carta da escola postal, p. 2, 13/12/2000].
Uma das definições do termo seita é: “um grupo que segue determinado líder humano”. Os Adventistas do Sétimo dia é uma seita, porque seguem a orientação “profética” de Ellen Gould White, integrante do movimento de Miller, cuja autoridade, para os adventistas, é igual a autoridade dos escritos bíblicos.
A igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é uma seita, porque segue a revelações de Joseph Smith. Segundo ensinam, em 1820, foi orar e o Pai celestial e Jesus Cristo lhe apareceram. E segundo os ensinos que receberam através da “revelação” a sua igreja é a única correta no mundo.

A ciência Cristã é uma seita, porque segue as revelações de Mary Baker Eddy e dos ensinamentos de seu livro Ciência e saúde com a chave das Escrituras.

As Testemunhas de Jeová são uma seita, porque segue as profecias de Charles Taze Russel, que estudou com os Adventistas por cinco anos e fundou seu grupo em 1870, em Alleghny, Pensilvânia, EUA. O título Testemunha de Jeová só foi adotado a partir de 1931, com o segundo presidente da seita, John F. Rutherfor. Russel era testemunha-de-jeová.

Assim os Adventistas do Sétimo Dias também são uma seita, porque seguem a orientação profética de Ellen Goul White, integrante do movimento de Miller, cuja autoridade, para os adventistas, é igual a autoridade dos escritos bíblicos.

Outra característica de uma seita é o exclusivismo. E os Adventistas do Sétimo Dia manifestam essa característica. Vejamos o que dizem: “No mundo só existe uma igreja que presentemente se acha na brecha tapando o muro e restaurando os lugares assolados…” [Testemunhos seletos, v. II, 2ª ed., p. 356, 1956.]

IV. COMO SABER SE A IGREJA ADVENTISTA É UMA SEITA?

As quatros operações fundamentais da aritmética nos ajudam a identificar a igreja Adventista do Sétimo Dia:

Adição: Os adventistas do sétimo dia dão aos escritos de Ellen Gould White a mesma autoridade que possui a Bíblia.

Subtração: Subtraem da pessoa de Jesus sua natureza humana imaculada, ensinando que o Filho de Deus tem uma natureza pecaminosa, e ainda o colocam, em relação à sua natureza divina, à posição rebaixada do arcanjo Miguel.

Multiplicação: Afirmação crer na obra da redenção efetuada por Cristo, mas a declaração incompleta. Ensinam que a guarda do sábado, implica em salvação e que os benefícios da obra de Cristo só nos serão imputados caso estejamos vivendo em harmonia com a lei que, no caso, é guardar o sábado.

Divisão: Condicionam à fidelidade a Deus à fidelidade à igreja Adventista do Sétimo Dia: a igreja remanescente. Para eles, a igreja Adventista do Sétimo Dia é a única igreja no mundo “que presentemente está tapando as brechas e restaurando os lugares assolados”.

V.  FONTE DE AUTORIDADE RELIGIOSA

Como prova de que a autoridade Ellen Gould White é inquestionável para os adventistas, citamos trechos da Revista Adventista Fevereiro de 1984, p. 37:

“Ellen White foi inspirada pelo Espírito Santo, e seus escritos, o produto desta inspiração, tem aplicação e autoridade especial para os adventistas do sétimo dia”.

Negamos que:
A qualidade ou grau de inspiração dos escritos de Ellen White sejam diferentes dos encontrados nas Escrituras Sagradas”.

Sem qualquer constrangimento, afirmam:

“Ao passo que, apesar de nós desprezarmos o pensamento dos pioneiros, nós aceitamos como regra de fé a Revelação do Velho Testamento, Novo Testamento e o Espírito de Profecia” [A sacudidura e os 144.000, p.117].

“Pouca atenção tem sido dada à Bíblia, e o Senhor nos deu uma luz menor; para guiar homens e mulheres a uma luz maior”.

Segundo a Sra White, é vedado a todos o direito de examinar e duvidar de suas falsas profecias. Em relação a isso, afirmou em um de seus livros: “Disse o meu anjo assistente: ‘Ai de quem mover um bloco ou mexer um alfinete dessas mensagens” [Primeiros escritos, p. 258, CPB].

Mas a Bíblia, autoridade máxima, nos concede liberdade para que possamos examinar tudo, inclusive as profecias da Sra. Ellen White: (1ª Ts 5.21 e Sl 119.105, 139).

O que a igreja Adventista do Sétimo dia afirma é muito grave. Em Hebreus 1.1, está escrito “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”.

Mas os Adventistas, com seus ensinos, dizem que Deus, hoje, não fala mais por meio de Seu Filho Jesus Cristo, mas pelos escritos de Ellen White.

Devemos perguntar para os adventistas, se os ensinos de Ellen White estão acima dos ensinos que Jesus deixou para Sua igreja, quando diz para Seus discípulos: “Porque todos os profetas e a lei profetizam até João” (Mt 11.13).

Se a lei e os profetas acabaram em João, porque os adventistas insistem em seguir as profecias de Ellen White?

Podemos escolher: ler os escritos do apóstolo Paulo, por exemplo, que afirmam: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor” (1ª Co 14.37) ou os escritos Ellen White: “Embora os profetas da antiguidade fossem humanos, a mente divina e a vontade de um Deus infalível estão suficientemente representada na Bíblia. E o mesmo Deus fala por meio dos escritos do espírito de profecias. Estes livros inspirados, tais como: O desejado de todas as nações, O conflito dos séculos e patriarca e profetas são, certamente, revelação divinas da verdade sobre as quais deveríamos depender completamente [Orientação profética no movimento adventista, p. 45, 1965].

Depois de tantos elogios a Ellen White, os adventistas procuram diminuir o impacto de suas declarações: “Pouca atenção tem sido dada à Bíblia, e o Senhor nos deu uma luz menor, para guiar homens e mulheres a uma luz menor” [O colpor evangelista, p. 125].

Resposta Apologética.
Mas a própria Sra. White ensina que não precisamos de uma luz menor que nos conduza a uma luz maior.
“Não carecemos da pálida luz da verdade para tornar compreensíveis as Escrituras. Semelhantemente, poderíamos supor que o sol do meio-dia necessitasse da bruxuleante candeia da terra para aumentar-lhe o fulgor” [Testemunhos Seletos, v. III, 5ª Ed., P. 236, 1985].

Ao critica aqueles que pretendem juntar à Bíblia outra fonte de autoridade religiosa, contraditoriamente: “A verdade divina é encontrada em sua palavra. Os que pensam que devem buscar noutra parte a verdade presente precisam converter-se. Têm hábitos errôneos para emendar, caminhos maus que abandonar” [Ibid].

Quem precisa de uma luz menor, se existe uma luz maior?

VI. DOUTRINAS E CRENÇAS

Os sabatistas misturam algumas verdades com seus erros, assim enganam aos que, com sinceridade, buscam a verdade. Normalmente citam a Bíblia, porém sem o cuidado de examinar o contexto. Embora muitas de suas doutrinas sejam ortodoxas, existem outras que desviam o crente da verdade. Convém que os leitores conheçam essas doutrinas e saibam como refutá-las, tendo em vista que os adventistas também se dedicam ao proselitismo, algo que Jesus criticou dos fariseus (Mt 23.15).

1.   Segregação Racial.

“Em resposta a indagação quanto à conveniência de casamento entre jovens cristão de raça branca e preta, direi que nos princípios de minha obra esta pergunta me foi apresentada, e o esclarecimento que me foi dado da parte do Senhor foi que esse passo não devia ser dado; pois é certo criar discussão e confusão [...]. Que o irmão de cor se case com uma irmã de cor que seja digna, que ame a Deus e guarde seus mandamentos. Que a irmã branca que pensa em unir-se em matrimônio a um irmão de cor se recuse a dar tal passo, pois o Senhor não está dirigindo nessa direção” [Mensagens Escolhidas, v.II, p. 344].

Será que a igreja que se vangloria de ser a igreja remanescente é segregacionista, como foi a Sra.White? A Bíblia condena este tipo de comportamento. O apóstolo Pedro, ao entrar na casa de Cornélio, declarou: “Reconheço por verdade que Deus não faz acepção de pessoas” (At 10.34). Em 1º Samuel 16.7, está escrito: “O Senhor não vê como o homem vê, pois o homem vê o que está diante dos olhos (a cor a pele), porém, o Senhor olha para o coração”.

Segundo os adventistas, Ellen White nada escreveu que não se encontra na Bíblia. Mas não isso que comprovamos por meio de seus escritos. Tenhamos em mente o texto de Apocalipse 22.18, que proíbe qualquer acréscimo à Palavra de Deus, conforme já vimos.

2.   Não crêem que a expiação de Cristo é suficiente para a purificação dos pecados.

Nossos pecados lançado sobre Satanás.
No livro Oritual do santuário, está escrito: “Quando, portanto, os dois bodes eram postos perante o Senhor no dia da expiação, representavam Cristo e Satanás […] Satanás não somente arrastou o peso e o castigo de seus próprios pecados, mas também dos pecados da hoste dos remidos, os quais foram colocados sobre ele, e também deve sofrer pela ruína de almas por ele causada” [M.L. Andreasen, p. 168, 314, CPB].

O bode emissário tipifica Satanás, autor do pecado, sobre quem os pecados dos verdadeiros penitentes serão finalmente colocados […]. Quando Cristo, pelo mérito de seu próprio sangue, remover do santuário celestial os pecados de seu povo, ao encerrar-se o seu ministério, Ele os colocará sobre Satanás, que, na execução do juízo, deverá arrostar a pena final. O bode emissário era enviado para uma terra não habitada, para nunca mais voltar à congregação de Israel. Assim será Satanás para sempre banido da presença de Deus e de seu povo, e eliminado da existência na destruição final do pecado e dos pecadores.

Resposta Apologética:
Até nos parece um conto de fada, mas tem gente que acredita nas baboseiras da Sra. White.
Em Levítico, eram apresentados dois bodes para expiação dos pecados segundo a lei. A expiação através da morte de Cristo, e a reconciliação como seu fruto e conseqüência, são colocados de forma especial clara nas passagens de Hebreus 9.11ss e 13.11ss, através da comparação com o sacrifício pelo pecado no grande dia da expiação (Lv 16.1-5). “A partir das prefigurações que encontramos na lei, podemos conhecer da melhor maneira o poder e a eficácia da morte de Cristo” (Calvino).

O sacrifício pelo pecado ou oferta propiciatória se realizava em três atos, envolvendo um bode vivo e um imolado. Sobre a cabeça do bode vivo se confessam os pecados do povo, sendo então levado ao deserto, “para Azazel” que significa “afastamento” ou “emissário”. A maldição pelos pecados era removida, para nunca mais alcançar aqueles que cometeram tais pecados. Aceitar a explicação dos adventistas do sétimo dia sobre o bode emissário é o mesmo que transferir a obra de Cristo para o diabo, que passaria a ser um co-salvador, o que é uma perversão da obra redentora de Cristo na cruz (2ª Co 5.21; Hb 10.18).
Com relação ao outro, era imolado (derramamento de sangue) e queimado sobre o altar. Quando o sangue da vítima sacrifical era levado pelo sumo sacerdote para dentro do Santo dos Santos, era perdoado o pecado, o seu próprio e do povo (Lv 16.34; Hb 9.7-9). E que o pecado agora deveria ser cancelado, isso era representado pela queima do animal fora do arraial, enquanto que a fumaça que subia a Deus como aroma agradável, simbolizava a aceitação do sacrifício junto a Deus e a renovada doação de Sua graça (cf. Lv 1.9).

Logo, colocar os pecados sobre o bode emissário significava afastamento. O sentido tipológico da cerimônia do Dia da Expiação pode ser interpretado:
Essas três figuras: levar o bode ao deserto, o derramamento de sangue e a queima, são cumpridas de forma plena e para sempre em Cristo. Assim como o bode vivo carregou os pecados para o deserto, Cristo carregou os pecados do mundo em seu corpo sobre a cruz (Jo 1.29); Rm 8.3; 1ª Pe 2.24). Como o sumo sacerdote não podia entrar no Santo dos Santos sem sangue, também Cristo trouxe seu próprio sangue para dentro do santuário celeste, abrindo-nos com isso, de novo o céu (Hb 9.12, 24ss, 28). Assim como o animal sacrificado era queimado fora do arraial, também Cristo sofreu fora das portas da cidade. E no fato de Ele se deixar repudiar, colocou novamente a graça de Deus ao nosso alcance (Hb 13.12).

No Antigo Testamento tudo era incompleto, devendo, por isso, ser repetido os sacrifícios de novo (Hb 9.25). O que Cristo fez, no entanto, vale de uma vez por todas. Na expiação por ele realizada nada há de defeituosos, nada de incompleto; não resta nenhuma lacuna a ser preenchida por nós, nenhum resto de pecado a expiar. Pelo contrário, pela morte de Cristo não só é anulada a morte como conseqüência da queda, como também se manifesta ainda da parte de Cristo uma grande sombra de vida (cf. As três vezes repetido “muito mais” no trecho de Romanos 5.15-21, onde Paulo compara a significância de Cristo à de Adão).

Sendo assim, Satanás não é nossa oferta para o pecado. Foi Cristo, e não Satanás, quem carregou nossos pecados:

“No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1.29). “Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus” (Hb 10.12). “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos” (Is 53.6). 
“Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados” (1ª Pe 2.24). “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito” (3.18).

Os Adventistas ensinam que o bode emissário de Levítico, simboliza Satanás carregando todas as nossas iniqüidades. Será que eles não se dão conta das implicações de tal ensino? Isto faria do diabo nosso co-salvador com Cristo, pois a expiação de nossos pecados seria realizada em parte por Satanás. O simbolismo real desta passagem mostra Cristo levando sobre si os nossos pecados.

·   Os pecados dos crentes são lançados no santuário do céu e lá ficam.
·   Uma vez lançados no santuário celestial os pecados, depois, são transferidos a Cristo e tornam-se dele.
·   Esses pecados, agora de Cristo, na sua segunda vinda, são lançados sobre Satanás, passando a lhes pertencer.

·   Quando Satanás for aniquilado, os pecados também serão destruídos junto com ele. Mas a Bíblia diz que Satanás não será aniquilado, antes, será castigado eternamente no lago de fogo (Mt 25.41; Ap 20.10).

·   Em suma, a essência do plano de salvação dos adventistas do sétimo Dia é: “o Salvador não é Cristo, mas sim, Satanás”. Este ensino, porém, é errado, trata-se de outro evangelho (Gl 1.8-10).

·   Se os adventistas aceitam este inclassificável ensino como um fato para o plano de salvação preparado por Deus, estamos diante de um grande desvio doutrinário por parte desse movimento. Estamos diante de uma heresia, característica própria de uma seita.

3.   Dizem que a obra da expiação de Cristo foi incompleta.

A Sra. Ellen White escreveu em um de seus livros: Não concordamos com a crença geral de que a expiação foi completa na cruz. É impossível acreditar que uma obra perfeita foi consumada.

A expiação tem que continuar até o fim do tempo quando Cristo acabar seu trabalho como Sumo Sacerdote, no Santuário celestial.

Quando Cristo derramou Seu Sangue na cruz, Ele não fez a expiação. Ele perdoou os pecados originais advindos de Adão.

À luz do ensino do Adventismo, a doutrina da expiação é explicada partindo do seguinte raciocino:
1        Os adventistas ensinam que Jesus entrou no santuário celestial no ano de 1844 e agora está cumprindo a obra da expiação.

2        O Céu é a réplica do santuário típico sobre a terra, com dois compartimentos: o lugar santo e o lugar santos dos santos.

3        No primeiro compartimento do santuário celestial, Cristo intercedeu durante dezoito séculos (do ano 33 ao ano 1844), em prol dos pecadores penitentes, “entretanto seus pecados permaneciam ainda no livro de registro”.

4        A expiação de Cristo permanecerá inacabada, pois havia ainda uma tarefa a ser realizada, a saber: a remoção de pecados do santuário no céu.

5        A doutrina do santuário levou o Adventismo do Sétimo Dia finalmente a declarar: “Nós discordamos da opinião que a expiação foi efetuada na cruz, conforme geralmente se admite”.

4.   Quanto à expiação de Cristo, para purificar nossos pecados:
O ensino que nega a expiação de Cristo no Calvário não pode manter-se de pé. Primeiro porque foi difundido por uma pessoa de exagerado fanatismo e de muitas “visões” da carne; e segundo, porque é anti-bíblico, incoerente e herético.

A.  A obra expiatória de Cristo é perfeita.
“Que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu” (Hb 7.27).

“Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus” (Hb 10.12).

“Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hb 10.14).

B.  A salvação do crente é perfeita e imediata.
“Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36).

“Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (Jo 5.24).

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1ª Jo 1.7).

“Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida; e não apenas isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, por intermédio de quem recebemos, agora, a reconciliação” (Rm 5.10-11).

“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto o que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante ao pecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado, a fim de que o preceito da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm 8.1-4).

5.   A natureza pecaminosa de Jesus.

Diz Ellen White:
“Por quatro mil anos estivera a raça humana a decrescer em forças, físicas, vigor mental e moral; e Cristo tomou sobre si as fraquezas da humanidade degradada. Unicamente assim podia salvar o homem das profundezas de sua degradação” [O desejado de todas as nações, 37ª ed., p. 82, CPB].

Outro livro adventista, Estudos bíblicos, confirmam este ensino sobre a natureza pecaminosa de Jesus: “Em sua humanidade, Cristo participou de nossa natureza pecaminosa, caída. De sua parte humana, Cristo herdou exatamente o que herda todo o filho de Adão – uma natureza pecaminosa” [P. 140-1, 1979, CPB].

Resposta apologética.
Como podemos ver, os adventistas admitem um salvador com uma natureza pecaminosa, degenerada! Será que Jesus pode realmente nos salvar, já que Ele, conforme dizem os adventistas, possui uma natureza humana pecaminosa? Mas isso não é verdade. De acordo com a Bíblia, Jesus foi concebido sem pecado (Mt 1.18-23). Ao saber da gravidez de Maria, José tencionou abandoná-la, secretamente, mas foi informado, em sonhos, para não fazer tal coisa, porque o que nela estava era gerado pelo Espírito Santo. Em Lucas 1.30-35, lemos que o anjo Gabriel informou a José que Maria conceberia virginalmente.
O Jesus da Bíblia era santo, inocente, imaculado (Hb 7.26). A real natureza humana de Jesus, no entanto, não pode ser negada: Ele sentia fome, sede, cansaço, sono, derramou sangue e suor; era um homem completo, no sentido físico, portanto, negar a natureza humana de Jesus é estar mancomunado com o anticristo (1ª Jo 4.1-3; 2ª Jo 7). Mas não podemos ir ao extremo e ensinar que Ele possuía uma natureza humana caída, pecaminosa, assim como a nossa. Seria outro Jesus (Ref. 2ª Co 11.4; 2ª Co 5.1; 1ª Pe 1.18, 19; 1ª Jo 3.5; Hb 4.14,15; 1ª Pe 2.32, 22).

6.   Ensinam que a salvação depende, em grande parte, das obras.

Ensinam que ninguém poderá dizer na hora da conversão eu sou um salvo. Num de seus livros diz: “A condição da vida eterna é exatamente a que sempre foi: perfeita obediência à lei de Deus”.
Quanto à salvação depender das obras: “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8-9).

“Se, pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo. Pois assim como, por uma só ofensa, veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também, por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para a justificação que dá vida” (Rm 5.17-18). “E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça” (Ref. Rm 11.6; Rm 10.2-4).

7.   Negam a existência do inferno, e a imortalidade da alma.

Ensina que o inferno é um lugar de tormento, somente para Satanás. Crêem que os ímpios de incrédulos vão para um lugar de fogo, onde serão aniquilados rapidamente. E que quando uma pessoa morre, a sua alma dorme, esperando o dia do julgamento. Os ensinos de Helen White dizem que a teoria do castigo eterno é “uma das doutrinas falsas que constituem o vinho das abominações da Babilônia”. Jesus Cristo usou a palavra “eterno” para referi-se à duração das bênçãos dos salvos e ao tormento dos perdidos em Mateus 25.46. Além disso, ele não disse aniquilação eterna, e sim castigo eterno (Mc 9.43-44).

Por passagens bíblicas podemos ter definições claras sobre a realidade do inferno. As palavras gregas para definir inferno são três: Hades (Sheol no Antigo Testamento), lugar onde os espíritos mortos aguardam a ressurreição. Geena refere-se ao inferno em relação ao castigo eterno, para onde irão os injustos após o julgamento do Grande Trono Branco. Tártaro é usado para referir-se à prisão dos anjos caídos (J. 6).

O Inferno é antítese do céu:
“E tu, Cafarnaum, erguer-te-ás até o céu? Serás abatida até o inferno” (Mt 11.23).

Cristo prometeu fazer a Sua Igreja triunfar sobre o Inferno:
“[...] e as portas do inferno não prevalecerão contra Ela” (Mt 16.18).

No Inferno há vida consciente e sofrimento eterno:
“No Inferno, estando em tormentos, ergueu os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio” (Lc 16.23).

Deus tem poder de matar o corpo e lançar a alma no Inferno:
“Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma. Temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo” (Mt. 10.28).

A indisciplina dos nossos membros pode ser causa de condenação do corpo ao Inferno:
“Portanto se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o a atira-o para longe de ti. É melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno” (Mt 5.29).

Não há escape do Inferno para impenitente:
“Serpentes, raças de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?” (Mt. 23.33).

O Inferno será um lugar de sofrimento eterno e de eterna separação do Salvador:
Mt. 13.42, 49, 50; 25.41.

“E lançá-los-ão na fornalha de fogo, onde haverá pranto e ranger de dentes”.
(Outras ref. Lc 16.19-31; Mt 18.8,9; Ap 20.9, 10; Jo 5.28-29).

8.   Ensinam que certos alimentos são pecados.

É pecado comer carne de porco, peixes sem escamas, gorduras animais, café, chá etc. Quem insistir, estaria atraindo condenação para si, pela obediência às leis de Deus.

“Portanto, por que é que você, que só come verduras e legumes, condena o seu irmão? E, você, que come de tudo, por que despreza o seu irmão? Pois todos nós estaremos diante de Deus para sermos julgados por ele” (Rm 13.10 – NTLH).

“Portanto, por que é que você, que só come verduras e legumes, condena o seu irmão? E, você, que come de tudo, por que despreza o seu irmão? Pois todos nós estaremos diante de Deus para sermos julgados por ele” (Rm 13.10 – NTLH).

Desprezar e julgar os outros cristãos (os mesmos dois verbos usados no verso 3), “o sorriso de desdém” e “a carranca de juízo acusador”, ambos se revelam agora como atitudes anômalas. Por quê? Não apenas porque Deus os aceitou, porque Cristo morreu e ressuscitou para ser nosso Senhor.

Há uma ligação óbvia entre o fato de não julgarmos nosso irmão. O fato de termos de comparecer diante do Tribunal de Deus. Segundo lugar: “Cada um dará conta de si mesmo”. “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus. Não nos julguemos mais uns aos outros; pelo contrário, tomai o propósito de não pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão” (Rm 14.12, 13).

Não temos o direito de julgar os outros e condená-los, por um código humano. Todo o julgamento compete ao Senhor. Deus constitui ministros para pregar o Evangelho, e não para serem “donos” do Evangelho; O verdadeiro ministro é um servo da igreja de Cristo e não o dono da igreja. A religião farisaica dos tempos de Jesus usava o critério do julgamento humano, e Jesus é claro ao dizer para os fariseus:

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?” (Mt 7.1, 4).

Cristo não está abolindo a necessidade do exercício do discernimento e de fazermos avaliação dos pecados dos outros. O crente é ordenado a identificar aqueles que são falsos na igreja (Mt 7.15) e avaliar o caráter de certas pessoas.

Não é proibido o uso de critérios sãos. O que não devemos é nos sentir “donos” da Igreja de Cristo e julgá-la pelas nossas idéias. O cristão quando julga seu irmão está condenando a si mesmo. Quem somos nós seres humanos para julgar e condenar um irmão a nosso bel-prazer? A Palavra nos ensina que não devemos nem levar um irmão a juízo quanto mais julgar com critério rígido.

“Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou pelos dias de festas, ou lua nova, ou sábado” (Cl 2.16).

As duas primeiras palavras se referem às regras judaicas sobre alimentação do Antigo Testamento, que os colossenses eram pressionados a observar como necessidade para a salvação pelos falsos mestres. E, ainda hoje, existem ministros que se intrometem na alimentação dos irmãos outros usam o sábado como meio de salvação. São ministros débeis na fé, por falta de maturidade, instrução e conhecimento da Palavra de Deus.
Os falsos mestres, a quem o apóstolo se refere, estavam envolvidos com o legalismo judaico: circuncisão (Cl 2.11), preceitos dietéticos e guardas de dias (Cl 2.16). Há também várias referencias ao gnosticismo (Cl 2.18-23).

O verbo grego paralogizomai, que quer dizer “enganar, seduzir com raciocínios capciosos”, descreve com precisão a perícia dos falsos mestres na exposição de suas heresias. O nosso cuidado deve ser continuo para não nos tornarmos presas desses doutores do engano. (Ref. Rm 14.1-8; Rm 14.17; Cl 2.16, 17; Mt 15.11; Mc 7.15-20; 1ª Co 10.25).

9.   A doutrina do sono da alma.

Os adventistas ensinam que as almas dos justos dormem até a ressurreição e o juízo final. Este “sono da alma” é um estado de silêncio, inatividade e inteira inconsciência. Baseiam esta crença, principalmente, em Eclesiastes 9.5, que diz: “Os mortos não sabem coisa alguma…”. O contexto demonstra que este versículo está falando sobre a relação dos mortos com a vida terrena e não sobre o estado da alma depois da morte. Provas bíblicas da consciência da alma depois da morte acham-se nas palavras de Paulo quando diz que, ao deixar o corpo, estaria com o Senhor, (Fl 1.23-24; 2ª Co 5.1-8; Lc 16-19-31).

Este ensino contradiz a vários textos das Escrituras, entre os quais destacam a narrativa do Rico e de Lázaro (Lc 16.22-30).

Está narrativa não é uma parábola, mas um ensino das doutrinas deixadas por Jesus a Sua Igreja. É interessante notar que Jesus menciona o nome de Lázaro e do pai Abraão, o que não era de esperar no caso de uma parábola.

Não iremos estudar os defeitos que levaram o rico ao sofrimento no Hades, e sim, uma interpretação esclarecedora a luz da exegese bíblica para desbaratar os ensinos controversos dos Adventistas, quanto ao sono da alma.

No Hades o rico o estava cônscio de sua vida passada:
A.     Levantou os olhos e viu a Lázaro no seio de Abraão (v.23).
B.       Clamou por misericórdia (v. 24).
C.        Teve sede (v. 24).
D.        Sentiu atormentado (v.24).
E.        Rogou a favor de seus irmãos (v.27).
F.        Ainda tinha seus irmãos em lembranças (v.28).
G.        Persistiu em rogar a favor dos seus ante queridos (v.30).

O rico que Jesus aponta provavelmente um saduceu (da seita judaica que não acreditava na vida após a morte, (cf At 23.8), e limitava o cânom aos livros de Moisés).

Inferno do grego “hades”, é o lugar dos mortos no mundo inferior, até o juízo final. O inferno é um lugar de sofrimento, de onde é visto o que jamais se gozará (v.23), de onde os condenados se lembrarão do passado com saudades insaciáveis e remorsos (v. 25), de sede sem alívio (v.24) e de condenação irrevogável (v. 26).

Neste ensino Jesus mostra a realidade da vida após morte, elimina a doutrina do purgatório pelo catolicismo, e a doutrina da reencarnação ensinada pelos espíritas.

O paraíso (seio de Abraão, v 22; cf Lc 13.28ss) está separado pelo abismo entre o mundo inferior e os “lugares celestiais” (2ª Co 12.4; Ap 2.7; 6.9).

Esta teoria tem a possibilidade suficiente para nos ensinar a sermos prudentes em aceitar idéias religiosas que não tem base bíblica. Normalmente as crenças de uma seita ou religião baseia-se em motivos relacionados às experiências de seus fundadores ou em livros escritos por eles. No adventismo, verificamos que os escritos de seus fundadores continuam sendo seu sustentáculo doutrinário, independente da Bíblia. Somente Jesus deixou-nos palavra de vida eterna (Jo 6.68-69).


10. A guarda do Sábado.


Guarda do Sábado; o sábado é observado, ao invés do domingo; guardar o sábado é o selo de Deus; guardar o domingo, é o sinal da besta; guardar o sábado é um mandamento do decálogo; que o decálogo é um mandamento obrigatório para os povos de todos os tempos; que observar o sábado em boa fé, é essencial a nossa salvação.
O apóstolo Paulo escreveu que todas as ordenações e mandamentos, foram cravados na cruz de Jesus Cristo, abolindo o Velho Concerto e abrindo um Novo Concerto, pela obra de Cristo. A Srª Ellen diz: “Eu vi, numa visão, que o mandamento da ‘Observância do Sábado’ não foi cravado na cruz com os outros”.

·          “Mas agora, conhecendo Deus, ou antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos (partes componentes de uma série, elementos, coisas elementares) fracos (sem poder) e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Ora, vós irmãos, sois filhos da promessa, como Isaque” (Gl 4.9,10,28).

·          “Havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, tirou-o do meio de nós, cravando-o na cruz.Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados. Estas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, encontra-se em cristo” (Cl 2.16,17).

Pr. Elias Ribas

FONTE DE PESQUISA


1.      ANTÔNIO GILBERTO, lições bíblicas, 4º trimestre, 1992, CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
2.      ANTÔNIO GILBERTO, lições bíblicas, 1º trimestre, 1997, CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
3.      BÍBLIA EXPLICADA, S.E.McNair, 4ª Edição, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
4.      BÍBLIA PENTECOSTAL, Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida, Edição 1995, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
5.      BÍBLIA SHEDD, Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil – 2ª Edição, Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, SP.
6.      BÍBLIA DE ESTUDO PLENITUDE, Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Corrigida, 1995, Sociedade Bíblica do Brasil, Barueri, SP.
7. BÍBLIA INTERLINEAR GREGO E PORTUGUÊS. Sociedade Bíblica do Brasil.
8.      CLAUDIONOR CORRÊA DE ANDRADE, Dicionário Teológico, p. 286, 8ª Edição, Ed. CPAD, Rio de janeiro, RJ.
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10.  DELVACYR BASTOS, seitas e heresias, Escola Teológica Filadélfia, Cascavel PR - Email- prdelvacyr@hotmail.com.
11.  ELIENAL CABRAL, lições bíblicas, 1º trimestre 2007, Ed. CPAD, Rio de Janeiro RJ.
12.  ELINALDO RENOVATO DE LIMA, lições bíblicas, 3º trimestre 2004, Ed. CPAD, Rio de Janeiro RJ.
13.  ELINALDO RENOVATO DE LIMA, lições bíblicas, 4º trimestre 1991, Ed. CPAD, Rio de Janeiro RJ.
14.  ELIEZER LIRA, lições bíblicas, 1º trimestre de 2006, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
15.  EZEQUIAS SOARES SILVA, lições bíblicas, 2º trimestre de 1997, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
16.   EZEQUIAS SOARES, lições bíblicas, 2ª trimestre de 2006, CPAD, Rio de Janeiro RJ.
17.  ICP, INSTITUTO CRISTÃ DE PESQUISA, Série Apologética, Volumes I - VI, Site, www.icp.com.br
18.  JOSÉ ELIAS CROCE, Lições bíblicas, 1º trimestre 2000, Ed. Betel.
19.  JOHN LANDERS, Religiões mundiais, Juerp, Rio de Janeiro, 3ª Edição, 1994.
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21.  JÜRGEN BECKER, Apóstolo Paulo, Edição 2007, Editora Academia Cristã.
22.  JOSÉ PIO DA PAZ, O que é o Adventismo, 2ª Edição 1984, CPAD, Rio de Janeiro, RJ.
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24.  RAIMUNDO OLIVEIRA, Heresiologia – 2ª Edição – EETAD, São Paulo SP.
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27.  ROBERT BOWMAN, tradução, Elvis Brassaroto Aleixo, As Testemunhas-de-Jeová.
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29.  SEITAS E HERESIAS, SEAMID, Cascavel – PR, se.amid@hotmail.com
30.  SMEETON, DONAL D., História da Igreja, Ed. Global University, 1ª Edição no Brasil 2003. FAETAD, Campinas SP.


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